{"id":25500,"date":"2007-06-23T11:46:50","date_gmt":"2007-06-23T11:46:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/06\/23\/preservar-o-riquissimo-patrimonio\/"},"modified":"2007-06-23T11:46:50","modified_gmt":"2007-06-23T11:46:50","slug":"preservar-o-riquissimo-patrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/preservar-o-riquissimo-patrimonio\/","title":{"rendered":"Preservar o riqu\u00edssimo patrim\u00f3nio"},"content":{"rendered":"<p>O grande desafio da igreja <!--more--> \u00abO grande desafio da Igreja \u00e9 saber preservar e valorizar o muito e riqu\u00edssimo patrim\u00f3nio\u00bb que tem em m\u00e3os, tanto os edif\u00edcios em si como o vast\u00edssimo e valioso esp\u00f3lio espalhado pelos diversos templos. Esta foi uma das ideias principais deixadas ontem num col\u00f3quio realizado no Santu\u00e1rio de Senhora de Porto de Ave, P\u00f3voa de Lanhoso, onde houve uma recupera\u00e7\u00e3o considerada exemplar. O col\u00f3quio foi organizado pela Real Confraria de Nossa Senhora de Porto de Ave e pela JovemCoop, com apoio da C\u00e2mara Municipal da P\u00f3voa de Lanhoso e da Signinum. Os \u00faltimos dados divulgados indicam que entre 70 a 80 por cento do patrim\u00f3nio nacional est\u00e1 nas m\u00e3os da Igreja. Se por um lado \u00e9 uma honra pela dimens\u00e3o do acervo, n\u00e3o deixa de ser um \u201cfardo\u201d bastante pesado, em termos de preserva\u00e7\u00e3o e restauro. \u00abO grande desafio da Igreja \u00e9 saber preservar o seu riqu\u00edssimo patrim\u00f3nio. Por isso, salvo raras excep\u00e7\u00f5es, n\u00e3o estamos em tempo de construir, mas sim de restaurar\u00bb, disse o c\u00f3nego Jos\u00e9 Paulo Abreu, moderador do col\u00f3quio e membro da Comiss\u00e3o de Arte Sacra da Arquidiocese de Braga. Lu\u00eds Aguiar Campos, respons\u00e1vel da Signinum, empresa que fez o restauro do santu\u00e1rio, mostrou alguns dos passos dados na interven\u00e7\u00e3o realizada, dando conta das dificuldades experimentadas, quando se quer fazer um bom trabalho. \u00abS\u00e3o obras que exigem prepara\u00e7\u00e3o, muito cuidado com a mem\u00f3ria do povo e ter sempre em conta princ\u00edpios \u00e9tico-deontol\u00f3gicos\u00bb, disse, sublinhando que, quando se faz um restauro do g\u00e9nero, h\u00e1 que pensar na possibilidade da reversibilidade. Os jornalistas do Di\u00e1rio do Minho Francisco de Assis e Jos\u00e9 Carlos Ferreira, autores do suplemento \u201cPatrim\u00f3nio\u201d, que \u00e9 \u00e0s quintas-feiras, deram o seu testemunho na tarefa de divulga\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio no distrito de Braga, real\u00e7ando a import\u00e2ncia de um restauro bem feito. \u00abNenhum padre ou respons\u00e1vel de uma institui\u00e7\u00e3o deve ter a pretens\u00e3o de saber tudo. E quando n\u00e3o sabe, a atitude inteligente deve ser perguntar, pedir ajuda aos t\u00e9cnicos e n\u00e3o lan\u00e7ar-se em obras que, obviamente, ficam mal feitas, danificando o patrim\u00f3nio\u00bb. <b>Parcerias na preserva\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio<\/b> Na sess\u00e3o de abertura, al\u00e9m dos anfitri\u00f5es, Carlos Rufino, juiz da Real Confraria de Nossa Senhora de Porto de Ave, e o padre Augusto, capel\u00e3o da confraria, tamb\u00e9m o presidente da C\u00e2mara Municipal, Manuel Baptista, esteve presente, n\u00e3o s\u00f3 como autarca, mas sobretudo como um \u00abapaixonado\u00bb pelo santu\u00e1rio. \u00abA minha presen\u00e7a aqui tem um sabor especial. \u00c9 uma casa que me diz muito, n\u00e3o s\u00f3 pela minha f\u00e9 em Nossa Senhora como pela sua import\u00e2ncia no contexto do desenvolvimento tur\u00edstico da P\u00f3voa de Lanhoso\u00bb, disse. Ali\u00e1s, Manuel Baptista deu conta dos projectos de desenvolvimento do concelho, ancorados no patrim\u00f3nio, na filigrana e na gastronomia, apostando numa nova imagem da vila e do concelho. \u00abO santu\u00e1rio de Porto de Ave \u00e9 um ponto de visita obrigat\u00f3rio\u00bb, disse. Por seu turno, Ana Patr\u00edcia Ferreira, da Signinum e com forma\u00e7\u00e3o em Tomar e \u00c9vora, mostrou alguns avan\u00e7os na investiga\u00e7\u00e3o para melhor conhecimento do santu\u00e1rio, respondendo a uma das quest\u00f5es que intrigava muita gente. Isto \u00e9, quem \u00e9 D. Lu\u00eds Vermiel, nome que est\u00e1 cravado numa das colunas da igreja. Segundo esta investigadora, trata-se de um insigne escultor\/ pintor, com a alcunha de \u201cperegrino espanhol\u201d. Um homem que no s\u00e9culo XIX n\u00e3o poupava em elogios \u00e0 beleza e \u00e0 riqueza patrimonial do santu\u00e1rio, estranhando que ningu\u00e9m tivesse escrito sobre o edif\u00edcio. Encarregou-se ent\u00e3o de escrever n\u00e3o s\u00f3 o monumento, mas tamb\u00e9m as festas, com pormenores verdadeiramente espectaculares. O presidente da ATAHCA, Mota Alves, foi outro dos convidados do col\u00f3quio, para falar da import\u00e2ncia das parcerias na tarefa, que \u00e9 de todos, de preservar e divulgar o patrim\u00f3nio. Aceitou o desafio do c\u00f3nego Jos\u00e9 Paulo Abreu para a feitura de um cat\u00e1logo para as pe\u00e7as do Museu da Confraria. A ATAHCA, que tem sido parceira em v\u00e1rias obras de restauro, mostrou-se dispon\u00edvel para trabalhar em parceria com a autarquia e com a confraria. Coube ao presidente da JovemCoop, Ricardo Silva, a tarefa de encerrar o col\u00f3quio. Na sua interven\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m se mostrou dispon\u00edvel para ajudar a divulgar o patrim\u00f3nio constru\u00eddo e natural, contribuindo para uma maior consciencializa\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es nas quest\u00f5es do patrim\u00f3nio. Ricardo Silva ofereceu uma medalha ao juiz da confraria, como homenagem ao trabalho realizado. Seguiu-se uma visita guiada \u00e0 interven\u00e7\u00e3o que a Signinum est\u00e1 a fazer nos calv\u00e1rios e nas 100 imagens.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grande desafio da igreja<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[119,172,175,187,285],"class_list":["post-25500","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-arte-sacra","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-evora","tag-diocese-do-porto","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25500"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25500\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}