{"id":254520,"date":"2022-09-27T15:36:09","date_gmt":"2022-09-27T14:36:09","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=254520"},"modified":"2022-09-27T15:39:33","modified_gmt":"2022-09-27T14:39:33","slug":"a-cruz-escondida-200","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-200\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Bispo relata como \u00e9 sobreviver nestes dias de guerra na Ucr\u00e2nia<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-254523\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd.jpeg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd.jpeg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd-390x260.jpeg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd-768x512.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd-391x260.jpeg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd-1080x720.jpeg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd-1280x853.jpeg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd-980x653.jpeg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/pOoDySTd-480x320.jpeg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/h4>\n<h4><strong>A guerra \u00e0 porta de casa<\/strong><\/h4>\n<p>\u201cQuando ou\u00e7o uma explos\u00e3o, isso significa que ainda estou vivo. Estamos preparados para uma morte s\u00fabita e inesperada\u2026\u201d Estas palavras, do Bispo de Kharkiv-Zapor\u00edjia, s\u00e3o mais do que um relato poderoso de quem tem vivido numa regi\u00e3o flagelada pelos bombardeamentos das tropas russas e que agora est\u00e1 a assistir \u00e0 reconquista dos territ\u00f3rios ocupados por parte do ex\u00e9rcito da Ucr\u00e2nia. \u00c9 a guerra sem fim\u2026<\/p>\n<p>A diocese latina, com os seus quase 200 mil quil\u00f3metros quadrados de extens\u00e3o, a leste do rio Dnipro, tem estado em permanente sobressalto, com cidades inteiras a serem alvo dos m\u00edsseis e dos canh\u00f5es, situa\u00e7\u00e3o que for\u00e7ou \u00e0 fuga de parte consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o. Foi assim durante quase seis meses de conquista e ocupa\u00e7\u00e3o das tropas russas, e est\u00e1 a ser assim, ainda agora, quando os soldados ucranianos lan\u00e7aram uma contraofensiva para a liberta\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. Uma liberta\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a p\u00f4r a descoberto atrocidades cometidas contra as popula\u00e7\u00f5es locais. S\u00f3 na cidade de Izium, na regi\u00e3o de Kharkiv, foi descoberta uma vala comum com mais de 400 corpos\u2026 \u00c9 dif\u00edcil imaginar como tem sido a vida durante estes longos seis meses de guerra. Os que n\u00e3o abandonaram a regi\u00e3o, continuam numa situa\u00e7\u00e3o por vezes dram\u00e1tica, como relata, \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, o bispo Pavlo Honcharuk. \u201cAlgumas pessoas precisam de roupa, outras de sapatos, ou de medicamentos, ou de comida, algumas apenas precisam de apoio, e outras de um lugar onde ficar.\u201d O Bispo descreve como o dia-a-dia de todos tem vindo a adaptar-se \u00e0 guerra e como todos os dias tamb\u00e9m as cidades se reinventam da destrui\u00e7\u00e3o causada em bairros residenciais, hospitais, mercados, estabelecimentos comerciais. Em todo o lado\u2026<\/p>\n<h4><strong>Mem\u00f3rias para sempre<\/strong><\/h4>\n<p>As cidades reerguem-se todos os dias, mas \u00e9 dif\u00edcil esconder a situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica em que se encontram as popula\u00e7\u00f5es. \u201cOntem estive no mercado. Mas as pessoas n\u00e3o podem comprar nada porque n\u00e3o t\u00eam dinheiro. As pessoas aqui n\u00e3o s\u00e3o ricas. Os ricos j\u00e1 partiram h\u00e1 muito, mas aqueles que viviam dos seus sal\u00e1rios ficaram, tiveram de contar cada c\u00eantimo, e agora est\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil. At\u00e9 na roupa podemos ver que aquela pessoa sempre teve uma vida digna, mas a guerra tornou-a pobre ou sem abrigo.\u201d As palavras do Bispo n\u00e3o permitem grandes ilus\u00f5es face \u00e0s consequ\u00eancias da guerra. Todos ficar\u00e3o com marcas para o resto da vida. Para j\u00e1, todos procuram sobreviver. Cada dia que passa \u00e9 uma pequena vit\u00f3ria contra o absurdo de uma guerra que se julgava imposs\u00edvel em pleno cora\u00e7\u00e3o da Europa e que a\u00ed est\u00e1, h\u00e1 mais de meio ano, a deixar um rasto profundo de destrui\u00e7\u00e3o, sofrimento e morte. \u201cQuando ou\u00e7o uma explos\u00e3o, isso significa que ainda estou vivo. Estamos preparados para uma morte s\u00fabita e inesperada. Isso significa que recebemos frequentemente os sacramentos, especialmente a confiss\u00e3o. \u00c9 uma experi\u00eancia completamente nova, um modo de vida diferente. De manh\u00e3, levanto-me e dou-me conta de que estou vivo.\u201d<\/p>\n<h4><strong>Trabalho incans\u00e1vel<\/strong><\/h4>\n<p>Estas palavras do Bispo revelam o sentimento de impot\u00eancia de quem est\u00e1 no meio de uma cidade que est\u00e1 no meio de uma guerra. Mas, apesar de tudo, \u00e9 poss\u00edvel sempre encontrar sinais de amor, de entrega aos outros, de solidariedade. A Igreja est\u00e1 na linha da frente dessa ajuda de primeira necessidade. \u00c9 um trabalho incans\u00e1vel que come\u00e7ou quando as primeiras bombas ca\u00edram em solo ucraniano. Os padres, as religiosas, os volunt\u00e1rios da Igreja precisam de ajuda para continuarem a apoiar todos os que ficaram sem nada, os que precisam de tecto, comida, roupa, ou de medicamentos. A Funda\u00e7\u00e3o AIS tem procurado alimentar esta corrente de solidariedade que nasceu no primeiro dia de guerra. E D. Pavlo sabe disso. \u201cGostaria, em nome de todos, de vos agradecer sinceramente pelos vossos cora\u00e7\u00f5es abertos e pela vossa ajuda. N\u00e3o importa se foi muito ou pouco, o que \u00e9 importante \u00e9 que n\u00e3o tenham ficado indiferentes \u00e0 nossa situa\u00e7\u00e3o. Agrade\u00e7o-vos sinceramente!\u201d<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bispo relata como \u00e9 sobreviver nestes dias de guerra na Ucr\u00e2nia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-254520","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254520","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=254520"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254520\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=254520"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=254520"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=254520"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}