{"id":25245,"date":"2007-06-09T16:38:35","date_gmt":"2007-06-09T16:38:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/06\/09\/sofrimento-e-etica-nos-cuidados-terapeuticos\/"},"modified":"2007-06-09T16:38:35","modified_gmt":"2007-06-09T16:38:35","slug":"sofrimento-e-etica-nos-cuidados-terapeuticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sofrimento-e-etica-nos-cuidados-terapeuticos\/","title":{"rendered":"Sofrimento e \u00e9tica nos cuidados terap\u00eauticos"},"content":{"rendered":"<p>Um tema actual como o sofrimento e as suas linguagens esteve em an\u00e1lise na Casa de Sa\u00fade de Santa Rosa de Lima. Propriedade das Irm\u00e3s Hospitaleiras do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, esta foi tamb\u00e9m uma forma de \u201cenriquecer as v\u00e1rias celebra\u00e7\u00f5es desenvolvidas por ocasi\u00e3o do 125\u00ba anivers\u00e1rio da Funda\u00e7\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Hospitaleiras do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus cuja miss\u00e3o e carisma tem em vista ser sana\u00e7\u00e3o e boa not\u00edcia para a pessoa doente\u201d.  O Col\u00f3quio subordinado ao tema \u201cSofrimento: que linguagens?\u201d teve objectivo discutir diferentes abordagens de comunica\u00e7\u00e3o de \u201cm\u00e1s not\u00edcias aos doentes e\/ou familiares\u201d, pelo que o Col\u00f3quio teve a participa\u00e7\u00e3o de uma equipa multidisciplinar, contando para isso com os contributos de um te\u00f3logo (Pe. Jer\u00f3nimo Trigo), uma enfermeira (Enf. Hirondina Guarda), uma t\u00e9cnica de servi\u00e7o social (Dra. Margarida Pires) e um psicoterapeuta (Dr. Hor\u00e1cio Lopes) tendo sido moderado pela Presidente da Comiss\u00e3o de \u00c9tica (Dra. Cristina Figueira).  A Irm\u00e3 Arminda Fernandes, respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o deste col\u00f3quio, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que que em causa esteve a \u201cpromo\u00e7\u00e3o da reflex\u00e3o \u00e9tica na utiliza\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias linguagens do sofrimento numa perspectiva multidisciplinar\u201d, assim como \u201co aprofundar algumas t\u00e9cnicas de comunica\u00e7\u00e3o que facilitem a transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es com car\u00e1cter doloroso, ajudando a gerir emo\u00e7\u00f5es da pessoa doente e seus familiares e contribuir para uma melhor ades\u00e3o ao processo terap\u00eautico\u201d.  \u201cO modo como se comunica ao doente o diagn\u00f3stico e a terap\u00eautica, mesmo que tecnicamente estes estejam correctos, influencia de uma forma muito importante a maneira como o doente vai reagir a ambos\u201d, sublinha a Irm\u00e3 Arminda.  Margarida Pires, na sua apresenta\u00e7\u00e3o,  referiu-se a alguns extractos de cartas de agradecimento de fam\u00edlias de doentes do servi\u00e7o de cuidados paliativos do IPO de Coimbra Francisco Gentil. \u201c\u2026Relembro o apoio m\u00e9dico e emocional dado a todos os familiares e principalmente \u00e0 doente, a quem proporcionaram todas as condi\u00e7\u00f5es dignas para viver os seus \u00faltimos momentos sem sofrimento e em paz espiritual\u201d.  \u201cA \u00e9tica, ao ter como refer\u00eancia central a pessoa na sua integralidade, situa-nos perante a realidade do sofrimento numa perspectiva positiva, procurando sempre e em todas as situa\u00e7\u00f5es o maior bem da pessoa e colocando todos os recursos ao servi\u00e7o da vida em todas as suas dimens\u00f5es. A \u00e9tica oferece-nos par\u00e2metros de rela\u00e7\u00e3o, interven\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o no servi\u00e7o e no cuidado \u00e0 pessoa que sofre\u201d, foi lembrado pela Ir\u00aa Id\u00edlia Carneiro, Presidente do Instituto das IHSCJ.  O envolvimento dos familiares passa por \u201cinformar de forma clara, concisa, realista e honesta\u201d, ajudando o familiar a compreender melhor a situa\u00e7\u00e3o concreta do seu doente. \u201cDar-lhe tempo e ter disponibilidade para o apoio emocional por parte de toda a equipa \u00e9 tamb\u00e9m muito importante e possibilitar-lhes estar com o doente e prestar-lhes os cuidados di\u00e1rios necess\u00e1rios\u201d.  Estiveram presentes no Col\u00f3quio cerca de 80 t\u00e9cnicos de hospitais, de centros de sa\u00fade, mas tamb\u00e9m colaboradores de algumas casas dos Institutos das Irm\u00e3s Hospitaleiras do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus e dos Irm\u00e3os de S. Jo\u00e3o de Deus, que se juntaram a um p\u00fablico de algumas IPSS, da C\u00e2mara Municipal de Sintra, da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Lisboa e Pis\u00e3o, da Casa de Sa\u00fade do Senhor da Serra entre alguns volunt\u00e1rios.  \u201cAs quest\u00f5es debatidas permitiram reflectir e aprofundar tem\u00e1ticas com as quais nos confrontamos no dia a dia no \u00e2mbito da presta\u00e7\u00e3o de cuidados de sa\u00fade a pessoas com idade avan\u00e7ada\u201d, manifesta a Irm\u00e3 Arminda Fernandes. Por outro lado, \u201co horizonte da \u00e9tica e da dignifica\u00e7\u00e3o da pessoa fazem parte integrante dos princ\u00edpios orientadores do modelo assistencial que a Congrega\u00e7\u00e3o preconiza, a partir da centralidade da pessoa em todo o processo, da qualidade de cuidados numa perspectiva integral, unindo ci\u00eancia e caridade\u201d.  Para al\u00e9m da compet\u00eancia t\u00e9cnica, nomeadamente nos cuidados continuados e paliativos, \u201c\u00e9 fundamental a humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados, mediante uma assist\u00eancia integral bio-psico-social e espiritual, relacional e afectiva, procurando por todos os meios maximizar o conforto e o bem-estar e minimizar a dor e o sofrimento quer do doente quer da fam\u00edlia\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um tema actual como o sofrimento e as suas linguagens esteve em an\u00e1lise na Casa de Sa\u00fade de Santa Rosa de Lima. 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