{"id":245179,"date":"2022-06-26T09:30:59","date_gmt":"2022-06-26T08:30:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=245179"},"modified":"2022-06-27T17:17:55","modified_gmt":"2022-06-27T16:17:55","slug":"saude-ricos-com-medicos-privados-e-pobres-privados-de-medicos-continua-a-ser-um-risco-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saude-ricos-com-medicos-privados-e-pobres-privados-de-medicos-continua-a-ser-um-risco-em-portugal\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade: \u00abRicos com m\u00e9dicos privados e pobres privados de m\u00e9dicos\u00bb continua a ser um risco em Portugal"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div>\n<p><em>Coordenador Nacional da Pastoral da Sa\u00fade, padre Jos\u00e9 Manuel Pereira de Almeida defende que \u00e9 necess\u00e1rio \u00abparar e pensar juntos\u00bb sobre os cuidados de sa\u00fade. M\u00e9dico de forma\u00e7\u00e3o, o sacerdote diz que falta \u201corganiza\u00e7\u00e3o\u201d no Sistema Nacional de Sa\u00fade<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>\n<figure id=\"attachment_186578\" aria-describedby=\"caption-attachment-186578\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-186578 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1155\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013-400x241.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013-1024x616.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013-768x462.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013-1536x924.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013-1080x650.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013-1280x770.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013-980x590.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3013-480x289.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-186578\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Sofia Moreira\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por Paulo Rocha (Ecclesia) e Henrique Cunha (Renascen\u00e7a)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>A realidade que nos \u00e9 descrita nas not\u00edcias, com a indica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de urg\u00eancia a encerrar a toda a hora, como \u00e9 que est\u00e1 a ser acompanhada no terreno pela Pastoral da Sa\u00fade?\u00a0 <\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A\u00a0Pastoral da Sa\u00fade n\u00e3o tem propriamente voca\u00e7\u00e3o de andar a debicar sobre pol\u00edtica de sa\u00fade a toda a hora, mas \u00e9 evidente que, sob o ponto de vista gen\u00e9rico, \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o, como para todos os cidad\u00e3os, o que diz respeito \u00e0 sa\u00fade das pessoas, sobretudo as que est\u00e3o mais fr\u00e1geis. No recente observat\u00f3rio, publicado na primavera de 2022 \u00e9 sublinhado que n\u00e3o vale a pena andar a bater nas v\u00edtimas, ou seja, a culpar os cidad\u00e3os que v\u00e3o \u00e0 urg\u00eancia, porque n\u00e3o deviam ir. Os servi\u00e7os de sa\u00fade \u00e9 que t\u00eam que estar organizados de forma a que as pessoas possam ter os melhores servi\u00e7os, nos melhores lugares.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Se calhar, recorrem \u00e0 urg\u00eancia porque noutro local n\u00e3o t\u00eam o atendimento que pretendiam ter, n\u00e3o \u00e9?<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Exatamente. As esperas s\u00e3o mais que muitas. \u00c9 sabido que o n\u00famero de m\u00e9dicos de medicina geral e familiar n\u00e3o cobrem, nem de perto nem de longe, o n\u00famero dos cidad\u00e3os portugueses. \u00c9\u00a0de facto uma ponta do icebergue, mas a culpa n\u00e3o est\u00e1 nos cidad\u00e3os, seguramente. Est\u00e1 na organiza\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Nem est\u00e1 nos m\u00e9dicos, na sua opini\u00e3o? <\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Nem est\u00e1 nos m\u00e9dicos. Eu agora f\u00e1-lo na qualidade do m\u00e9dico n\u00e3o praticante e suponho que os m\u00e9dicos que existem\u00a0permanecem, \u00e0s vezes com grande dedica\u00e7\u00e3o, nos servi\u00e7os em que se encontram e com um n\u00famero no geral abaixo do que \u00e9 razo\u00e1vel em quase todos os servi\u00e7os.