{"id":244735,"date":"2022-06-22T18:02:57","date_gmt":"2022-06-22T17:02:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=244735"},"modified":"2022-06-22T18:29:19","modified_gmt":"2022-06-22T17:29:19","slug":"jornadas-pastorais-do-episcopado-comunicado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jornadas-pastorais-do-episcopado-comunicado\/","title":{"rendered":"Jornadas Pastorais do Episcopado &#8211; COMUNICADO"},"content":{"rendered":"<p><em>Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa,\u00a0[F\u00e1tima, 20-21 de junho de 2022]<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>1. As Jornadas Pastorais do Episcopado decorreram na Casa Nossa Senhora das Dores, no Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, nos dias 20 e 21 de junho, sobre o tema \u201cSinodalidade nas Igrejas locais e na miss\u00e3o da Confer\u00eancia Episcopal\u201d, e contaram com cerca de 100 participantes, nomeadamente o episcopado portugu\u00eas e sacerdotes e leigos das v\u00e1rias dioceses, servi\u00e7os da Confer\u00eancia Episcopal e representantes da vida consagrada.<\/p>\n<p>2. O processo sinodal de escuta em curso, que ocorreu em grupos, formais ou informais, par\u00f3quias e dioceses, constitui uma grande interpela\u00e7\u00e3o de ordem pr\u00e1tica e operativa, de transforma\u00e7\u00e3o de mentalidades e atitudes, de passagem das palavras aos atos, permitindo o aprofundamento da sinodalidade como o modo de ser Igreja. Trata-se de um ponto sem retorno, antecipando-se o desejo de lhe dar continuidade.<\/p>\n<p>3. Os trabalhos iniciaram com uma confer\u00eancia do professor Jos\u00e9 Eduardo Borges de Pinho, sobre o tema \u201cSinodalidade como interpela\u00e7\u00e3o \u00e0s Igrejas locais e \u00e0 colegialidade episcopal\u201d, e do padre S\u00e9rgio Leal, que apresentou as \u201cresist\u00eancias e oportunidades\u201d do caminho sinodal.<\/p>\n<p>4. A partir da apresenta\u00e7\u00e3o de algumas s\u00ednteses da fase diocesana do processo sinodal, que aconteceu no decorrer destas Jornadas, assinalam-se fragilidades, oportunidades e desafios comuns deste processo sinodal.<\/p>\n<p>5. A partilha do trabalho realizado nas v\u00e1rias dioceses, apresentado no decorrer das Jornadas, aponta para preocupa\u00e7\u00f5es comuns: desvaloriza\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o batismal e excessivo clericalismo de sacerdotes, consagrados e leigos; d\u00edvida de escuta das pessoas mais fr\u00e1geis e exclu\u00eddas; maior proximidade em rela\u00e7\u00e3o a quem \u00e9 diferente e a pessoas com defici\u00eancia; dificuldade em acolher e dialogar, em escutar e estar com os jovens, em promover a corresponsabilidade nos processos de decis\u00e3o e de escolha de lideran\u00e7as, em discernir e regulamentar os minist\u00e9rios ordenados e na defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o que permitam o an\u00fancio do Evangelho na atualidade.<\/p>\n<p>6. A consci\u00eancia das fragilidades que habitamos \u00e9 essencialmente motivadora para descobrir novos pontos de encontro, acolher todas as ansiedades na certeza da presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo e gerir expectativas que um movimento sinodal pode gerar.<\/p>\n<p>7. Com o prop\u00f3sito de tomar decis\u00f5es concretas e indispens\u00e1veis que nos ajudem a enfrentar a complexidade da \u00e9poca em que vivemos, os participantes nas Jornadas Pastorais do Episcopado propuseram, em trabalhos de grupo, sugest\u00f5es para o exerc\u00edcio da sinodalidade nas igrejas locais:<\/p>\n<ul>\n<li>promover continuamente o exerc\u00edcio da escuta, nomeadamente junto dos jovens, retomando, nas comunidades, associa\u00e7\u00f5es e movimentos, as s\u00ednteses e relat\u00f3rios elaborados, para dar continuidade a este processo sinodal, com reflexos operacionais na defini\u00e7\u00e3o de planos pastorais;<\/li>\n<li>criar grupos de acolhimento qualificados, de conhecimento da comunidade, que sejam promotores da amizade e da fraternidade;<\/li>\n<li>apostar na comunica\u00e7\u00e3o, interna e externa, e definir um plano de comunica\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>promover a forma\u00e7\u00e3o, de matriz sinodal, do clero e dos leigos;<\/li>\n<li>promover o papel da mulher na Igreja;<\/li>\n<li>trabalhar em rede e valorizar os \u00f3rg\u00e3os sinodais e de participa\u00e7\u00e3o paroquiais ou diocesanos j\u00e1 existentes, enquanto espa\u00e7os de verdadeiro discernimento, avaliando a pertin\u00eancia de limita\u00e7\u00e3o de mandatos, sem burocratizar, e apostando na participa\u00e7\u00e3o laical e na corresponsabilidade eclesial;<\/li>\n<li>implementar a obrigatoriedade dos conselhos pastorais;<\/li>\n<li>fomentar e alimentar a convers\u00e3o espiritual e pastoral, animando a mudan\u00e7a de mentalidades de agentes pastorais, tornando a comunidade acess\u00edvel a todos e partilhando boas pr\u00e1ticas entre dioceses vizinhas;<\/li>\n<li>valorizar o consenso que caminha para a verdade e que n\u00e3o compromete a unidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>8. Acerca da sinodalidade na Confer\u00eancia Episcopal, os 10 grupos de trabalho sugerem:<\/p>\n<ul>\n<li>melhorar a comunica\u00e7\u00e3o, interna e externa, cuidar a linguagem e definir um plano de comunica\u00e7\u00e3o para a Igreja Cat\u00f3lica em Portugal;<\/li>\n<li>dar continuidade ao processo sinodal, divulgando boas pr\u00e1ticas existentes, definindo pr\u00f3ximos passos e operacionalizando as propostas sinodais desde as bases, as comunidades e par\u00f3quias;<\/li>\n<li>viver efetivamente a sinodalidade entre as dioceses, entre os servi\u00e7os da CEP e entre os bispos, criando redes de contactos, promovendo sinergias e propondo linhas orientadoras para todo o pa\u00eds ou mesmo um plano pastoral comum;<\/li>\n<li>estudar a cria\u00e7\u00e3o de minist\u00e9rios laicais, nomeadamente da caridade e do acolhimento;<\/li>\n<li>repensar a sustentabilidade econ\u00f3mica das estruturas da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal, promovendo a partilha de solu\u00e7\u00f5es, alargando equipas de assessores e cuidando a profissionaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os;<\/li>\n<li>tornar a nomea\u00e7\u00e3o de novos bispos mais c\u00e9lere, a acontecer num esp\u00edrito de sinodalidade e com a participa\u00e7\u00e3o da comunidade;<\/li>\n<li>repensar a forma\u00e7\u00e3o nos semin\u00e1rios e a forma\u00e7\u00e3o permanente dos sacerdotes, em chave sinodal;<\/li>\n<li>promover uma poss\u00edvel reorganiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e setores da Confer\u00eancia Episcopal inspirada na reforma da C\u00faria Romana, recentemente operacionalizada e j\u00e1 em vigor, com maior participa\u00e7\u00e3o laical.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>F\u00e1tima, 21 de junho de 2022<br \/>\n<em>Os participantes nas Jornadas Pastorais do Episcopado<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa,\u00a0[F\u00e1tima, 20-21 de junho de 2022]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":244737,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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