{"id":24357,"date":"2007-04-27T17:19:20","date_gmt":"2007-04-27T17:19:20","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/27\/accao-catolica-portuguesa-transformou-a-igreja\/"},"modified":"2007-04-27T17:19:20","modified_gmt":"2007-04-27T17:19:20","slug":"accao-catolica-portuguesa-transformou-a-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/accao-catolica-portuguesa-transformou-a-igreja\/","title":{"rendered":"Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa transformou a Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Paulo Fontes \u00e9 o autor da primeira obra de cariz cient\u00edfico sobre esta realidade eclesial no nosso pa\u00eds <!--more--> A primeira obra de cariz cient\u00edfico sobre a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa (ACP),  apresentada no nosso pa\u00eds, tem a autoria de Paulo Fontes, membro do Centro de Hist\u00f3ria Religiosa (CEHR) da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, onde desempenha fun\u00e7\u00f5es de secret\u00e1rio na actual Direc\u00e7\u00e3o.  Este especialista concluiu a sua disserta\u00e7\u00e3o de Doutoramento com o t\u00edtulo &#8220;Elites Cat\u00f3licas na Sociedade e na Igreja em Portugal: o papel da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa (1940-1961)&#8221;.  Como o pr\u00f3prio autor refere na introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 obra, o objectivo foi &#8220;reconhecer a exist\u00eancia dessas elites, analisar a sua forma\u00e7\u00e3o, inventariar as suas formas mais significativas, apreciar o seu percurso e papel na din\u00e2mica eclesial e social do pa\u00eds ao longo de duas d\u00e9cadas, a partir da hist\u00f3ria da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica&#8221;.  Estando perante um dos fen\u00f3menos que mais marcou a vida da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal, no s\u00e9culo passado &#8211; apenas suplantado, em import\u00e2ncia, por F\u00e1tima -, a hist\u00f3ria tem ainda um longo caminho a percorrer. Paulo Fontes d\u00e1 um primeiro passo e admite que a ACP &#8220;ainda est\u00e1 envolvida por uma certa aura, que tem a ver com aquilo que foi a sua import\u00e2ncia hist\u00f3rica e a marca que deixou no percurso de muitos cat\u00f3licos, que ainda hoje s\u00e3o pessoas activas na vida da sociedade e da Igreja&#8221;.  &#8220;Pela experi\u00eancia pessoal marcante e pela import\u00e2ncia efectiva que a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica teve durante a sua exist\u00eancia como corpo org\u00e2nico, a sua hist\u00f3ria tem estado algo substra\u00edda a uma an\u00e1lise mais rigorosa e o mais objectiva poss\u00edvel&#8221;, assinala.  Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, este especialista fala da necessidade de perceber o que perdura &#8220;para al\u00e9m&#8221; da hist\u00f3ria da ACP, entre 1933 e 1974, quando a ent\u00e3o Comiss\u00e3o Executiva entrega aos Bispos a responsabilidade de acompanharem uma &#8220;multiplicidade de movimentos aut\u00f3nomos&#8221;.  &#8220;\u00c9 verdade que hoje podemos observar a exist\u00eancia de movimentos, herdeiros de uma tradi\u00e7\u00e3o e uma mem\u00f3ria, mas que actuam num quadro institucional, eclesial e social completamente diferente, com um figurino tamb\u00e9m muito diferente&#8221;, refere.  A marca que faz destes movimentos &#8220;herdeiros&#8221; da tradi\u00e7\u00e3o da ACP \u00e9, segundo Paulo Fontes, &#8220;uma aten\u00e7\u00e3o particular \u00e0 realidade social, ao concreto da vida, que v\u00e3o buscar a uma metodologia de inqu\u00e9rito e revis\u00e3o de vida do ver, julgar e agir&#8221;, para al\u00e9m da &#8220;valoriza\u00e7\u00e3o do papel dos leigos enquanto tal&#8221;.  <b>Unidade-Uni\u00e3o<\/b> A Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica pode ser definida, de forma gen\u00e9rica, como a forma organizada de apostolado dos leigos que, no seguimento dos movimentos cat\u00f3licos do s\u00e9c. XIX, foi incrementada por Pio XI, alcan\u00e7ando grande implanta\u00e7\u00e3o sobretudo nos pa\u00edses cat\u00f3licos latinos.   Em Portugal, a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, criada pelo Episcopado em 1933, inclu\u00eda duas dezenas de &#8220;organismos&#8221; especializados por sexos, idades e meios sociais, coordenados por quatro &#8220;organiza\u00e7\u00f5es&#8221; e por uma &#8220;Junta Central&#8221;, chegando a contar 100 mil associados na d\u00e9cada de 50, segundo dados publicados e cartografados pelo ent\u00e3o Pe. Manuel Falc\u00e3o, hoje Bispo em\u00e9rito de Beja.  