{"id":249464,"date":"2022-08-03T17:53:12","date_gmt":"2022-08-03T16:53:12","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=249464"},"modified":"2022-08-03T17:53:12","modified_gmt":"2022-08-03T16:53:12","slug":"missao-a-alegria-de-partilhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missao-a-alegria-de-partilhar\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o: a alegria de partilhar"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Fernando Domingues<\/em><br \/>\n<em>Mission\u00e1rio Comboniano<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Anunciar e testemunhar o Evangelho de Jesus n\u00e3o \u00e9 um dever que nos \u00e9 imposto. \u00c9 a possibilidade que temos de ajudar muitas outras pessoas a descobrir a presen\u00e7a activa de Jesus no mundo e na vida de cada pessoa. Jesus precede-nos.<\/p>\n<p><strong>1. O dever da miss\u00e3o e a alegria da partilha<\/strong><br \/>\nDas muitas hist\u00f3rias de mission\u00e1rios que ouvi contar, uma das que mais gosto \u00e9 a da carta que escreveu um irm\u00e3o mission\u00e1rio que trabalhava na China nos \u00faltimos anos do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Dizia assim: \u201cNunca agradecerei a Deus o suficiente por me ter feito mission\u00e1rio na China. \u2026 Quando penso nas in\u00fameras gra\u00e7as que recebi de Deus, e que continuo a receber at\u00e9 agora\u2026 confesso que me v\u00eam as l\u00e1grimas aos olhos. A voca\u00e7\u00e3o mais bonita do mundo \u00e9 ser mission\u00e1rio\u201d (Carta de Joseph Freinademetz, 1887).<\/p>\n<p>N\u00e3o lhe faltavam as dificuldades a enfrentar, mas sentia muito claramente que as alegrias e a beleza da vida que vivia valiam muito mais do que todas as ren\u00fancias que tinha feito.<\/p>\n<p>Priva\u00e7\u00f5es e dificuldades existem em todos os caminhos da vida, mas a miss\u00e3o de levar o Evangelho a outros povos \u00e9 algo que enche o cora\u00e7\u00e3o alegria e nos faz participar num processo que \u00e9 muito maior do que os trabalhos que fazemos. A verdade \u00e9 que participamos no trabalho de Deus que est\u00e1 a transformar o nosso mundo. Trabalhamos no Seu projecto.<\/p>\n<p>Em outros tempos, gost\u00e1vamos de sublinha o \u2018dever mission\u00e1rio\u2019: a ordem de Jesus era clara, \u201cIde e anunciai\u201d (Mt 28, 19-20) e, para obedecer a tal imperativo, homens e mulheres deixavam tudo e enfrentavam dificuldades sem conta, para levar aos povos de longe o Evangelho da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos nossos dias, o mandato mission\u00e1rio de Jesus, \u201cIde!\u201d n\u00e3o perdeu nada da sua import\u00e2ncia e urg\u00eancia, mas h\u00e1 outra dimens\u00e3o que tem vindo a chamar a nossa aten\u00e7\u00e3o: a raz\u00e3o pela qual Jesus envia, isto \u00e9, a sua presen\u00e7a que j\u00e1 est\u00e1 activa em toda a humanidade.<\/p>\n<p>Muitos mission\u00e1rios e mission\u00e1rias, regressando, n\u00e3o se cansavam de dizer, \u201c\u00c9 muito mais o que recebemos\u201d, mas talvez s\u00f3 agora come\u00e7amos a pensar no que isso significa.<\/p>\n<p>Afinal, os mission\u00e1rios partem para \u201clevar e dar\u201d ou para \u201creceber e trazer\u201d? A resposta est\u00e1 na linha do Evangelho que est\u00e1 mesmo ali ao lado do tal \u201cmandato mission\u00e1rio\u201d: \u201ctodo o poder Me foi dado nos c\u00e9us e na terra\u201d (Mt 28, 18): Jesus ressuscitado est\u00e1 j\u00e1 presente em toda a parte, a transformar o mundo e as pessoas que o habitam, com a energia divina que \u00e9 o Seu Esp\u00edrito. \u00c9 por isso que os mission\u00e1rios s\u00e3o convidados a partir, para colaborar nessa transforma\u00e7\u00e3o que o Santo Esp\u00edrito de Cristo j\u00e1 est\u00e1 a realizar.