{"id":24525,"date":"2007-05-07T10:39:39","date_gmt":"2007-05-07T10:39:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/05\/07\/fermento-evangelico-da-justica-e-da-paz\/"},"modified":"2007-05-07T10:39:39","modified_gmt":"2007-05-07T10:39:39","slug":"fermento-evangelico-da-justica-e-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fermento-evangelico-da-justica-e-da-paz\/","title":{"rendered":"Fermento evang\u00e9lico da justi\u00e7a e da paz"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na b\u00ean\u00e7\u00e3o das pastas <!--more--> Car\u00edssimos finalistas, car\u00edssimos familiares e amigos que vos acompanham, car\u00edssimos professores e outros profissionais acad\u00e9micos aqui presentes, nesta celebra\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as e b\u00ean\u00e7\u00e3o:  &#8211; Gra\u00e7as a Deus por estarmos aqui reunidos para O louvar, pedindo tamb\u00e9m a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o! Porque \u00e9 na verdade uma grande gra\u00e7a o facto de Ele mesmo nos chamar a si, especialmente nos momentos mais marcantes da nossa exist\u00eancia, lembrando-nos a origem divina de todos os dons e a absoluta necessidade humana de com Deus os manter e acrescentar, para benef\u00edcio pr\u00f3prio e alheio.  Somos crist\u00e3os: sabemos, por isso, que a nossa vida \u00e9, essencialmente, participa\u00e7\u00e3o na vida de Cristo, Deus Filho e Filho de Deus feito homem. Recebemos o Esp\u00edrito Santo, para sermos, \u201cpor Cristo, com Cristo e em Cristo\u201d, filhos de Deus e irm\u00e3os universais. E a vossa presen\u00e7a aqui, caros finalistas, tem este primeir\u00edssimo sentido, de dar gra\u00e7as a Deus pelo que j\u00e1 realizou nas vossas vidas e pedir a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o pelo que realizar\u00e1 ainda: como Pai, como fonte e manancial inesgot\u00e1vel. Assim Cristo nos ensinou a viver, rezando o Pai Nosso; assim o Esp\u00edrito clama incessantemente nos nossos cora\u00e7\u00f5es: \u201cAbba! Pai!\u201d. Esta celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 para todos v\u00f3s um belo e grande exerc\u00edcio de filia\u00e7\u00e3o divina.  E, como sempre deve acontecer, meditemos brevemente nas leituras b\u00edblicas que escut\u00e1mos, trazendo-nos as palavras de Cristo e a experi\u00eancia &#8211; inultrapass\u00e1vel mas necessariamente actualiz\u00e1vel &#8211; dos seus primeiros disc\u00edpulos:     Ouvimos nos Actos dos Ap\u00f3stolos que, quando Paulo e Barnab\u00e9 acabaram a sua viagem apost\u00f3lica, convocaram a Igreja de Antioquia, de onde tinham partido, para contarem tudo o que Deus fizera com eles.  \u00c9 \u00e0 luz desta passagem b\u00edblica que eu quero dirigir-me a v\u00f3s, caros finalistas, nesta Missa de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as e b\u00ean\u00e7\u00e3o, pela conclus\u00e3o dos vossos cursos. Tamb\u00e9m v\u00f3s seguistes um caminho de aprendizagem e habilita\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m v\u00f3s de algum modo \u201cconvocastes a Igreja\u201d, quer dizer, vos reunistes hoje e aqui com os vossos familiares e amigos. E tamb\u00e9m v\u00f3s assim procedestes para dar conta do que Deus fez convosco.  Sim, meus jovens amigos, n\u00e3o tenhais d\u00favidas sobre este ponto. Tudo quanto aconteceu convosco ao longo dos anos de aprendizagem escolar; tudo quanto significou abertura do esp\u00edrito para uma compreens\u00e3o maior e mais profunda da realidade, disciplina ap\u00f3s disciplina; tudo quando redundou em maior conhecimento das pessoas e do mundo \u2013 do vast\u00edssimo mundo dos saberes e de cada saber em particular -; tudo quanto vos preparou para a vida profissional e para a profiss\u00e3o aut\u00eantica da pr\u00f3pria vida: tudo isso, que cumpre a ordem do Criador de \u201cencher e dominar a terra\u201d, tudo \u00e9 obra de Deus convosco e em v\u00f3s, para a realiza\u00e7\u00e3o progressiva da nossa humanidade comum, para o desenvolvimento cabal das potencialidades do mundo que nos foi confiado.  