{"id":25283,"date":"2007-06-12T11:01:55","date_gmt":"2007-06-12T11:01:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/06\/12\/frei-bernardo-vasconcelos-o-poeta-mistico\/"},"modified":"2007-06-12T11:01:55","modified_gmt":"2007-06-12T11:01:55","slug":"frei-bernardo-vasconcelos-o-poeta-mistico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/frei-bernardo-vasconcelos-o-poeta-mistico\/","title":{"rendered":"Frei Bernardo Vasconcelos: o poeta m\u00edstico"},"content":{"rendered":"<p>Frei Bernardo Vasconcelos foi um dos &#8220;maiores poetas m&iacute;sticos do nosso pa&iacute;s, apesar de ter vivido apenas 30 anos&#8221; &#8211; sublinhou Frei Geraldo Coelho Dias, Monge Beneditino e Professor da Universidade do Porto, em rela&ccedil;&atilde;o a Bernardo Vaz Lobo Teixeira de Vasconcelos. As suas poesias impressionaram profundamente os meios cat&oacute;licos da d&eacute;cada de trinta e ainda hoje os seus versos catapultam a nossa alma para &#8220;os confins do sonho e da espiritualidade&#8221; &#8211; real&ccedil;ou Frei Geraldo Coelho Dias na celebra&ccedil;&atilde;o do primeiro centen&aacute;rio do nascimento (7 de Julho de 2002), em S. Rom&atilde;o do Corgo, Celorico de Basto. <\/p>\n<p>Tendo decidido fazer-se monge, travou amizade com D. Ant&oacute;nio Coelho e come&ccedil;ou por fazer uma experi&ecirc;ncia no mosteiro de Samos, na Galiza. Deixou a fam&iacute;lia e o Marv&atilde;o a 15 de Agosto de 1924. Fez o postulantado em Singeverga e a 11 de Setembro partiu para aquela regi&atilde;o espanhola, onde fez o noviciado. A 24 de Setembro de 1924 tomou o h&aacute;bito beneditino com o nome de Frei Bernardo da Anunciada. Fez a profiss&atilde;o solene na Igreja de S. Jos&eacute; da P&oacute;voa de Varzim, a 29 de Setembro de 1928. <\/p>\n<p>Iniciou em Samos, os estudos em ordem ao sacerd&oacute;cio, come&ccedil;ando pela filosofia. A 25 de Setembro de 1926 partiu para Lovaina, B&eacute;lgica, a fim de estudar Teologia na Abadia de Mont-C&eacute;sar. Acometido pelo mal de Pott (tuberculose &oacute;ssea), os m&eacute;dicos aconselharam-no a regressar a Portugal. Na busca da recupera&ccedil;&atilde;o, submeteu-se a tratamentos m&eacute;dicos no Porto (foi operado duas vezes). Passou temporadas na zona da Foz do Douro para receber iodo e banhos de sol. Decidido a ordenar-se sacerdote continuou a estudar Teologia e publicou, nos finais da d&eacute;cada de 20, na revista &#8220;Opus Dei&#8221;, uma s&eacute;rie de artigos que deram origem ao livro &#8220;A missa e a vida interior&#8221;. <\/p>\n<p>O Pe. Jorge Ferreira, OSB e vice-postulador da Causa de Beatifica&ccedil;&atilde;o e Canoniza&ccedil;&atilde;o de Frei Bernardo Vasconcelos, referiu &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que ele &#8220;tem a consci&ecirc;ncia de que a sua miss&atilde;o\/prega&ccedil;&atilde;o aos outros n&atilde;o &eacute; tanto pela palavra oral mas pela escrita&#8221;. <\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos seis anos de vida (1926 a 1932), Frei Bernardo Vasconcelos sofreu bastante mas soube espiritualizar o sofrimento e fazer dele um &#8220;C&acirc;ntico de Amor&#8221;. &#8211; escreveu