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>E ter\u00e1 naturalmente esta realidade reflexos na qualidade dos servi\u00e7os prestados? Tem alguns indicadores nesta mat\u00e9ria? Enquanto m\u00e9dico tem certamente um olhar profissional sobre este assunto. <\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Sim, eu creio que n\u00f3s temos uma \u00f3tima medicina no sentido da t\u00e9cnica. E \u00f3timos profissionais: os melhores entre os melhores. \u00c0s vezes, trabalham em circunst\u00e2ncias que n\u00e3o se adequam a um pa\u00eds da Europa, mas que a gente conhece mais na ideia do hospital de campanha que o Papa Francisco tamb\u00e9m fala noutras circunst\u00e2ncias e acerca da Igreja. Mas o que nos falta em rela\u00e7\u00e3o ao Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade, j\u00e1 que diagn\u00f3sticos h\u00e1 muitos, parece que ningu\u00e9m quer discutir as terap\u00eauticas. E agora est\u00e1vamos em boas condi\u00e7\u00f5es para isso, se houver vontades convergentes. E eu creio que as partes sociais ou institucionais, ou seja, quer os acad\u00e9micos, quer o setor do Estado, o setor social e o setor privado, quer a Ordem dos M\u00e9dicos, a Ordem dos Enfermeiros para s\u00f3 dizer duas importantes; e os sindicatos respetivos, os representantes das associa\u00e7\u00f5es dos doentes est\u00e3o preparados para o di\u00e1logo. Imaginem os dois uma confer\u00eancia em que o objetivo seja s\u00f3 ouvirmo-nos uns aos outros.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<figure id=\"attachment_186577\" aria-describedby=\"caption-attachment-186577\" style=\"width: 364px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-186577\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-364x260.jpg\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-364x260.jpg 364w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-1024x731.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-768x548.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-1536x1096.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-1080x771.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-1280x913.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-980x699.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-480x343.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-186577\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Sofia Moreira\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><i>Mas n\u00e3o estamos perante posi\u00e7\u00f5es demasiado extremadas com vista a esse di\u00e1logo?<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Por isso mesmo, se calhar o di\u00e1logo era uma boa maneira de ouvir. Quer dizer, as posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o extremadas quando perante uma inexist\u00eancia de escuta do outro lado, a \u00fanica maneira que a gente tem de se fazer ouvir \u00e9 gritar. E, portanto, eu creio que est\u00e1vamos em boas condi\u00e7\u00f5es. Haja vontade pol\u00edtica. Teria que se fazer uma coisa como na Holanda se fez o plano Decker dos anos 70 e 80, ou seja, juntar profissionais, parlamento, ind\u00fastria e fazer um pacto, em vez de corre\u00e7\u00f5es quase cosm\u00e9ticas e conjunturais e tempor\u00e1rias. De facto, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para as f\u00e9rias, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para o Algarve, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para as urg\u00eancias, nem s\u00f3 para a gravidez, para a maternidade. \u00c9 para muitos outros sectores, e \u00e9 tudo ao mesmo tempo. E, portanto, t\u00ednhamos que parar um bocadinho e pensar e pensar juntos. Ou seja, eu volto a dizer: precisamos de nos ouvirmos uns aos outros e perceber o que \u00e9 que est\u00e1 em causa. Eu creio que n\u00f3s n\u00e3o somos menos inteligentes do que outros povos que conseguiram em tempo adequado salvar o que era saud\u00e1vel. Ou seja, nesta perspetiva do social, no sentido de que n\u00f3s temos uma medicina particularmente atenta a todos e n\u00e3o aos que podem pagar. Quando eu digo medicina, estou a dizer mal, devo dizer cuidados de sa\u00fade. Parece que afinal os que podem pagar t\u00eam uma medicina melhor. Era uma coisa que n\u00e3o acontecia quando eu estava nos hospitais, porque o sector privado era pequen\u00edssimo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>H\u00e1 esse risco de o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade virar um servi\u00e7o para apenas pobres?