{"id":25414,"date":"2007-06-18T15:37:00","date_gmt":"2007-06-18T15:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/06\/18\/bispo-do-porto-encerra-comemoracoes-dos-75-anos-do-colegio-de-sao-goncalo\/"},"modified":"2007-06-18T15:37:00","modified_gmt":"2007-06-18T15:37:00","slug":"bispo-do-porto-encerra-comemoracoes-dos-75-anos-do-colegio-de-sao-goncalo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-do-porto-encerra-comemoracoes-dos-75-anos-do-colegio-de-sao-goncalo\/","title":{"rendered":"Bispo do Porto encerra comemora\u00e7\u00f5es dos 75 anos do Col\u00e9gio de S\u00e3o Gon\u00e7alo"},"content":{"rendered":"<p>O Col\u00e9gio de S\u00e3o Gon\u00e7alo concluiu as comemora\u00e7\u00f5es dos seus 75 anos, com uma Sess\u00e3o Solene, presidida pelo Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente. \u00c0 chegada, o Bispo foi recebido, em festa, nesta \u00absua Escola Cat\u00f3lica\u00bb.  A Banda Musical de Amarante interpretou, entre outras pe\u00e7as, o Hino a S\u00e3o Gon\u00e7alo, padroeiro do Col\u00e9gio. Entre os presentes, destacavam-se o Presidente da C\u00e2mara Municipal de Amarante, Directores de Col\u00e9gios Diocesanos, Presidentes dos Conselhos Directivos das Escolas do concelho e do Externato de Vila Me\u00e3, antigos alunos e professores, as Irm\u00e3s Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o e muitas autoridades civis e militares, pais e encarregados de educa\u00e7\u00e3o.  <b>Director prop\u00f5e assumir a Heran\u00e7a para a dignificar e perpetuar<\/b> A sess\u00e3o solene decorreu no espa\u00e7o do Gin\u00e1sio, tendo como pano de fundo o lema destes 75 anos do col\u00e9gio: \u00abum percurso com sentido\u00bb. Para come\u00e7ar, Monsenhor Clemente, Director do Col\u00e9gio, para al\u00e9m da sauda\u00e7\u00e3o aos presentes quis \u00abdar conta do que foi e \u00e9 este estabelecimento de ensino, a partir do seu Ide\u00e1rio e Projecto educativo\u00bb. Assumindo-se como \u00abmensageiro e int\u00e9rprete humilde da realidade que \u00e9 o Col\u00e9gio de S\u00e3o Gon\u00e7alo\u00bb, resumiu, magistralmente, a hist\u00f3ria e a vida do Col\u00e9gio, desde a sua funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje, lembrando momentos dif\u00edceis e desafios vencidos.  No seu discurso, reafirmou n\u00e3o \u00abo prop\u00f3sito de cumprir um ritual acomodado a praxes\u00bb mas a satisfa\u00e7\u00e3o por poder \u00abfazer mem\u00f3ria de tudo o que de valioso e digno de registo aconteceu ou foi realizado por quem nos precedeu, ao longo de 75 anos do servi\u00e7o desta Institui\u00e7\u00e3o\u00bb. \u00abAo comemorarmos\u00bb, disse o Director, \u00abquisemos evocar factos que n\u00e3o devem ser esquecidos, tornar presentes pessoas de quem queremos assumir \u201cHeran\u00e7a\u201d com vontade firme de a perpetuar e dignificar\u00bb.   <b>Escola da Igreja n\u00e3o \u00e9 supletiva da Escola do Estado<\/b> E apontando para o futuro, o Director do Col\u00e9gio real\u00e7ou: \u00abcom a for\u00e7a de sempre, alicer\u00e7ada no direito natural da liberdade de aprender e ensinar, o bem maior que representa a Escola Particular \u2013 a da Igreja ou de outra institui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o mais seja assumido que a Escola que n\u00e3o \u00e9 do Estado, \u00e9 apenas supletiva ou concorrente da escola p\u00fablica\u00bb. E, reafirmou com vigor, uma das linhas mestras do projecto educativo: \u00ab\u00c9 esta a natureza do Col\u00e9gio de S. Gon\u00e7alo \u2013 Escola Particular; Escola da Igreja, inovadora e inserida no ritmo dos tempos; solid\u00e1ria com o futuro sem abdicar do respeito devido ao patrim\u00f3nio recebido e aos valores assumidos. Considera-se uma das respostas institucionais ao direito que toda a pessoa tem \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Procura desenvolver no aluno a dimens\u00e3o pessoal, social e religiosa, atrav\u00e9s duma educa\u00e7\u00e3o personalizada, humanizadora e aberta ao transcendente. Responsabiliza, no processo educativo \u2013 Pais, professores, alunos, auxiliares educativos, toda a comunidade envolvente. Cultiva o di\u00e1logo, a transpar\u00eancia e a compreens\u00e3o. Prefere medidas preventivas \u00e0s correctivas. Abre-se a todas as concep\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas, conducentes a um maior enriquecimento e a uma melhor realiza\u00e7\u00e3o dos seus objectivos\u00bb.  <b>Desafios \u00e0 Escola Cat\u00f3lica<\/b> Os Discursos foram retomados, com a palavra de Joaquim Azevedo. O Director do Centro Regional do Porto, da Universidade Cat\u00f3lica, come\u00e7ou a sua Palestra, por situar a Escola, perante as dificuldades e perplexidades do actual momento social e cultural, em fort\u00edssima muta\u00e7\u00e3o e com a tenta\u00e7\u00e3o de \u00abrecuo\u00bb para o individualismo, para o enclausuramento das pessoas, face \u00e0 incerteza do futuro, \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e a uma sociedade fortemente mediatizada. Perante este cen\u00e1rio, lembrou alguns desafios para a Escola de hoje.  