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Jesus falou dessa realidade em v\u00e1rias ocasi\u00f5es. Quando apareceu \u00e0s mulheres na manh\u00e3 da Sua ressurrei\u00e7\u00e3o, Ele pediu-lhes que fossem dizer aos Seus disc\u00edpulos que deviam \u201cpartir para a Galileia, pois Ele os precedia e l\u00e1 o haviam de encontrar\u201d (cf. Mt 28, 8-15). Confirmamos isso mesmo de muitas maneiras na nossa vida mission\u00e1ria: nos povos a quem levamos o Evangelho, encontramos muitos sinais da presen\u00e7a de Deus que est\u00e1 activa nas suas vidas muito antes de n\u00f3s l\u00e1 chegarmos. Explicando a par\u00e1bola da semente, Jesus tamb\u00e9m disse que o semeador \u00e9 o Pai e a semente \u00e9 a Palavra do Evangelho. Esta sementeira j\u00e1 Deus a come\u00e7ou h\u00e1 muito, no cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa, e particularmente nas v\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es religiosas com que os povos se dirigem a Deus. Agora, o que Deus precisa \u00e9 de \u201cmuitos trabalhadores para a colheita\u201d (Lc 10, 2).<\/p>\n<p>Numa linguagem semelhante, os antigos Padres da Igreja observavam as tradi\u00e7\u00f5es culturais e religiosas (n\u00e3o-crist\u00e3s) do seu tempo e diziam que nelas se podia encontrar a Palavra (de Deus), em modalidade de semente (Logos spermatik\u00f4s).<\/p>\n<p>A alegria dos mission\u00e1rios que partem, e de todas as pessoas que em qualquer lugar se dedicam a anunciar e testemunhar a nossa f\u00e9, \u00e9 a alegria de partilhar com os outros o melhor que temos \u2013 o Evangelho de Jesus \u2013 e, ao mesmo tempo, descobrir e receber os dons que o Esp\u00edrito de Jesus j\u00e1 foi cultivando al longo dos s\u00e9culos nessas pessoas e culturas em que vivem.<\/p>\n<p><strong>2. Dos trabalhos ao testemunho de vida<\/strong><br \/>\nO Papa Francisco veio desafiar muitos de n\u00f3s a reflectir de novo sobre a nossa maneira de viver a vida mission\u00e1ria. A express\u00e3o que ele gosta de usar \u00e9 \u201cEu sou uma miss\u00e3o neste mundo\u201d e acrescenta, \u201cn\u00e3o posso separar a minha miss\u00e3o e a minha vida pessoal\u201d (EG 273).<\/p>\n<p>Um mission\u00e1rio j\u00e1 idoso partilhava nestes dias as suas fadigas apost\u00f3licas e dizia: \u201cnem sei bem como, mas na miss\u00e3o onde estive, consegui construir 40 capelas e 5 igrejas, que hoje servem 5 novas par\u00f3quias.\u201d Extraordin\u00e1rio. E, sem d\u00favida aquelas mais de 40 comunidades crist\u00e3s agradecem muito a generosidade dele e de quantos apoiavam o seu servi\u00e7o mission\u00e1rio. Era um tempo em que era preciso fundar as comunidades, estabelecer as primeiras estruturas\u2026<\/p>\n<p>Hoje, que as comunidades j\u00e1 t\u00eam um m\u00ednimo de consist\u00eancia, o servi\u00e7o mission\u00e1rio concentra-se mais sobre o esfor\u00e7o de transmitir o evangelho com o testemunho de vida, deixando que as constru\u00e7\u00f5es sejam fruto do esfor\u00e7o das comunidades locais, \u00e0 medida que elas v\u00e3o crescendo.