{"id":24838,"date":"2007-05-19T16:27:08","date_gmt":"2007-05-19T16:27:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/05\/19\/valores-humanos-e-evangelicos-marcam-a-vida-do-povo-madeirense\/"},"modified":"2007-05-19T16:27:08","modified_gmt":"2007-05-19T16:27:08","slug":"valores-humanos-e-evangelicos-marcam-a-vida-do-povo-madeirense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/valores-humanos-e-evangelicos-marcam-a-vida-do-povo-madeirense\/","title":{"rendered":"Valores humanos e evang\u00e9licos marcam a vida do povo madeirense"},"content":{"rendered":"<p>Homilia da tomada de posse de D. Ant\u00f3nio Carrilho como Bispo da Diocese do Funchal <!--more--> 1.  Chamado e enviado pelo Papa Bento XVI, sucessor de Pedro, para Bispo desta Diocese do Funchal, eis-me aqui como Pastor da parcela da Igreja que sois v\u00f3s, Povo da Madeira e Porto Santo. E quero dizer-vos, como Santo Agostinho: \u201cPara v\u00f3s sou Bispo, convosco sou crist\u00e3o.\u201d \u00c9 com grande alegria e emo\u00e7\u00e3o que estou a viver este acto de tomada de posse e entrada na Diocese, atrav\u00e9s do qual se concretiza e ganha express\u00e3o efectiva o SIM da minha resposta, dada h\u00e1 cerca de dois meses atr\u00e1s: \u2013 Com emo\u00e7\u00e3o beijei o Crucifixo, \u00e0 entrada desta Catedral, contemplando na imagem de Jesus Crucificado o pre\u00e7o do Sim da Sua fidelidade, e lembrando o lema da minha ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal: \u201cComo Jesus, venho para servir\u201d. \u00c9 no amor-servi\u00e7o que o Bom Pastor d\u00e1 a Sua vida!  \u2013 Com emo\u00e7\u00e3o Tudo me ajudou a interiorizar, mais uma vez, o lema da minha ordena\u00e7\u00e3o episcopal: \u201cFaz-te ao largo\u201d, para gl\u00f3ria de Deus Trindade \u2013 Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. \u2013 Com emo\u00e7\u00e3o me senti e sinto acolhido por v\u00f3s, queridos Diocesanos e Ex.mas Autoridades da Madeira e Porto Santo, e me sinto acompanhado, numa magn\u00edfica express\u00e3o de comunh\u00e3o da Igreja, por tantos Bispos, familiares e amigos vindos de Loul\u00e9, minha terra natal, e de todo o Algarve, minha Diocese de origem; do Porto, onde trabalhei, durante oito anos, como Bispo Auxiliar; de Lisboa e de outros pontos do nosso Pa\u00eds, pelas rela\u00e7\u00f5es de amizade criadas em tantas \u00e1reas da minha actividade pastoral. O meu bem hajam a todos!  <b>Glorifica\u00e7\u00e3o do Senhor e miss\u00e3o para a Igreja<\/b> 2.  Ocorre a minha tomada de posse no dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Ascens\u00e3o do Senhor. Foi tamb\u00e9m esta a Liturgia quando, em 12 de Maio de 1991, o saudoso Papa Jo\u00e3o Paulo II trouxe, como ele pr\u00f3prio disse, o \u201cseu abra\u00e7o cordial a esta querida Diocese\u201d. Dessa grande celebra\u00e7\u00e3o fazemos hoje mem\u00f3ria, retomando alguns c\u00e2nticos, e revestindo-me eu do mesmo paramento que o Papa ent\u00e3o usou. Partilho agora convosco o sentido e as implica\u00e7\u00f5es na nossa vida pessoal e apost\u00f3lica, da mensagem da Ascens\u00e3o do Senhor.   As leituras hoje proclamadas apresentam-nos a Ascens\u00e3o de Jesus como o culminar da Sua miss\u00e3o no mundo e a express\u00e3o da Sua comunh\u00e3o infinita com o Pai, no Esp\u00edrito Santo. Assinala igualmente a entrega da Sua miss\u00e3o aos disc\u00edpulos, chamados a prolong\u00e1-la, incessantemente e criativamente, sem cansa\u00e7os nem desist\u00eancias\u2026 \u00c9 a festa da glorifica\u00e7\u00e3o do Senhor e da entrega da Sua miss\u00e3o \u00e0 Igreja!  