{"id":24342,"date":"2007-04-27T13:07:47","date_gmt":"2007-04-27T13:07:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/27\/a-palavra-de-deus-na-vida-e-na-missao-da-igreja-cont\/"},"modified":"2007-04-27T13:07:47","modified_gmt":"2007-04-27T13:07:47","slug":"a-palavra-de-deus-na-vida-e-na-missao-da-igreja-cont","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-palavra-de-deus-na-vida-e-na-missao-da-igreja-cont\/","title":{"rendered":"A Palavra de Deus na vida e na miss\u00e3o da Igreja (Cont.)"},"content":{"rendered":"<p><i>Lienamenta<\/i> da XII Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos <!--more--> A comunidade crist\u00e3, portanto, constr\u00f3i-se todos os dias, deixando-se conduzir pela Palavra de Deus sob a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, acolhendo o dom de ilumina\u00e7\u00e3o, convers\u00e3o e consola\u00e7\u00e3o, que o Esp\u00edrito comunica atrav\u00e9s da Palavra. Com efeito, \u201ctudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nossa instru\u00e7\u00e3o, a fim de que, pela paci\u00eancia e consola\u00e7\u00e3o que v\u00eam das Escrituras, mantenhamos viva a nossa esperan\u00e7a\u201d (Rom 15,4).  Torna-se tarefa prim\u00e1ria da Igreja ajudar os fi\u00e9is a compreender o que significa encontrar a Palavra de Deus sob a guia do Esp\u00edrito, e como, de modo particular, tal aconte\u00e7a na leitura espiritual da B\u00edblia; em que sentido a B\u00edblia, a Tradi\u00e7\u00e3o e o Magist\u00e9rio s\u00e3o interiormente unificados pelo Esp\u00edrito; que atitude se exige do crente, tamb\u00e9m ele guiado pelo Esp\u00edrito Santo, recebido no Baptismo e nos diversos Sacramentos. Diz Pedro Damasceno: \u201cAquele que tem experi\u00eancia do sentido espiritual das Escrituras sabe que o sentido da mais simples Palavra da Escritura e o da excepcionalmente mais s\u00e1bia s\u00e3o uma s\u00f3 coisa e t\u00eam em vista a salva\u00e7\u00e3o do homem\u201d .[73]  A Igreja alimenta-se da Palavra de v\u00e1rias maneiras 21. \u00c9 necess\u00e1rio que toda a prega\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, bem como a pr\u00f3pria religi\u00e3o crist\u00e3, se alimentem e se orientem na Sagrada Escritura\u201c.[74] O voto de S\u00e3o Paulo, fortalecido pela ora\u00e7\u00e3o, de \u201cque a Palavra do Senhor se propague e seja glorificada\u201d(2 Tes 3,1) est\u00e1 a realizar-se, com diferentes modalidades, nos v\u00e1rios \u00e2mbitos e express\u00f5es de vida da Igreja. \u00c9 um processo que requere a aten\u00e7\u00e3o da f\u00e9, a dedica\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, uma cura pastoral inteligente, criadora e constante, e que se aprende tamb\u00e9m na experi\u00eancia partilhada. Uma pastoral b\u00edblica, ou melhor, uma pastoral constantemente animada pela B\u00edblia, \u00e9 uma exig\u00eancia que hoje se prop\u00f5e a toda a comunidade na Igreja.  Nesta perspectiva de unidade e de interac\u00e7\u00e3o, deve reconhecer-se e favorecer-se plenamente o dinamismo, com o qual a Palavra de Deus nos encontra, um dinamismo que est\u00e1 na base de toda a ac\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja: a Palavra anunciada e escutada pede para se tornar Palavra celebrada atrav\u00e9s da Liturgia e da vida sacramental da Igreja, para poder, assim, motivar uma vida segundo a Palavra, atrav\u00e9s da experi\u00eancia da comunh\u00e3o, da caridade e da miss\u00e3o.[75]   a &#8211; Na liturgia e na ora\u00e7\u00e3o  22. \u201cNa liturgia, o rito e a Palavra estejam intimamente unidos\u201d.[76] A Igreja aprendeu a descobrir e a acolher Deus, que fala de modo especial na ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, para al\u00e9m de o fazer na ora\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria. A Sagrada Escritura \u00e9, com efeito, uma realidade lit\u00fargica e prof\u00e9tica: mais que um livro escrito, \u00e9 uma proclama\u00e7\u00e3o e um testemunho que o Esp\u00edrito Santo faz do acontecimento Cristo. Foi isso que levou a uma difus\u00e3o do conhecimento e do amor das Escrituras. O caminho para realizar a letra e o esp\u00edrito do Conc\u00edlio Vaticano II sobre o uso da Palavra na liturgia \u00e9 por\u00e9m um caminho sempre em aberto, que exige um esfor\u00e7o qualitativo e quantitativo de renova\u00e7\u00e3o, exortando os fi\u00e9is nesse sentido e reflectindo com eles sobre algumas indica\u00e7\u00f5es propostas pelo Conc\u00edlio.   A tal prop\u00f3sito, recorda-se o dado fundamental que \u201cCristo est\u00e1 presente na sua Palavra, pois \u00e9 Ele que fala, quando na Igreja se l\u00ea a Sagrada Escritura\u201d.[77] Assim, \u201c\u00e9 enorme a import\u00e2ncia da Sagrada Escritura na celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica\u201d.[78] Isso leva a prestar uma aten\u00e7\u00e3o privilegiada a toda a esp\u00e9cie de encontro com a Palavra na ac\u00e7\u00e3o lit\u00fargica: na Eucaristia (dominical), nos sacramentos, na prega\u00e7\u00e3o homil\u00e9tica, no ano lit\u00fargico, na liturgia das horas, nos sacramentais, nas mais diversas formas da piedade popular, na catequese mistag\u00f3gica.   O primeiro lugar pertence \u00e0 Eucaristia, enquanto \u201cmesa tanto da Palavra de Deus como do Corpo de Cristo\u201d [79] intimamente unidos, nomeadamente no Dia do Senhor:  \u201cEla \u00e9 o lugar privilegiado onde a comunh\u00e3o \u00e9 constantemente anunciada e cultivada\u201d.[80] Tenha-se presente que, para muit\u00edssimos crist\u00e3os, a Missa do Domingo, que \u00e9 o momento principal de encontro com a Palavra de Deus, continua a ser, ainda hoje, o \u00fanico ponto de contacto com a Palavra de Deus. Da\u00ed deveria nascer uma verdadeira paix\u00e3o pastoral para celebrar e viver com autenticidade e alegria o encontro com a Palavra na Eucaristia dominical.  Concretamente, dever-se-\u00e1 dar a m\u00e1xima aten\u00e7\u00e3o \u00e0 liturgia da Palavra, antes de mais na Eucaristia, mas tamb\u00e9m em todos os outros sacramentos, com a proclama\u00e7\u00e3o clara e compreens\u00edvel dos textos; com a homilia, que da Palavra se torna resson\u00e2ncia l\u00edmpida e encorajadora, ajudando a interpretar os acontecimentos da vida e da hist\u00f3ria \u00e0 luz da f\u00e9; com a ora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, que seja resposta de louvor, de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as e de pedido a Deus que nos falou. Uma espec\u00edfica aten\u00e7\u00e3o deve dar-se tamb\u00e9m ao Ordo Lectionum Missae [81] e \u00e0 ora\u00e7\u00e3o do Of\u00edcio Divino. Tornou-se hoje imprescind\u00edvel reflectir sobre o modo de tornar pastoralmente mais adequados e, portanto, mais acess\u00edveis aos fi\u00e9is, esses excelentes canais da Palavra de Deus.  b &#8211; Na evangeliza\u00e7\u00e3o e na catequese  23. Tamb\u00e9m o minist\u00e9rio da Palavra, isto \u00e9, a prega\u00e7\u00e3o pastoral, a catequese e toda a forma de instru\u00e7\u00e3o crist\u00e3, onde a homilia lit\u00fargica deve ter um lugar privilegiado, salutarmente se alimenta e santamente se revigora com a Palavra da Escritura\u201d .