{"id":24699,"date":"2007-05-14T13:33:20","date_gmt":"2007-05-14T13:33:20","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/05\/14\/rejeitai-a-cultura-da-morte\/"},"modified":"2007-05-14T13:33:20","modified_gmt":"2007-05-14T13:33:20","slug":"rejeitai-a-cultura-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/rejeitai-a-cultura-da-morte\/","title":{"rendered":"Rejeitai a cultura da morte"},"content":{"rendered":"<p>Desafio de D. Antonino Dias aos finalistas do p\u00f3lo de Azur\u00e9m da Universidade do Minho. <!--more--> O Bispo Auxiliar de Braga, D. Antonino Dias, desafiou, ontem, os finalistas do p\u00f3lo de Azur\u00e9m da Universidade do Minho (UM) \u00aba aperfei\u00e7oar e a dignificar toda a vida humana\u00bb, colocando a cidadania e o saber ao servi\u00e7o do bem comum. Perante uma plateia que lotou a igreja paroquial de S. Pedro de Azur\u00e9m, em Guimar\u00e3es, onde teve lugar a tradicional b\u00ean\u00e7\u00e3o de finalistas, o prelado pediu aos estudantes que sejam fomentadores \u00abda paz\u00bb e \u00abda cultura da vida\u00bb. \u00abNeste momento solene que, embora sendo ponto de chegada, \u00e9, sobretudo, ponto de partida, formulai o prop\u00f3sito de atrav\u00e9s do exerc\u00edcio da cidadania e da vossa actividade profissional \u2013 exercida com compet\u00eancia, amor e dedica\u00e7\u00e3o \u2013, ajudardes a aperfei\u00e7oar e a dignificar toda a vida humana, sentindo-vos construtores dum mundo novo, aprendendo com Cristo, que veio para servir e n\u00e3o para ser servido, que veio para dar a vida e para que a nossa alegria fosse completa\u00bb. Esta foi a principal mensagem dirigida, ontem, por D. Antonino Dias, em Guimar\u00e3es, aos jovens finalistas da UM, apontando a necessidade de a sociedade \u00abn\u00e3o adiar a paz\u00bb e combater os \u00abatentados relativos ao aborto volunt\u00e1rio e \u00e0 eutan\u00e1sia\u00bb. Apontando que \u00aba paz prometida por Jesus nasce onde e quando se instaurarem entre os homens rela\u00e7\u00f5es novas, em que a vontade de competir, de dominar, de ser o primeiro, cede o lugar ao servi\u00e7o, ao amor desinteressado pelos \u00faltimos e indefesos\u00bb, o prelado bracarense disse olhar para a presen\u00e7a dos jovens finalistas na eucaristia como \u00abcausa de alegria e motivo de esperan\u00e7a\u00bb. Lembrando a mensagem do Papa Bento XVI quando afirma que h\u00e1 uma \u00abgram\u00e1tica transcendente, ou seja, um conjunto de regras da ac\u00e7\u00e3o individual e do rec\u00edproco relacionamento entre as pessoas de acordo com a justi\u00e7a e a solidariedade, que est\u00e1 inscrita nas consci\u00eancias, nas quais se reflecte o s\u00e1bio projecto de Deus\u00bb, D. Antonino advogou que \u00abo crit\u00e9rio que deve inspirar o di\u00e1logo pessoal e a constru\u00e7\u00e3o da paz n\u00e3o pode ser sen\u00e3o o respeito por esta gram\u00e1tica inscrita no cora\u00e7\u00e3o do homem pelo Criador que inclusive conduz \u00e0 ecologia da paz, pois a experi\u00eancia demonstra que toda a atitude de desprezo pelo ambiente provoca danos \u00e0 conviv\u00eancia humana, e vice-versa\u00bb. Pedindo aos finalistas que o seu conhecimento cient\u00edfico e t\u00e9cnico estejam sempre ao servi\u00e7o da vida e do bem, o Bispo Auxiliar de Braga solicitou aos estudantes que, como pessoas crentes e homens e mulheres da cultura e do servi\u00e7o, procurem \u00abviver sempre como verdadeiros crist\u00e3os, bem inseridos na comunidade que deveis ajudar a construir atrav\u00e9s do testemunho de vida, da palavra e da participa\u00e7\u00e3o nos v\u00e1rios campos do saber e do agir\u00bb. \u00abDai \u00e0 causa da vida a for\u00e7a da vossa vida e o entusiasmo t\u00edpico e pr\u00f3prio da vossa idade. Rejeitai a cultura da morte e ajudai a fomentar a cultura da vida. Sentir-vos-eis felizes por isso. Defender o direito \u00e0 vida, repito, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o meramente religiosa. \u00c9 uma quest\u00e3o cultural que preocupa crentes e n\u00e3o crentes. \u00c9 uma quest\u00e3o civilizacional. N\u00e3o pode estar sujeita aos interesses pessoais, ou de grupo, ou \u00e0s filosofias do ego\u00edsmo e do nada, que fazem perder o sentido do outro, da sua dignidade e da sua vida\u00bb, concretizou. Regozijando-se, ainda, com os avan\u00e7os da ci\u00eancia, D. Antonino Dias mostrou-se, por\u00e9m, apreensivo \u00abquando se pretende deificar a mesma ci\u00eancia e se esquece a humanidade da pessoa desde a sua concep\u00e7\u00e3o, se destr\u00f3i ou manipula a vida, minimizando as quest\u00f5es culturais, morais e \u00e9ticas que se levantam\u00bb. Felicitando os finalistas pelo esfor\u00e7o realizado e pelo estudo persistente, em nome da Igreja e da Arquidiocese de Braga, o prelado estendeu tamb\u00e9m uma homenagem de gratid\u00e3o aos pais, familiares e amigos, que, ontem, lotaram a igreja de Azur\u00e9m e olharam os estudantes com particular ternura e redobrado encanto. No cora\u00e7\u00e3o do m\u00eas de Maio, pleno de encanto mariano, com imensos cora\u00e7\u00f5es de m\u00e3es a transbordar de felicidade, D. Antonino garantiu que \u00abaos p\u00e9s da Virgem M\u00e3e aprendemos o caminho do servi\u00e7o e da disponibilidade; o caminho da f\u00e9 e a sabedoria de contemplar o mist\u00e9rio de Deus numa din\u00e2mica existencial de caridade efectiva e actuante que conduza \u00e0 paz e ao bem-estar social e individual\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desafio de D. 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