{"id":24347,"date":"2007-04-27T15:24:24","date_gmt":"2007-04-27T15:24:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/27\/camara-de-santo-tirso-entrega-medalhas-de-merito-municipal-a-cinco-mosteiros-e-conventos\/"},"modified":"2007-04-27T15:24:24","modified_gmt":"2007-04-27T15:24:24","slug":"camara-de-santo-tirso-entrega-medalhas-de-merito-municipal-a-cinco-mosteiros-e-conventos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/camara-de-santo-tirso-entrega-medalhas-de-merito-municipal-a-cinco-mosteiros-e-conventos\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara de Santo Tirso entrega Medalhas de M\u00e9rito Municipal a cinco Mosteiros e Conventos"},"content":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara Municipal de Santo Tirso entregou, no passado dia 25 de Abril, Medalhas de M\u00e9rito Municipal a cinco Mosteiros e Conventos, os mesmos que acolheram poetas aquando da iniciativa &#8220;F\u00e9 na Poesia&#8221;, que decorreu no passado m\u00eas de Mar\u00e7o. O Presidente da C\u00e2mara Municipal, Castro Fernandes, referiu que \u201ca distin\u00e7\u00e3o dos conventos e mosteiros instalados no nosso munic\u00edpio \u00e9 um dever incontorn\u00e1vel. Por isso, este ano, decidimos faz\u00ea-lo publicamente nesta sess\u00e3o solene.  &#8220;N\u00e3o podemos esquecer-nos que Santo Tirso est\u00e1 desde a sua origem ligado aos beneditinos e ao Mosteiro de S\u00e3o Bento\u201d, assinalou. Sobre o trabalho desempenhado pelas institui\u00e7\u00f5es que estavam em vias de receber medalhas de m\u00e9rito municipal, o autarca referiu que \u201cnunca ser\u00e3o exagerados os elogios, quando falamos de cinco institui\u00e7\u00f5es que marcam social, cultural e espiritualmente o nosso munic\u00edpio. A sua ac\u00e7\u00e3o tem sido determinante para a manuten\u00e7\u00e3o de valores como a solidariedade e a coes\u00e3o social, t\u00e3o necess\u00e1rios nas regi\u00f5es mais industriais e vulner\u00e1veis \u00e0s regras de mercado\u201d.   <b>Mosteiro de S\u00e3o Jos\u00e9<\/b> O Mosteiro de S. Jos\u00e9 \u2013 Clarissas Adoradoras, situa-se na Rua de Santa Clara, 318, em Vila das Aves, Concelho de Santo Tirso. A sua funda\u00e7\u00e3o obedeceu ao pedido instante de alguns sacerdotes Franciscanos que desejavam ver em Portugal restaurada a II Ordem Franciscana ou Ordem de Santa Clara. Foi no dia 17 de Junho de 1955 que, vinda de Menorca \u2013 Baleares &#8211; a Madre Clara, com mais tr\u00eas Irm\u00e3s (uma das quais vive ainda no Mosteiro e uma outra em Barcelona) fundou a comunidade das irm\u00e3s Clarissas de Vila das Aves. O edif\u00edcio fora perten\u00e7a das Irm\u00e3s Visitandinas que se deslocaram para Coimbra at\u00e9 regressarem novamente a Vila das Aves, agora no Longal. O Mosteiro foi dinamizador da Federa\u00e7\u00e3o das Clarissas em Portugal, da qual foi primeira Presidente a Madre Clara. Era este mosteiro a Sede Federal e ao mesmo tempo o Noviciado Comum. De carisma contemplativo, a presen\u00e7a das irm\u00e3s clarissas \u00e9, essencialmente, voltado para a vida espiritual e nessa dimens\u00e3o acolhem sobretudo as pessoas que acodem a pedir apoio. No entanto, dada a imposs\u00edvel separa\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o corp\u00f3rea e espiritual do ser humano, a vertente material e psicol\u00f3gica \u00e9 amparada sempre que poss\u00edvel a todos os que chegam ao Mosteiro. O Mosteiro tem estado aberto a iniciativas culturais como jornadas culturais, auto orientadas ou paroquias, etc. Sem carisma especificamente voltado para determinada ac\u00e7\u00e3o social, a comunidade das Irm\u00e3s Clarissas, tendo como modelo S. Francisco e Santa Clara, procura acolher, dentro das possibilidades, em esp\u00edrito evang\u00e9lico, os que acodem ao Mosteiro.   <b>Convento de S\u00e3o Jos\u00e9<\/b> O Convento de S\u00e3o Jos\u00e9, na quinta da Bela, pertence \u00e0 par\u00f3quia de Fontiscos, freguesia de Santo Tirso. Trata-se de um edif\u00edcio novecentista com planta em forma quadrangular. Para al\u00e9m do claustro, existe a capela, um lago artificial na zona central, sendo o edif\u00edcio constitu\u00eddo por tr\u00eas pisos. Quando, em 1957, a Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o adquiriu a quinta da Bela, f\u00ea-lo com a inten\u00e7\u00e3o de a\u00ed construir o Convento de S\u00e3o Jos\u00e9 que se dedicaria, sobretudo, ao Noviciado. At\u00e9 hoje, o Convento formou milhares de novas religiosas que trabalharam de Norte a Sul do Pa\u00eds e em terras de miss\u00e3o. Funcionando ainda hoje como casa de forma\u00e7\u00e3o, as Irm\u00e3s Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o dedicam-se tamb\u00e9m ao acolhimento e apoio religioso \u00e0s Irm\u00e3s com idade avan\u00e7ada que, terminando o seu trabalho de miss\u00e3o, aqui regressam para receber todo o amparo necess\u00e1rio. Actualmente, est\u00e3o no Convento cerca de 100 Irm\u00e3s, entre mission\u00e1rias e outras Irm\u00e3s. Desde a primeira hora, o Convento abriu as suas portas \u00e0 comunidade, nomeadamente com a abertura de um espa\u00e7o onde recebiam as crian\u00e7as ap\u00f3s o hor\u00e1rio escolar, como apoio social \u00e0s fam\u00edlias desta zona mais carenciada do nosso concelho   <b>Mosteiro de Santa Escol\u00e1stica<\/b> O Mosteiro de Sta. Escol\u00e1stica de Roriz, das Monjas Beneditinas da Rainha dos Ap\u00f3stolos foi fundado em 18 de Dezembro de 1935, por um grupo de irm\u00e3s enviadas pelo Mosteiro de Nossa Senhora de Bet\u00e2nea, Loppem \u2013 Bruges \u2013 na B\u00e9lgica. Este grupo estava na B\u00e9lgica a preparar-se para fazer uma funda\u00e7\u00e3o na Ilha da Madeira, em vista a dar resposta ao projecto pastoral do Bispo do Funchal de ent\u00e3o: entretanto, a pedido da Abadia de S. Bento de Singeverga, que necessitava de ajuda de comunidades mon\u00e1sticas femininas em Angola, mudaram-se os planos e a funda\u00e7\u00e3o foi feita em Roriz, sem nunca se abandonar a hip\u00f3tese inicial de se vir a fundar um Mosteiro na Madeira, o que hoje ainda n\u00e3o se concretizou. Em Roriz esta Comunidade \u00e9 constitu\u00edda por 22 irm\u00e3s, que, a par do essencial, que \u00e9 a sua vida de Ora\u00e7\u00e3o e Louvor, trabalham sobretudo:No Acolhimento de pessoas desejosas de se refazerem espiritualmente, proporcionando orienta\u00e7\u00e3o espiritual, retiros, encontros pessoais ou de grupos, cursos de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 B\u00edblia, \u00e0 Ora\u00e7\u00e3o, \u00e0 Liturgia ou outros;No fabrico de bolachas, compotas, algum artesanato (ter\u00e7os, p. ex.);Na confec\u00e7\u00e3o de alfaias lit\u00fargicas, paramentos, toalhas de altar, etc.; Em quase todas as suas actividades d\u00e3o emprego a elementos da popula\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o conseguem fazer face a todo o trabalho a que se prop\u00f5em e que lhes \u00e9 pedido.  <b>Mosteiro da Visita\u00e7\u00e3o<\/b> Jos\u00e9 Maria de Almeida Garrett, descendente duma ilustre fam\u00edlia do Porto entregou-se inteiramente a uma vida de piedade, retirando-se com a sua m\u00e3e para uma casa de campo que possu\u00eda na Vila das Aves, onde viveu durante alguns anos a vida de um verdadeiro penitente. Sendo o Senhor Jos\u00e9 Maria de Almeida Garrett um verdadeiro admirador dos escritos de S. Francisco de Sales dirigiu-se ao Mosteiro da Visita\u00e7\u00e3o do Porto, a pedir Irm\u00e3s para a funda\u00e7\u00e3o na Vila das Aves, garantindo-lhe a sua subsist\u00eancia material, e prometendo legar-lhe todos os haveres que possu\u00eda nesta terra. Sendo recente a funda\u00e7\u00e3o do Mosteiro do Porto (agora em Braga), a Comunidade n\u00e3o tinha ainda Irm\u00e3s bem formadas em n\u00famero suficiente para satisfazer o pedido do ilustre Fundador, mas acolheu-o com muita bondade e interesse, oferecendo-se para receber no Noviciado, algumas das jovens de que lhe falava, para se formarem e poderem ser mais tarde do n\u00famero das fundadoras. De facto, entraram algumas jovens no Mosteiro no dia 29 de Agosto de 1883, permanecendo ali durante 4 anos. Entretanto, o Senhor Garrett, auxiliado pelo Reverendo Padre Jos\u00e9 Torrinha Machado, angariavam muitas esmolas por meio das quais se puderam fazer obras importantes na Casa, transformando-a num pequeno Mosteiro e chegada a hora marcada por Deus e vencidas todas as dificuldades, resolveu-se definitivamente a funda\u00e7\u00e3o do Mosteiro de S\u00e3o Miguel das Aves. No dia 2 de Outubro de 1887, primeiro domingo do m\u00eas, festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e dos Santos Anjos, foi o designado para a instala\u00e7\u00e3o definitiva das Religiosas no seu novo Mosteiro. De boa vontade partilham os seus recursos com os que s\u00e3o mais pobres do que elas.   <b>Mosteiro de Singeverga<\/b> O Mosteiro de S. Bento de Singeverga, sito na freguesia de Roriz, concelho de Santo Tirso, foi fundado em 25 de Janeiro de 1892 pelo Mosteiro de S. Martinho de Cucuj\u00e3es, na Casa e Quinta daquele mesmo nome, propriedade da Fam\u00edlia Gouveia de Azevedo. E assim se pode dizer que a funda\u00e7\u00e3o de Singeverga, nos finais do s\u00e9c. XIX, marca, com a recupera\u00e7\u00e3o do Mosteiro de Cucuj\u00e3es, o in\u00edcio da restaura\u00e7\u00e3o da Ordem Beneditina em Portugal, empreendida por D. Jo\u00e3o de Santa Gertrudes Amorim, Abade daquele Mosteiro. Em 1938, o Mosteiro de S. Bento de Singeverga era agraciado pela Santa S\u00e9 com o t\u00edtulo de Abadia, sendo nomeado seu primeiro Abade D. Pl\u00e1cido de Carvalho (1938-1948). As d\u00e9cadas de trinta, quarenta e cinquenta foram de grande desenvolvimento e irradia\u00e7\u00e3o, com uma acentuada aflu\u00eancia de voca\u00e7\u00f5es, a indispens\u00e1vel amplia\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios e a funda\u00e7\u00e3o doutras comunidades: as Miss\u00f5es do Moxico, em Angola, onde chegaram a trabalhar cerca de cinquenta monges; O Mosteiro de S. Bento da Vit\u00f3ria, no Porto; o Col\u00e9gio de Lamego; e a Cela de Nossa Senhora da Gra\u00e7a, em Lisboa. Em 1963 era nomeado Bispo do Luso (Angola) D. Francisco Esteves Dias, Prior Claustral. Entretanto, e tendo-se tornado muito pequena a primitiva Casa, construiu-se o novo Mosteiro de Singeverga, ainda incompleto, mas habitado j\u00e1 desde 1957, durante o abaciado de D. Gabriel de Sousa (1948-1966). Sucederam-lhe no cargo abacial D. Teodoro Monteiro (1969-1977) e D. Louren\u00e7o Moreira da Silva (1977). Actualmente \u00e9 Abade D. Lu\u00eds Bernardo Sacadura Botte Aranha desde 1995. Para o monge beneditino, o Mosteiro e a Comunidade s\u00e3o o lugar privilegiado da experi\u00eancia que eles fazem da presen\u00e7a activa do Esp\u00edrito do Senhor Jesus na sua Igreja. A voca\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica, segundo a Regra de S. Bento (\u201cOra et Labora\u201d), implica algumas caracter\u00edsticas espec\u00edficas como sejam: A leitura e escuta da Palavra de Deus no sil\u00eancio, no recolhimento e na contempla\u00e7\u00e3o; o trabalho quotidiano, que pode ser de ordem pastoral, intelectual, artesanal, manual, agr\u00edcola, etc; o acolhimento, na hospedaria, de todos quantos vivem no mundo e procuram no Mosteiro espa\u00e7os e tempo de reflex\u00e3o, descanso e ora\u00e7\u00e3o e a inser\u00e7\u00e3o na Igreja e na sociedade local, segundo as necessidades dos tempos e numa linha de fidelidade \u00e0s exig\u00eancias da vida mon\u00e1stica. \u00c8 nesta linha de fidelidade que a Comunidade do Mosteiro de S. Bento de Singeverga procura viver o dia-a-dia. Refira-se, a prop\u00f3sito, o excepcional trabalho feito pela Ordem Beneditina no campo educativo ao longo de dezenas e dezenas de anos, no Mosteiro de Singeverga e na Escola Claustral, fomentando n\u00e3o apenas o ensino das voca\u00e7\u00f5es mas tamb\u00e9m o ensino b\u00e1sico preparat\u00f3rio.   Fonte: www.cm-stirso.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara Municipal de Santo Tirso entregou, no passado dia 25 de Abril, Medalhas de M\u00e9rito Municipal a cinco Mosteiros e Conventos, os mesmos que acolheram poetas aquando da iniciativa &#8220;F\u00e9 na Poesia&#8221;, que decorreu no passado m\u00eas de Mar\u00e7o. 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