{"id":25367,"date":"2007-06-15T11:26:42","date_gmt":"2007-06-15T11:26:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/06\/15\/cancioneiro-da-serra-darga\/"},"modified":"2007-06-15T11:26:42","modified_gmt":"2007-06-15T11:26:42","slug":"cancioneiro-da-serra-darga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cancioneiro-da-serra-darga\/","title":{"rendered":"Cancioneiro da Serra d\u2019Arga"},"content":{"rendered":"<p>O Cancioneiro da Serra d\u2019Arga \u00e9 um reposit\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es e quadras populares, recolhido na d\u00e9cada de setenta, na serra que lhe d\u00e1 o nome, pela m\u00e3o do Padre Artur Coutinho, \u00e0 data p\u00e1roco nas freguesias das Argas e Dem . O m\u00e9rito deste livro, reeditado pela quarta vez, por iniciativa da F\u00e1brica da Igreja da Par\u00f3quia de Nossa Senhora de F\u00e1tima, \u00e9 compilar quase tr\u00eas mil quadras que percorrem todos os temas da vida quotidiana serrana. Fala-se dos quatro elementos, da paisagem e das rochas, da felicidade e da desaven\u00e7a, de Deus e do diabo, dos lugares da aldeia e dos territ\u00f3rios mais long\u00ednquos. No fundo, dos homens e das mulheres que habitam a serra agreste. Ao fixar esta forma de express\u00e3o popular, que, hoje, tende a ser remetida exclusivamente para o folclore e para tempos muito espec\u00edficos, como o das romarias, o seu autor contribuiu indelevelmente para a preserva\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f3nio cultural riqu\u00edssimo.  Com uma capa sugestiva, onde pontifica um horizonte serrano, constru\u00eddo por massas rochosas majestosas sobre um imenso azul, e um conjunto de rostos, de homens e mulheres que nomearam as pedras e a geografia e cantaram-na de forma pr\u00f3pria, o livro encerra nas suas p\u00e1ginas a vida de uma comunidade serrana. Infelizmente, n\u00e3o obstante as mudan\u00e7as te\u00f3ricas nas ci\u00eancias sociais, continua-se, em muitas circunst\u00e2ncias e momentos, a tomar a cultura popular como uma mera excresc\u00eancia, uma degenera\u00e7\u00e3o de algo maior (a dita cultura erudita, das elites e letrada) ou o resultado de uma menoridade. Uma leitura do Cancioneiro da Serra d\u2019Arga far-nos-\u00e1 compreender que a cultura popular n\u00e3o \u00e9 pura imita\u00e7\u00e3o nem cria\u00e7\u00e3o pura; ela resulta num imbricado processo de constru\u00e7\u00e3o de elementos singulares e da reconstru\u00e7\u00e3o de elementos tomados de empr\u00e9stimo. A valia do livro est\u00e1 em captar a cultura popular onde ela se produz \u2013 no quotidiano e na oralidade, entre momentos de repeti\u00e7\u00e3o e de renova\u00e7\u00e3o. O Cancioneiro da Serra d\u2019Arga interessa, por isso, a todos os que apreciam e estudam a cultura rural e popular. De igual modo, \u00e9 leitura aconselhada para qualquer visitante que se desloque \u00e0 Serra. N\u00e3o tem a\u00ed um guia tur\u00edstico cl\u00e1ssico, mas um cicerone que lhe auxiliar\u00e1 a interpretar o que observa, dando a dimens\u00e3o humana daquele espa\u00e7o. N\u00e3o deixar\u00e1 de ser, tamb\u00e9m, um recurso para cantadores e m\u00fasicos, para professores e estudantes, para animadores s\u00f3cio-culturais e interessados por quest\u00f5es ambientais. Para finalizar, o Cancioneiro da Serra d\u2019Arga \u00e9 uma, entre outras formas, de contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de um novo templo na parte oriental da cidade, projecto que tem sido acalentado pela comunidade paroquial de Nossa Senhora de F\u00e1tima.      <i> Par\u00f3quia de Nossa Senhora de F\u00e1tima, Viana do Castelo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cancioneiro da Serra d\u2019Arga \u00e9 um reposit\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es e quadras populares, recolhido na d\u00e9cada de setenta, na serra que lhe d\u00e1 o nome, pela m\u00e3o do Padre Artur Coutinho, \u00e0 data p\u00e1roco nas freguesias das Argas e Dem . 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