{"id":247795,"date":"2022-07-21T10:00:21","date_gmt":"2022-07-21T09:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=247795"},"modified":"2022-07-21T11:31:08","modified_gmt":"2022-07-21T10:31:08","slug":"lusofonias-nas-franjas-das-montanhas-do-munhino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-nas-franjas-das-montanhas-do-munhino\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Nas franjas das montanhas do Munhino"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, no Munhino<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-247798\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Lusofonias-Munhino-19-7-2022-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Luanda foi-se tornando pequenina e distante, \u00e0 medida que o avi\u00e3o da TAAG se dirigia para o sul plan\u00e1ltico, com destino \u00e0 cidade do Lubango. O fim de semana fora muito preenchido por um misto de agenda pastoral e social. Tive a alegria de reencontrar e abra\u00e7ar velhos amigos que me vieram saudar. Vivi momentos muito intensos no encontro de reflex\u00e3o realizado na Par\u00f3quia da Senhora da Paz, no Bairro Rocha Pinto, em pleno musseque, na manh\u00e3 de s\u00e1bado. O domingo acordou-me cedo para uma Eucaristia com muitas centenas de pessoas na Comunidade da Congeral, nascida numa f\u00e1brica de pesca e transformada numa grande comunidade de bairro, sob a protec\u00e7\u00e3o de Santa Teresinha. A Missa foi muito animada e, no fim, pude perceber o andamento acelerado das obras da constru\u00e7\u00e3o de uma grande Igreja. O povo vive no musseque, \u00e9 pobre, mas tem uma generosidade extraordin\u00e1ria aliada a uma grande capacidade de fazer caminho como fam\u00edlia unida. Aqui se comprova que, pela F\u00e9, a uni\u00e3o gera ainda mais for\u00e7a!<\/p>\n<p>Aterrei no Lubango, numa tarde fresca de 2\u00aa feira. O P. Roberto Tchikakumbi, respons\u00e1vel pelo Noviciado Espiritano, acolheu-me e apontou o carro para a direc\u00e7\u00e3o da cidade, onde fomos at\u00e9 \u00e0 Miss\u00e3o da Senhora das Dores. De l\u00e1, seguimos para o Munhino, a uma vintena de kms, j\u00e1 perto da hist\u00f3rica Miss\u00e3o da Hu\u00edla, visitada por Miguel Torga. Al\u00e9m do Noviciado, neste Centro de Espiritualidade cravado numa montanha de densa floresta, constantemente visitado por macacos, est\u00e1 a decorrer o \u2018M\u00eas Espiritano\u2019, um programa de prepara\u00e7\u00e3o para os Votos Perp\u00e9tuos. Faz muito frio e tivemos de andar todos bem encasacados. Mas o importante \u00e9 que este \u00e9 um ano de \u2018boa colheita\u2019 e s\u00e3o 12 os jovens que decidiram entregar toda a vida ao servi\u00e7o da Miss\u00e3o. Ali os encontrei e com eles fiz caminho de dois dias intensos e felizes. A sua origem geogr\u00e1fica mostra a diversidade da presen\u00e7a Espiritana por terras de Angola. O Jo\u00e3o Tchikambi \u00e9 da Catumbela (Benguela); o Ven\u00e2ncio Tchalo \u00e9 da Tchiva (Huambo); O Eliseu Afonso \u00e9 de Benguela; o Martinho Mulatu \u00e9 daqui do Munhinho (Lubango); o Marcos Canjongo \u00e9 da Matala (Hu\u00edla); o Jo\u00e3o Pedro, o In\u00e1cio Ger\u00f3nimo e o Carlos Pilartes s\u00e3o de Caconda (Hu\u00edla); o Marcelino Satchingunde e o \u00c2ngelo Kalumbwe s\u00e3o do Lobito (Benguela); o Pedro Andr\u00e9 \u00e9 do Soyo (Zaire) e o Gelson Costa \u00e9 do Lubango.<\/p>\n<p>Est\u00e3o todos dispon\u00edveis para partir, de cora\u00e7\u00e3o aberto, rumo a um das seis centenas de pa\u00edses onde os Espiritanos vivem e trabalham, ao servi\u00e7o das Igrejas locais, fazendo uma op\u00e7\u00e3o clara pelos mais pobres.<\/p>\n<p>Aqui no Munhino funciona ainda o Noviciado com nove Novi\u00e7os, provenientes dos quatro cantos de Angola. Preparam-se para professar em Setembro, ap\u00f3s um ano de experi\u00eancia de vida religiosa em comunidade. Seguir\u00e3o para est\u00e1gio mission\u00e1rio.<\/p>\n<p>A Miss\u00e3o Cat\u00f3lica \u00e9 bastante antiga e, al\u00e9m da Igreja, tem a funcionar no seu terreno uma Escola e um Centro de Sa\u00fade que acolhe e atende as popula\u00e7\u00f5es desta \u00e1rea. Foi ainda constru\u00eddo, h\u00e1 alguns anos, um Centro de Espiritualidade com o objectivo de acolher retiros, Cap\u00edtulos e outros eventos da Fam\u00edlia Espiritana, sendo tamb\u00e9m aberta a possibilidade de outras Congrega\u00e7\u00f5es, Par\u00f3quias e Movimentos ali realizarem actividades pastorais. Com a pandemia, tudo fechou e, dado o aumento de Novi\u00e7os e as obras em curso na Casa do Noviciado, este Centro de Espiritualidade est\u00e1 ao servi\u00e7o do Noviciado at\u00e9 \u00e0 cerim\u00f3nia das Profiss\u00f5es Religiosas. Pena \u00e9 que a rede seja quase inexistente, o que me fez estar tr\u00eas dias completamente desligado do resto do mundo\u2026<\/p>\n<p>Cerca de 350 kms separam o Munhino de Benguela, a minha pr\u00f3xima paragem. Na antiga Igreja do P\u00f3pulo (no cora\u00e7\u00e3o desta cidade das ac\u00e1cias rubras) e em S. Jo\u00e3o Baptista do Lobito ter\u00e3o lugar confer\u00eancias e celebra\u00e7\u00f5es que me v\u00e3o preencher a agenda, at\u00e9 partir para o Huambo. Nesta capital do planalto central, ter\u00e1 lugar o Cap\u00edtulo Provincial dos Espiritanos. Tamb\u00e9m ser\u00e1 na antiga cidade de Nova Lisboa que acontecer\u00e1 a Profiss\u00e3o Perp\u00e9tua e a Ordena\u00e7\u00e3o de Di\u00e1conos destes doze jovens Espiritanos.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Nas franjas das montanhas do Munhino\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/6j4TV2sjbKgTGvKuK4hQ2Z?si=mJFAfWGWQwmO-TVux3bACw&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, no 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