{"id":250890,"date":"2022-08-18T16:00:11","date_gmt":"2022-08-18T15:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=250890"},"modified":"2022-08-18T16:00:11","modified_gmt":"2022-08-18T15:00:11","slug":"saber-aprender-a-ver-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-ver-deus\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; A ver Deus"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Os esc\u00e2ndalos dos abusos sexuais no seio da Igreja Cat\u00f3lica dificultam ainda mais a possibilidade de <em>ver<\/em> Deus. E se contabilizarmos os abusos de poder (como se algu\u00e9m tivesse realmente poder sobre o que quer seja relativo \u00e0 f\u00e9) tamb\u00e9m ser\u00e1 dif\u00edcil para alguns crentes <em>ver<\/em> Deus. Depois, os materialistas costumam ridicularizar quem tem f\u00e9, frequentemente, perguntando se alguma vez <em>viram<\/em> Deus (usando o verbo <em>ver<\/em> \u00e0 letra). E o crente quando l\u00ea o Evangelho de S. Jo\u00e3o confronta-se com \u2014 <em>\u00abA Deus jamais algu\u00e9m o viu.\u00bb<\/em> \u2014 pode sentir-se em sarilhos. Mas, o que vem a seguir \u2014 <em>\u00abO Filho Unig\u00e9nito, que \u00e9 Deus e est\u00e1 no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.\u00bb<\/em> (Jo 1, 18) \u2014 aponta uma pista interessante. Por\u00e9m, ningu\u00e9m ter\u00e1 <em>visto<\/em> Deus antes de Jesus e este deu-nos a conhecer Deus (ou vamos conhecendo ainda). Mas n\u00e3o \u00e9 que depois de Jesus morrer pass\u00e1mos a <em>ver<\/em> Deus. Ser\u00e1 isso alguma vez poss\u00edvel? Bom, aparentemente, para Jesus, sim.<\/p>\n<figure id=\"attachment_250891\" aria-describedby=\"caption-attachment-250891\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-250891\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/VerDeus-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-250891\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Mayur Gala em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>Enquanto estava numa missa durante as f\u00e9rias, a homilia do sacerdote, corajosamente, referia os diversos epis\u00f3dios sobre os abusos no seio da Igreja Cat\u00f3lica disseminados pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o social. E ao escut\u00e1-lo pensava como estas dores, como cat\u00f3lico, s\u00e3o as minhas tamb\u00e9m. Seguramente, aqueles que cometeram esses crimes, e aqueles que cometem ainda os crimes de abuso de poder nas v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es e organismos da Igreja Cat\u00f3lica t\u00eam muita dificuldade em <em>ver<\/em> Deus naquele que est\u00e3o a abusar. Por isso, como podem, e podemos, cada um de n\u00f3s, saber aprender a <em>ver<\/em> Deus? Foi nesse momento que olhei para o lado e pareceu-me vislumbrar a resposta.<\/p>\n<p>No ch\u00e3o da Igreja estavam coladas as indica\u00e7\u00f5es de distanciamento social para quando as pessoas fossem receber a comunh\u00e3o e (com intelig\u00eancia), algu\u00e9m foi inspirado a sugerir que se inclu\u00edssem frases do Evangelho. A que estava escrita quando olhei para o lado foi \u2014 <em>\u00abFelizes os puros de cora\u00e7\u00e3o, porque ver\u00e3o a Deus\u00bb<\/em> (Mt 5, 8). E nesse momento estava, precisamente, a ler um livro do cardeal Tom\u00e1s Spidl\u00edk (1909 &#8211; 2010) que se intitula \u201cA arte de purificar o cora\u00e7\u00e3o\u201d. Por isso, pensei se nesse pequeno livro poderia encontrar as pistas para cada pessoa poder desenvolver esta arte e purificar o cora\u00e7\u00e3o para podermos melhor <em>ver<\/em> Deus, ainda que permane\u00e7a como quest\u00e3o, para j\u00e1, o que isso possa significar.<\/p>\n<p>Um primeiro ponto que Spidl\u00edk chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a necessidade de abandonarmos a ideia de que \u201ccorpo\u201d \u00e9 o mesmo que \u201ccarne\u201d. No Evangelho, \u201ccarne\u201d usa-se mais no sentido moral do termo. E se Deus assumiu um corpo, significa que esse \u00e9 \u201csantific\u00e1vel\u201d se se unir cada vez mais e melhor a Deus. Depois, assim como no livro de Job, importa reconhecer que a vida interior de cada ser humano \u00e9 um combate, pelo que todos somos suscept\u00edveis de falhar. Por fim, por \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d, a Sagrada Escritura n\u00e3o entende apenas o que sentimos, como acontece no mundo ocidental, mas refere-se a todo o nosso ser, sobretudo aquilo que diz respeito \u00e0 vida interior.