{"id":24840,"date":"2007-05-19T17:59:40","date_gmt":"2007-05-19T17:59:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/05\/19\/d-antonio-carrilho-quer-novos-dinamismos\/"},"modified":"2007-05-19T17:59:40","modified_gmt":"2007-05-19T17:59:40","slug":"d-antonio-carrilho-quer-novos-dinamismos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-antonio-carrilho-quer-novos-dinamismos\/","title":{"rendered":"D. Ant\u00f3nio Carrilho quer novos dinamismos"},"content":{"rendered":"<p>Rela\u00e7\u00f5es com o clero e o poder local ou a presen\u00e7a na comunica\u00e7\u00e3o social s\u00e3o quest\u00f5es que n\u00e3o ficar\u00e3o esquecidas <!--more--> D. Ant\u00f3nio Carrilho, que hoje tomou posse como novo Bispo do Funchal, espera que a Diocese seja capaz de responder ao que \u00e0s exig\u00eancias das novas circunst\u00e2ncias, prometendo autonomia e coopera\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es com o governo regional. Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, que acompanhou as celebra\u00e7\u00f5es destes dias desde a Madeira, o prelado sublinha que conta com todos, em especial os sacerdotes, a quem pede comunh\u00e3o e unidade.  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA &#8211; Chega ao Funchal como Bispo do di\u00e1logo e do encontro com o povo. Essas preocupa\u00e7\u00f5es t\u00eam estado presentes sempre no seu minist\u00e9rio? D. Ant\u00f3nio Carrilho &#8211;<\/i> Essa tem sido a minha preocupa\u00e7\u00e3o, procurando realizar um minist\u00e9rio episcopal de acordo com aquilo que eu entendo ter sido a proximidade e a rela\u00e7\u00e3o de Jesus com as pessoas, sem procurar aparecer muito, mas com a preocupa\u00e7\u00e3o de estar junto delas, para tocar a sua vida e o seu cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o apenas de rela\u00e7\u00e3o afectiva, mas \u00e9 importante que as pessoas sintam que o Bispo est\u00e1 perto, que tem uma palavra e um gesto, que o conhe\u00e7am. Eu vi o reconhecimento e o apre\u00e7o que nasce dessa proximidade. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de populismo ou de popularismo, \u00e9 uma quest\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o pessoal.  <i>AE &#8211; Essas s\u00e3o caracter\u00edsticas que o povo madeirense admira e deseja para o seu Bispo? AC &#8211;<\/i> Por aquilo que fui ouvindo, \u00e9 realmente assim. Penso que os testemunhos que vieram a ser partilhados por muita gente do Porto que tinha tido um contacto mais pr\u00f3ximo comigo, sobretudo atrav\u00e9s das visitas pastorais, fez com que as pessoas aqui despertassem para aquilo que considerariam ser uma qualidade desej\u00e1vel A chegada (\u00e0 Madeira) proporcionou esse tal contacto que, para muita gente, veio comprovar aquilo de que tinham conhecimento por meio dos outros.  <i>AE &#8211; Pensa que as expectativas em volta do Bispo do Funchal est\u00e3o elevadas? AC &#8211;<\/i> Eu penso que est\u00e3o elevadas, mas aceito esse desafio por uma raz\u00e3o: o rosto do desafio e da esperan\u00e7a nesta hora n\u00e3o \u00e9 apenas o Bispo, \u00e9 a comunidade crist\u00e3. Se esperam muito, t\u00eam de dar muito.  Sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos em geral, todos juntos, devemos saber ver, julgar e agir, assumindo as nossas responsabilidades como Igreja, para encontrar caminhos de resposta para o Povo de Deus que lhe est\u00e1 confiado.  <i>AE &#8211; H\u00e1 separa\u00e7\u00e3o, no Funchal, entre o exerc\u00edcio de responsabilidade por uma Igreja local e a pr\u00e1tica religiosa? AC &#8211;<\/i> Eu estou a chegar e n\u00e3o tenho um contacto passado com esta Diocese, o que at\u00e9 cria expectativa. Claro que o Bispo \u00e9 respons\u00e1vel por uma Igreja, mas com responsabilidade em todas. Estou a ver, n\u00e3o fa\u00e7o ju\u00edzos de valor sobre o presente, nem sobre o passado ou sobre o caminho. Confio no clero, nos religiosos e religiosas, no laicado, porque penso que esta Igreja tem capacidade para responder ao que as circunst\u00e2ncias novas reclamam e exigem.  <b>Perspectivar o futuro<\/b> <i>AE &#8211; Este momento concreto da vida na Diocese do Funchal exige novidade? AC &#8211;<\/i> \u00c9 precisa expectativa e esperan\u00e7a, de novos projectos e dinamismos, embora n\u00e3o seja a concretiza\u00e7\u00e3o de um programa. Podemos apontar necessidades gerais e comuns, como a nova evangeliza\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o dos jovens e da fam\u00edlia ou o esclarecimento da f\u00e9, que s\u00e3o dados comuns. Quem me dera que os casais da Diocese, por exemplo, pudessem dar o testemunho da alegria de serem fam\u00edlia crist\u00e3, porque o testemunho de felicidade toca muito mais do que simplesmente uma reflex\u00e3o teol\u00f3gica.  <i>AE &#8211; O clero ser\u00e1 o primeiro parceiro do Bispo? AC &#8211;<\/i>Sem d\u00favida. Eu digo que um presbit\u00e9rio unido \u00e9 um factor da comunh\u00e3o, fazendo da comunidade uma verdadeira casa e escola de comunh\u00e3o. Al\u00e9m disso, \u00e9 a \u00fanica forma de anima\u00e7\u00e3o pastoral, porque se queremos realizar qualquer projecto temos de ter um bom motor. Conto com a diversidade na complementaridade, mas na comunh\u00e3o e na unidade.  <i>AE &#8211; A unidade poder\u00e1 ser uma quest\u00e3o nesta Diocese. Falo do chamado grupo dos dez, por exemplo, que escreveu ao Bispo em\u00e9rito, reivindicando algumas ac\u00e7\u00f5es&#8230; AC &#8211;<\/i> Vi, de facto, refer\u00eancia a esse grupo. S\u00e3o dez, como poderiam ser vinte ou trinta, as pessoas juntaram-se e entenderam que poderiam ter uma palavra a dizer. N\u00e3o sei se foram t\u00e3o reivindicativos, se foi simplesmente apenas a manifesta\u00e7\u00e3o de um desejo, justo, em termos de participa\u00e7\u00e3o. Agora \u00e9 que vamos dar as m\u00e3os, para concretizar aquilo que o Bispo sabe que \u00e9 desejado por muitas pessoas. Quero que elas saibam que, nesta diversidade e mesmo na comunh\u00e3o e na unidade, \u00e9 poss\u00edvel realizar essas expectativas.  <i>AE &#8211; Que oportunidade constitui a passagem de uma massa imensa de turistas pela Madeira? AC &#8211;<\/i> Conhe\u00e7o melhor, evidentemente, o turismo no Algarve, a minha diocese de origem, e sei aquilo que \u00e9 poss\u00edvel fazer e n\u00e3o \u00e9 feito naquilo que costumamos chamar pastoral do turismo, que ainda est\u00e1 bastante indefinida. Costumo dizer que a verdadeira pastoral do turismo \u00e9 a pastoral da Igreja local, n\u00e3o \u00e9 uma pastoral para turistas, mas de acolhimento, dando \u00e0s pessoas a capacidade de viver no confronto multicultural e oferecendo raz\u00f5es para afirmarem a sua f\u00e9 e testemunha-la. \u00c9 bom disponibilizar, tamb\u00e9m, informa\u00e7\u00e3o para quem quem passe se sinta acolhido, porque h\u00e1 pessoas que podem aproveitar o tempo de descanso para se refazerem espiritualmente, procurando momentos de interioridade. Se houver informa\u00e7\u00e3o e acolhimento, elas poder\u00e3o aproveitar.  <b>Igreja e pol\u00edtica<\/b> <i>AE &#8211; H\u00e1 aqui muitos sacerdotes que se aproximaram da pol\u00edtica e que abandonaram o sacerd\u00f3cio ou foram suspensos. Que proximidade pode ter o Bispo com estes casos? AC &#8211;<\/i> Eu procurarei fazer tudo pela comunh\u00e3o entre todos. Considerarei os casos que me forem colocados e procurarei conhecer os que n\u00e3o me forem colocados, mas se h\u00e1 alguma coisa a mudar, n\u00e3o \u00e9 agora que o posso dizer.  <i>AE &#8211; Sendo um Bispo do Continente, acha que a inten\u00e7\u00e3o de consolidar a Autonomia pode constituir entrave ao seu minist\u00e9rio? AC &#8211;<\/i> Penso que n\u00e3o, o conceito de Autonomia \u00e9 claro e desenvolve-se numa determinada esfera. Enquanto Bispo, tenho de sentir aquilo que s\u00e3o as interpela\u00e7\u00f5es do bem comum da popula\u00e7\u00e3o e entrar numa coopera\u00e7\u00e3o. Isto, para mim, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o pol\u00edtica, mas uma quest\u00e3o de responder melhor \u00e0s necessidades locais. Penso que n\u00e3o haver\u00e1 dificuldades, pelo contr\u00e1rio, at\u00e9 me consta que muitas pessoas aqui manifestaram o desejo de que viesse um Bispo de fora.  <i>AE &#8211; Dando continuidade a essa tradi\u00e7\u00e3o de Bispos do Continente no Funchal&#8230; AC &#8211;<\/i> De facto, s\u00e3o em maior n\u00famero, na hist\u00f3ria da Madeira, n\u00e3o sei se se poder\u00e1 falar propriamente em tradi\u00e7\u00e3o. Se alguns pediram que fosse um sacerdote daqui, outros pediram que n\u00e3o o fosse, para j\u00e1, mas n\u00e3o estou preocupado em saber se foram muitos ou n\u00e3o, apenas em dar o meu melhor.  <i>AE &#8211; O trabalho pelo bem comum, de que falou, tem de ser em parceria com o governo regional da Madeira? AC &#8211;<\/i> Eu n\u00e3o falaria de parceria, propriamente dita. Costumo dizer que a rela\u00e7\u00e3o da Igreja com as institui\u00e7\u00f5es, concretamente tamb\u00e9m com as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, tem de ser norteada por dois princ\u00edpios que gostei de ver expressos pelo nosso Papa Bento XVI: autonomia e coopera\u00e7\u00e3o. Gosto dessa defini\u00e7\u00e3o, porque me parece clara. Autonomia porque cada institui\u00e7\u00e3o &#8211; seja de ordem governamental, social ou cultural &#8211; tem os seus objectivos e a sua finalidade, pelo que t\u00eam de respeitar-se umas \u00e0s outras. A Igreja respeitar\u00e1 aquilo que \u00e9 pr\u00f3prio das outras institui\u00e7\u00f5es e quer ver-se respeitada na sua autonomia. Agora, h\u00e1 muitas coisas que podem ser feitas em termos de coopera\u00e7\u00e3o: a Igreja n\u00e3o se pode alhear do dom\u00ednio da educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode alhear do dom\u00ednio do social ou da proximidade dos pobres e de quem mais precisa, pelo que quer assumir as suas responsabilidades. A Igreja est\u00e1 na disposi\u00e7\u00e3o de dar as m\u00e3os a outras institui\u00e7\u00f5es e outros poderes quando aquilo que se busca \u00e9 o bem das pessoas. Gostava que isso fosse claro e pessoalmente tenho o desejo de que se possa conciliar sempre esta autonomia e a coopera\u00e7\u00e3o, porque acima de tudo est\u00e3o as pessoas.  <i>AE &#8211; \u00c9 importante uma Diocese ter um Jornal, sobretudo um que tenha capacidade para levar por diante um projecto de um jornal di\u00e1rio? AC &#8211;<\/i> Relativamente a isso, preciso de conhecer a Diocese para me poder pronunciar em termos de comunica\u00e7\u00e3o social. Acho muito importante que a Igreja n\u00e3o prescinda daquilo que hoje \u00e9 uma forma de chegar a todos, de uma maneira bem diferente daquela que \u00e9, simplesmente, o nosso p\u00falpito das Igrejas. Sobre o modo concreto de o fazer, entendo que tem de haver muita informa\u00e7\u00e3o e o gabinete diocesano \u00e9 muito importante.  Penso, por outro lado, que ser\u00e1 dif\u00edcil \u00e0 Igreja alimentar um jornal di\u00e1rio, j\u00e1 foi visto no Continente que n\u00e3o foi poss\u00edvel colocar um di\u00e1rio para colocar ao lado de outros di\u00e1rios. Quanto a um \u00f3rg\u00e3o semanal, aqui h\u00e1 o Pedras Vivas (suplemento dominical no Jornal da Madeira, ndr), que procura ser essa presen\u00e7a e \u00e9 algo a pensar. Temos de ver como \u00e9 que as coisas podem funcionar para atingir melhor as pessoas, a comunidade crist\u00e3, mas n\u00e3o s\u00f3. Gostava que, atrav\u00e9s de um comunica\u00e7\u00e3o social aberta, f\u00f4ssemos capazes de ir bem mais longe, levando uma proposta crist\u00e3 a quem est\u00e1 menos por dentro, em termos de pr\u00e1tica crist\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rela\u00e7\u00f5es com o clero e o poder local ou a presen\u00e7a na comunica\u00e7\u00e3o social s\u00e3o quest\u00f5es que n\u00e3o ficar\u00e3o esquecidas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,185,186,187,193,206,268,320],"class_list":["post-24840","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-algarve","tag-diocese-do-funchal","tag-diocese-do-porto","tag-educacao","tag-familia","tag-nova-evangelizacao","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24840\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}