\u00a0<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Eu creio que \u00e9 bom n\u00e3o termos uma medicina a dois ritmos, n\u00e3o \u00e9. Lembro-me de nos anos oitenta ver escrito na Avenida de Berna, ali ao p\u00e9 da Igreja de F\u00e1tima, algo que se dizia que tinha sido escrito pelas anarcas e dizia mais ou menos isto: os ricos com m\u00e9dicos privados e os pobres privados de m\u00e9dicos. E isso continua a haver como risco. Acho de sim. Acho que sim.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Vejamos um caso concreto este que aconteceu no Hospital das Caldas da Rainha. A morte de um beb\u00e9, quando a urg\u00eancia de obstetr\u00edcia se encontrava encerrada. \u00c9 um caso em que, de facto, os pobres podem estar privados de m\u00e9dico e \u00e9 fundamental para defender a integridade do SNS sabermos rapidamente se h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre o encerramento desta urg\u00eancia e a morte do beb\u00e9?\u00a0<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Claro que sim. Claro que sim. Os servi\u00e7os competentes apressaram-se a dizer que n\u00e3o havia rela\u00e7\u00e3o. Quando h\u00e1 uma nega\u00e7\u00e3o t\u00e3o r\u00e1pida, n\u00f3s interrogamo-nos. De resto, o texto do Observat\u00f3rio, no relat\u00f3rio de Primavera do Observat\u00f3rio de Sa\u00fade deste ano 2022, que \u00e9 comentado quer pelo professor Henrique Barros, meu estimado colega do Porto, quer pelo professor da Universidade \u00c9vora, o professor Manuel Lopes, e ambos foram vozes que sublinharam sobretudo algumas interroga\u00e7\u00f5es. Ou seja, \u00e9 um relat\u00f3rio cheio de perguntas. E n\u00f3s temos que assumir que n\u00e3o temos respostas, sobretudo respostas feitas, sobretudo respostas de ontem para as quest\u00f5es de hoje e para as de amanh\u00e3. E essa pergunta\u00a0parece-me muito oportuna e \u00e9 importante que n\u00e3o fique agora no esquecimento porque j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 not\u00edcia. Voc\u00eas sabem disso melhor do que eu: as not\u00edcias t\u00eam um tempo e passam. Mas a morte da crian\u00e7a vai marcar aquela m\u00e3e e a fam\u00edlia.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>E at\u00e9 que ponto a eventual aprova\u00e7\u00e3o da lei da eutan\u00e1sia ter\u00e1 implica\u00e7\u00f5es e efeitos no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade?\u00a0<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Pois n\u00e3o tenho a certeza da resposta que lhe vou dar, mas vou dar uma resposta. Pode acontecer, n\u00e3o sendo nenhum de n\u00f3s bruxos, mas pode acontecer que se for aprovada uma coisa deste tipo &#8211; uma liberaliza\u00e7\u00e3o &#8211; pode acontecer que essa fun\u00e7\u00e3o seja atribu\u00edda a um grupo privado ou a dois grupos privados que, esses sim, tem m\u00e9dicos e funcion\u00e1rios para a eutan\u00e1sia. Ou seja, m\u00e9dicos e outro pessoal especializados em tanatologia. E do mesmo modo podemos ter o servi\u00e7o para quem possa pagar essa utiliza\u00e7\u00e3o. Nem que possa haver saldos&#8230; N\u00e3o fa\u00e7o ideia. Entretanto, o Lancet tem um relat\u00f3rio sobre o valor da morte e o trazer a morte para a vida, um relat\u00f3rio deste ano e que tem recomenda\u00e7\u00f5es para os governos e decisores pol\u00edticos a prop\u00f3sito dos pa\u00edses com cuidados de sa\u00fade universais, como devem encontrar formas de estabelecer quantos cidad\u00e3os est\u00e3o dispostos a gastar mais dinheiros para prolongar a vida. Prolongar a vida \u00e9 sempre uma conversa esquisita porque \u00e0s vezes vem associada aos cuidados paliativos. Ora, os cuidados paliativos \u00e9 para dar vida ao tempo que se tem para viver e n\u00e3o para fazer uma vida artificial&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Est\u00e1, de alguma forma, a falar de distan\u00e1sia? <\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Antigamente chama-se assim, no s\u00e9culo passado. Os espanh\u00f3is ainda gostam muito dessa palavra.