Deixando definitivamente este mundo, depois de habituar os Ap\u00f3stolos a uma nova forma de presen\u00e7a, atrav\u00e9s das Suas apari\u00e7\u00f5es de Ressuscitado, Jesus penetrou na gl\u00f3ria do Pai: \u201cElevou-se \u00e0 vista deles (ap\u00f3stolos) e uma nuvem (s\u00edmbolo da presen\u00e7a divina) escondeu-O a seus olhos\u201d (Act 1,8 \u2013 1.\u00aa Leitura). E como escreve o autor da Carta aos Ef\u00e9sios, Deus que ressuscitou Jesus dos mortos \u201ccolocou-O \u00e0 Sua direita no C\u00e9u (\u2026). Tudo submeteu a Seus p\u00e9s e p\u00f4-l\u2019O acima de todas as coisas, como Cabe\u00e7a de toda a Igreja, que \u00e9 o Seu Corpo, a plenitude d\u2019Aquele que preenche tudo em todos\u201d (Ef 1, 23 \u2013 2.\u00aa Leitura).  Um mandato \u2013 o do an\u00fancio do Reino, uma promessa \u2013 a do Esp\u00edrito, uma miss\u00e3o \u2013 a do testemunho: \u201cIde por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura\u201d (Mc 16,15); \u201c(\u2026) recebereis a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, que descer\u00e1 sobre v\u00f3s e sereis minhas testemunhas (\u2026) at\u00e9 aos confins da terra\u201d (Act 1, 8 \u2013 1.\u00aa Leitura). Dar continuidade \u00e0 obra iniciada por Jesus \u00e9 a miss\u00e3o da Igreja que urge realizar, sem perdas de tempo nem desvios.  <i>\u201cPorque ficais a olhar para o C\u00e9u?\u201d<\/i> Acolhamos como dirigida tamb\u00e9m a n\u00f3s a interpela\u00e7\u00e3o: \u201cHomens da Galileia, porque ficais a olhar para o C\u00e9u? Esse Jesus, que do meio de v\u00f3s foi elevado para o C\u00e9u, vir\u00e1 do mesmo modo que O vistes ir para o C\u00e9u\u201d (Act 1, 11 \u2013 1.\u00aa Leitura). A Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus e a Sua Ascens\u00e3o marcaram, na verdade, os in\u00edcios do Reino de Deus, n\u00e3o o fim da hist\u00f3ria: a constru\u00e7\u00e3o do mundo novo apenas come\u00e7ou, mas exigir\u00e1 muito tempo e muito empenho, por parte dos disc\u00edpulos. De todos \u2013 sem que ningu\u00e9m possa ficar de fora ou considerar-se dispensado.  Agora, o importante \u00e9 descobrir novas formas de presen\u00e7a de Jesus, sabendo encontr\u00e1-l\u2019O no mais \u00edntimo de n\u00f3s pr\u00f3prios, no mais profundo do amor ou da dor, do desejo ou da esperan\u00e7a. Descobri-l\u2019O no sorriso das crian\u00e7as ou no olhar dorido dos enfermos, no sonho dos jovens ou no cansa\u00e7o dos idosos, na alegria dos que lutam por um ideal na vida familiar e profissional ou na desesperan\u00e7a dos que sofrem tantas fomes e sedes neste nosso mundo, por vezes t\u00e3o desfigurado\u2026  Importante, agora, \u00e9 acolh\u00ea-l\u2019O na riqueza sempre nova da Sua Palavra, na presen\u00e7a gratuita que na Eucaristia nos oferece, na efic\u00e1cia dos Sacramentos que alimentam a Igreja.  Importante, agora, desafiador mesmo, \u00e9 ser prolongamento vivo e vivificante do seu dinamismo pascal transformador: passar fazendo o bem, dar a conhecer o amor do Pai, ser fermento do Reino de Deus no cora\u00e7\u00e3o do mundo, para que haja mais verdade, justi\u00e7a, amor, paz e fraternidade.  Ser esta presen\u00e7a de Igreja no Mundo \u00e9 fundamental e compete, de modo muito particular aos leigos, individualmente ou em Associa\u00e7\u00f5es e Movimentos organizados, numa grande variedade de carismas e complementaridade de servi\u00e7os. Como dizia, ainda n\u00e3o h\u00e1 muito tempo, o Papa Bento XVI: \u201cPara os leigos, este \u00e9 o tempo da esperan\u00e7a e da aud\u00e1cia!\u201d E acrescentava: \u201cFazei resplandecer a luz da vossa vida pessoal nas vossas fam\u00edlias, nos ambientes do trabalho, no mundo da educa\u00e7\u00e3o, da cultura e da pol\u00edtica, em todos os sectores em que trabalhais em benef\u00edcio da paz e para construir uma ordem social que esteja mais em conformidade com o homem e o respeite mais na sua dignidade inalien\u00e1vel\u201d (Congresso de Leigos da Europa do Leste, na Ucr\u00e2nia, em 4 de Outubro de 2003).  <b>Continuidade e novidade na sucess\u00e3o apost\u00f3lica<\/b> 3. Se esta dimens\u00e3o da presen\u00e7a crist\u00e3 na vida quotidiana \u00e9 b\u00e1sica, ela n\u00e3o esgota toda a ac\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja, antes pressup\u00f5e um dinamismo de conhecimento e aprofundamento da f\u00e9, que capacite os fi\u00e9is nas diversas idades e situa\u00e7\u00f5es, para assumirem as suas responsabilidades como \u201cpedras vivas\u201d, membros activos da Igreja do Senhor!      Conforme afirmava na \u201cMensagem \u00e0 Diocese\u201d, aquando da minha nomea\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 este ainda o momento para apontar qualquer tipo de programa em concreto; h\u00e1 que conhecer e saber acolher os valores e tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s das gera\u00e7\u00f5es passadas, e olhar em frente, discernindo os sinais e exig\u00eancias do tempo presente. Na sucess\u00e3o apost\u00f3lica, \u201ccontinuidade\u201d e \u201cnovidade\u201d s\u00e3o dois princ\u00edpios que decorrem da comunh\u00e3o entre as pessoas e da fidelidade \u00e0 miss\u00e3o comum.   A realidade social do nosso tempo, nomeadamente a madeirense, \u00e9 caracterizada por profundas transforma\u00e7\u00f5es que apontam, \u00e0 partida, para algumas necessidades e linhas gerais de ac\u00e7\u00e3o pastoral.  Concretamente, a necessidade de intensificar a (nova) evangeliza\u00e7\u00e3o e a catequese, em linguagem clara, acess\u00edvel e interpelativa; a necessidade de proporcionar aos jovens a descoberta, o conhecimento e o seguimento de Cristo; a necessidade de apoiar os casais na viv\u00eancia do ideal do matrim\u00f3nio crist\u00e3o e no testemunho convincente de fam\u00edlias crist\u00e3s felizes.  Permiti-me uma refer\u00eancia especial aos jovens. Dirigindo-se aos P\u00e1rocos de Roma, em Fevereiro passado, o Papa Bento XVI dizia-lhes: \u201cA juventude deve ser realmente prioridade do vosso trabalho pastoral, porque vive num mundo longe de Deus. Neste contexto cultural, \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar-se com Cristo, com a vida crist\u00e3, com a vida de f\u00e9. Os jovens precisam muito de ser acompanhados para poderem encontrar este caminho (\u2026) Eles devem ver que se pode viver a f\u00e9 neste nosso tempo, que n\u00e3o se trata duma coisa do passado, mas que \u00e9 poss\u00edvel viver hoje, como crist\u00e3os.\u201d   N\u00e3o queria deixar de dar gra\u00e7as a Deus pelo muito que foi feito, na nossa Diocese, nos \u00faltimos anos, no campo da pastoral vocacional. Como dizia o Senhor D. Teodoro, na Homilia da Missa Crismal de Quinta-feira Santa: \u201cHoje o Senhor concede-me uma alegria espiritual muito rara: sete jovens ser\u00e3o institu\u00eddos nos minist\u00e9rios de leitor e ac\u00f3lito. Eles s\u00e3o a oferta mais bela que entrego ao novo Bispo (\u2026) Estes eleitos s\u00e3o o fruto do trabalho pastoral de v\u00e1rias par\u00f3quias, de fam\u00edlias crist\u00e3s, de catequistas com f\u00e9, do esfor\u00e7o de educadores do Semin\u00e1rio e tamb\u00e9m fruto dos meus trabalhos e consola\u00e7\u00f5es.\u201d   <i>Comunh\u00e3o e corresponsabilidade pastoral<\/i> Sei que, nesta hora da Diocese do Funchal, como sempre acontece em tempo de mudan\u00e7a, existe uma certa expectativa e desejo de novos projectos, de novas respostas, de novo dinamismo. \u00c9 um grande desafio que me tem chegado de diversos modos e que eu aceito.   