{"id":251217,"date":"2022-08-24T09:30:36","date_gmt":"2022-08-24T08:30:36","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=251217"},"modified":"2022-08-25T10:51:12","modified_gmt":"2022-08-25T09:51:12","slug":"igreja-acho-que-nao-faco-coisas-extraordinarias-mas-empresto-as-minhas-maos-vanessa-alves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-acho-que-nao-faco-coisas-extraordinarias-mas-empresto-as-minhas-maos-vanessa-alves\/","title":{"rendered":"Igreja: \u00abAcho que n\u00e3o fa\u00e7o coisas extraordin\u00e1rias, mas empresto as minhas m\u00e3os\u00bb &#8211; Vanessa Alves"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\"><em>Depois de v\u00e1rios anos a trabalhar na sa\u00fade mental, a enfermeira Vanessa Alves toca agora a vulnerabilidade nos cuidados paliativos onde concretiza \u00abo amor\u00bb que sente pelas pessoas<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p class=\"western\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-249264 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Vanessa-Alves-2-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/p>\n<p class=\"western\">Lisboa, 24 ago 2022 (Ecclesia) &#8211; Vanessa Alves, enfermeira que trabalha na \u00e1rea dos cuidados paliativos, lamenta que se \u201cbaixe a voz quando se fala da morte\u201d e se esque\u00e7a a \u201ctanta vida que se pode dar\u201d a esta fase.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cBaixamos a voz para falar sobre a morte e a morte n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o uma etapa da vida. \u00c9 preciso dar vida \u00e0 morte. N\u00e3o podemos esper\u00e1-la apenas; h\u00e1 tantas coisas para fazer com a vida que h\u00e1 na morte\u201d, explica a jovem \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p class=\"western\">A enfermeira explica a necessidade de reconhecer que a sa\u00fade mental deve ser transversal a todas as \u00e1reas, \u201cem cuidados paliativos, em especial\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">\u201cBasta que nos imaginemos na ang\u00fastia por n\u00e3o poder continuar a ver os filhos crescer, n\u00e3o poder ver o casamento do neto ou fazer a viagem h\u00e1 tanto tempo imaginada. Claro que a nossa mente se vai abaixo. Somos todos, em todas circunst\u00e2ncias, pessoas altamente vulner\u00e1veis e esquecemo-nos disto; fazemo-nos de fortes, sempre. Mas chega uma altura da vida em que a vulnerabilidade se toca com os dedos. Nesta altura \u00e9 dif\u00edcil, parece tudo ainda maior e mais dif\u00edcil. Eu, que gosto tanto de pessoas, quero ajud\u00e1-las nesta altura em que \u00e9 tudo muito maior e mais dif\u00edcil. Acho que n\u00e3o fa\u00e7o coisas extraordin\u00e1rias, mas empresto as minhas m\u00e3os e a partir da\u00ed, s\u00f3 Deus sabe o que acontece\u201d, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">Nascida em Lisboa, com oito anos, Vanessa rumou a Alcaravela, na diocese de Portalegre-Castelo Branco, um local onde atualmente est\u00e3o os pais e a av\u00f3.<\/p>\n<p class=\"western\">Na idade de procurar oportunidades laborais, regressou a Lisboa onde encontrou lugar para trabalhar na \u00e1rea da sa\u00fade mental que sempre a inquietou desde pequena: \u201cSim, interessavam-me os \u00f3rg\u00e3os, mas queria perceber o que \u00e9 que as pessoas tinham l\u00e1 dentro, mas interessava-me sobretudo o que pensavam e a forma como pensavam. E eu queria descobrir\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cS\u00e3o as pessoas que me apaixonam e me fazem continuar na enfermagem. Se n\u00e3o fossem as pessoas que temos oportunidade de cuidar n\u00e3o descobr\u00edamos tantas coisas que conseguimos fazer\u201d, sublinha.