<\/p>\n<p>Existem abusos que sabermos estar a cometer (sendo os mais frequentes de origem autorit\u00e1ria), mas isso n\u00e3o acontece logo. Antes, todos n\u00f3s estamos sujeitos \u00e0 penetra\u00e7\u00e3o da mal\u00edcia no cora\u00e7\u00e3o e Spidl\u00edk identifica cinco estados. Parece-me que se estivermos mais conscientes de quais s\u00e3o esses estados e o que significam, melhor poderemos educar a vontade pr\u00f3pria e poder caminhar na direc\u00e7\u00e3o de um cora\u00e7\u00e3o mais puro. O primeiro estado \u00e9 a <em>sugest\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<ol>\n<li><em>A sugest\u00e3o<\/em> corresponde \u00e0 primeira fantasia, \u00e0 primeira imagem ou impulso. Depois&#8230;<\/li>\n<li><em>o col\u00f3quio<\/em> significa, como no G\u00e9nesis, que nos deixamos provocar pela sugest\u00e3o e come\u00e7amos a reflectir: e se&#8230;? Perde-se muita energia nestes col\u00f3quios interiores insensatos, mas existe sempre a possibilidade de ficarmos por aqui, ou passar para&#8230;<\/li>\n<li><em>o combate<\/em> depois do pensamento reflectido come\u00e7ar a assentar no cora\u00e7\u00e3o e a influir sobre a nossa vontade de ir para frente, ou n\u00e3o, com o pecado. E se n\u00e3o somos capazes de resistir ao combate segue-se&#8230;<\/li>\n<li><em>o consentimento<\/em> de quem se deixou vencer pela batalha e pensa cometer o pecado \u00e0 primeira oportunidade que surge. Chegou-se ao estado de pecar com o pensamento, mas podemos ainda n\u00e3o exterioriz\u00e1-lo e ainda podemos resistir num \u00faltimo golpe. Pois, como Diz Spidl\u00edk \u2014 <em>\u00abo ser humano \u00e9, essencialmente, aquilo que decide e n\u00e3o aquilo que o leva \u00e0 atrac\u00e7\u00e3o dos sentidos.\u00bb<\/em> Por\u00e9m, a trag\u00e9dia acontece com&#8230;<\/li>\n<li><em>a paix\u00e3o<\/em>, onde nos deixamos escravizar pelos \u201cpecados do pensamento\u201d e entramos numa inclina\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica para o mal (nosso e dos outros), sem qualquer controlo sobre n\u00f3s pr\u00f3prios e a nossa vontade. Neste estado final, por vezes, n\u00e3o s\u00f3 o acompanhamento espiritual, mas sobretudo o acompanhamento m\u00e9dico poder\u00e1 resolver alguma coisa.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Como pode a \u201cArte de Purificar o Cora\u00e7\u00e3o\u201d ajudar? \u201cPurificar o cora\u00e7\u00e3o\u201d significa voltar a uma paz interior atrav\u00e9s de uma pr\u00e1tica, tamb\u00e9m, interior, que nos aproxima cada vez mais de Deus. Spidl\u00edk refere-se a essa pr\u00e1tica como <em>\u00aba aten\u00e7\u00e3o ou vigil\u00e2ncia de cora\u00e7\u00e3o, ou sobriedade mental.\u00bb<\/em><\/p>\n<p>A aten\u00e7\u00e3o \u2014 segundo Spidl\u00edk \u2014 consiste na <em>\u00abpresen\u00e7a psicol\u00f3gica relativa ao que se faz\u00bb<\/em>. Isso leva-me a pensar que vivemos num mundo de grandes distrac\u00e7\u00f5es que estimulam a falta de aten\u00e7\u00e3o que dificulta a purifica\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, levando as pessoas a cometer os abusos. E Spidl\u00edk exemplifica a falta de concentra\u00e7\u00e3o com uma pequena experi\u00eancia de um psic\u00f3logo.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u00abUm psic\u00f3logo tinha no seu gabinete uma grande aqu\u00e1rio com v\u00e1rios tipos de peixe raros. Pr\u00f3ximo do aqu\u00e1rio estavam algumas poltronas onde se sentavam os seus pacientes durante a consulta por serem incapazes de prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura. Depois, o psic\u00f3logo pedia a cada um para seguir com o olhar os movimentos de um daqueles peixinhos. No in\u00edcio n\u00e3o conseguiam, mas depois de exercitar, acabavam por conseguir n\u00e3o perder de olho o peixe escolhido por meia hora! Depois daqueles exerc\u00edcios, os pacientes confessavam que j\u00e1 conseguiam, sem se distrair, seguir o curso de uma leitura mental, tamb\u00e9m, por meia hora.\u00bb<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Dominaram a vontade pr\u00f3pria com a pr\u00e1tica da aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mundo precisa de despertar para a pr\u00e1tica da aten\u00e7\u00e3o, mas como muitos destes abusos foram cometidos no passado, e antes n\u00e3o existiam tantas distrac\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se torna question\u00e1vel que a falta de concentra\u00e7\u00e3o esteja na g\u00e9nese dos abusos cometidos? Diante do t\u00e9dio, desde sempre que a mente vagueou pelos pensamentos. E se temos falhas no nosso desenvolvimento pessoal, de tal modo que o vaguear da mente suscita pensamentos que n\u00e3o nos fazem bem, nem aos outros, \u00e9 compreens\u00edvel que a falta de pr\u00e1tica da aten\u00e7\u00e3o na arte de purificar o cora\u00e7\u00e3o impe\u00e7a a forma mais imediata de <em>ver<\/em> Deus. <em>Ver<\/em> Deus no outro.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u00abSempre que fizestes isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes\u00bb<\/em> (Mt 25, 40).<\/p><\/blockquote>\n<p>A Arte de Purificar o Cora\u00e7\u00e3o pode ajudar-nos a identificar os estados que nos aproximam de um abuso (seja de que natureza for) que nos impede de <em>ver<\/em> Deus, mas a pr\u00e1tica da aten\u00e7\u00e3o, qual sobriedade mental, ajudar-nos-\u00e1 a <em>ver<\/em> Jesus em cada pessoa que est\u00e1 diante de n\u00f3s. Pois, saber aprender a <em>ver<\/em> Deus significa saber aprender a <em>ver<\/em> Jesus no outro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n<p>;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-250890","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/250890","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=250890"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/250890\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=250890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=250890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=250890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}