Assim o deveis encarar. Sobretudo neste dia e ocasi\u00e3o, em que o remontais a Deus, fonte e origem da vida e do bem que h\u00e1 em todos n\u00f3s e que, em cada um de v\u00f3s, tanto realizou e ainda mais promete. E aqui, com os vossos familiares e amigos, cada um de v\u00f3s, caros finalistas, \u00e9 uma narra\u00e7\u00e3o viva da obra de Deus.   \u00c9 tamb\u00e9m neste sentido que devemos compreender, sempre e crescentemente, cada celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. Nela nos oferecemos com Cristo ao seu e nosso Pai, cada vez mais a s\u00e9rio e mais a fundo, para sermos depois oferecidos com Cristo ao mundo, como alimento da esperan\u00e7a e garantia do futuro.   Sendo crist\u00e3os e cat\u00f3licos, come\u00e7astes os vossos cursos com a gra\u00e7a de Deus e o contributo dos vossos familiares; na respectiva conclus\u00e3o, dais gra\u00e7as a Deus por tudo, pedis-lhe a b\u00ean\u00e7\u00e3o paternal e constitu\u00eds-vos a v\u00f3s mesmos como b\u00ean\u00e7\u00e3o viva para todas as pessoas e meios s\u00f3cioprofissionais onde chegardes. E assim, irm\u00e3os e amigos, cada uma das vossas exist\u00eancias pessoais como que se converter\u00e1 em nova p\u00e1gina, verdadeira e palpitante, do livro dos Actos dos Ap\u00f3stolos. Ontem com Paulo e Barnab\u00e9 e outros tantos, hoje e amanh\u00e3 com o nome de cada um de v\u00f3s. A obra \u00e9 a mesma, do nosso Deus de sempre, para a salva\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o do mundo presente e futuro.  Do mundo futuro falou-nos depois a segunda leitura, em passo t\u00e3o sugestivo do livro do Apocalipse. O \u00faltimo da B\u00edblia, para as coisas a ultimar no mundo. O nosso, portanto. Come\u00e7ava assim, como vos lembrais: \u201cEu, Jo\u00e3o, vi um novo c\u00e9u e uma nova terra\u2026\u201d.   Sabeis do contexto: Jo\u00e3o, um dos primeiros disc\u00edpulos de Jesus, estava desterrado e preso na ilha de Patmos, j\u00e1 por causa do Evangelho. Um pouco por todo o lado, as comunidades crist\u00e3s eram perseguidas tamb\u00e9m e muitos crist\u00e3os mortos at\u00e9. Mas persistiam: persistiam como Jo\u00e3o, que, daquela pequena ilha e \u00e0 luz da vit\u00f3ria de Cristo sobre a morte, via mais do que o mundo inteiro. Via surgir uma nova terra e at\u00e9 um novo c\u00e9u; e ouvia a voz divina: \u201cVou renovar todas as coisas!\u201d.  Irm\u00e3os e amigos, finalistas hoje para recome\u00e7ardes sempre. N\u00e3o estais, como Jo\u00e3o em Patmos, desterrados ou presos. Estais felizmente livres e num pa\u00eds democr\u00e1tico, onde a liberdade religiosa \u00e9 respeitada. Mas sabeis muito bem que n\u00e3o faltam sombras, nem escasseiam problemas, para a vida e o futuro de muita gente. Sombras e problemas s\u00e3o a escassez de meios e sa\u00eddas profissionais; sombras e problemas s\u00e3o as dificuldades em realizar expectativas e projectos, na vida pessoal, familiar e social; sombras e problemas s\u00e3o os que um consumismo apressado e sem crit\u00e9rio, de coisas e at\u00e9 de pessoas, necessariamente traz consigo; sombras e problemas seriam as tenta\u00e7\u00f5es dum carreirismo pouco escrupuloso, que rapidamente fizesse algu\u00e9m esquecer o melhor de si mesmo, como honra e ideal&#8230; Mas n\u00e3o, a nenhum de v\u00f3s se aplicar\u00e1 a advert\u00eancia de Jesus Cristo: \u201cde que vale ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?\u201d.  E n\u00e3o suceder\u00e1 tal coisa, porque, como ao vidente do Apocalipse, vos enche a alma aquela \u201cnova terra\u201d que o Ressuscitado inaugurou. Terra de que ele mesmo \u2013 Cristo! &#8211; \u00e9 a figura, a subst\u00e2ncia e o rumo. Terra pessoal e interpessoal, de cada um de v\u00f3s com Cristo e de Cristo com todos, numa rela\u00e7\u00e3o viva e crescente, em que todas as coisas se renovam.   Como naquele dia em Patmos, todos os dias da vossa vida alargar\u00e3o este mundo novo e renovado, que o Esp\u00edrito de Cristo em v\u00f3s e por v\u00f3s realizar\u00e1 no mundo: em pr\u00e1ticas sociais e profissionais mais criativas e solid\u00e1rias; em projectos e compromissos mais largos e generosos; em honestidade, verdade e persist\u00eancia, sempre e a toda a prova. Mesmo \u00e0 prova da Cruz, que \u00e9 a prova da P\u00e1scoa e do aut\u00eantico triunfo. Para isso a b\u00ean\u00e7\u00e3o e a certeza de que Deus est\u00e1 convosco.  