{"id":24592,"date":"2007-05-09T13:27:08","date_gmt":"2007-05-09T13:27:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/05\/09\/banco-alimentar-criado-no-algarve-para-assistir-30-mil\/"},"modified":"2007-05-09T13:27:08","modified_gmt":"2007-05-09T13:27:08","slug":"banco-alimentar-criado-no-algarve-para-assistir-30-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/banco-alimentar-criado-no-algarve-para-assistir-30-mil\/","title":{"rendered":"Banco Alimentar criado no Algarve para assistir 30 mil"},"content":{"rendered":"<p>O Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve (BACFA), o 12\u00ba a ser criado a n\u00edvel nacional, iniciou actividade na passada sexta-feira com a inaugura\u00e7\u00e3o da sua sede, em Faro, em instala\u00e7\u00f5es cedidas para o efeito pela C\u00e2mara Municipal local. Na ocasi\u00e3o, Adriano Pimp\u00e3o, presidente do BACFA, admitiu que os pobres na regi\u00e3o algarvia possam ascender aos 30 mil, embora o n\u00famero care\u00e7a de confirma\u00e7\u00e3o no terreno. Aquele respons\u00e1vel considerou mesmo que &#8220;no nosso Pa\u00eds temos mais pessoas abaixo do limiar da pobreza do que pensamos ter&#8221; e adiantou que, nesta primeira fase, o BACFA, &#8220;por raz\u00f5es log\u00edsticas e de organiza\u00e7\u00e3o, e para salvaguardar o m\u00ednimo de efic\u00e1cia&#8221;, incide a sua ac\u00e7\u00e3o entre Tavira e Lagos. Esta foi, por isso, a \u00e1rea onde, no passado fim-de-semana, decorreu a campanha de angaria\u00e7\u00e3o de bens alimentares.  Numa segunda fase, que poder\u00e1 coincidir com a pr\u00f3xima recolha agendada j\u00e1 para o final de Novembro deste ano, no in\u00edcio da quadra natal\u00edcia, a ac\u00e7\u00e3o do BACFA poder\u00e1 ent\u00e3o ser estendida aos 16 concelhos do Algarve.  Para j\u00e1, o BACFA procurar\u00e1 criar uma rede social, estabelecendo protocolos com 25 entidades e Institui\u00e7\u00f5es Particulares de Solidariedade Social (IPSS), entre as quais a Caritas Diocesana do Algarve e as par\u00f3quias da cidade de Faro.  Essa rede dever\u00e1 no futuro ser alargada a outros concelhos com volunt\u00e1rios e unidades comerciais que estejam dispon\u00edveis para uma parceria activa com esta iniciativa. Adriano Pimp\u00e3o explicou que &#8220;as institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o escolhidas de acordo com determinados crit\u00e9rios&#8221;, sobretudo com &#8220;a informa\u00e7\u00e3o prestada pela Seguran\u00e7a Social&#8221;, mas tamb\u00e9m &#8220;com aquilo que s\u00e3o as suas iniciativas e a sua credibilidade&#8221;. Caber\u00e1, ent\u00e3o, a essas entidades, parceiras da rede social, a distribui\u00e7\u00e3o dos bens alimentares pelos carenciados com quem j\u00e1 trabalham.  O presidente do BACFA considerou ainda que o problema da fome &#8220;no mundo e em Portugal, n\u00e3o \u00e9 de falta de recursos alimentares, mas de uma pol\u00edtica de redistribui\u00e7\u00e3o&#8221;.  Adriano Pimp\u00e3o congratulou-se ainda com o apoio da C\u00e2mara de Faro. &#8220;Numa altura em corremos o risco, na sociedade portuguesa, de aumentar tamb\u00e9m o chamado autismo social, \u00e9 bom que o exemplo venha de cima. Neste caso da C\u00e2mara Municipal, considerando como uma das suas prioridades a solidariedade social, n\u00e3o como um objectivo pol\u00edtico, mas como uma pr\u00e1tica que se faz em parceria com v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es, com a sociedade civil e com o cidad\u00e3o an\u00f3nimo&#8221;, disse. Jos\u00e9 Apolin\u00e1rio, presidente da C\u00e2mara de Faro, reconheceu que as IPSS, as par\u00f3quias e a Caritas do Algarve &#8220;s\u00e3o, no concelho de Faro, as entidades que sabem quem s\u00e3o as pessoas que t\u00eam car\u00eancias alimentares&#8221;. &#8220;Ningu\u00e9m vem bater \u00e0 porta e h\u00e1 muita dificuldade escondida&#8221;, lembrou, salientando que, &#8220;por vezes, s\u00e3o pessoas idosas que vivem sozinhas e que t\u00eam reformas baixas&#8221;.  