{"id":25331,"date":"2007-06-14T11:33:54","date_gmt":"2007-06-14T11:33:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/06\/14\/bispo-do-porto-em-roteiro-do-conhecimento\/"},"modified":"2007-06-14T11:33:54","modified_gmt":"2007-06-14T11:33:54","slug":"bispo-do-porto-em-roteiro-do-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-do-porto-em-roteiro-do-conhecimento\/","title":{"rendered":"Bispo do Porto em \u00abroteiro do conhecimento\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 da sexta-feira seguinte ao Corpo de Deus, chegou a vez de Amarante receber o seu Bispo. D. Manuel Clemente chegou ao Centro Pastoral, para um encontro com os 16 presb\u00edteros das duas Vigararias de Amarante. Pelo que soubemos, era a d\u00e9cima nona visita do Bispo e, na tarde do mesmo dia, iria ainda a Bai\u00e3o, com a mesma finalidade. A visita confirmou, na forma, no estilo e no conte\u00fado, as expectativas criadas pela pessoa e pelo programa pastoral do novo Bispo: \u201cconhecer, amar e servir a Diocese do Porto\u201d.  Sem pompa, nem circunst\u00e2ncia, num trato af\u00e1vel e pr\u00f3ximo, Dom Manuel senta-se num banco do Bar, para conversar com os sacerdotes, a come\u00e7ar pelo mais doente.  Na sala de reuni\u00f5es, o esquema \u00e9 simples: ouvir os padres, um por um, por ordem alfab\u00e9tica, falar de si e da sua realidade pastoral. E, em pouco mais de hora e meia, foi poss\u00edvel situar, cada uma das par\u00f3quias, no seu contexto geogr\u00e1fico, social, cultural e religioso. Tarefa facilitada aos p\u00e1rocos, por um pr\u00e9vio inqu\u00e9rito sobre as dificuldades e desafios pastorais sentidos por cada um, a que se acrescentava uma breve estat\u00edstica, da popula\u00e7\u00e3o e da pr\u00e1tica sacramental  e catequ\u00e9tica.  Deste modo, o Bispo tomou conhecimento da realidade pessoal de cada padre, bem como do terreno pastoral, num concelho com 40 freguesias que, se estendem por uma \u00e1rea de 301,5 quil\u00f3metros quadrados, a que correspondem: 18 ao longo da margem direita do rio T\u00e2mega e 22 da margem esquerda, ocupando uma posi\u00e7\u00e3o de destaque na regi\u00e3o do Douro-T\u00e2mega. N\u00e3o coincidem, no concelho, com as respectivas Vigararias, algumas freguesias: Na margem esquerda, Carvalho de Rei e Carneiro, est\u00e3o ligadas \u00e0 Vigararia de Bai\u00e3o e, na margem direita, Ata\u00edde, Real, Oliveira e Vila Caiz pertencem \u00e0 Vigararia da Livra\u00e7\u00e3o.  O concelho de Amarante tinha, em 2001, uma popula\u00e7\u00e3o de 59 638 habitantes, mais populoso, na margem direita (Amarante I), que na margem esquerda (Amarante II). Das suas 40 freguesias, 9 delas (todas na margem direita) t\u00eam mais de 2.000 habitantes: S. Gon\u00e7alo, Figueir\u00f3 (S.Tiago), Fregim, Freixo de Cima, Tel\u00f5es, Mancelos, Travanca, Real e Vila Caiz. Mas h\u00e1 20 freguesias, com menos de 1.000 habitantes. As freguesias de Canadelo, Carvalho de Rei e Chapa, contam com menos de 300 habitantes. Nos \u00faltimos tempos, cresceram muito as freguesias de Madalena e Oliveira (da Vigararia de Livra\u00e7\u00e3o).  Amarante (S\u00e3o Gon\u00e7alo), sede do concelho, \u00e9, sem d\u00favida, a mais povoada e densificada. Madalena, Figueir\u00f3 e Freixo de Cima, s\u00e3o igualmente muito densificadas, do ponto de vista demogr\u00e1fico. As menos densificadas s\u00e3o Canadelo, Rebordelo e Carvalho de Rei (esta ligada \u00e0 Vigararia de Bai\u00e3o). Amarante regista um duplo envelhecimento: quer pelo decr\u00e9scimo do peso percentual das faixas et\u00e1rias mais jovens, quer pelo aumento dos escal\u00f5es et\u00e1rios mais elevados. O \u00edndice de envelhecimento em Amarante \u00e9 de 78,3 % (superior ao da Regi\u00e3o T\u00e2mega, pr\u00f3ximo da Regi\u00e3o Norte, inferior \u00e0 m\u00e9dia Nacional) Na leitura feita por cada p\u00e1roco, foi muito real\u00e7ado o novo surto de emigra\u00e7\u00e3o, sobretudo para Espanha, com as consequ\u00eancias de desestabiliza\u00e7\u00e3o da vida familiar e para a pastoral. Dom  Manuel Clemente foi perguntando, num esfor\u00e7o de conhecer e de ler os \u00absinais\u00bb que a realidade emergente apresenta, como apelos \u00e0 pr\u00e1tica pastoral.  