<\/p>\n<p>Alguns \u2018trabalhos\u2019 ser\u00e3o sempre necess\u00e1rios, e n\u00e3o faltar\u00e1 a generosidade entre as v\u00e1rias Igrejas que continuar\u00e3o a apoiar-se fraternamente umas \u00e0s outras, mas o esfor\u00e7o mission\u00e1rio de anunciar com o testemunho de vida vem sublinhar de maneira nova a necessidade de os mission\u00e1rios serem mais contemplativos. Algu\u00e9m diz que, na nova ora\u00e7\u00e3o contemplativa dos mission\u00e1rios e mission\u00e1rias, h\u00e1 um \u2018subir\u2019 e um \u2018descer\u2019: O mission\u00e1rio precisa de \u2018subir\u2019 at\u00e9 Deus; na ora\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o, contemplar a vida e o mist\u00e9rio de Deus para sintonizar o pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o e o pr\u00f3prio pensamento com o cora\u00e7\u00e3o e os planos de Deus. Depois, \u00e9 preciso \u2018descer\u2019, olhar para o mundo, para as comunidades humanas a quem somos enviados para a\u00ed descobrir os movimentos do Esp\u00edrito de Deus, aquilo que Deus est\u00e1 a inspirar e a fazer crescer. Ent\u00e3o, o nosso testemunho de vida poder\u00e1 ajudar as pessoas a discernir a ac\u00e7\u00e3o de Deus e \u2018ajustar\u2019 a vida das comunidades crist\u00e3s e a direc\u00e7\u00e3o em que querem caminhar.<\/p>\n<p><strong>3. Da experi\u00eancia vivida \u00e0 partilha<\/strong><br \/>\nA certeza de que Deus j\u00e1 est\u00e1 presente e bem activo na vida das pessoas e grupos humanos que nos acolhem, livra-nos da pressa ansiosa que \u00e0s vezes caracterizava algumas iniciativas mission\u00e1rias. A nossa presen\u00e7a mission\u00e1ria h\u00e1-de ent\u00e3o ficar marcada pelo di\u00e1logo, pela capacidade de caminhar juntos \u2013 sinodalidade \u2013 e pela presen\u00e7a humilde.<\/p>\n<p>a. <strong>Di\u00e1logo<\/strong><br \/>\nDialogar com os crentes de outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas \u00e9 um elemento indispens\u00e1vel no nosso servi\u00e7o mission\u00e1rio. O Evangelho n\u00e3o se imp\u00f5e, oferece-se num di\u00e1logo respeitoso com quer aproximar-se de Jesus e da sua Igreja. E isto simplesmente porque \u00e9 o caminho que o pr\u00f3prio Deus segue, como diz o documento da Santa S\u00e9, sobre o di\u00e1logo e o an\u00fancio em contexto mission\u00e1rio:<br \/>\n\u201cDeus, num di\u00e1logo que dura ao longo dos tempos, ofereceu e continua a oferecer a salva\u00e7\u00e3o \u00e0 humanidade. Para ser fiel \u00e0 iniciativa divina, a Igreja deve, pois, entrar num di\u00e1logo de salva\u00e7\u00e3o com todos\u201d (Pontif\u00edcio Conselho para Di\u00e1logo Inter-religioso e Congrega\u00e7\u00e3o para a Evangeliza\u00e7\u00e3o dos Povos, Di\u00e1logo e an\u00fancio (1991) n\u00ba 38).<\/p>\n<p>Esse \u2018di\u00e1logo\u2019 entre a nossa f\u00e9 e a tradi\u00e7\u00e3o religiosa das pessoas que encontramos n\u00e3o \u00e9 uma simples discuss\u00e3o que se conclui depressa. Trata-se de um \u201cdi\u00e1logo de vida\u201d em que a passagem de uma f\u00e9 a outra se faz lentamente e poucos elementos de cada vez. Num encontro recente, alguns colegas notavam que num certo pa\u00eds africano, \u201cainda h\u00e1 muito elementos das religi\u00f5es antigas na vida dos nossos crist\u00e3os.\u201d Hoje, temos uma consci\u00eancia mais clara sobre o facto que o processo de convers\u00e3o a uma nova f\u00e9 pode levar v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, e talvez nunca chegue a ser total. Trata-se de quest\u00f5es que tocam as realidades mais profundas da vida humana. As pessoas precisam de muito tempo para mudar as realidades fundamentais das suas vidas.