[82] Jo\u00e3o Paulo II afirmou que \u201ca obra da evangeliza\u00e7\u00e3o e da catequese est\u00e1 a revitalizar-se precisamente gra\u00e7as \u00e0 aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0 Palavra de Deus\u201d.[83] \u00c9 um dos frutos mais not\u00e1veis do Conc\u00edlio Vaticano II. H\u00e1 que avan\u00e7ar por essa estrada, alarg\u00e1-la e melhor\u00e1-la, renovando certezas e oferecendo servi\u00e7os. A Igreja, ali\u00e1s, sabe que, recebendo em dom a Palavra de Deus como o seu maior tesouro, recebe tamb\u00e9m o que constitui o seu maior dever: pass\u00e1-la a todos.[84] \u00c9 bom recordar aqui, a t\u00edtulo de exemplo, alguns aspectos do minist\u00e9rio da Palavra, sintetizado em primeiro an\u00fancio e catequese, tanto no percurso do ano lit\u00fargico, como no caminho da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e na forma\u00e7\u00e3o permanente.[85]  A este respeito, devem ter-se presentes as formas de comunica\u00e7\u00e3o da Palavra e, ao mesmo tempo, as exig\u00eancias sempre novas dos fi\u00e9is nas diferentes idades e condi\u00e7\u00f5es espirituais, culturais e sociais, como indicam o Direct\u00f3rio Geral da Catequese e os Direct\u00f3rios catequ\u00e9ticos das diversas Igrejas locais.[86] Neste particular contexto, h\u00e1 que prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 recta ilumina\u00e7\u00e3o, purifica\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o da religiosidade popular atrav\u00e9s da Palavra de Deus, onde ela muitas vezes se inspira. Valorizem-se de modo especial todas as media\u00e7\u00f5es da Palavra presentes na Igreja e em parte j\u00e1 mencionadas: Leccion\u00e1rios, Liturgia das Horas, Catecismos, celebra\u00e7\u00f5es da Palavra, etc.   Tem um papel importante na evangeliza\u00e7\u00e3o o encontro directo com a Sagrada Escritura. Tal encontro \u00e9 um objectivo prim\u00e1rio \u2013 \u201ca catequese, em concreto, deve ser uma aut\u00eantica introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8216;Lectio Divina&#8217;, ou seja, \u00e0 leitura da Sagrada Escritura, feita &#8216;segundo o Esp\u00edrito&#8217; que habita na Igreja\u201d [87]\u2013 , e \u00e9, ao mesmo tempo, um conte\u00fado central \u2013 a catequese \u201cdeve impregnar-se e permear-se do pensamento, do esp\u00edrito e das atitudes b\u00edblicas e evang\u00e9licas atrav\u00e9s de um contacto ass\u00edduo com os pr\u00f3prios textos\u201d [88].  Pela sua relev\u00e2ncia eminentemente cultural, deve valorizar-se o ensino da B\u00edblia na escola e, de modo especial, no ensino da religi\u00e3o. Uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica desempenha o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, enquanto instrumento v\u00e1lido e leg\u00edtimo ao servi\u00e7o da comunidade eclesial, como uma norma segura para o ensino da f\u00e9.[89] N\u00e3o pretende ele substituir a catequese b\u00edblica, mas integr\u00e1-la na mais completa vis\u00e3o da Igreja.  A Palavra de Deus deve ser comunicada a todos, tamb\u00e9m aos que n\u00e3o sabem ler e, em particular, deve poder usufruir dos numerosos recursos da comunica\u00e7\u00e3o hodierna. Por isso, um servi\u00e7o eficaz da Palavra de Deus exige uma valoriza\u00e7\u00e3o competente, actualizada e criativa dos diversos meios da comunica\u00e7\u00e3o social.  Dadas as grandes mudan\u00e7as culturais e sociais, torna-se necess\u00e1ria uma catequese que ajude a explicar as &#8216;p\u00e1ginas dif\u00edceis&#8217; da B\u00edblia, no \u00e2mbito da hist\u00f3ria, da ci\u00eancia e do problema moral, e indicar o caminho de solu\u00e7\u00e3o para certas formas de representar Deus, o homem e a mulher e a ac\u00e7\u00e3o moral, sobretudo no Antigo Testamento.  c &#8211; Na exegese e na teologia  24. \u201cPor isso, o estudo das Sagradas P\u00e1ginas h\u00e1-de ser como alma da Sagrada Teologia\u201d .[90] N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que os frutos alcan\u00e7ados neste \u00e2mbito, depois do Conc\u00edlio Vaticano II, s\u00e3o motivo para louvar o Senhor pela gra\u00e7a do seu Esp\u00edrito de verdade. Por outro lado, tendo a Palavra de Deus posto a sua tenda no meio de n\u00f3s (cf. Jo 1,14), n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o mesmo Esp\u00edrito nos impele a meditar nos novos itiner\u00e1rios que a mesma Palavra entende realizar entre os homens do nosso tempo, convidando-nos a colher expectativas e desafios que a humanidade actual p\u00f5e \u00e0 Palavra.  Expresso de forma extremamente exemplificadora, emerge hoje um quadro, cujos pontos relevantes s\u00e3o o empenho de exegetas e te\u00f3logos no estudo e na explica\u00e7\u00e3o das Escrituras segundo o sentido da Igreja, uma interpreta\u00e7\u00e3o e proposta da Palavra da B\u00edblia no contexto da Tradi\u00e7\u00e3o viva e vice-versa, uma valoriza\u00e7\u00e3o da heran\u00e7a dos Padres e um confronto com as indica\u00e7\u00f5es do Magist\u00e9rio, ajudando-o com lealdade e intelig\u00eancia no cumprimento da sua miss\u00e3o.[91]   Neste \u00e2mbito, \u00e9 \u00fatil chamar a aten\u00e7\u00e3o para as perspectivas, a seu tempo delineadas pela Optatam totius, a prop\u00f3sito do ensino da teologia e, por reflexo, da metodologia a empregar na forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica dos pastores. As perspectivas a\u00ed delineadas continuam, em grande parte, \u00e0 espera de ser actuadas. E, todavia, a linha apresentada, precisamente a partir dos temas b\u00edblicos, prospecta um itiner\u00e1rio que, no percurso da pesquisa e do ensinamento, pode garantir uma s\u00edntese adequada, tanto para os presb\u00edteros como, por reflexo, para o povo de Deus. A recupera\u00e7\u00e3o dessa indica\u00e7\u00e3o conciliar constituiria um enriquecimento da pr\u00f3pria Palavra de Deus, actualizada nas perspectivas do ensino das diferentes disciplinas teol\u00f3gicas e em constante dial\u00e9ctica construtiva com o auditus culturae.[92]  Uma espec\u00edfica aten\u00e7\u00e3o merece a rela\u00e7\u00e3o da Revela\u00e7\u00e3o de Deus com o pensamento e a vida do homem de hoje. Nessa \u00f3ptica, se coloca o dever de reflectir, \u00e0 luz da Palavra de Deus, sobre as tend\u00eancias antropol\u00f3gicas actuais; sobre a rela\u00e7\u00e3o entre raz\u00e3o e f\u00e9, que s\u00e3o \u201ccomo as duas asas pelas quais o esp\u00edrito humano se eleva para a contempla\u00e7\u00e3o da verdade\u201d ,[93] media\u00e7\u00f5es da \u00fanica verdade que vem de Deus; sobre o di\u00e1logo com as grandes religi\u00f5es para a realizar, em nome de Deus, um mundo mais justo e pacificado.  Dos estudiosos a comunidade crist\u00e3 espera que, com zelo e mediante \u201csubs\u00eddios apropriados\u201d , ajudem os ministros da Palavra divina a oferecer ao povo de Deus \u201co alimento das Escrituras, que ilumine a mente, fortale\u00e7a a vontade e inflame os cora\u00e7\u00f5es dos homens no amor de Deus\u201d .[94]  d &#8211; Na vida do crente  25. \u201cIgnorar as Escrituras \u00e9 ignorar Jesus Cristo\u201d .