\u00a0 Distan\u00e1sia ou ortotan\u00e1sia, a eutan\u00e1sia&#8230; Tudo somado, trata-se da administra\u00e7\u00e3o sensata do \u00faltimo tempo que n\u00f3s temos para viver sobre a terra. Uma administra\u00e7\u00e3o sensata, quer dos meios utilizados, quer sobretudo o conforto e o al\u00edvio da dor e do sofrimento ao doente em quest\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Ainda assim, estamos a falar de eventual aprova\u00e7\u00e3o da lei. Ainda deposita a esperan\u00e7a de que, por exemplo, o Presidente da Rep\u00fablica volte a vetar o diploma? <\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u00c9 muito prov\u00e1vel, \u00e9 muito poss\u00edvel e muito poss\u00edvel sim. De resto, para responder \u00e0s quest\u00f5es que o Tribunal Constitucional tinha aberto, os senhores deputados fizeram pequen\u00edssimas altera\u00e7\u00f5es e eu creio que n\u00e3o respondem \u00e0s quest\u00f5es que o Tribunal Constitucional tinha colocado. De qualquer dos modos est\u00e1 dispon\u00edvel tamb\u00e9m o parecer do Conselho Nacional de \u00c9tica para as Ci\u00eancias da Vida e que vai neste sentido. E tem quatro votos, declara\u00e7\u00f5es de voto por acaso s\u00e3o muito interessantes, uns concordando e outros discordando. Vale a pena ler essas essas documenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<figure id=\"attachment_186577\" aria-describedby=\"caption-attachment-186577\" style=\"width: 364px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-186577\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-364x260.jpg\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-364x260.jpg 364w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-1024x731.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-768x548.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-1536x1096.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-1080x771.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-1280x913.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-980x699.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017-480x343.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/6I5A3017.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-186577\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Sofia Moreira\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><i>No in\u00edcio deste m\u00eas de junho, o Papa Francisco criticou o desinvestimento nos servi\u00e7os nacionais de sa\u00fade, considerando que esses cortes podem ser um ultraje \u00e0 humanidade ou s\u00e3o um ultraje \u00e0 humanidade&#8230;<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Sobretudo porque tinha sido um ganho,\u00a0 tinha sido um caminho feito&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Entre n\u00f3s, nomeadamente no caso portugu\u00eas, est\u00e1 em causa esse investimento ou desinvestimento ou est\u00e1 em causa a produtividade? <\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Est\u00e1 em causa o planeamento estrat\u00e9gico. O senhor ministro das Finan\u00e7as explicou que n\u00e3o era quest\u00e3o de dinheiro, o que \u00e9 muito confort\u00e1vel, para n\u00f3s! N\u00e3o sei se para a senhora ministra [da Sa\u00fade, ndr], mas para n\u00f3s cidad\u00e3os, \u00e9 com certeza confort\u00e1vel. E, portanto, o que o professor Manuel Lopes sublinha numa entrevista ao Expresso recente \u00e9 que pass\u00e1mos a viver muitos anos a ter uma popula\u00e7\u00e3o com doen\u00e7as cr\u00f3nicas associadas e m\u00faltiplas depend\u00eancias funcionais e, portanto, a popula\u00e7\u00e3o com envelhecimento crescente, que \u00e9 um ganho, teria de ser acompanhada de uma interven\u00e7\u00e3o, um gasto na preven\u00e7\u00e3o e a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, vista n\u00e3o como um gasto, mas como um investimento. E \u00e9 isso que n\u00e3o tem sido feito. Por exemplo, o que \u00e9 feito da sa\u00fade escolar, da educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade? O que \u00e9 feito da efetiva sa\u00fade p\u00fablica, constru\u00edda como n\u00f3s j\u00e1 tivemos sonhada investimos durante um tempo? Tudo isto parece um sufl\u00ea a sair do forno e s\u00f3 nos restam as urg\u00eancias e as e as emerg\u00eancias.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Os cuidados de sa\u00fade, s\u00e3o s\u00f3 os que s\u00e3o prestados em \u00faltimas&#8230;<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Em \u00faltimas circunst\u00e2ncias ou pelo menos a fazer de conta que s\u00e3o \u00faltimas&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>J\u00e1 afloramos a quest\u00e3o de alguma forma, mas agora vou perguntar-lhe mais diretamente: as dificuldades do SNS potenciam a fuga para os servi\u00e7os privados e podem criar modelos de cuidado baseados na resposta de privados?