<\/p>\n<p>As novas comunidades crist\u00e3s que v\u00e3o surgindo, nascem e crescem com \u2018uma alma pr\u00f3pria\u2019 e desenvolvem as suas pr\u00f3prias maneiras de rezar, de se organizarem, de transmitir a sua f\u00e9. A maneira de viver a f\u00e9 crist\u00e3, nestas comunidades, \u00e9 necessariamente configurada tamb\u00e9m pelos dons que tinham j\u00e1 recebido de Deus no caminho que Ele tinha vindo a fazer com elas ao longo dos s\u00e9culos precedentes. As novas formas vida crist\u00e3, de celebra\u00e7\u00e3o, e de pensamento, que assim se v\u00e3o formando, s\u00e3o dons de Deus para partilhar com as outras Igrejas e assim enriquecer todas as outras comunidades, inclu\u00eddas as comunidades que lhes enviaram os mission\u00e1rios (cf. Vaticano II, Ad Gentes, n\u00ba 22).<\/p>\n<p>b. <strong>Caminho juntos \u2013 Sinodalidade<\/strong><br \/>\nAs diferentes tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s que v\u00e3o crescendo nos contextos mission\u00e1rios, s\u00e3o chamadas a enriquecer-se umas \u00e0s outras, partilhando aqueles dons que foram crescendo no seu seio, frutos do caminho que Deus tinha feito com elas e do an\u00fancio do Evangelho. Hoje, h\u00e1 m\u00fasicas lit\u00fargicas, maneiras de rezar, maneiras de organizar as comunidades crist\u00e3s onde o clero \u00e9 muito escasso, etc., que se v\u00e3o partilhando entre as v\u00e1rias Igrejas.<\/p>\n<p>O que n\u00f3s aprendemos a chamar \u2018caminho sinodal\u2019, \u00e9 muito mais do que algumas reuni\u00f5es para dar a nossa opini\u00e3o. Trata-se de uma maneira de ser Igreja em que cada comunidade crist\u00e3 d\u00e1 a conhecer \u00e0s outras o caminho que vai fazendo, e encontra no caminho de outras comunidades pistas para orientar melhor o seu pr\u00f3prio futuro. Assim, n\u00e3o s\u00f3 as pessoas caminham juntas, mas as Igrejas dos v\u00e1rios pa\u00edses e continentes s\u00e3o chamadas a enriquecer-se e a iluminar o caminho umas das outras. Pensemos, por exemplo, como nos \u00faltimos anos o caminho que as Igrejas da Am\u00e9rica Latina vinham fazendo nas \u00faltimas d\u00e9cadas, t\u00e3o bem apresentado no documento da Assembleia de Aparecida (2007), tem agora enriquecido as Igrejas dos outros continentes atrav\u00e9s do ensinamento do Papa Francisco que nessa Assembleia tinha participado.<\/p>\n<p>Os mission\u00e1rios e as mission\u00e1rias que partem enviados por uma Igreja para se colocarem ao servi\u00e7o de outras Igrejas em contextos culturais diferentes, e que mais tarde regressam enriquecidos por novas experi\u00eancias, s\u00e3o protagonistas de primeira linha neste processo de interc\u00e2mbio e de m\u00fatuo desafiar-se e enriquecer-se entre Igrejas nos v\u00e1rios continentes. O melhor que podem fazer, ao regressar \u00e9 contar como, por l\u00e1, \u201ca Palavra de Deus crescia e se multiplicava\u201d (Act 12, 24).<\/p>\n<p>c. <strong>Caminho humilde<\/strong><br \/>\nEsta \u201cmiss\u00e3o entre Igrejas\u201d que hoje vivemos, s\u00f3 pode ser realizada autenticamente se todos aceitamos percorrer um caminho de humildade. Quando Deus olha para o nosso mundo, n\u00e3o v\u00ea comunidades ricas e comunidades pobrezinhas, v\u00ea s\u00f3 fam\u00edlias de filhos e filhas com riquezas diferentes, que todos podem partilhar uns com os outros.<br \/>\nCada comunidade crist\u00e3, no caminho que vai fazendo, tem experi\u00eancias, descobertas, tentativas, que pode partilhar com as outras, e pode, por seu lado, aprender muito e encontrar caminhos novos quando se informa sobre o caminho que os outros v\u00e3o procurando fazer.