Sim, aceito ser parte dessa esperan\u00e7a, porque o seu \u201crosto\u201d total teremos de ser todos, em comunh\u00e3o e corresponsabilidade pastoral \u2013 Bispo, Sacerdotes, Religiosas e Religiosos, membros dos Institutos de Vida Consagrada e Leigos! Juntos, procuraremos a melhor forma de corresponder, como Igreja, \u00e0s necessidades e aspira\u00e7\u00f5es do Povo da Madeira e Porto Santo, respeitando os objectivos e finalidades pr\u00f3prias de outras institui\u00e7\u00f5es e cooperando com elas naquilo que for servi\u00e7o ao bem comum.  Uma palavra especial a todo o Clero diocesano e religioso, para vos dizer, caros amigos, que aprecio a vossa dedica\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o \u00e0 causa do Reino de Deus e gostaria de poder contar sempre com a vossa generosidade, nomeadamente para as Visitas Pastorais que juntos havemos de programar e realizar, atingindo as par\u00f3quias na diversidade das suas institui\u00e7\u00f5es, pessoas e actividades. S\u00f3 um presbit\u00e9rio unido poder\u00e1 ser gerador de comunh\u00e3o e for\u00e7a de anima\u00e7\u00e3o pastoral.  <b>Riqueza do patrim\u00f3nio espiritual da Diocese<\/b> 4.  Queridos Diocesanos: ao assumir, hoje, a responsabilidade de Pastor da veneranda Igreja do Funchal, como seu 32.\u00ba Bispo, n\u00e3o posso esquecer a riqueza do patrim\u00f3nio desta Diocese, terra de mission\u00e1rios e de santos. Como bem recordou o Papa Jo\u00e3o Paulo II, na sua visita em 1991, a Diocese do Funchal, criada pelo Papa Le\u00e3o X, em 12 de Janeiro de 1514, \u201cfoi, durante anos, m\u00e3e das comunidades crist\u00e3s que se iam edificando nos territ\u00f3rios aonde chegavam os mission\u00e1rios portugueses: em \u00c1frica, no Oriente, no Brasil. Da Igreja Catedral do Funchal nasceram, nesses anos, numerosas Igrejas locais que continuaram, ao longo dos s\u00e9culos, e continuam ainda hoje a proclamar o Evangelho e a tornar Jesus Cristo presente no Mundo\u201d. Na verdade, a Diocese do Funchal foi elevada \u00e0 dignidade arquidiocesana e, durante 22 anos (de 31 de Janeiro de 1533 a 3 de Julho de 1551), constituiu a maior arquidiocese metropolitana do mundo; dela se desmembrariam as Dioceses de Goa, Angra, Cabo Verde, S\u00e3o Tom\u00e9 e Salvador da Ba\u00eda. Na hist\u00f3ria da Madeira destacam-se figuras not\u00e1veis de historiadores, poetas, bispos e mission\u00e1rios. Para recordar apenas os Bispos do Funchal do s\u00e9culo XX, lembro os seus nomes e alguns aspectos significativos do seu minist\u00e9rio pastoral: \u2013 D. Manuel Agostinho Barreto (1877\u20131911), que construiu o Semin\u00e1rio Diocesano da Encarna\u00e7\u00e3o, o primeiro Semin\u00e1rio feito de raiz, nesta Diocese;  \u2013 D. Ant\u00f3nio Manuel Pereira Ribeiro (1914\u20131957), que recuperou aquele Semin\u00e1rio, confiscado pela Rep\u00fablica, em 1911; \u2013 D. David de Sousa (1957\u20131965), a quem se deve a  cria\u00e7\u00e3o de novas unidades paroquiais bem como a aquisi\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio do Semin\u00e1rio Maior (de Nossa Senhora de F\u00e1tima), separando os estudos human\u00edsticos do curso teol\u00f3gico;  \u2013 D. Jo\u00e3o Saraiva (1966\u20131972), com um episcopado curto, durante o qual o curso teol\u00f3gico passou para a Universidade Cat\u00f3lica;  \u2013 D. Francisco Santana (1974\u20131982), que prestou especial aten\u00e7\u00e3o ao apostolado laical e lan\u00e7ou na Diocese o Movimento dos \u201cJovens Crist\u00e3os da Madeira\u201d;  \u2013 por fim, D. Teodoro de Faria  (1982\u20132007), a quem sa\u00fado, com muita estima e apre\u00e7o, felicitando-o pelas Bodas de Prata da sua ordena\u00e7\u00e3o episcopal, celebradas h\u00e1 apenas tr\u00eas dias (16 de Maio), e expressando-lhe