[95] \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que todos&#8230; mantenham um contacto constante com as Sagradas Escrituras, atrav\u00e9s da leitura espiritual e do estudo diligente\u201d .[96]  Juntamente com o progresso catequ\u00e9tico, o progresso espiritual constitui um dos aspectos mais belos e promissores da ac\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus no seu povo. Encontrar, rezar e viver a Palavra \u00e9 a suprema voca\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o. \u201cDela j\u00e1 se servem em larga escala os indiv\u00edduos e as comunidades\u201d , afirma Jo\u00e3o Paulo II.[97] Mas o n\u00famero deve poder crescer e a qualidade da abordagem deve corresponder \u00e0s finalidades da Palavra de acordo com o servi\u00e7o da Igreja. Para uma genu\u00edna espiritualidade da Palavra, h\u00e1 que recordar que \u201ca leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada da ora\u00e7\u00e3o, para que possa realizar-se o col\u00f3quio entre Deus e o homem, pois, quando rezamos, falamos com Ele; escutamo-l&#8217;O, quando lemos os or\u00e1culos divinos\u201d.[98] Confirma Santo Agostinho: \u201cA tua ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a tua palavra dirigida a Deus. Quando l\u00eas a Sagrada Escritura, \u00e9 Deus que fala contigo; quando rezas, \u00e9s tu que falas com Deus\u201d .[99] Isso leva \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de alguns aspectos que devem ser tidos como priorit\u00e1rios e preferenciais.  Antes de mais, a Palavra de Deus deve ser encontrada com o esp\u00edrito do pobre, tanto interiormente como tamb\u00e9m exteriormente, pois isso corresponde plenamente ao Verbo de Deus, \u201cNosso Senhor Jesus Cristo, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa, para vos enriquecer pela sua pobreza\u201d (2Cor 8,9); um modo de ser, portanto, baseado no mesmo modo como Jesus escutava a Palavra do Pai e a anunciava a n\u00f3s, com total desapego das coisas, e sempre pronto a evangelizar os pobres (cf. Lc 4,18). \u201c\u00c9 motivo de alegria ver a B\u00edblia nas m\u00e3os de gente humilde e pobre, que pode dar \u00e0 sua interpreta\u00e7\u00e3o e actualiza\u00e7\u00e3o uma luz mais penetrante, do ponto de vista espiritual e existencial, do que a que vem de uma ci\u00eancia segura de si mesma\u201d .[100]  Deve encorajar-se vivamente, e antes de mais, a pr\u00e1tica da B\u00edblia que remonta \u00e0s origens do cristianismo e acompanhou a Igreja ao longo da sua hist\u00f3ria. Tradicionalmente chama-se Lectio Divina, com os seus diversos momentos (lectio, meditatio, oratio, contemplatio).[101] \u00c9 de casa na experi\u00eancia mon\u00e1stica, mas hoje o Esp\u00edrito, atrav\u00e9s do Magist\u00e9rio, prop\u00f5e-na ao clero,[102] \u00e0s comunidades paroquiais, aos movimentos eclesiais, \u00e0s fam\u00edlias e aos jovens.[103] Escreve Jo\u00e3o Paulo II: \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que a escuta da Palavra se torne um encontro vital, na antiga e sempre v\u00e1lida tradi\u00e7\u00e3o da Lectio Divina, que permite colher no texto b\u00edblico a Palavra viva que interpela, orienta e plasma a exist\u00eancia\u201d [104]; \u201cmediante a utiliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dos novos m\u00e9todos, cuidadosamente ponderados, ao passo dos tempos\u201d .[105] Em particular, o Santo Padre Bento XVI convida os jovens \u201ca adquirir familiaridade com a B\u00edblia, a t\u00ea-la ao alcance da m\u00e3o, para ser uma b\u00fassola a indicar a estrada a seguir\u201d ;[106] a a todos recorda: \u201cA leitura ass\u00eddua da Sagrada Escritura, acompanhada da ora\u00e7\u00e3o, realiza aquele \u00edntimo col\u00f3quio, em que, lendo, se escuta Deus que fala e, rezando, responde-se a Ele com confiante abertura do cora\u00e7\u00e3o\u201d .[107]  A novidade da Lectio no povo de Deus requer uma forma\u00e7\u00e3o iluminada, paciente e cont\u00ednua, entre os presb\u00edteros, as pessoas de vida consagrada e os leigos, de modo a conseguir-se uma partilha das experi\u00eancias de Deus produzidas pela Palavra escutada (collatio).[108] A Palavra de Deus deve ser a primeira fonte que inspira a vida espiritual da comunidade nas diversas pr\u00e1ticas, como exerc\u00edcios espirituais, retiros, devo\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias religiosas. Um objectivo importante (e crit\u00e9rio de autenticidade) \u00e9 o de amadurecer cada um para uma leitura pessoal da Palavra em \u00f3ptica sapiencial, que o prepare para um discernimento crist\u00e3o da realidade, da capacidade de dar raz\u00e3o da pr\u00f3pria esperan\u00e7a (cf. 1 Pe 3,15) e do testemunho da santidade. S\u00e3o Cipriano, recolhendo um pensamento partilhado pelos Padres, recorda: \u201cEntrega-te com assiduidade \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 Lectio Divina. Quando rezas, falas com Deus; quando l\u00eas, \u00e9 Deus que fala contigo\u201d .[109]  \u201cA vossa Palavra \u00e9 farol para os meus passos e luz para os meus caminhos\u201d (Sal 119,105). O Senhor, que ama a vida e entende com a sua Palavra iluminar, guiar e confortar toda a vida dos crentes em todas as circunst\u00e2ncias, no trabalho, no tempo livre, no sofrimento, nos deveres familiares e sociais e em todas as vicissitudes alegres ou tristes, de modo que todos possam discernir todas as coisas e conservar o que elas t\u00eam de bom (cf. 1Tess 5,21), descobrindo assim a vontade de Deus, e pondo-a em pr\u00e1tica (cf. Mt 7,21).  <I>PERGUNTAS<\/1> Cap\u00edtulo II  1. A Palavra de Deus na vida da Igreja  Que import\u00e2ncia se d\u00e1 \u00e0 Palavra de Deus na vida das nossas comunidades e dos fi\u00e9is? De que modo a Palavra de Deus se torna alimento dos crist\u00e3os? H\u00e1 o risco de reduzir o cristianismo a uma religi\u00e3o do livro? No Domingo, como se venera a Palavra de Deus e que familiaridade se tem com ela na vida pessoal e na vida comunit\u00e1ria dos fi\u00e9is? Nos dias feriais? Nos tempos fortes do ano lit\u00fargico?   2. A Palavra de Deus na forma\u00e7\u00e3o do povo de Deus  Que iniciativas se tomam para transmitir \u00e0s nossas comunidades e a cada fiel a doutrina integral e completa sobre a Palavra de Deus? Os futuros presb\u00edteros, as pessoas consagradas, os respons\u00e1veis de servi\u00e7os na comunidade (catequistas, etc.) s\u00e3o formados de maneira adequada e com constante actualiza\u00e7\u00e3o para a anima\u00e7\u00e3o b\u00edblica da pastoral? Existem projectos de forma\u00e7\u00e3o permanente dos leigos?  3. Palavra de Deus, liturgia e ora\u00e7\u00e3o  Como se abeiram os fi\u00e9is da Sagrada Escritura na ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica e na pessoal? Que liga\u00e7\u00e3o se colhe entre liturgia da Palavra e liturgia eucar\u00edstica, entre a Palavra celebrada na Eucaristia e a vida quotidiana dos crist\u00e3os? A homilia \u00e9 resson\u00e2ncia genu\u00edna da Palavra de Deus? Que necessidades exprime? O sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9 acompanhado da escuta da Palavra de Deus? A Liturgia das Horas \u00e9 celebrada como escuta e di\u00e1logo com a Palavra de Deus? Estende-se a sua pr\u00e1tica tamb\u00e9m ao povo de Deus? Pode-se dizer que o povo de Deus tem suficientes possibilidade de contacto com a B\u00edblia?  