<\/p>\n<p class=\"western\">A profissional lamenta que a sa\u00fade mental seja \u201cmuito maltratada\u201d e reconhece que \u201cdificilmente\u201d uma pessoa vai ao m\u00e9dico porque \u201cest\u00e1 triste, o trabalho deixou de render ou porque est\u00e1 mais irritada em casa\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cSe n\u00e3o estivermos muito atentos, facilmente ca\u00edmos numa situa\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a sem percebermos. Facilmente ca\u00edmos em situa\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a e geralmente quando percebemos j\u00e1 \u00e9 tarde\u201d, alerta.<\/p>\n<p class=\"western\">Vanessa Alves fala na import\u00e2ncia que o tempo assume no tratamento.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">\u201cDar comprimidos \u00e9 f\u00e1cil mas nem sempre resolve. Esta noite estive com um paciente que estava muito ansioso e ele precisava que eu ficasse e conversasse com ele. Foi um consolo e, no final, muito feliz por ter acontecido uma conversa, pediu-me para tirar a m\u00e1scara para pode reconhecer-me na rua e cumprimentar-me\u201d, recorda.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">A viver em Lisboa, h\u00e1 11 anos, Vanessa integra o grupo \u00abPCB@LX\u00bb, onde universit\u00e1rios e jovens trabalhadores oriundos da diocese de Portalegre \u2013 Castelo Branco a residir em Lisboa, se re\u00fanem mensalmente para receber um convidado que possa \u201ccom a sua vida incentivar a ser mais e melhor\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cN\u00e3o tem de ser s\u00f3 uma pessoa crist\u00e3 mas que seja algu\u00e9m que tenha algo a acrescentar \u00e0 vida dos outros, \u00e9 um espa\u00e7o de aprendizagem, uma cadeira que n\u00e3o existe nas faculdades que nos permite ir mais longe\u201d, explica falando do percurso de 10 anos que o grupo tem.<\/p>\n<p class=\"western\">Vanessa Alves est\u00e1 ainda envolvida no Comit\u00e9 Organizador Diocesano (COD) de Portalegre-Castelo Branco que prepara as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 e assume o caminho \u201cbonito\u201d que tem sido feito.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cOs s\u00edmbolos da JMJ quando estiveram em Portalegre \u2013 Castelo Branco passaram por lares, jardins de inf\u00e2ncia, nos hospitais, celebramos uma missa no parque de estacionamento de um hipermercado e que bonito que foi, estivemos num Carmelo, e, em alguns locais onde n\u00e3o havia oportunidade de parar por falta de tempo, passamos na estrada e as pessoas fizeram pequenos altares para ver passar a carrinha &#8211; nem sequer os s\u00edmbolos mas ver passar a carrinha. Foi um dos momentos mais bonitos\u201d, recorda.<\/p>\n<p class=\"western\">A jovem de 33 anos explica que a JMJ \u00e9 feita de muitos encontros, \u201csempre entre as pessoas\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">\u201cA jornada muda a nossa vida desta forma. A jornada \u00e9 sobretudo os encontros que anonimamente vemos acontecer. \u00c9 muito importante a semana dos eventos centrais, mas o caminho, o que preparamos e a vida que vivemos at\u00e9 l\u00e1, \u00e9 que s\u00e3o importantes\u201d, assume.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">A conversa com Vanessa Alves pode ser acompanhada esta madrugada, depois da meia-noite, no Programa Ecclesia na Antena 1 da r\u00e1dio p\u00fablica, ficando dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/radio\/\">portal<\/a> de informa\u00e7\u00e3o ou em formato <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/0jaZQ0iEaxdmhg0rDZD8Be\">podcast<\/a>.<\/p>\n<p class=\"western\"><i>LS<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de v\u00e1rios anos a trabalhar na sa\u00fade mental, a enfermeira Vanessa Alves toca agora a vulnerabilidade nos cuidados paliativos onde concretiza \u00abo amor\u00bb que sente pelas 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