<\/p>\n<p>Nenhum grupo e nenhuma Igreja possui o Esp\u00edrito Santo em exclusividade. Todos temos algo a ensinar e todos podemos aprender dos outros. Os s\u00e9culos de cristianismo em algumas zonas podem ter aprofundado muito a f\u00e9 crist\u00e3, mas tamb\u00e9m podem ter acumulado elementos menos essenciais que acabam por encobrir aspectos importantes do Evangelho. Comunidades mais recentes, livres do peso de certas antigas tradi\u00e7\u00f5es, por vezes, s\u00e3o capazes de captar e exprimir o Evangelho de maneira mais directa e mais clara. Com o tempo, tamb\u00e9m n\u00f3s mission\u00e1rios aprendemos a conhecer melhor o evangelho que anunciamos. O esfor\u00e7o de comunicar o Evangelho a outros povos, tentando \u201cdespi-lo das nossas tradi\u00e7\u00f5es culturais\u201d, para que esse Evangelho possa exprimir-se nas tradi\u00e7\u00f5es culturais pr\u00f3prias dos povos a quem somos enviados, esse esfor\u00e7o nos leva a ver com maior clareza aquilo que \u00e9 o \u201ccora\u00e7\u00e3o do evangelho\u201d, distinguindo o que \u00e9 essencial daquilo que \u00e9 menos importante. Assim, quem parte, f\u00e1-lo tamb\u00e9m na disposi\u00e7\u00e3o de ir aprender com humildade olhando com respeito para o que o Esp\u00edrito de Deus vai realizando em outras terras.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><br \/>\nVivemos hoje, a nova consci\u00eancia de que todos somos mission\u00e1rios porque disc\u00edpulos de Jesus. Isto porque todos somos convidados a partilhar o melhor que temos: a f\u00e9 que vivemos juntos nas nossas comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n<p>Anunciar e testemunhar o Evangelho de Jesus n\u00e3o \u00e9 um dever que nos \u00e9 imposto. \u00c9 a possibilidade que temos de ajudar muitas outras pessoas a descobrir a presen\u00e7a activa de Jesus no mundo e na vida de cada pessoa. Jesus precede-nos.<\/p>\n<p>As comunidades crist\u00e3s da Igreja fazem o seu caminho de f\u00e9 com uma imensa variedade de dons; celebram e testemunham a f\u00e9 com grande criatividade, em modalidades que s\u00e3o configuradas pelo menos em parte pelas suas tradi\u00e7\u00f5es culturais e religiosas.<\/p>\n<p>Os mission\u00e1rios e mission\u00e1rias que s\u00e3o enviados por uma Igreja concreta e recebidos por outra, l\u00e1 longe, tornam-se instrumentos de um processo cont\u00ednuo de interc\u00e2mbio que permite \u00e0s Igrejas nas v\u00e1rias partes do mundo de continuarem um verdadeiro caminho sinodal em que se enriquecem umas \u00e0s outras e se v\u00e3o ajudando a descobrir novos caminhos de comunh\u00e3o universal, na grande variedade de dons que o Senhor vai concedendo a todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Fernando Domingues Mission\u00e1rio Comboniano<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":157533,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[136,261,311],"class_list":["post-249464","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-combonianos","tag-missoes","tag-sinodo-dos-bispos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249464","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=249464"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249464\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/157533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=249464"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=249464"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=249464"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}