4. Palavra de Deus, evangeliza\u00e7\u00e3o e catequese  \u00c0 luz do Conc\u00edlio Vaticano II e do Magist\u00e9rio catequ\u00e9tico da Igreja, que aspectos positivos e problem\u00e1ticos se notam na rela\u00e7\u00e3o entre Palavra de Deus e catequese? Como \u00e9 tratada a Palavra de Deus nas diversas formas de catequese (inicia\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o permanente)? D\u00e1-se \u00e0 Palavra de Deus escrita suficiente aten\u00e7\u00e3o e estudo nas comunidades? Se sim, como se o realiza? As diferentes categorias de pessoas (crian\u00e7as, adolescentes, jovens, adultos) como s\u00e3o iniciadas na B\u00edblia? Existem cursos de introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Sagrada Escritura?  5. Palavra de Deus, exegese e teologia  A Palavra de Deus \u00e9 a alma do trabalho exeg\u00e9tico e teol\u00f3gico? Respeita-se adequadamente a sua natureza de Palavra revelada? Uma pr\u00e9-compreens\u00e3o de f\u00e9 anima e apoia a pesquisa cient\u00edfica? Qual \u00e9 a metodologia habitual de aproxima\u00e7\u00e3o ao texto? Qual o papel do dado b\u00edblico na elabora\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica? Existe sensibilidade para a pastoral b\u00edblica na comunidade?  6. Palavra de Deus e vida do crente  Qual \u00e9 o impacto da Sagrada Escritura na vida espiritual do povo de Deus? No clero? Nas pessoas consagradas? Nos fi\u00e9is leigos? Nota-se a atitude de pobreza e confian\u00e7a de Maria do Magnificat? Porque \u00e9 que a busca dos bens materiais estorva a escuta da Palavra de Deus? A Palavra de Deus da Eucaristia e demais celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas revela-se como momento forte ou fraco da comunica\u00e7\u00e3o de f\u00e9? Porque \u00e9 que diversos crist\u00e3os se mostram indiferentes e frios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 B\u00edblia? A Lectio Divina \u00e9 praticada? Em que modalidades? Que factores a favorecem e quais a dificultam?  <b>CAP\u00cdTULO III<\/b> A Palavra de Deus na miss\u00e3o da Igreja  \u201cFoi a Nazar\u00e9, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um s\u00e1bado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isa\u00edas e, ao abrir o livro, encontrou a passagem onde estava escrito: &#8216;O Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a reden\u00e7\u00e3o aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da gra\u00e7a do Senhor&#8217;. Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Come\u00e7ou ent\u00e3o a dizer-lhes: &#8216;Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir\u201d (Lc 4,16-21).  A miss\u00e3o da Igreja \u00e9 proclamar Cristo, a Palavra de Deus feita carne  26. \u201cAlimentar-nos da Palavra, para ser &#8216;servos da Palavra&#8217; na tarefa da evangeliza\u00e7\u00e3o: esta \u00e9, certamente, uma prioridade para a Igreja no in\u00edcio do novo mil\u00e9nio\u201d .[110] Isso exige que se frequente a escola do Mestre, notando que a sua Palavra tem como centro o an\u00fancio do Reino de Deus (cf. Mc 1,14-15) com palavras e obras, com o testemunho da vida e o ensino. O Reino de Deus, que a Palavra de Deus faz germinar, \u00e9 Reino de verdade e de justi\u00e7a, de amor e de paz, oferecido a todos os homens. Pregando a Palavra, a Igreja participa na constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, ilumina a sua din\u00e2mica e prop\u00f5e-no como salva\u00e7\u00e3o do mundo. Anunciar o Reino \u00e9 o Evangelho que deve ser pregado at\u00e9 aos confins da terra (cf. Mt 28,19; Mc 16,15). Esse an\u00fancio e a sua escuta s\u00e3o a prova da autenticidade da f\u00e9.  O \u201cAi de mim, se n\u00e3o anunciar o Evangelho!\u201d (1Cor 9,16) de S\u00e3o Paulo ressoa hoje com particular urg\u00eancia, tornando-se para todos os crist\u00e3os, n\u00e3o uma simples informa\u00e7\u00e3o, mas voca\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o do Evangelho para o mundo. Pois, como diz Jesus, \u201ca seara \u00e9 grande\u201d (Mt 9,37) e diversificada: s\u00e3o tantos os que nunca ouviram o Evangelho, sobretudo nos continentes de \u00c1frica e \u00c1sia; s\u00e3o tamb\u00e9m tantos os que o esqueceram, e tamb\u00e9m tantos os que esperam o seu an\u00fancio.   Na verdade, n\u00e3o faltaram nem faltam dificuldades que obstruem o caminho do povo de Deus na escuta do seu Senhor. Por raz\u00f5es inclusive econ\u00f3micas, sente-se em muitas regi\u00f5es e a falta mesmo material do Texto b\u00edblico, da sua tradu\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o. E h\u00e1 tamb\u00e9m o grande obst\u00e1culo das seitas para uma correcta interpreta\u00e7\u00e3o. Levar a Palavra \u00e9 uma miss\u00e3o importante, que implica um sentir profundo e convicto \u201ccum Ecclesia\u201d .  Um dos primeiros requisitos \u00e9 a confian\u00e7a na for\u00e7a transformadora da Palavra no cora\u00e7\u00e3o de quem a escuta. Com efeito, \u201ca Palavra de Deus \u00e9 viva e realizadora (&#8230;), \u00e9 capaz de distinguir as inten\u00e7\u00f5es e os pensamentos do cora\u00e7\u00e3o\u201d (Heb 4,12). Um segundo requisito, hoje particularmente sentido e cred\u00edvel, \u00e9 anunciar e testemunhar a Palavra de Deus como fonte de convers\u00e3o, de justi\u00e7a, de esperan\u00e7a, de fraternidade e de paz. Um terceiro requisito \u00e9 a franqueza, a coragem, o esp\u00edrito de pobreza, a humildade, a coer\u00eancia, a cordialidade de quem serve a Palavra.  A Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii Nuntiandi de Paulo VI conserva ainda a sua actualidade para uma pedagogia do an\u00fancio, enquanto que a Enc\u00edclica Deus caritas est do Santo Padre Bento XVI p\u00f5e em grande relevo como a caridade est\u00e1 estreitamente ligada ao an\u00fancio da Palavra de Deus e \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos.[111] O facto de receber a Palavra de Deus, que \u00e9 amor, leva a que n\u00e3o seja poss\u00edvel anunciar a Palavra sem uma pr\u00e1tica de amor, no exerc\u00edcio da justi\u00e7a e da caridade. Nessa \u00f3ptica da miss\u00e3o evangelizadora da Palavra de Deus, acena-se aqui, apenas resumidamente, a alguns objectivos e tarefas, a que se deve prestar aten\u00e7\u00e3o, e que se consideram de particular relev\u00e2ncia.[112]   Escreve Santo Agostinho: \u201c\u00c9 fundamental compreender que a plenitude da Lei, ali\u00e1s como de todas as Escrituras divinas, \u00e9 o amor: o amor do Ser de que devemos beneficiar e do ser que \u00e9 chamado a beneficiar dela connosco. \u00c9 para dar-nos a conhecer esse amor e torn\u00e1-lo poss\u00edvel, que a divina Provid\u00eancia criou, para a nossa salva\u00e7\u00e3o, toda a economia temporal&#8230; Quem, portanto, julga ter compreendido as Escrituras ou, ao menos, uma sua parte, sem empenhar-se em construir, atrav\u00e9s da intelig\u00eancia das mesmas, esse d\u00faplice amor de Deus e do pr\u00f3ximo, mostra n\u00e3o as ter ainda compreendido\u201d .