Primeiro, que o pr\u00f3prio sistema de Educa\u00e7\u00e3o, perante esta muta\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, seja capaz de evoluir, abrindo-se \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. As Escolas n\u00e3o podem tornar-se \u00abarmaz\u00e9ns\u00bb onde se deixam os filhos e onde eles passam a maior parte do seu tempo; \u00e9 preciso criar equipas pedag\u00f3gicas e que os professores saibam transmitir o tesouro cultural, formando pessoas de modo cr\u00edtico e criativo.  Como segundo desafio, destacou quanto era importante que a Escola sendo de todos e para todos, n\u00e3o deixasse ningu\u00e9m pelo caminho. O princ\u00edpio evang\u00e9lico da proximidade implica o dever de acolhimento e acompanhamento de todos e de cada um.   <b>Um Escola orientadora<\/b> Referindo-se \u00e0 dificuldade dos jovens em definir para si um projecto de vida, disse claramente que outro desafio \u00e9 que a Escola se torne \u00abescola de orienta\u00e7\u00e3o, assumindo o dever de propor um sentido de orienta\u00e7\u00e3o para a vida, com valores e de valores\u00bb. Citando o Projecto Educativo do Col\u00e9gio, e classificando-o como uma \u00abbel\u00edssima pe\u00e7a\u00bb, mesmo que num texto demasiado  longo, referiu-se ent\u00e3o ao dever da Escola Cat\u00f3lica em \u00abdesenvolver no aluno a dimens\u00e3o \u00e9tica, religiosa, e transcendente, alargando a ac\u00e7\u00e3o educativa \u00e0 \u00e1rea do sentido da exist\u00eancia humana, e apresentando a mensagem libertadora de Jesus Cristo sobre o Homem, a vida, a hist\u00f3ria e o mundo\u00bb.  Terminaria com um terceiro desafio: a necessidade de trabalhar \u00abnas fronteiras\u00bb, n\u00e3o permitindo que se criem comunidades da \u00abmesmidade\u00bb, mas comunidades que potenciam a rela\u00e7\u00e3o, a proximidade e a comunh\u00e3o. A import\u00e2ncia do trabalho com a fam\u00edlia, cujo papel \u00e9, de todo insubstitu\u00edvel, e com o meio envolvente, foi muito destacada pelo Professor.  Usou ainda da Palavra o Presidente da C\u00e2mara Municipal de Amarante, Armindo Abreu, come\u00e7ando por lembrar um \u00abprinc\u00edpio sagrado\u00bb da primeira rep\u00fablica, segundo o qual \u00abn\u00e3o h\u00e1 desenvolvimento sem educa\u00e7\u00e3o\u00bb. Quis real\u00e7ar que depois do 28 de Maio de 1926 e com o Estado Novo, o acesso \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o para todos, tornou-se mais dif\u00edcil. Foi \u00abgra\u00e7as \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, com a sua rede de Col\u00e9gios e semin\u00e1rios\u00bb que muitas gera\u00e7\u00f5es, entre as quais a minha, puderam encontrar um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o\u00bb. Em jeito de testemunho pessoal, o Presidente da C\u00e2mara, enalteceu o papel da Igreja no Ensino, destacando o Col\u00e9gio de S\u00e3o Gon\u00e7alo, como uma das mais prestigiadas institui\u00e7\u00f5es a esse n\u00edvel e no concelho, capaz de dar resposta aos m\u00faltiplos desafios que a sociedade lhe colocou ao longo da hist\u00f3ria.   <b>Bispo do Porto prop\u00f5e um percurso consentido<\/b> Caberia a D. Manuel Clemente encerrar a sess\u00e3o. Tomando como \u00abmote\u00bb o lema destes \u00ab75 anos \u00abum percurso com sentido\u00bb, desafiou a todos os elementos da comunidade educativa a \u00abum percurso consentido\u00bb.  E \u2013 disse &#8211; \u00abfoi um percurso com sentido e consentido na vida do Col\u00e9gio, dos seus Directores, dos seus professores e de todos aqueles que por aqui passaram\u00bb. Dom Manuel  Clemente lembrou que a viv\u00eancia crist\u00e3 \u00abn\u00e3o deixa nada de fora\u00bb e por isso \u00abplasma e transformar por dentro toda a realidade toda da pessoa e da comunidade\u00bb, fazendo tamb\u00e9m da Escola, \u00abum lugar onde aflora, por meio e por dentro de tudo, um sentido para a vida\u00bb. Lembrou aos educadores que \u00abtudo aquilo que \u00e9 transmitido, se faz subst\u00e2ncia da vida daquele que recebe. Terminou felicitando o Col\u00e9gio e dando os \u00abparab\u00e9ns pelo bem feito e pelo que h\u00e1 a fazer\u00bb. No final da sess\u00e3o, houve um momento de confraterniza\u00e7\u00e3o e conv\u00edvio, com entidades, antigos e actuais professores, funcion\u00e1rios e representantes dos antigos alunos.  <i>A.G.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Col\u00e9gio de S\u00e3o Gon\u00e7alo concluiu as comemora\u00e7\u00f5es dos seus 75 anos, com uma Sess\u00e3o Solene, presidida pelo Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente. \u00c0 chegada, o Bispo foi recebido, em festa, nesta \u00absua Escola Cat\u00f3lica\u00bb. A Banda Musical de Amarante interpretou, entre outras pe\u00e7as, o Hino a S\u00e3o Gon\u00e7alo, padroeiro do Col\u00e9gio. 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