<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>E mesmo para o estrangeiro&#8230; Hoje os hospitais privados s\u00e3o estruturas estim\u00e1veis e com um n\u00edvel cient\u00edfico muito relevante \u2013 estou a falar das dos grandes &#8211; e n\u00e3o s\u00e3o aquelas cl\u00ednicas de vivenda, para n\u00e3o dizer que tinha umas partes em v\u00e3o de escada em que a hotelaria era boa e tudo o mais era bastante sofr\u00edvel. Isso tudo j\u00e1 passou, nos anos 50 e 60. Progressivamente o setor privado \u00e9 um setor muit\u00edssimo significativo. Os grupos que se mexem, mexem com qualidade.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Portanto, sim: m\u00e9dicos a poder preferir essa circunst\u00e2ncia que outra, at\u00e9 sob o ponto de vista cient\u00edfico, pode ser interessante.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Um fator que pode mostrar tamb\u00e9m que se agrava a doen\u00e7a do SNS \u00e9 o n\u00famero de mortes que aconteceu em 2021 e agora em 2022<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Sobretudo neste m\u00eas&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>At\u00e9 ao dia 14 de junho deste m\u00eas morreram mais 128 pessoas do que at\u00e9 14 de junho do ano passado, quando a pandemia estava bem mais grave.<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Mas o ano passado n\u00e3o houve muitas mortes, n\u00e3o obstante a pandemia. Mas houve muito mais morbilidade que estamos agora a recolher os maus frutos&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Foram deixados muito para tr\u00e1s&#8230;<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Ou seja, as consultas n\u00e3o foram feitas, os rastreios foram adiados (n\u00f3s temos pouqu\u00edssimos rastreios bem feitos).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u00c9 uma l\u00e1stima, sob o ponto de vista da organiza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade de um pa\u00eds, n\u00e3o dar aten\u00e7\u00e3o ao que precisa de ter aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Estamos num lento processo de sa\u00edda da pandemia e ao longo deste tempo fomos sentindo os alertas do papa Francisco para nos mantermos unidos e para que ningu\u00e9m ficasse para tr\u00e1s. Ainda h\u00e1 muito caminho a percorrer? Sa\u00edmos, de facto, mais solid\u00e1rios deste processo de pandemia que ainda n\u00e3o acabou?<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O que Papa diz \u00e9 que n\u00e3o sa\u00edmos iguais: ou sa\u00edmos piores ou melhores. Melhores seria esse sentido de maior solidariedade. Eu creio que h\u00e1 muitos bons exemplos de grande solidariedade, mas h\u00e1 um crescendo de individualismo que \u00e9 preocupante. E t\u00ednhamos que intervir cedo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u00a0Estes dois anos quase sem sociabilidade nas escolas, e estou a falar das escolinhas, por exemplo, os pimpolhos pequeninos; ou ent\u00e3o os primeiros anos de universidade ou a n\u00e3o exist\u00eancia de experi\u00eancia de campus e os desafios que isso comporta, sem qualifica\u00e7\u00f5es de outro tipo, creio que fazem falta as pessoas para perceberem o n\u00f3s e n\u00e3o a partir do eu.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Este longo per\u00edodo teve efeitos particularmente a n\u00edvel da sa\u00fade mental. Falamos que o SNS pode estar com muitos diagn\u00f3sticos de doen\u00e7a, sobretudo neste da sa\u00fade mental?<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Seguramente. E na sa\u00fade mental j\u00e1 t\u00ednhamos fragilidades anteriores. N\u00f3s temos muitos doentes mentais na rua, no sentido verdadeiro. Quando agora se fala dos sem abrigo e andamos pelas grandes cidades, os doentes mentais n\u00e3o est\u00e3o agora nos grandes hospitais, que entretanto foram encerrados. Resta-nos, no que diz respeito \u00e0 sa\u00fade mental em Portugal, os hospitais da Ordem de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus e das Irm\u00e3s Hospitaleiras. Os outros s\u00e3o cl\u00ednicas pequenas em grandes hospitais, como por exemplo Santa Maria, S\u00e3o Jo\u00e3o&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>\u201cA miss\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica visa cuidar do homem todo e de todos os homens\u201d. \u00c9 uma frase do Papa Paulo VI, em F\u00e1tima, no ano de 1967. Para o respons\u00e1vel pela Pastoral da Sa\u00fade, esta \u00e9 uma frase muito atual?