{"id":252295,"date":"2022-09-06T12:17:04","date_gmt":"2022-09-06T11:17:04","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=252295"},"modified":"2022-09-06T12:17:04","modified_gmt":"2022-09-06T11:17:04","slug":"educar-e-libertar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/educar-e-libertar\/","title":{"rendered":"Educar \u00e9 libertar"},"content":{"rendered":"<p><em>Reflex\u00e3o do professor Ant\u00f3nio Estanqueiro no regresso \u00e0 escola<\/em>.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_152027\" aria-describedby=\"caption-attachment-152027\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-152027 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-152027\" class=\"wp-caption-text\">Ag\u00eancia Ecclesia\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma das tarefas mais importantes dos pais \u00e9 educar os filhos para a autonomia e torn\u00e1-los protagonistas da sua pr\u00f3pria vida, equipando-os com valores e compet\u00eancias.<\/p>\n<p>Pais e filhos caminham juntos. Chegar\u00e1 o dia em que os pais, por amor, deixar\u00e3o que os filhos sigam com liberdade o seu caminho e tomem conta de si mesmos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Superprote\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Como bons jardineiros, os pais atentos criam um ambiente de prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a para que os filhos cres\u00e7am de forma saud\u00e1vel. O que acontece a uma planta se a privarmos de sol e ar? Sufoca! Do mesmo modo, se os filhos forem superprotegidos, ficar\u00e3o dependentes e imaturos, incapazes de tomar decis\u00f5es por medo de falhar.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as e os adolescentes n\u00e3o podem prescindir do olhar protetor e da orienta\u00e7\u00e3o dos pais. Mas a atitude de superprote\u00e7\u00e3o, ainda que bem-intencionada, n\u00e3o educa. \u00c9 preciso saber cuidar dos filhos, ajud\u00e1-los a satisfazer as suas necessidades (n\u00e3o os seus desejos ou caprichos) e dar-lhes amor incondicional, sem travar o processo de autonomia.<\/p>\n<p>Em geral, as crian\u00e7as pequenas gostam de andar de m\u00e3o dada com os pais e de sentir a sua proximidade. Gostam de abra\u00e7os e beijos. O mesmo n\u00e3o se verifica com os adolescentes. Apesar da sua necessidade de amor e seguran\u00e7a, eles tendem a distanciar-se dos pais e a aproximar-se dos amigos, com quem interagem presencialmente ou atrav\u00e9s das redes sociais. Querendo afirmar a sua autonomia, os adolescentes detestam perguntas inc\u00f3modas sobre as suas companhias e os seus comportamentos. Muitas vezes p\u00f5em \u00e0 prova a paci\u00eancia e a capacidade de di\u00e1logo dos pais na gest\u00e3o dos conflitos.<\/p>\n<p>Na fam\u00edlia e na escola, a arte da educa\u00e7\u00e3o consiste em dar autonomia progressiva \u00e0s crian\u00e7as e aos adolescentes, de acordo com a sua idade e a sua maturidade. Por isso, o autoritarismo e a permissividade s\u00e3o estilos educativos inaceit\u00e1veis. Tem de haver equil\u00edbrio entre o controlo e a liberdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Autonomia<\/strong><\/h4>\n<p>Como educar para a autonomia? N\u00e3o h\u00e1 receitas universais, porque cada jovem \u00e9 diferente e \u00fanico nas suas capacidades e no seu ritmo de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, um dos princ\u00edpios essenciais para todos os educadores, pais e professores, \u00e9 orientar e ajudar os jovens, motivando-os para que se esforcem e fa\u00e7am aquilo que podem e devem fazer sozinhos, na realiza\u00e7\u00e3o das suas tarefas em casa e na escola. Assim, ganham autonomia no processo de aprendizagem.<\/p>\n<p>Pede-se aos pais que ensinem os filhos a enfrentar desafios e a resolver problemas, em vez de lhes afastarem todos os obst\u00e1culos do caminho. Pequenas doses de adversidade na vida s\u00e3o um boa oportunidade para que eles cres\u00e7am e se tornem mais resilientes, mais fortes e mais capazes de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o. \u00c9 no confronto com a realidade e na intera\u00e7\u00e3o positiva com os outros que os jovens podem desenvolver compet\u00eancias pessoais, sociais e emocionais (por exemplo, o autoconhecimento, a automotiva\u00e7\u00e3o, o autocontrolo, a empatia, a comunica\u00e7\u00e3o assertiva e a coopera\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Educar exige regras e limites. H\u00e1 circunst\u00e2ncias em que os filhos precisam de supervis\u00e3o para prevenir comportamentos de risco, que ponham em perigo a sua sa\u00fade ou a sua seguran\u00e7a e o respeito pelos outros. Quando necess\u00e1rio, os pais devem dizer \u201cn\u00e3o\u201d com amor firme. Nem tudo \u00e9 negoci\u00e1vel. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, os pais decidem.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 bom que os filhos sintam algum espa\u00e7o de liberdade para explorar o mundo \u00e0 sua volta, arriscar, fazer escolhas e tomar decis\u00f5es, ainda que cometam erros. Deste modo, poder\u00e3o aprender com as suas experi\u00eancias, refor\u00e7ar a autoconfian\u00e7a e adquirir o sentido de responsabilidade.<\/p>\n<p>Educar \u00e9 promover a autonomia respons\u00e1vel e solid\u00e1ria. A educa\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia e na escola ser\u00e1 tanto mais eficaz, quanto mais depressa os jovens se tornarem aut\u00f3nomos e aprenderem a voar sozinhos. Educar \u00e9 libertar.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro<br \/>\n<\/em><em>Professor e Formador<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o do professor Ant\u00f3nio Estanqueiro no regresso \u00e0 escola.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":152027,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-252295","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252295","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=252295"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252295\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=252295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=252295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=252295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}