O autarca advertiu ainda que &#8220;h\u00e1 neste momento um fen\u00f3meno que tem a ver com a desestrutura\u00e7\u00e3o familiar&#8221;. &#8220;Desemprego de um ou outro elemento do agregado familiar que cria problemas espec\u00edficos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as e \u00e9 perante essa situa\u00e7\u00e3o, que tem a ver com a natureza urbana, que \u00e9 preciso responder&#8221;, frisou. &#8220;Aproveitar onde sobra para distribuir onde falta&#8221; \u00e9 a filosofia subjacente aos Bancos Alimentares, evitando o desperd\u00edcio de alimentos e fazendo-os chegar \u00e0s pessoas carenciadas. A organiza\u00e7\u00e3o recebe ao longo de todo o ano todo o tipo de g\u00e9neros alimentares, recolhidos localmente e a n\u00edvel nacional no estrito respeito pelas normas de higiene e de seguran\u00e7a alimentar.  <b>78,5 toneladas de alimentos recolhidos no passado fim-de-semana no Algarve<\/b> Os cerca de 1000 volunt\u00e1rios do Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve (BACFA) recolheram no passado fim-de-semana 78 toneladas e meia de alimentos naquela que foi a primeira campanha daquela entidade realizada em v\u00e1rias unidades comerciais da regi\u00e3o. O Algarve foi assim a quinta regi\u00e3o do Pa\u00eds a conseguir recolher a maior quantidade de alimentos, logo a seguir a Lisboa, Porto, Set\u00fabal e Aveiro, o que representa 7 por cento das 1322 toneladas de alimentos recolhidas a n\u00edvel nacional. S\u00f3 no concelho de Faro foram recolhidas cerca de 18,4 toneladas de alimentos.  Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 campanha realizada em Maio do ano passado, o total nacional representa um aumento de 13,8 por cento.  O esp\u00edrito de solidariedade demonstrado pelos algarvios levou mesmo o presidente do BACFA, Adriano Pimp\u00e3o, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 FOLHA DO DOMINGO, a considerar que \u201cn\u00e3o h\u00e1 individualismo no Algarve, ao contr\u00e1rio do que por vezes injustamente se diz\u201d. Refira-se que todos os alimentos frescos e perec\u00edveis oferecidos durante a campanha foram logo na segunda-feira distribu\u00eddos por cinco institui\u00e7\u00f5es de solidariedade do munic\u00edpio de Faro, nomeadamente as Irm\u00e3s de Calcut\u00e1, Casa dos Rapazes, Movimento de Apoio \u00e0 Problem\u00e1tica da Sida (MAPS), Funda\u00e7\u00e3o Ant\u00f3nio Silva Leal e Grupo S\u00f3cio Caritativo da Concei\u00e7\u00e3o de Faro.  <b>Mais de 210 mil pessoas receberam ajuda em 2006<\/b> De acordo com os dados da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, ao longo de 2006 foram apoiadas com produtos 1380 institui\u00e7\u00f5es, que concederam ajuda alimentar a mais de 210 mil pessoas comprovadamente carenciadas. No ano passado os dez Bancos Alimentares Contra a Fome distribu\u00edram um total de 18.014 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 24,3 milh\u00f5es de euros), ou seja, um movimento m\u00e9dio de 72 toneladas por dia \u00fatil. Estes valores resultam da solidariedade e generosidade dos particulares, patenteadas nas duas campanhas anuais de recolha de alimentos, e de uma ac\u00e7\u00e3o continuada de aproveitamento dos excedentes produzidos pela cadeia de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos agro-alimentares, que de outro modo teriam sido objecto de destrui\u00e7\u00e3o. As car\u00eancias alimentares com que se debatem muitos portugueses s\u00e3o um fen\u00f3meno t\u00edpico das grandes aglomera\u00e7\u00f5es urbanas e t\u00eam tend\u00eancia a agravar-se em per\u00edodos de abrandamento da actividade econ\u00f3mica.  <b>Caritas Diocesana considera apoio do Banco Alimentar Contra a Fome \u201cmuito importante\u201d<\/b> O presidente da Caritas Diocesana do Algarve considera a abertura do Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve (BACFA) um apoio muito importante para institui\u00e7\u00e3o da diocese. \u201cPermite-nos adquirir um conjunto de alimentos \u2013 os frescos e perec\u00edveis \u2013 que n\u00f3s de outra forma n\u00e3o o poder\u00edamos fazer\u201d, referiu Carlos Oliveira. Aquele respons\u00e1vel esclarece ainda que os alimentos canalizados pelo BACFA n\u00e3o ser\u00e3o para redistribuir \u00e0s par\u00f3quias. \u201cAs par\u00f3quias, tal como a Caritas, ter\u00e3o de se inscrever no BACFA\u201d, explica. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve (BACFA), o 12\u00ba a ser criado a n\u00edvel nacional, iniciou actividade na passada sexta-feira com a inaugura\u00e7\u00e3o da sua sede, em Faro, em instala\u00e7\u00f5es cedidas para o efeito pela C\u00e2mara Municipal local. 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