{"id":25464,"date":"2007-06-21T10:32:24","date_gmt":"2007-06-21T10:32:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/06\/21\/lei-do-aborto-esta-regulamentada\/"},"modified":"2007-06-21T10:32:24","modified_gmt":"2007-06-21T10:32:24","slug":"lei-do-aborto-esta-regulamentada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lei-do-aborto-esta-regulamentada\/","title":{"rendered":"Lei do aborto est\u00e1 regulamentada"},"content":{"rendered":"<p>Mulheres devem ser informadas sobre os riscos que correm e sobre os apoios \u00e0 maternidade <!--more--> Foi hoje publicada em Di\u00e1rio da Rep\u00fablica a regulamenta\u00e7\u00e3o da nova lei do aborto, que permite a interrup\u00e7\u00e3o da gravidez, at\u00e9 \u00e0s 10 semanas, &#8220;por op\u00e7\u00e3o da mulher&#8221;, um diploma decorrente do resultado do referendo de 11 de Fevereiro.  A Portaria n.\u00ba 741-A\/2007 estabelece as medidas a adoptar nos estabelecimentos de sa\u00fade oficiais ou oficialmente reconhecidos com vista \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o da gravidez nas situa\u00e7\u00f5es previstas no artigo 142.\u00ba do C\u00f3digo Penal. A regulamenta\u00e7\u00e3o entra em vigor dia 15 de Julho.  No artigo 16.\u00ba, em que se aborda a quest\u00e3o da &#8220;consulta pr\u00e9via&#8221;, s\u00e3o acolhidas algumas das recomenda\u00e7\u00f5es que o Presidente da Rep\u00fablica fez ao promulgar a lei. A indica\u00e7\u00e3o de Cavaco Silva de mostrar a ecografia \u00e0 mulher n\u00e3o foi seguida nesta regulamenta\u00e7\u00e3o, o mesmo acontecendo com a informa\u00e7\u00e3o relativa \u00e0s possibilidades de adop\u00e7\u00e3o.  Est\u00e1 previsto que a mulher que decida interromper uma gravidez at\u00e9 \u00e0s 10 semanas tenha, obrigatoriamente, uma consulta m\u00e9dica, no prazo de 5 dias, depois de solicitado o aborto. \u00c0 mulher \u00e9 ainda permitido &#8220;fazer-se acompanhar por outra pessoa&#8221;, desde que seja essa a sua vontade.  &#8220;No \u00e2mbito da consulta, o m\u00e9dico, ou outro profissional de sa\u00fade habilitado, deve prestar todas as informa\u00e7\u00f5es e os esclarecimentos necess\u00e1rios \u00e0 mulher gr\u00e1vida ou ao seu representante legal, tendo em vista uma decis\u00e3o livre, consciente e respons\u00e1vel&#8221;, refere o texto, sublinhando que os esclarecimentos &#8220;devem, preferencialmente, ser acompanhados de informa\u00e7\u00e3o escrita&#8221;.  Entre outras quest\u00f5es, as mulheres dever\u00e3o ser informadas sobre &#8220;as eventuais consequ\u00eancias para a sa\u00fade f\u00edsica e ps\u00edquica&#8221; do aborto e &#8220;as condi\u00e7\u00f5es de apoio que o Estado pode dar \u00e0 prossecu\u00e7\u00e3o da gravidez e \u00e0 maternidade&#8221;. Estabelece-se a exist\u00eancia de um per\u00edodo obrigat\u00f3rio de reflex\u00e3o, durante o qual existe &#8220;a disponibilidade de acompanhamento psicol\u00f3gico e por t\u00e9cnico de servi\u00e7o social&#8221;.  Os estabelecimentos de sa\u00fade devem ainda disponibilizar \u00e0 mulher um m\u00e9todo contraceptivo para in\u00edcio imediato depois da realiza\u00e7\u00e3o do aborto. Em rela\u00e7\u00e3o aos m\u00e9dicos objectores de consci\u00eancia (artigo 12.\u00ba), \u00e9 dito que dever\u00e3o &#8220;assegurar o encaminhamento das mulheres gr\u00e1vidas&#8221; que solicitarem o aborto para &#8220;os servi\u00e7os competentes, dentro dos prazos legais&#8221;.  O Ministro da Sa\u00fade, Correia de Campos, disse ainda que uma proposta relacionada com os m\u00e9dicos objectores de consci\u00eancia era ilegal: \u201cA proposta de que a invoca\u00e7\u00e3o da objec\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia n\u00e3o justifica a exclus\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade da consulta pr\u00e9via\u201d. Assim, os objectores de consci\u00eancia n\u00e3o poder\u00e3o tomar parte nesta fase do processo.  O Artigo 18.\u00ba, relativo ao per\u00edodo de reflex\u00e3o, refere apenas que o mesmo n\u00e3o deve ser &#8220;inferior a tr\u00eas dias&#8221;. O documento pode ser consultado no seguinte endere\u00e7o: http:\/\/dre.pt\/pdf1sdip\/2007\/06\/11801\/00020011.PDF   <b>CEP<\/b> Na sua \u00faltima assembleia plen\u00e1ria, os Bispos portugueses reafirmaram a sua determina\u00e7\u00e3o em &#8220;lutar pela vida e em ajudar as mulheres em dificuldade&#8221;,perante a aprova\u00e7\u00e3o da lei do aborto. Neste contexto, a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) lembrou aos cat\u00f3licos que a quest\u00e3o &#8220;mant\u00e9m todo o seu peso no campo da decis\u00e3o moral&#8221;.  &#8220;Apelamos para a recta consci\u00eancia das mulheres, dos casais, dos m\u00e9dicos, dos enfermeiros e de todos os intervenientes no processo que pode conduzir ao aborto&#8221;, refere o comunicado final da Assembleia Plen\u00e1ria da CEP, que decorreu entre 16 e 19 de Abril, em F\u00e1tima.   O documento afirma, por outro lado, que &#8220;a possibilidade de objec\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia n\u00e3o dever\u00e1 nunca ter incid\u00eancia negativa na vida profissional de quem por ela opte&#8221;.  Na confer\u00eancia de imprensa conclusiva, D. Jorge Ortiga disse que um m\u00e9dico cat\u00f3lico que pratique abortos &#8220;dever\u00e1 repensar e rever a coer\u00eancia da sua f\u00e9&#8221;.  O presidente da CEP disse que esta recomenda\u00e7\u00e3o se estende &#8220;\u00e0s mulheres que encontram perante um dram\u00e1tico apelo interior para efectuar o aborto, para a fam\u00edlia e para aqueles que operam diariamente na \u00e1rea da sa\u00fade&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres devem ser informadas sobre os riscos que correm e sobre os apoios \u00e0 maternidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[93,147,206,207],"class_list":["post-25464","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-aborto","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-familia","tag-fatima"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25464","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25464"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25464\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25464"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25464"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25464"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}