O Evangelho, finalmente, d\u00e1-nos a todos e d\u00e1-vos especialmente a v\u00f3s, caros irm\u00e3os e irm\u00e3s finalistas, a aut\u00eantica lei da vida, para quem a queira viver com Cristo. \u00c9 o vosso caso e por isso estais aqui. Ser\u00e1 o vosso lema, e com ele vencereis tamb\u00e9m, mesmo que por vezes as vit\u00f3rias sejam as da extrema exig\u00eancia. Porque Jesus quer sentimentos totais e consistentes. Nada menos do que um amor a toda a prova, um amor como aquele com que nos amou primeiro. Ouvimo-lo: \u201cDou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos tamb\u00e9m uns aos outros. Nisto conhecer\u00e3o todos que sois meus disc\u00edpulos: se vos amardes uns aos outros\u201d.  Tr\u00eas qualidades tem o amor de Cristo: \u00e9 um amor pr\u00e9vio, que n\u00e3o espera que o amemos, para nos amar a n\u00f3s; \u00e9 um amor persistente que, mesmo a quem o trai, chama ainda amigo; \u00e9 um amor infindo, que, mesmo para quem o crucifica, continua a pedir perd\u00e3o. \u00c9 pois um amor que contradiz e muito as contas demasiado curtas e interesseiras que nos diminuiriam a alma e a conviv\u00eancia.  Alguns vos dir\u00e3o que \u00e9 uma utopia, o amor de Cristo. Mas, bem pelo contr\u00e1rio, \u00e9 tudo o que h\u00e1 de mais certo e vencedor. Mil\u00e9nios de hist\u00f3ria nos demonstraram j\u00e1 que s\u00f3 existe futuro onde h\u00e1 magnanimidade suficiente para incluir o outro e perdoar, para recome\u00e7ar com todos e n\u00e3o desistir de ningu\u00e9m, da fam\u00edlia \u00e0 escola, da profiss\u00e3o \u00e0 sociedade. A exclus\u00e3o do outro, seja \u00e9tnica ou social, seja profissional ou cultural, \u00e9 caminho certo e sabido para mais uma derrota da humanidade e da civiliza\u00e7\u00e3o. O outro, cada pessoa em concreto, da concep\u00e7\u00e3o \u00e0 morte natural e em cada fase da vida, da embrion\u00e1ria \u00e0 da velhice, saud\u00e1vel ou j\u00e1 dependente; o outro, compatriota ou estrangeiro, membro irrecus\u00e1vel da mesma fam\u00edlia humana. Sim, da fam\u00edlia humana, nossa p\u00e1tria comum a realizar, corrigindo ali\u00e1s quaisquer excessos duma globaliza\u00e7\u00e3o que poder\u00e1 ser inevit\u00e1vel mas n\u00e3o pode ser desumana.   A sociedade conta convosco, gera\u00e7\u00e3o nova para estas verdades de sempre. E conta convosco a Igreja que todos constitu\u00edmos, para continuar a servir o mundo com o fermento evang\u00e9lico da justi\u00e7a e da paz, activamente convividas. Esta Eucaristia, como todas as da vossa vida, esta b\u00ean\u00e7\u00e3o final e inesgot\u00e1vel \u2013 certamente mais das vossas pessoas do que das vossas pastas -, garantem-vos o amor de Deus, como se revelou em Cristo, como vos chega no Esp\u00edrito. E cada um de v\u00f3s, com a ci\u00eancia e a compet\u00eancia que alcan\u00e7astes nos vossos cursos, testemunhareis sempre a caridade evang\u00e9lica que vos vai na alma e salvar\u00e1 o mundo. O vosso mundo concreto, o nosso mundo de todos.  Festejando-se neste primeiro Domingo de Maio o \u201cDia da M\u00e3e\u201d, quero saudar vivamente todas as m\u00e3es, come\u00e7ando pelas vossas, caros amigos. A vida dos filhos \u00e9 nelas que nasce e \u00e9 tamb\u00e9m nelas que mais \u00e9 sonhada e garantida. Por isso, a conclus\u00e3o dos vossos cursos as enche agora de alegria, bem como aos vossos pais, parentes e amigos. Para elas, como para todos, v\u00e3o as minhas felicita\u00e7\u00f5es e vai, sobretudo, a b\u00ean\u00e7\u00e3o divina.   <i> + Manuel Clemente  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na b\u00ean\u00e7\u00e3o das pastas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[163,187,206,275],"class_list":["post-24525","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-dia-da-mae","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24525","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24525"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24525\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}