{"id":24853,"date":"2007-05-21T12:23:31","date_gmt":"2007-05-21T12:23:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/05\/21\/patrimonio-religioso-tem-um-futuro-brilhante\/"},"modified":"2007-05-21T12:23:31","modified_gmt":"2007-05-21T12:23:31","slug":"patrimonio-religioso-tem-um-futuro-brilhante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/patrimonio-religioso-tem-um-futuro-brilhante\/","title":{"rendered":"Patrim\u00f3nio religioso tem um futuro brilhante"},"content":{"rendered":"<p>O director do Departamento do Patrim\u00f3nio da Diocese de Beja disse que o patrim\u00f3nio religioso em Portugal tem &#8220;um futuro brilhante&#8221;. \u00c0 margem do \u201cF\u00f3rum Arquitectura Religiosa\u201d, promovido pela cooperativa Turel, na P\u00f3voa de Varzim, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o explicou ao Di\u00e1rio do Minho esta sua afirma\u00e7\u00e3o real\u00e7ando que o patrim\u00f3nio religioso corresponde a cerca de 80 por cento do patrim\u00f3nio portugu\u00eas. \u00abOu seja, quem pretender conhecer a nossa identidade, inteirar- se da nossa cultura, \u00e9 fundamental ter acesso a este patrim\u00f3nio. Ele constitui um dos principais recursos dispon\u00edveis, nomeadamente no \u00e2mbito do turismo cultural, ambiental e religioso\u00bb, disse.  No entanto, real\u00e7ou, h\u00e1 um problema neste momento que \u00e9 o facto da Igreja estar a enfrentar crescentes dificuldades para conservar o seu patrim\u00f3nio, n\u00e3o s\u00f3 nas regi\u00f5es do interior, como tamb\u00e9m nos centros hist\u00f3ricos, onde se verifica um envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Assim, para o arquitecto Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o, \u00abvai ter de haver uma adapta\u00e7\u00e3o aos novos tempos, inclusivamente, atrav\u00e9s da adop\u00e7\u00e3o de metodologias que permitam dar um novo funcionamento a algum patrim\u00f3nio que j\u00e1 n\u00e3o tem claramente um uso lit\u00fargico permanente\u00bb.  Por outro lado, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o defendeu ainda ser fundamental que o restauro e conserva\u00e7\u00e3o deste patrim\u00f3nio seja entregue a t\u00e9cnicos qualificados. Segundo explicou, \u00abao contr\u00e1rio do que se possa supor, uma interven\u00e7\u00e3o confiada a t\u00e9cnicos qualificados n\u00e3o \u00e9 necessariamente mais cara do que a realizada por outro tipo de profissionais que n\u00e3o t\u00eam essa especializa\u00e7\u00e3o\u00bb.  \u00abUm profissional da conserva\u00e7\u00e3o e restauro vai essencialmente preocupar-se com a chamada conserva\u00e7\u00e3o preventiva, ou seja, suster a degrada\u00e7\u00e3o, manter a integridade f\u00edsica daquele bem cultural que est\u00e1 em risco. Depois, poder- -se-\u00e1, para determinados im\u00f3veis ou outros objectos que tenham problemas severos, passar- se a uma fase de restauro. O pseudo profissional destas \u00e1reas, pelo contr\u00e1rio, tem tend\u00eancia a alindar, a deixar perfeito e, portanto, vai fazer interven\u00e7\u00f5es mais profundas e, infelizmente, tamb\u00e9m com resultados negativos\u00bb, disse.  A directora do IPPAR\/Norte apelou, por sua vez, \u00e0 necessidade de se conservar o patrim\u00f3nio arquitect\u00f3nico, efectuando algumas opera\u00e7\u00f5es de limpeza e manuten\u00e7\u00e3o duas vezes por ano, como forma de evitar a degrada\u00e7\u00e3o. Na sua opini\u00e3o, a nossa sociedade de consumo perdeu certos h\u00e1bitos do passado que eram saud\u00e1veis para a conserva\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios. \u00abRelativamente aos edif\u00edcios, n\u00f3s temos de ter uma atitude conservadora e uma das coisas fundamentais \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o. Se n\u00f3s n\u00e3o mandarmos limpar os telhados e os algerozes, eles entopem com folhas ou com uma pomba morta e temos problemas grav\u00edssimos no interior\u00bb, disse Paula Silva.  O problema, sustentou, \u00e9 ainda mais grave quando falamos em edif\u00edcios antigos, com patologias mais complicadas e muitas vezes n\u00e3o habitados. \u00abTemos de voltar a pensar na manuten\u00e7\u00e3o de duas vezes por ano, limpando, por exemplo, os telhados e os drenos\u00bb, acrescentou.  Questionada sobre a situa\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio na regi\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria muita conserva\u00e7\u00e3o. \u00abTemos uma patrim\u00f3nio fant\u00e1stico, em quantidade e em qualidade, e tem havido esfor\u00e7os muito grandes na conserva\u00e7\u00e3o e requalifica\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 um trabalho imenso a fazer e que ter\u00e1 de haver sempre\u00bb, salientou.  Sobre o F\u00f3rum Arquitectura Religiosa, que terminou ontem na P\u00f3voa de Varzim, Mons. Eduardo de Melo Peixoto tra\u00e7ou um balan\u00e7o muito positivo da iniciativa que reuniu mais de 200 pessoas, a grande maioria das quais arquitectos e estudantes de arquitectura. \u00abSem d\u00favida que a arquitectura \u00e9 fundamental e sabemos que, no campo religioso, a arquitectura \u00e9 tamb\u00e9m essencial. Temos um patrim\u00f3nio religioso constru\u00eddo muito grande e a carecer de interven\u00e7\u00e3o\u00bb, disse.  Por outro lado, salientou o presidente da Turel, h\u00e1 tamb\u00e9m a quest\u00e3o das novas constru\u00e7\u00f5es. \u00abHoje, t\u00eam-se constru\u00eddo muitos est\u00e1dios, mas n\u00e3o se t\u00eam constru\u00eddo catedrais \u00bb, disse. Para este respons\u00e1vel, uma das obras fundamentais j\u00e1 deste novo s\u00e9culo \u00e9 a igreja da Sant\u00edssima Trindade de F\u00e1tima, arquitectada por Alexandros Tombazis, que esteve presente no f\u00f3rum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O director do Departamento do Patrim\u00f3nio da Diocese de Beja disse que o patrim\u00f3nio religioso em Portugal tem &#8220;um futuro brilhante&#8221;. \u00c0 margem do \u201cF\u00f3rum Arquitectura Religiosa\u201d, promovido pela cooperativa Turel, na P\u00f3voa de Varzim, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o explicou ao Di\u00e1rio do Minho esta sua afirma\u00e7\u00e3o real\u00e7ando que o patrim\u00f3nio religioso corresponde a cerca de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[171,207,285,320],"class_list":["post-24853","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-beja","tag-fatima","tag-patrimonio","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24853"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24853\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}