[113]   A Palavra de Deus deve estar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de todos em cada tempo  27. A Igreja afirma a sua liberdade de anunciar a Palavra de Deus com a franqueza dos Ap\u00f3stolos (cf. Act 4,13; 28,31) e, ao mesmo tempo, considera \u201cnecess\u00e1rio que os fi\u00e9is tenham amplo acesso \u00e0 Sagrada Escritura\u201d .[114] \u00c9 um requisito para a miss\u00e3o e, hoje, \u00e9 tamb\u00e9m um conte\u00fado fundamental da miss\u00e3o. Apesar da muita insist\u00eancia, h\u00e1 que admitir que a maioria dos crist\u00e3os n\u00e3o tem contacto efectivo e pessoal com a Escritura, e os que o t\u00eam sentem grandes incertezas teol\u00f3gicas e metodol\u00f3gicas a n\u00edvel da comunica\u00e7\u00e3o. O encontro com a B\u00edblia corre o risco de n\u00e3o ser um facto de Igreja, de comunh\u00e3o, mas de estar exposto ao subjectivismo e \u00e0 arbitrariedade, ou de ser reduzido a objecto de devo\u00e7\u00e3o privada, como tantas outras na Igreja. Torna-se indispens\u00e1vel uma promo\u00e7\u00e3o pastoral robusta e cred\u00edvel da Palavra.  Isso implica o recurso a iniciativas espec\u00edficas, como por exemplo, a valoriza\u00e7\u00e3o plena da B\u00edblia nos projectos pastorais e, ao mesmo tempo, um projecto de pastoral b\u00edblica em cada diocese, sob a guia do Bispo, utilizando convenientemente a B\u00edblia, que j\u00e1 est\u00e1 presente nas grandes ac\u00e7\u00f5es da Igreja, e oferecendo oportunas formas de encontro directo, nomeadamente com percursos de lectio divina para os jovens e para os adultos. Ao faz\u00ea-lo, procurar-se-\u00e1 que a comunh\u00e3o entre presb\u00edteros e leigos e, portanto, entre par\u00f3quias, comunidades de vida consagrada e movimentos eclesiais se baseie e se manifeste na Palavra de Deus.  \u00c9 \u00fatil para o efeito um servi\u00e7o espec\u00edfico de apostolado b\u00edblico a n\u00edvel diocesano, metropolitano ou nacional, que difunda a pr\u00e1tica b\u00edblica com oportunos subs\u00eddios,[115] suscite o movimento b\u00edblico entre os leigos, cuide da forma\u00e7\u00e3o dos animadores dos grupos de escuta ou do Evangelho, com particular aten\u00e7\u00e3o aos jovens e propondo itiner\u00e1rios de f\u00e9 com base na Palavra de Deus inclusive aos imigrantes e a quantos vivem em procura.  Recorde-se que \u00e9 desde 1968 que existe e actua a Federa\u00e7\u00e3o B\u00edblica Cat\u00f3lica mundial, institu\u00edda por Paulo VI, ao servi\u00e7o das orienta\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio Vaticano II sobre a Palavra de Deus. S\u00e3o membros dessa Associa\u00e7\u00e3o quase todas as Confer\u00eancias Episcopais e, por isso, ela tem uma ramifica\u00e7\u00e3o de aderentes em todos os continentes. O seu objectivo \u00e9 difundir o texto da B\u00edblia nas diversas l\u00ednguas e, ao mesmo tempo, levar o povo simples a conhecer e a viver o que a mesma ensina, atrav\u00e9s boas tradu\u00e7\u00f5es, que, sob o cuidado pastoral dos Bispos, se possam utilizar na liturgia. Um outro dever da comunidade \u00e9 a difus\u00e3o da B\u00edblia a pre\u00e7os acess\u00edveis.   Al\u00e9m disso, deve dar-se com sapiente equil\u00edbrio largo espa\u00e7o aos m\u00e9todos e \u00e0s novas formas de linguagem e comunica\u00e7\u00e3o na transmiss\u00e3o da Palavra de Deus, como s\u00e3o r\u00e1dio, televis\u00e3o, teatro, cinema, m\u00fasica e can\u00e7\u00f5es, inclusive os novos media, como CD, DVD, internet, etc.[116]  Neste processo de levar ao povo a Palavra de Deus, um papel espec\u00edfico cabe \u00e0s pessoas de vida consagrada. Como sublinha o Vaticano II, \u201ctenham quotidianamente entre m\u00e3os a Sagrada Escritura, para que, na leitura e na medita\u00e7\u00e3o dos Livros Sagrados, aprendam &#8216;a eminente ci\u00eancia de Jesus Cristo'(Fil 3,8)\u201d [117]e encontrem um renovado impulso na sua tarefa de educar e evangelizar sobretudo os pobres, os pequeninos e os \u00faltimos. Para os Padres da Igreja, o texto b\u00edblico deve tornar-se objecto de um quotidiano &#8216;ruminar&#8217;. Quando o homem come\u00e7a a ler as divinas Escrituras \u2013 pensava Santo Ambr\u00f3sio \u2013 Deus volta a passear com ele no para\u00edso terrestre.[118] E Jo\u00e3o Paulo II afirmava: \u201cA Palavra de Deus \u00e9 a primeira fonte de toda a vida espiritual crist\u00e3. Ela sustenta um relacionamento pessoal com o Deus vivo e com a sua vontade salv\u00edfica e santificadora. \u00c9 por isso que a lectio divina, desde o nascimento dos Institutos de vida consagrada e, de modo particular, do monaquismo, foi tida na mais alta considera\u00e7\u00e3o. Por meio dela, a Palavra de Deus \u00e9 transferida na vida, projectando sobre esta a luz da sapi\u00eancia, que \u00e9 dom do Esp\u00edrito\u201d.  A Palavra de Deus, gra\u00e7a de comunh\u00e3o entre os crist\u00e3os  28. Este aspecto deve ser tido como um dos maiores objectivos da pastoral da Igreja. Os dois aspectos essenciais que unem todos os fi\u00e9is em Cristo s\u00e3o, de facto, constitu\u00eddos pela Palavra de Deus e pelo Baptismo. \u00c9 a partir destes dados de facto que o caminho ecum\u00e9nico tem necessidade de prosseguir, enfrentando os desafios com que se depara, em vista daquela unidade plena que s\u00f3 num regresso \u00e0s fontes da Palavra, interpretada \u00e0 luz da Tradi\u00e7\u00e3o eclesial, pode garantir um encontro total com Cristo e com os irm\u00e3os.[120] O discurso de despedida de Jesus no Cen\u00e1culo real\u00e7a fortemente como esta unidade consista no dar um comum testemunho da Palavra do Pai oferecida pelo Senhor (cf. Jo 17,8).   A escuta da Palavra de Deus possui, portanto, uma dimens\u00e3o ecum\u00e9nica que deve ser sempre cuidada. \u00c9 com satisfa\u00e7\u00e3o que se nota como a B\u00edblia seja hoje o maior ponto de encontro para a ora\u00e7\u00e3o e o di\u00e1logo entre as Igrejas e as comunidades eclesiais. Acolhendo as indica\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio Vaticano II, colabora-se na difus\u00e3o do Texto Sagrado com tradu\u00e7\u00f5es ecum\u00e9nicas.[121] Depois do Conc\u00edlio, o Magist\u00e9rio da Igreja deu nesse sentido not\u00e1veis contributos.[122] Da sua atenta leitura e do confronto com as situa\u00e7\u00f5es particulares podem esperar-se indica\u00e7\u00f5es claras e impulsos no caminho da unidade. Afirma o Papa Bento XVI: \u201cA escuta da Palavra de Deus \u00e9 priorit\u00e1ria para o nosso compromisso ecum\u00e9nico. Com efeito, n\u00e3o somos n\u00f3s que realizamos ou organizamos a unidade da Igreja. A Igreja n\u00e3o se faz a si mesma e n\u00e3o vive por si pr\u00f3pria, mas da Palavra criadora que prov\u00e9m da boca de Deus. Ouvir a Palavra de Deus em conjunto; praticar a lectio divina da B\u00edblia, ou seja, a leitura ligada \u00e0 ora\u00e7\u00e3o; deixar-se surpreender pela novidade da Palavra de Deus, que nunca envelhece e jamais se esgota; superar a nossa surdez por aquelas palavras que n\u00e3o concordam com os nossos preconceitos e as nossas opini\u00f5es; ouvir e estudar, na comunh\u00e3o dos fi\u00e9is de todos os tempos; tudo isto constitui um caminho a percorrer para alcan\u00e7ar a unidade na f\u00e9, como resposta \u00e0 escuta da Palavra\u201d.