o meu reconhecimento pessoal e a gratid\u00e3o da Diocese. O Senhor D. Teodoro deixou a marca da sua personalidade e vis\u00e3o pastoral em \u00e1reas importantes da vida diocesana, nomeadamente o Semin\u00e1rio e a pastoral das voca\u00e7\u00f5es, a forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o dos Sacerdotes, a moderniza\u00e7\u00e3o da C\u00faria Diocesana, o apoio aos Movimentos Laicais, aos Religiosos\/as e aos Institutos de Vida Consagrada, e a aten\u00e7\u00e3o aos emigrantes madeirenses, que visitava com regularidade. A forma\u00e7\u00e3o e o apostolado de D. Teodoro fazem dele um dos Bispos marcantes da Diocese do Funchal.   <i>F\u00e9 e tradi\u00e7\u00f5es religiosas<\/i> Dou gra\u00e7as a Deus pelos valores humanos e evang\u00e9licos que marcaram e continuam a marcar a vida do povo madeirense. Dou gra\u00e7as a Deus pelas tradi\u00e7\u00f5es e express\u00f5es de f\u00e9 e religiosidade, que tantos apreciam e admiram: as \u201cMissas do Parto\u201d, na novena preparat\u00f3ria do Natal; a devo\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento, com as festas paroquiais do \u201cDomingo do Senhor\u201d, por ocasi\u00e3o da Solenidade do Corpo de Deus; a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora, que \u00e9 a Padroeira da Diocese, sob a invoca\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora do Monte, e Padroeira de 48 das 96 par\u00f3quias existentes. E outras manifesta\u00e7\u00f5es de piedade popular, como a peregrina\u00e7\u00e3o ao Bom Jesus (Ponta Delgada) e a prociss\u00e3o do Senhor dos Milagres (Machico). Subjacente a todas estas manifesta\u00e7\u00f5es est\u00e1 uma f\u00e9 que suscitou exig\u00eancias de santidade e um grande n\u00famero de voca\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias. No novo contexto social e cultural, marcado pelo turismo e por um not\u00e1vel desenvolvimento, imp\u00f5e-se agora um aprofundamento da f\u00e9, que a torne cada vez mais esclarecida, de maior convic\u00e7\u00e3o pessoal e mais comprometida na ac\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica.  <b>Com a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Maria-M\u00e3e<\/b> 5.  Ao terminar, renovo as minhas sauda\u00e7\u00f5es e agradecimentos iniciais; renovo as sauda\u00e7\u00f5es da minha primeira Mensagem \u00e0s diversas Institui\u00e7\u00f5es religiosas, civis, militares, culturais e acad\u00e9micas, repetindo o meu grato reconhecimento a todos quantos t\u00eam pugnado pelo progresso da Regi\u00e3o e desenvolvimento cultural da popula\u00e7\u00e3o e o meu desejo de prosseguir e incentivar, com as Igrejas Irm\u00e3s, os caminhos ecum\u00e9nicos da unidade. Uma vez mais confio a Maria\u2013M\u00e3e todo o meu Episcopado nesta Diocese do Funchal \u2013 a Ela, a M\u00e3e Soberana da Piedade, da cidade de Loul\u00e9, donde sou natural; a Senhora da Vandoma, da cidade do Porto, donde parti para vir ter convosco; a Senhora do Monte, Padroeira da nossa Diocese.   A Maria-M\u00e3e entrego o meu desejo de servir em simplicidade e alegria, fazendo-me ao largo e lan\u00e7ando as redes da miss\u00e3o, para que, correspondendo \u00e0 recomenda\u00e7\u00e3o do Papa Bento XVI, na Bula da minha nomea\u00e7\u00e3o, os fi\u00e9is que me s\u00e3o confiados, alimentados pela Palavra e pela Eucaristia, \u201csejam fortes na f\u00e9, alegres na esperan\u00e7a, sol\u00edcitos na caridade\u201d, para gl\u00f3ria do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo.    Funchal, 19 de Maio de 2007  <i>D. Ant\u00f3nio Carrilho, Bispo do Funchal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia da tomada de posse de D. 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