{"id":2483,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/48-a-peregrinacao-nacional-do-rosario-e-da-familia-dominicana\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"48-a-peregrinacao-nacional-do-rosario-e-da-familia-dominicana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/48-a-peregrinacao-nacional-do-rosario-e-da-familia-dominicana\/","title":{"rendered":"48.\u00aa Peregrina\u00e7\u00e3o Nacional do Ros\u00e1rio e da Fam\u00edlia Dominicana"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Jos\u00e9 Pedreira, Bispo de Viana do Castelo <!--more--> 48.\u00aa Peregrina\u00e7\u00e3o Nacional do Ros\u00e1rio e da Fam\u00edlia Dominicana ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima 27 e 28 de setembro de 2003  Tema: \u201cPregar com o Ros\u00e1rio\u201d  1. Pela quadrag\u00e9sima oitava vez, a Fam\u00edlia Dominicana promove uma peregrina\u00e7\u00e3o nacional do Ros\u00e1rio ao santu\u00e1rio de F\u00e1tima. Ao faz\u00ea-lo est\u00e3o a manifestar a sua fidelidade ao dom ou carisma que receberam do seu Fundador, S. Domingos de Gusm\u00e3o, fundador da Ordem dos Padres Pregadores e das Irm\u00e3s Dominicanas. Por inspira\u00e7\u00e3o e impulso da Rainha do C\u00e9u &#8211; est\u00e1vamos nos in\u00edcios do s\u00e9culo XIII &#8211; foi-lhe concedida a revela\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia do Ros\u00e1rio, que ele utilizou como arma poderosa para combater as heresias; grande devoto de Nossa Senhora e amigo de S. Francisco de Assis, viu-se integrado com eles numa vis\u00e3o sobrenatural em que Jesus Cristo os apresentava como setas divinas arremessadas para a convers\u00e3o do mundo. S. Domingos foi &#8220;tocha&#8221; de luz para a convers\u00e3o de muita gente, particularmente dos que tinham ca\u00eddo na heresia dos chamados albig\u00eanses ou c\u00e1taros, origem de sangrentas guerras religiosas. 2. Mas esta peregrina\u00e7\u00e3o est\u00e1 tamb\u00e9m profundamente de acordo com a mensagem  da Carta apost\u00f3lica sobre o Ros\u00e1rio da Virgem Maria, que o actual Papa Jo\u00e3o Paulo II nos dirigiu, em 16 de Outubro de 2002.  Nela o Santo Padre proclamou um Ano do Ros\u00e1rio, que se prolongaria de Outubro de 2002 a Outubro de 2003. Recordemos as suas palavras: &#8220;Desejo que esta ora\u00e7\u00e3o (referia-se ao Ros\u00e1rio) seja especialmente proposta e valorizada nas v\u00e1rias comunidades crist\u00e3s durante este ano. Proclamo, portanto, o per\u00edodo que vai de Outubro deste ano at\u00e9 Outubro de 2003 Ano do Ros\u00e1rio.  &#8220;A hist\u00f3ria do Ros\u00e1rio &#8211; ora\u00e7\u00e3o cuja estrutura foi elaborada ao longo da Idade M\u00e9dia &#8211; mostra como esta ora\u00e7\u00e3o foi utilizada, especialmente pelos dominicanos, num momento dif\u00edcil para a Igreja por causa da difus\u00e3o da heresia (dos albigenses). Hoje encontramo-nos diante de novos desafios. Porque n\u00e3o tomar na m\u00e3o o Ter\u00e7o como os outros que nos precederam?  A ora\u00e7\u00e3o do Ter\u00e7o \u00e9 indicada por Le\u00e3o XIII como &#8220;instrumento espiritual eficaz contra os males da sociedade &#8220;.  