Segundo Paulo Fontes, h\u00e1 dois elementos que esmoreceram e ajudam a explicar o fim do modelo org\u00e2nico da ACP: o primeiro, &#8220;um certo entendimento da unidade, porque a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica procurava afirmar a unidade na diversidade, mas uma unidade entendida como uni\u00e3o, que se sobrepunha ao que era a particularidade das dioceses ou as particularidades dos meios sociais&#8221;.  &#8220;A Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica nasceu num tempo de mobiliza\u00e7\u00e3o para um combate de recristianiza\u00e7\u00e3o da sociedade ou mesmo, na express\u00e3o dos anos 30, de reconquista crist\u00e3 da sociedade. Portanto, a uni\u00e3o era entendida como uma condi\u00e7\u00e3o essencial at\u00e9 para ultrapassar muitas divis\u00f5es que o mundo cat\u00f3lico tinha conhecido&#8221;, explica.  O segundo elemento \u00e9 a ideia do &#8220;mandato&#8221;, numa vis\u00e3o de Igreja em que &#8220;o protagonismo e a iniciativa dos leigos, de algum modo, ainda estava secundarizado ao pr\u00f3prio apostolado hier\u00e1rquico&#8221;. A ACP tinha ajudado, de facto, a propiciar a ideia de um &#8220;apostolado dos leigos&#8221;, algo que j\u00e1 vinha do s\u00e9culo XIX, &#8220;mas ganha contornos novos com a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica&#8221;. Um desses contornos, segundo o membro do CEHR, \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o dos leigos ao chamado apostolado hier\u00e1rquico, &#8220;para que a Igreja chegue, como se dizia na \u00e9poca, onde a hierarquia n\u00e3o chega&#8221;.  Esse &#8220;mandato&#8221; foi colocado em causa pela eclesiologia do II Conc\u00edlio do Vaticano, ao reformular o lugar dos leigos e do seu apostolado. Reconhecendo uma diversidade de formas, &#8220;carismas&#8221;, no interior do apostolado dos leigos, o Conc\u00edlio reconhece tamb\u00e9m a diversidade de formas organizativas, pelo que a &#8220;Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica passa a ser considerada como uma forma, ao lado de outras, e assistimos, nas d\u00e9cadas seguintes, a uma esp\u00e9cie de explos\u00e3o desse processo de diversifica\u00e7\u00e3o&#8221;.  No seu interior, a pr\u00f3pria Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica contribuiu para a emerg\u00eancia de outros movimentos eclesiais, dado que aparecia como &#8220;uma organiza\u00e7\u00e3o estruturada do topo \u00e0 base, acolhendo e potenciando o aparecimento de movimentos no seu seio, pela l\u00f3gica da cria\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es nacionais&#8221;.  A organiza\u00e7\u00e3o contribuiu, ainda, para a emerg\u00eancia das chamadas pastorais especializadas, &#8220;tentativas de ir ao encontro de novas realidades ou realidades percepcionadas como novas&#8221;, indica Paulo Fontes.   <b>Teologia<\/b> Paulo Fontes procura recentrar o estudo da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica como movimento religioso (n\u00e3o s\u00f3 social), nomeadamente a partir da Teologia do Corpo M\u00edstico de Cristo. O catolicismo, afirma, tem sido normalmente estudado a partir de &#8220;grelhas de an\u00e1lises que v\u00eaem, sobretudo, da din\u00e2mica da sociologia e da hist\u00f3ria pol\u00edtica&#8221;.  &#8220;Tem-se olhado pouco para a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica a partir da pr\u00f3pria din\u00e2mica do catolicismo e \u00e9 a partir da\u00ed que ela tem de ser analisada&#8221;, afirma.  Para o historiador, \u00e9 importante diferenciar entre v\u00e1rios n\u00edveis: a Igreja, como corpo organizado e institucional; a participa\u00e7\u00e3o de cat\u00f3licos, leigos ou cl\u00e9rigos, agindo em nome da Igreja ou em nome pr\u00f3prio, mas de forma individual; o catolicismo, uma realidade comp\u00f3sita que s\u00f3 se compreende na sociedade.  Os cat\u00f3licos, &#8220;agindo e interagindo com as din\u00e2micas sociais&#8221;, fazem isso em fun\u00e7\u00e3o de &#8220;uma mundivid\u00eancia religiosa&#8221;. Para o caso espec\u00edfico da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, no per\u00edodo em an\u00e1lise, a Teologia do Corpo M\u00edstico de Cristo apresenta-se como &#8220;o sustent\u00e1culo de boa parte das iniciativas&#8221;, que visavam &#8220;a restaura\u00e7\u00e3o e o alargamento do reino social de Cristo&#8221;.  Daqui, a ideia central de Cristo-Rei, a que se junta outra refer\u00eancia, a da &#8220;mil\u00edcia&#8221; e a &#8220;m\u00edstica do bom combate, do apostolado&#8221;. &#8220;Neste processo, h\u00e1 um reconhecimento e uma valoriza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria realidade social. A Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica \u00e9 express\u00e3o e ve\u00edculo do processo de seculariza\u00e7\u00e3o, acompanha os movimentos de autonomiza\u00e7\u00e3o que se est\u00e3o a dar na sociedade&#8221;, refere Paulo Fontes.  