<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u00c9 muit\u00edssimo atual! Se calhar hoje n\u00e3o dir\u00edamos \u201co homem\u201d, mas quando o Papa Francisco a atualiza no sentido de \u201cdesenvolvimento humano integral\u201d \u00e9 a mesm\u00edssima ideia. Atualiza j\u00e1 na sequ\u00eancia da utiliza\u00e7\u00e3o deste termo pelo Papa Bento XVI. Aqui falamos de continuidade e descontinuidade, mas h\u00e1, de facto, uma continuidade e uma atualidade nessa ideia. E, j\u00e1 agora, outra que o Papa Paulo VI utiliza da \u201cPopulorum Progressio\u201d: o mundo est\u00e1 doente. E essa doente, diz ele, est\u00e1 nos desequil\u00edbrios ecol\u00f3gicos, na delapida\u00e7\u00e3o dos recursos naturais ou noutras coisas deste tipo, na apropria\u00e7\u00e3o por parte de alguns dos riqueza de todos&#8230; Mas isso s\u00e3o sintomas. A doen\u00e7a \u00e9 a falta de fraternidade.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Creio que o texto Fratelli Tutti com o texto Laudato si s\u00e3o dois belos cen\u00e1rios para projetarmos os nossos pensamentos sobre a realidade atual e sobre a realidade da sa\u00fade em Portugal, nomeadamente.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Uma segunda pergunta sobre este a Pastoral da Sa\u00fade, para referir a assist\u00eancia religiosa espiritual que acontece em ambiente hospitalar: \u00e9 necess\u00e1rio envolver mais leigos, formar mais leigos, envolv\u00ea-los neste papel?<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u00c9 com certeza. Mas a coordena\u00e7\u00e3o da Pastoral da Sa\u00fade nos hospitais, dos capel\u00e3es, que n\u00e3o tenho direta compet\u00eancia&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><i>Mas \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio padre Fernando Sampaio, que coordena o setor&#8230;<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Absolutamente! E ele tem sublinhado e outros t\u00eam sublinhado a necessidade da articula\u00e7\u00e3o com as par\u00f3quias. E isso compete, de facto, \u00e0 Pastoral da Sa\u00fade. A nossa proposta de uma vida plena, uma vida em cheio &#8211; a vida em abund\u00e2ncia para a qual Jesus nos convoca &#8211; \u00e9 a miss\u00e3o de todos os batizados, nas comunidades em que vivem. E a Comiss\u00e3o Nacional da Pastoral da Sa\u00fade corresponde a esta aten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e \u00e9 muito importante essa articula\u00e7\u00e3o entre o lugar. Os hospitais s\u00e3o lugares de vida e lugares de morte, claro, como todos, s\u00e3o lugares de fronteira, mas essa fronteira tem que ser ultrapassada e \u00e9 visitada pelas pessoas que, na rela\u00e7\u00e3o com os doentes e nas comunidades locais, t\u00eam essa miss\u00e3o de anunciar Jesus presente nestas periferias ou nestas situa\u00e7\u00f5es de pobreza, porque a doen\u00e7a \u00e9 sempre uma situa\u00e7\u00e3o de pobreza.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordenador Nacional da Pastoral da Sa\u00fade, padre Jos\u00e9 Manuel Pereira de Almeida defende que \u00e9 necess\u00e1rio \u00abparar e pensar juntos\u00bb sobre os cuidados de sa\u00fade. M\u00e9dico de forma\u00e7\u00e3o, o sacerdote diz que falta \u201corganiza\u00e7\u00e3o\u201d no Sistema Nacional de Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":186578,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[630],"tags":[277],"class_list":["post-245179","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-pastoral-da-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245179","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=245179"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245179\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/186578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=245179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=245179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=245179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}