Jo\u00e3o Paulo II d\u00e1 este convincente testemunho: O Ros\u00e1rio \u00e9 a minha ora\u00e7\u00e3o predilecta. Ora\u00e7\u00e3o maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade. (&#8230;) Pode dizer-se que o Ros\u00e1rio \u00e9, de certo modo, um coment\u00e1rio prece do \u00faltimo cap\u00edtulo da Constitui\u00e7\u00e3o Lumen gentium do Vaticano II; cap\u00edtulo que trata da admir\u00e1vel presen\u00e7a da M\u00e3e de Deus no mist\u00e9rio de Cristo e da Igreja. (&#8230;) P\u00f5e-nos em comunh\u00e3o viva com Jesus&#8230; 3. E para desfazer alguns mal entendidos, o Santo Padre adianta-se a responder a certas objec\u00e7\u00f5es, vindas dos esp\u00edritos menos conhecedores da f\u00e9 crist\u00e3 e das formas de a exprimir. E pergunta-se a ele pr\u00f3prio: &#8211; Constituir\u00e1 ele (o Ros\u00e1rio) um obst\u00e1culo \u00e0 centralidade de Cristo na Liturgia da Igreja, t\u00e3o ressaltada pelo C. Vaticano II? E responde: &#8220;N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o se lhe op\u00f5e, como lhe serve de apoio, visto que para ele  nos orienta e introduz &#8230;&#8221;  &#8211; Ser\u00e1 pouco ecum\u00e9nico, quer dizer, em pouca sintonia com as outras Igrejas crist\u00e3s, pelo seu car\u00e1cter marcadamente mariano? E a resposta surge com toda a clareza: &#8211; Se adequadamente compreendido, o Ros\u00e1rio \u00e9 certamente uma ajuda, n\u00e3o um obst\u00e1culo, para o ecumenismo, porque orientado ao centro cristol\u00f3gico da f\u00e9 crist\u00e3: honrando a M\u00e3e, melhor se conhece, ama e glorifica o Filho&#8221;.  4. Deste santu\u00e1rio de F\u00e1tima queremos proclamar a oportunidade e urg\u00eancia do relan\u00e7amento do Ros\u00e1rio nesta circunst\u00e2ncia hist\u00f3rica por que estamos a passar. E isto, por duas raz\u00f5es principais:  Primeiro porque importa invocar de Deus o dom da paz. O Ros\u00e1rio foi proposto, por diversas vezes na hist\u00f3ria da Igreja e do mundo, como ora\u00e7\u00e3o da paz. Fizeram-no v\u00e1rios Papas, com maior insist\u00eancia pelos quatro ou cinco \u00faltimos que presidiram aos destinos espirituais da Igreja. Como n\u00e3o voltar a faz\u00ea-lo no in\u00edcio deste novo mil\u00e9nio, particularmente depois do que aconteceu no 11 de Setembro, ou perante o sangue e a viol\u00eancia que lan\u00e7am o sofrimento e a morte em tantas partes do mundo. \u00c9 urgente invocar de Deus o dom da paz. E o Ter\u00e7o \u00e9 ora\u00e7\u00e3o da paz.  Depois, \u00e9 bom reconhecer que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a paz que est\u00e1 em risco. Que dizer da fam\u00edlia! N\u00e3o est\u00e1 esta \u00abc\u00e9lula da sociedade\u00bb cada vez mais amea\u00e7ada por for\u00e7as desagregadoras a n\u00edvel ideol\u00f3gico e pr\u00e1tico, que fazem temer pelo futuro desta institui\u00e7\u00e3o fundamental e imprescind\u00edvel da sociedade? Os temores que nos assaltam pelo fracasso da institui\u00e7\u00e3o familiar \u00e9 simultaneamente o que temos pela sorte da sociedade inteira. Por isso, o Santo Padre n\u00e3o hesita em dizer que \u00abo relan\u00e7amento do Ros\u00e1rio nas fam\u00edlias crist\u00e3s, no \u00e2mbito de uma pastoral mais ampla da fam\u00edlia, prop\u00f5e- se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastantes desta crise da nossa \u00e9poca\u00bb . Pio XII escreveu: \u00abPara levar a cabo empresa t\u00e3o dif\u00edcil como \u00e9 reconduzir a fam\u00edlia \u00e0 lei do Evangelho, um dos meios mais eficazes \u00e9 a reza do ter\u00e7o em fam\u00edlia\u00bb .  