A identidade da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica traduzia-se em s\u00edmbolos como a &#8220;imprensa pr\u00f3pria, o emblema, o estandarte, os hinos e coisas mais organizativas que eram motivadas por essa m\u00edstica de conjunto, como o bilhete de identidade ou o pagamento da quota&#8221;.  Com din\u00e2micas que iam desde a reuni\u00e3o do pequeno grupo local at\u00e9 concentra\u00e7\u00f5es, peregrina\u00e7\u00f5es e campanhas com forte express\u00e3o p\u00fablica, &#8220;como os grandes congressos da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica&#8221;.  Nesta escala organizativa t\u00e3o variada, um dos momentos mais significativos foi o Grande Encontro da Juventude, de 1963.  <b>Elites<\/b> Com orienta\u00e7\u00e3o de Manuel Braga da Cruz, Reitor da UCP, a disserta\u00e7\u00e3o de Doutoramento do historiador Paulo Fontes aponta para as as quest\u00f5es do contexto e de institucionaliza\u00e7\u00e3o da ACP, com a qual se formou um &#8220;escol&#8221;, intervindo simultaneamente junto das &#8220;massas&#8221; populares, em ordem \u00e0 &#8220;restaura\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica&#8221; do pa\u00eds.  A ACP nasceu num contexto em que o modelo era o de &#8220;uma nova Cristandade, novo ideal hist\u00f3rico concreto proposto por Jacques Maritain, em termos de afirma\u00e7\u00e3o do primado do espiritual sobre o temporal\u201d, assente numa mundivis\u00e3o determinada e nos valores do Cristianismo. Essa vis\u00e3o opunha-se, como refere Paulo Fontes, ao que alguns autores da \u00e9poca definiam como &#8220;a nova barb\u00e1rie&#8221;, o lado do mundo marcado pela experi\u00eancia comunista depois da II Guerra Mundial.  O surgimento da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, de facto, coincide com o momento em que, no mundo, se estavam a definir novos totalitarismos. &#8220;\u00c9 nesse confronto com a afirma\u00e7\u00e3o totalit\u00e1ria dos Estados sobre a sociedade que a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica tem, tamb\u00e9m, de se compreender&#8221;, refere o historiador.  A aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia, por outro lado, &#8220;traz uma nova din\u00e2mica, na qual a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica tamb\u00e9m vai participar, directa ou indirectamente&#8221;.  Numa sociedade que come\u00e7ava a ser percepcionada como &#8220;sociedade de massas&#8221;, com o desaparecimento de estruturas tradicionais, pareciam n\u00e3o existir estruturas interm\u00e9dias entre o indiv\u00edduo e a massa. Para combater essa massifica\u00e7\u00e3o, v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es procuram formar o seu escol, que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o apenas as elites tradicionais.  A Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica procurava, assim, &#8220;n\u00e3o s\u00f3 integrar estas elites tradicionais &#8211; da aristocracia ou das elites intelectuais formadas nas universidades -, mas tamb\u00e9m procurava responder \u00e0s novas realidades sociais, as realidades do mundo urbano que est\u00e1 a crescer e a impor modelos de comportamento&#8221;.   A mulher tamb\u00e9m come\u00e7ava a ganhar outro tipo de protagonismo, pelo que as organiza\u00e7\u00f5es femininas tamb\u00e9m s\u00e3o &#8220;muito importantes&#8221; para integrar e acompanhar grande parte das mudan\u00e7as que se est\u00e3o a dar nesse mundo feminino.  Paulo Fontes admite que toda esta realidade, que ia da crian\u00e7a ao adulto, do mundo rural ao mundo urbano, t\u00e3o complexa, &#8220;s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel tentar apreend\u00ea-la na globalidade da sua din\u00e2mica olhando-a de sucessivos \u00e2ngulos&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Fontes \u00e9 o autor da primeira obra de cariz cient\u00edfico sobre esta realidade eclesial no nosso pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[95,118,154,171,172,207,321],"class_list":["post-24357","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-accao-catolica","tag-apostolado-dos-leigos","tag-crianca","tag-diocese-de-beja","tag-diocese-de-braga","tag-fatima","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24357"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24357\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}