Frei Bernardo Vasconcelos. Veio a falecer na Foz do Douro, quando faltavam tr&ecirc;s dias para completar 30 anos, a 4 de Julho de 1932. &#8220;O funeral dele foi uma homenagem de triunfo&#8221; &#8211; referiu o Pe. Jorge Ferreira. <\/p>\n<p><strong>Fama de santidade<\/strong> <br \/>A 5 de Julho de 1982, o conselho de presb&iacute;teros de Braga enviou a Jo&atilde;o Paulo II uma carta a solicitar que autorizasse a abertura do processo can&oacute;nico em ordem &agrave; beatifica&ccedil;&atilde;o e canoniza&ccedil;&atilde;o. &#8220;Foi aberto a 4 de Julho de 1983 e conclu&iacute;do a 9 de Outubro de 1987. Consta de dois volumes, que o ent&atilde;o postulador da causa, D. Gabriel de Sousa, entregou a Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos, em Roma. Um, de 456 p&aacute;ginas, com as cartas pessoais de Frei Bernardo, o outro, com 562, tem testemunhos da sua virtude e fama de santidade&#8221; &#8211; (In: Di&aacute;rio do Minho de 24 de Abril de 2002). <\/p>\n<p>Novidades &#8220;n&atilde;o existem&#8221; &#8211; real&ccedil;a o Pe. Jorge Ferreira. E acrescenta: &#8220;o que falta verdadeiramente, como outros que est&atilde;o nas mesmas circunst&acirc;ncias, &eacute; o milagre&#8221;. Falecido antes dos trinta anos mas &#8220;muito conhecido&#8221;. Desde os tempos de Coimbra que &#8220;conseguia arrebatar muita gente&#8221;. Depois, os fi&eacute;is continuaram a &#8220;pedir-lhe gra&ccedil;as&#8221;. Estas est&atilde;o publicadas no boletim quadrimestral para &#8220;manter viva a chama sobre a devo&ccedil;&atilde;o a ele&#8221; &#8211; frisou o Pe. Jorge Ferreira. <\/p>\n<p>Nas poesias, ele penetra muito bem no sentido &#8220;teol&oacute;gico-lit&uacute;rgico dos sacramentos, doa&ccedil;&atilde;o e sacrif&iacute;cios&#8221;. Frei Bernardo Vasconcelos estava &#8220;fadado para dar a vida pelos outros&#8221;. Mesmo vivendo pouco tempo, este monge beneditino bebeu muito rapidamente a regra de S. Bento sem esquecer a sua veia po&eacute;tica. &#8220;N&atilde;o perdia tempo nenhum e colocava-se logo a escrever&#8221; &#8211; disse <\/p>\n<p><strong>Alguns escritos<\/strong> <br \/>Frei Bernardo Vasconcelos foi autor de v&aacute;rios livros, um dos quais, &#8220;C&acirc;ntico de Amor&#8221;, veio a p&uacute;blico no pr&oacute;prio dia do seu falecimento. &#8220;Vida de amor&#8221;, publicado postumamente, em 1933, &eacute; uma esp&eacute;cie de autobiografia extra&iacute;da dos seus escritos e cartas. Escreveu tamb&eacute;m &#8220;A vida de S. Bento contada &agrave;s almas simples&#8221;; &#8220;Poesias dispersas&#8221;; &#8220;A missa e a vida interior&#8221;; &#8220;As nossas festas&#8221;; &#8220;Do ideal crist&atilde;o&#8221; e &#8220;Eucaristia e ideal crist&atilde;o&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Bernardo Vasconcelos foi um dos &#8220;maiores poetas m&iacute;sticos do nosso pa&iacute;s, apesar de ter vivido apenas 30 anos&#8221; &#8211; sublinhou Frei Geraldo Coelho Dias, Monge Beneditino e Professor da Universidade do Porto, em rela&ccedil;&atilde;o a Bernardo Vaz Lobo Teixeira de Vasconcelos. 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