5. \u00c9 com este esp\u00edrito que vos proponho acolher a mensagem da palavra de Deus proclamada nesta celebra\u00e7\u00e3o. Importa que os crist\u00e3os, todos os crist\u00e3os, sejamos anunciadores destes valores evang\u00e9licos, sejamos profetas, falemos em nome de Deus, como Mois\u00e9s dizia a Josu\u00e9: \u00abQuem dera que todo o povo de Deus fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Esp\u00edrito sobre ele\u00bb .Nem devemos ficar com ci\u00fames ao verificar que outras personalidades, por vezes estranhas \u00e0s nossas comunidades crist\u00e3s, e at\u00e9 figuras p\u00fablicas de relevo, venham defender, quantas vezes com maior veem\u00eancia do que n\u00f3s, estas mesmas verdades da paz e da fam\u00edlia.  O mesmo pensamento \u00e9 repetido por S. Marcos no evangelho, atrav\u00e9s das palavras dirigidas ao ap\u00f3stolo Jo\u00e3o que se sente incomodado por encontrar um estranho a agir em nome de Deu: \u00abN\u00e3o o impe\u00e7ais de expulsar o dem\u00f3nio em meu nome(por ele n\u00e3o ser do vosso grupo) porque &#8230;quem n\u00e3o \u00e9 contra n\u00f3s \u00e9 por n\u00f3s\u00bb. Mas vai mais longe: \u00abquem praticar uma boa ac\u00e7\u00e3o, nem que seja dar a beber um copo de \u00e1gua, por ser de Cristo, n\u00e3o perder\u00e1 a sua recompensa\u00bb . Se merecem louvor as ac\u00e7\u00f5es boas, as m\u00e1s merecem do ap\u00f3stolo uma rejei\u00e7\u00e3o total. E f\u00e1-lo com palavras duras, fortes, incisivas, particularmente ao referir-se aos que provocam esc\u00e2ndalo nas almas inocentes, nos mais pequeninos do reino, nas encantadoras crian\u00e7as. Ah, car\u00edssimos peregrinos, quem nos dera que estas palavras fossem escutadas e acolhidas por todos os seres humanos. Estamos cheios e saturados de esc\u00e2ndalos, e de esc\u00e2ndalos que ofendem as crian\u00e7as. Porqu\u00ea? Ser\u00e1 apenas a fragilidade humana, o descontrolo das paix\u00f5es da carne? N\u00e3o ser\u00e1 tamb\u00e9m a cobi\u00e7a do dinheiro, do oiro e da prata de que nos falava o ap\u00f3stolo S. Tiago ao gritar: \u00abAi de v\u00f3s, os ricos, porque as vossas riquezas est\u00e3o apodrecidas e as vossas vestes est\u00e3o comidas pela tra\u00e7a. A ferrugem do vosso oiro testemunhar\u00e1 contra v\u00f3s no dia do Senhor\u00bb .  6. Car\u00edssimos peregrinos, foi neste local que a Virgem e Senhora de F\u00e1tima pediu . ora\u00e7\u00f5es e sacrif\u00edcios pelos pecadores, pela paz no mundo, pelas fam\u00edlias. Foi neste lugar que nos recomendou, mais uma vez como o tinha feito j\u00e1 a S. Domingos a recita\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio ou  do Ter\u00e7o. Os Pastorinhos entenderam a mensagem e transformaram as suas vidas tornando-se ap\u00f3stolos da ora\u00e7\u00e3o do Ter\u00e7o. Fa\u00e7amos n\u00f3s tamb\u00e9m o mesmo.  + D. Jos\u00e9 Pedreira  Bispo de Viana do Castelo  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. 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