Nas palavras finais do encontro, o Bispo falou da realidade presente, pese embora as especificidades locais: um mundo velho que acaba e um mundo novo que come\u00e7a. Nesta fase, persistem \u00abcoisas velhas\u00bb, que n\u00e3o podem ser descuradas e emergem \u00abcoisas novas\u00bb que n\u00e3o se compadecem com f\u00f3rmulas pastorais do passado. A situa\u00e7\u00e3o de acelerada urbaniza\u00e7\u00e3o, a expans\u00e3o de uma economia global, de uma industrializa\u00e7\u00e3o horizontal, cria uma realidade inteiramente nova, com grandes desafios \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o, mas que a Igreja j\u00e1 enfrentou, com sabedoria noutras \u00e9pocas da sua hist\u00f3ria. O Bispo lembrou que \u201cesta transi\u00e7\u00e3o exige uma gest\u00e3o complexa, e por isso a \u00abpastoral\u00bb h\u00e1-de tornar-se cada vez mais uma \u00abarte\u00bb e n\u00e3o uma \u00abt\u00e9cnica\u00bb. \u00c9 preciso aproveitar, com sabedoria, algo do que sobra, para criar uma base, para o futuro!\u201d, disse.  Na sua partilha, O Bispo da Diocese foi sensibilizando os Padres para a necessidade de implementar, com maior expressividade, na Diocese, o diaconado permanente, sendo que este minist\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 para transformar leigos em \u00absacrist\u00e3es de primeira\u00bb ou em \u00abpadres de segunda\u00bb. De certo modo, eles dever\u00e3o ser propostos pelos P\u00e1rocos \u201centre aqueles em quem a comunidade j\u00e1 reconhece o carisma do servi\u00e7o e da disponibilidade para a comunidade\u201d. Insistiu ainda, com os padres, na necessidade de se reservarem para \u00abora\u00e7\u00e3o e para a Palavra de Deus\u00bb, apostando no acompanhamento espiritual dos fi\u00e9is e na forma\u00e7\u00e3o dos agentes pastorais.  <b>Uma Carta, para o pr\u00f3ximo ano Pastoral<\/b> Foi vis\u00edvel o esfor\u00e7o do Bispo por anotar os dados, testemunhos e reflex\u00f5es, que os seus padres, com ele, e entre si, partilhavam. Da\u00ed, disse Dom Manuel, esperar colher pistas de reflex\u00e3o a submeter aos Conselhos Pastoral e Presbiteral, at\u00e9 chegar \u00e0 redac\u00e7\u00e3o de uma poss\u00edvel Carta Pastoral, l\u00e1 para os in\u00edcios do novo ano.  O encontro serviu ainda para o Bispo conhecer o Centro Pastoral de Amarante e as suas virtualidades, como casa de forma\u00e7\u00e3o e de congrega\u00e7\u00e3o de actividades pastorais para as duas Vigararias e at\u00e9 para a Regi\u00e3o de Sobret\u00e2mega.  O encontro terminou com o almo\u00e7o na resid\u00eancia do Padre Cust\u00f3dio, onde se encontrava tamb\u00e9m, para Visita Pastoral a Freixo de Baixo, o Bispo Auxiliar Dom Ant\u00f3nio Taipa.  Aqui fica o registo de uma visita, que augura novo alento e novo enlevo pastoral. O Bispo do Porto prossegue aquilo a que chamaria, o seu \u00abroteiro do conhecimento\u00bb, pela via do di\u00e1logo e da proximidade. N\u00f3s j\u00e1 o sentimos assim a amar e a servir a Diocese do Porto.  <i>Amaro Gon\u00e7alo <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 da sexta-feira seguinte ao Corpo de Deus, chegou a vez de Amarante receber o seu Bispo. D. 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