[123]  A Palavra de Deus, luz para o di\u00e1logo inter-religioso  29. Todo este \u00e9 um campo que, embora presente na Igreja em toda a sua hist\u00f3ria, se apresenta hoje com exig\u00eancias novas e tarefas in\u00e9ditas. Cabe \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica aprofundar essa delicada rela\u00e7\u00e3o e da\u00ed tirar as devidas consequ\u00eancias pastorais. Tendo presente quanto at\u00e9 hoje foi dito pelo Magist\u00e9rio da Igreja,[124] recordam-se os seguintes pontos em ordem a uma reflex\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o:  a &#8211; Com o povo judeu  30. Uma peculiar aten\u00e7\u00e3o deve ser dada ao povo judeu. Crist\u00e3os e Judeus s\u00e3o ambos filhos de Abra\u00e3o, radicados na mesma alian\u00e7a, pois Deus, fiel \u00e0s suas promessas, n\u00e3o revogou a primeira alian\u00e7a (cf. Rom 9-11). Confirma Jo\u00e3o Paulo II: \u201cEste povo \u00e9 enviado e guiado por Deus, Criador do c\u00e9u e da terra. A sua exist\u00eancia n\u00e3o \u00e9, portanto, um simples facto de natureza ou de cultura, no sentido em que, atrav\u00e9s da cultura, o homem utiliza os recursos da pr\u00f3pria natureza. Trata-se, pelo contr\u00e1rio, de um facto sobrenatural. Este povo persevera, n\u00e3o obstante tudo, porque \u00e9 o povo da Alian\u00e7a e porque, apesar da infidelidade dos homens, o Senhor \u00e9 fiel \u00e0 sua Alian\u00e7a\u201d .[125] Crist\u00e3os e Judeus partilham grande parte do c\u00e2non b\u00edblico, a que os crist\u00e3os chamam Antigo Testamento. A esse respeito, existe hoje um importante documento da Pontif\u00edcia Comiss\u00e3o B\u00edblica \u2013 O povo judeu e as suas Sagradas Escrituras na B\u00edblia crist\u00e3 [126] \u2013 que leva a reflectir sobre a estreita liga\u00e7\u00e3o de f\u00e9, j\u00e1 assinalada na Dei Verbum.[127] Dois aspectos devem ser particularmente considerados: o contributo original da compreens\u00e3o judaica da B\u00edblia e a supera\u00e7\u00e3o de toda a poss\u00edvel forma de anti-semitismo e anti-juda\u00edsmo.  b &#8211; Com outras religi\u00f5es 31. A Igreja \u00e9 mandada a levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16,15). Ao faz\u00ea-lo, ela encontra o grande n\u00famero de aderentes a outras religi\u00f5es, com os seus livros sagrados e a sua maneira de entender a Palavra de Deus; depara em toda a parte com pessoas que vivem numa situa\u00e7\u00e3o de procura ou simplesmente numa inconsciente espera da &#8216;boa nova&#8217;. Com todos a Igreja se sente devedora da Palavra que salva (cf. Rom 1,14).  Antes de mais, h\u00e1 que recordar que o cristianismo n\u00e3o \u00e9 religi\u00e3o do livro, mas da Palavra de Deus encarnada no Senhor Jesus. Portanto, no confronto da B\u00edblia com os Textos sagrados das outras religi\u00f5es, h\u00e1 que ter aten\u00e7\u00e3o para n\u00e3o cair no sincretismo, em aproxima\u00e7\u00f5es superficiais e em deforma\u00e7\u00f5es da verdade. Uma maior aten\u00e7\u00e3o deve ser prestada \u00e0 pureza da Palavra de Deus, autenticamente interpretada pelo Magist\u00e9rio, diante das numerosas seitas que se servem da B\u00edblia para outros fins e com m\u00e9todos estranhos \u00e0 Igreja.  Em perspectiva positiva, dar-se-\u00e1 aten\u00e7\u00e3o ao conhecimento das religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s e das respectivas culturas, ao discernimento das sementes do Verbo nelas presentes. \u00c9 importante lembrar que a escuta de Deus deve levar a superar toda a forma de viol\u00eancia, para que essa escuta se torne activa no cora\u00e7\u00e3o e nas obras em ordem \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da paz.[128]  A Palavra de Deus, fermento das culturas modernas  32. O encontro da Palavra de Deus d\u00e1-se tamb\u00e9m com as diversas culturas (sistemas de pensamento, ordem \u00e9tica, filosofia de vida, etc.), muitas vezes dominadas por influ\u00eancias econ\u00f3micas e tecnol\u00f3gicas de inspira\u00e7\u00e3o secularista e potenciadas pelo largo servi\u00e7o dos mass-media, donde o nome que lhes d\u00e1 de &#8216;B\u00edblias laicas&#8217;. O di\u00e1logo com elas tornou-se mais do que nunca inevit\u00e1vel, talvez \u00e1spero, mas tamb\u00e9m rico de potencialidades para o an\u00fancio, enquanto rico de pedidos de sentido, que encontram no Senhor uma proposta libertadora.   Isso significa que a Palavra de Deus pede para entrar como fermento num mundo pluralista e secularizado, nos &#8216;are\u00f3pagos modernos&#8217; (cf. At 17,22) da arte, da ci\u00eancia, da pol\u00edtica e da comunica\u00e7\u00e3o, levando \u201ca for\u00e7a do Evangelho ao cora\u00e7\u00e3o da cultura e das culturas\u201d [129], para as purificar, elevar e fazer delas instrumentos do Reino de Deus.  Isto exige uma catequese de Jesus Cristo, \u201cCaminho, Verdade e Vida\u201d (Jo 14,6), feita n\u00e3o com superficialidade, mas com uma adequada prepara\u00e7\u00e3o para o confronto com posi\u00e7\u00f5es alheias, de modo a transparecer a identidade do mist\u00e9rio crist\u00e3o e a sua ben\u00e9fica efic\u00e1cia para todas as pessoas. Num tal contexto, deve dar-se especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 busca da chamada &#8216;hist\u00f3ria dos efeitos'(Wirkungsgeschichte) da B\u00edblia na cultura e no ethos comum, que faz com que, justamente, a chamem e apreciem como o &#8216;grande c\u00f3digo&#8217;, sobretudo no Ocidente.  A Palavra de Deus e a hist\u00f3ria dos homens  33. A Igreja, na sua peregrinante caminhada para o Senhor, tamb\u00e9m \u00e9 consciente de que a Palavra de Deus deve ser lida nos acontecimentos e nos sinais dos tempos, com que Deus Se manifesta na hist\u00f3ria. Diz o Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cA Igreja tem incessantemente o dever de perscrutar os sinais dos tempos e de os interpretar \u00e0 luz do Evangelho, de tal sorte que possa responder, de um modo adequado a cada gera\u00e7\u00e3o, \u00e0s eternas interroga\u00e7\u00f5es dos homens sobre o sentido da vida presente e futura e sobre as suas rela\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas\u201d .[130] Mergulhada nas vicissitudes humanas, a Igreja deve saber \u201cdescobrir nos acontecimentos, nas exig\u00eancias e nos desejos&#8230; quais sejam os verdadeiros sinais da presen\u00e7a ou dos des\u00edgnios de Deus\u201d [131]e, assim, ajudar a humanidade a encontrar o Senhor da hist\u00f3ria e da vida.   Desta maneira, a Palavra que Jesus semeou como semente do Reino, faz o seu percurso na hist\u00f3ria dos homens (cf. 2 Tes 3,1) e, quando Jesus voltar na gl\u00f3ria, ressoar\u00e1 como convite a participar plenamente na alegria do Reino (cf. Mt 25,24). A esta promessa certa, a Igreja responde com uma ardente prece: \u201cMaran\u00e0tha\u201d (1 Cor 16,22), \u201cVem, Senhor Jesus\u201d (Apoc 22,20).  <I>PERGUNTAS<\/I>  Cap\u00edtulo III  1. Anunciar hoje a Palavra de Deus  Olhando para a experi\u00eancia pastoral, o que \u00e9 que favorece e o que \u00e9 que impede a escuta da Palavra de Deus? Podem uma certa inquietude interior, o est\u00edmulo de outros crist\u00e3os&#8230;favorecer a necessidade de renovar a f\u00e9; podem ser-lhe de obst\u00e1culo o secularismo, a prolifera\u00e7\u00e3o de mensagens, os estilos de vida alternativos \u00e0 vis\u00e3o crist\u00e3&#8230;? Que desafios deve hoje enfrentar o an\u00fancio da Palavra de Deus?  2. Largo acesso \u00e0 Escritura  Como corresponde DV 22 \u2013 \u201c\u00e9 necess\u00e1rio que os fi\u00e9is tenham amplo acesso \u00e0 Sagrada Escritura\u201d \u2013 \u00e0 realidade dos factos? Existem estat\u00edsticas, mesmo aproximativas, sobre isso? Pode notar-se um crescimento de escuta pessoal e comunit\u00e1ria da B\u00edblia?  3. A difus\u00e3o da Palavra de Deus  Como \u00e9 organizado o Apostolato b\u00edblico na comunidade diocesana? Existe um programa diocesano? H\u00e1 animadores preparados? \u00c9 conhecida a Federa\u00e7\u00e3o B\u00edblica Cat\u00f3lica? Que formas de encontro da Palavra de Deus (grupos b\u00edblicos ou de escuta, cursos b\u00edblicos, dia da B\u00edblia, Lectio Divina) se prop\u00f5em, e quais as mais frequentadas pelos crist\u00e3os? Existem tradu\u00e7\u00f5es completas ou parciais da B\u00edblia? Como \u00e9 considerada a B\u00edblia na fam\u00edlia? S\u00e3o propostos itiner\u00e1rios b\u00edblicos para as v\u00e1rias idades (crian\u00e7as, adolescentes, jovens, adultos)? Que uso se faz dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social? Que elementos se valorizam?  4. A Palavra de Deus no di\u00e1logo ecum\u00e9nico   O an\u00fancio da Palavra ao mundo de hoje exige um testemunho coerente de vida. Pode-se not\u00e1-lo nos crist\u00e3os de hoje? Como promov\u00ea-lo? No di\u00e1logo ecum\u00e9nico, como assumiram as Igrejas particulares os principais conte\u00fados da Dei Verbum? Existe um interc\u00e2mbio ecum\u00e9nico entre as Igrejas irm\u00e3s sobre a Escritura? Que papel d\u00e3o essas Igrejas \u00e0 Palavra de Deus? Em que formas a encontram? H\u00e1 possibilidade de colaborar com as United Bible Societes (UBS)? H\u00e1 conflitos no uso da B\u00edblia?  5. A Palavra de Deus no di\u00e1logo com o povo judeu  O di\u00e1logo com a religi\u00e3o judaica \u00e9 preferencial? Que formas de encontro sobre a B\u00edblia se desejam? Instrumentaliza-se o texto b\u00edblico para fomentar comportamentos anti-semitas?  6. A Palavra de Deus no di\u00e1logo inter-religioso e inter-cultural  H\u00e1 experi\u00eancias de di\u00e1logo na base da Escritura crist\u00e3 com os que possuem livros sagrados pr\u00f3prios? Como encontram a Palavra de Deus os que n\u00e3o cr\u00eaem na inspira\u00e7\u00e3o da Sagrada Escritura? H\u00e1 uma Palavra de Deus tamb\u00e9m para os que n\u00e3o acreditam em Deus? A B\u00edblia \u00e9 lida tamb\u00e9m na sua qualidade de &#8216;grande c\u00f3digo&#8217;, portador de tantas riquezas universais? H\u00e1 experi\u00eancias de di\u00e1logo inter-cultural no que se refere \u00e0 B\u00edblia? Que fazer para apoiar a comunidade crist\u00e3 perante as seitas?  <B>CONCLUS\u00c3O<\/b>  \u201cA Palavra de Cristo habite em v\u00f3s com abund\u00e2ncia, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros, com toda a sabedoria. E, com salmos, hinos e c\u00e2nticos inspirados, cantai de todo o cora\u00e7\u00e3o a Deus a vossa gratid\u00e3o. E tudo o que fizerdes por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando gra\u00e7as, por Ele, a Deus Pai\u201d (Col 3, 16-17).  A escuta da Palavra de Deus como vida do crente  34. Elemento fundamental para o encontro do homem com Deus \u00e9 a escuta religiosa da Palavra. Vive-se a vida segundo o Esp\u00edrito em propor\u00e7\u00e3o da capacidade de dar espa\u00e7o \u00e0 Palavra, de fazer nascer o Verbo de Deus no cora\u00e7\u00e3o do homem. Com efeito, n\u00e3o \u00e9 o homem que pode penetrar na Palavra de Deus, mas \u00e9 s\u00f3 esta que o pode conquistar e converter, levando-o a descobrir as suas riquezas e os seus segredos, e abrindo-lhe horizontes de sentido, propostas de liberdade e de pleno amadurecimento humano (cf. Ef 4,13). O conhecimento da Sagrada Escritura \u00e9 obra de um carisma ecclesial, que \u00e9 posto nas m\u00e3os dos crentes abertos ao Esp\u00edrito.   Diz S\u00e3o M\u00e1ximo Confessor: \u201cAs palavras de Deus, se simplesmente pronunciadas, n\u00e3o s\u00e3o ouvidas, porque, como voz, n\u00e3o t\u00eam a pr\u00e1tica dos que as pronunciam. Se por\u00e9m s\u00e3o pronunciadas juntamente com a pr\u00e1tica dos mandamentos, t\u00eam o poder, com essa voz, de afastar os dem\u00f3nios e levar os homens a construir o templo divino do cora\u00e7\u00e3o com o progresso nas obras de justi\u00e7a\u201d .[132] \u00c9 quest\u00e3o de abandonar-se ao louvor silencioso do cora\u00e7\u00e3o, num clima de simplicidade e de ora\u00e7\u00e3o adoradora, como Maria, a Virgem da escuta, porque todas as palavras de Deus se resumem e devem ser vividas no amor (cf. Dt 6,5; Jo 13,34-35). Ent\u00e3o, o crente, feito \u201cdisc\u00edpulo\u201d , poder\u00e1 penetrar na \u201cPalavra excelente de Deus\u201d (Heb 6,5), vivendo-a na comunidade eclesial, e anunci\u00e1-la aos de perto e aos de longe, tornando actual o convite de Jesus, Palavra encarnada: \u201co Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho\u201d (Mc 1, 15).    &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; NOTAS [1] Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 2.   [2]Rupertus Abbas Tuitiensis, De operibus Spiritus Sancti, I, 6: SC 131, 72-74.   [3]Cf. Leo XIII, Litt. Enc. Providentissimus Deus (18 novembris 1893): DS 1952 (3293); Benedictus XV, Litt. Enc. Spiritus Paraclitus (15 septembris 1920): AAS 12(1920), 385-422; Pius XII, Litt. Enc. Divino afflante Spiritu (30 septembris 1943): AAS 35(1943), 297-325.   [4]Cf. Synodus Episcoporum, Relatio finalis Synodi episcoporum Exeunte coetu secundo: Ecclesia sub verbo Dei mysteria Christi celebrans pro salute mundi (7 decembris 1985): Enchiridion del Sinodo dei Vescovi, 1, Bologna 2005, 2733-2736.   [5]Benedictus XVI, Ad Conventum Internationalem La Sacra Scrittura nella vita della Chiesa (16 septembris 2005): AAS 97 (2005), 957. Cf. Paulus VI, Epistula Apostolica Summi Dei Verbum (4 novembris 1963): AAS 55 (1963), 979-995; Ioannes Paulus II, Audi\u00eancia Geral (22 maii 1985): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (26 maii 1985), 20; A interpreta\u00e7\u00e3o autentica da Sagrada Escritura (23 aprilis 1993): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (2 maii 1993), 6-7; Benedictus XVI, Angelus (6 novembris 2005): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (12 novembris 2005), 1.   [6]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 21.   [7]S. Hieronymus, Commentarius in Ecclesiasten, 313: CCL 72, 278.   [8]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 22.   [9]Cf. Pontificia Commissio Biblica, Le peuple juif et ses Saintes \u00c9critures dans la Bible chr\u00e9tienne (24 maii 2001): Enchiridion Vaticanum 20, Bologna 2004, pp. 507-835.   [10]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 2.   [11]Ibidem.   [12]Ibidem.   [13]Cf. ibidem.   [14] Missale Romanum, Editio typica tertia, Typis Vaticanis, Citt\u00e0 del Vaticano 2002, Institutio generalis, n. 368.   [15] Paulus VI, Voti e norme per il IV Congresso Nazionale Francese dell&#8217;insegnamento religioso (1-3 aprilis 1964): L&#8217;Osservatore Romano (4 aprilis 1964), 1.   [16]S. Gregorius Magnus, Moralia, 20,63: CCL 143A,1050.   [17] Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 3.   [18] Ephraem, Hymni de paradiso, V, 1-2: SC 137, 71-72.   [19] Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 4.   [20]S. Irenaeus, Adversus Haereses IV, 34, 1: SC 100, 847.   [21]Origenes, In Ioannem V, 5-6: SC 120, 380-384.   [22]Cf. S. Bernardus, Super Missus est, Homilia IV, 11: PL 183, 86.   [23]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 3.   [24] Cf. ibidem, 24.   [25] Cf. ibidem, 4.   [26]Ibidem, 5.   [27]Ibidem.   [28] Cf. ibidem, 2; 5.   [29]Ibidem, 2.   [30]Ibidem, 21.   [31] Isaac de Stella, Serm. 51: PL 194, 1862-1863.1865.   [32] Cf. S. Ambrosius, Evang. secundum Lucam 2, 19: CCL 14, 39.   [33]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 7.   [34] Cf. ibidem, 26.   [35]Ibidem, 8; cf. 21.   [36] Cf. Catechismus Catholicae Ecclesiae, 825.   [37]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 8.   [38]Ibidem, 7.   [39]Ibidem, 10.   [40] Ibidem, 9; cf. Conc. \u0152cum. Trident.: Decretum de libris sacris et de traditionibus recipiendis: DS 1501.   [41] Ibidem, 10.   [42] Ibidem, 8.   [43] Ibidem, 21.   [44] Cf. Catechismus Catholicae Ecclesiae, 120.   [45] Cf. J. Ratzinger, Un tentativo circa il problema del concetto di tradizione: K. Rahner BJ. Ratzinger, Rivelazione e Tradizione, Brescia 2006, 27-73.   [46]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 9; cf. ibidem 24.   [47] Ibidem, 21.   [48] Ibidem, 11.   [49] Cf. Pontificia Commissio Biblica, L&#8217;interpr\u00e9tation de la Bible dans l&#8217;\u00c9glise (15 aprilis 1993), cap. I, C.D.: Enchiridion Vaticanum 13, Bologna 1995, pp. 1555-1733.   [50]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, cc. 3-6.   [51] Ioannes Paulus II, Litt. Enc.Fides et ratio (14 septembris 1998), 13-15: AAS 91(1999), 15-18.   [52] Cf. Pontificia Commissio Biblica, L&#8217;interpr\u00e9tation de la Bible dans l&#8217;\u00c9glise (15 aprilis 1993), cap. I, F: Enchiridion Vaticanum 13, Bologna 1995, pp. 1628-1634.   [53] Cf. ibidem, cap. IV, A.B., pp. 1703-1715.   [54] Cf. Catechismus Catholicae Ecclesiae, 117.   [55]Pontificia Commissio Biblica, L&#8217;interpr\u00e9tation de la Bible dans l&#8217;\u00c9glise(15 aprilis 1993) cap .I: Enchiridion Vaticanum 13, Bologna 1995, pp. 1568-1634.   [56]Conc.\u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 12; cf. Catechismus Catholicae Ecclesiae, 109-114.   [57]Benedictus XVI, Alocu\u00e7\u00e3o aos Bispos da Su\u00ed\u00e7a (7 novembris 2006): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (18 novembris 2006), 5.   [58] Missale Romanum, Ordo lectionum Missae: Editio typica altera, Libreria Editrice Vaticana, Citt\u00e0 del Vaticano 1981: Praenotanda, n. 8.   [59]Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 15-16.   [60]Cf. S. Augustinus, Quaestiones in Heptateucum, 2,73: PL 34, 623; Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 16.   [61]S. Gregorius Magnus, In Ezechielem, I, 6,15: CCL 142, 76.   [62] Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 18-19; Ioannes Paulus II, Audi\u00eancia Geral (22 maii 1985): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (26 maii 1985), 20.   [63]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 1.   [64]Ibidem, 21.   [65] S. Gregorius Magnus, Registrum Epistolarum V, 46, 35: CCL CXL, 339.   [66]Cf.Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 21.   [67]Ibidem.   [68] Cf. Catechismus Catholicae Ecclesiae, 115-119.   [69]Cf. Guigus II Prior Carthusiae, Scala claustralium sive tractatus de modo orandi: PL 184, 475-484.   [70]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 12.   [71]Ibidem, 23.   [72] Missale Romanum, Ordo Lectionum Missae. Editio typica altera: Praenotanda, 9.   [73] PetrusDamascenus, Liber II, vol. III, 159: La Filocalia, vol. 31, Torino 1985, p. 253.   [74]Conc.\u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 21.   [75]Cf. Congregatio Pro Clericis, Directorium generale pro catechesi (15 augusti 1997), 47: Enchiridion Vaticanum 16, Bologna 1999, pp. 663-665.   [76]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de Sacra Liturgia: Sacrosanctum Concilium, 35.   [77] Ibidem, 7.   [78] Ibidem, 24.   [79]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 21.   [80] Ioannes Paulus II, Litt. Ap. Novo Millennio Ineunte (6 Ianuarii 2001), 36: AAS 93 (2001), 291.   [81] Cf. Missale Romanum, Ordo Lectionum Missae: Editio typica altera: Praenotanda.   [82]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 24.   [83] Ioannes Paulus II, Litt. Ap. Novo Millennio Ineunte (6 Ianuarii 2001), 39: AAS 93 (2001), 293.   [84] Cf. CIC can. 762.   [85]Cf. Congregatio Pro Clericis, Directorium generale pro catechesi (15 augusti 1997), pars I, c.II: Enchiridion Vaticanum 16, Bologna 1999, pp. 684-708.   [86] Tenha-se presente, neste ponto, a aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre os exerc\u00edcios devocionais e a Palavra de Deus no Direct\u00f3rio sobre a piedade popular e a liturgia. Princ\u00edpios e orienta\u00e7\u00f5es(9 aprilis 2002)a Congregatione de Cultu Divino et Disciplina Sacramentorum, Libreria Editrice Vaticana, Citt\u00e0 del Vaticano 2002, nn.87-89.   [87]Congregatiopro Clericis, Directorium generale pro catechesi (15 augusti 1997), 127: Enchiridion Vaticanum 16, Bologna 1999, p. 794.   [88] Ibidem.   [89]Ioannes PaulusII, Const. Apost. Fidei Depositum (11 octobris 1992) 4: AAS 86 (1994), 117.   [90]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 24; cf. LeoXIII, Litt. Enc. Providentissimus Deus (18 novembris 1893), Pars II, sub fine: ASS 26(1893-94), 269-292; Benedictus XV, Litt. Enc. Spiritus Paraclitus (15 septembris 1920), Pars III: AAS 12(1920), 385-422.   [91] Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 12; Decretum de activitate missionali Ecclesiae Ad Gentes, 22.   [92]Cf.Conc. \u0152cum. Vat. II, Decretum de Institutione sacerdotali Optatam Totius, 16; CIC can. 252; CCEO can. 350   [93] Ioannes PaulusII, Litt. Enc. Fides et ratio (14 septembris 1998), Pro\u0153mium: AAS 91 (1999), 5.   [94] Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 23.   [95] S. Hieronymus, Comm. in Is.; Prol.: PL 24,17.   [96]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 25.   [97] Ioannes Paulus II, Litt. Ap. Novo Millennio Ineunte (6 Ianuarii 2001), 39: AAS 93 (2001), 293.   [98]Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 25.   [99]S. Augustinus, Enarrat. in Ps 85,7: CCL 39, 1177.   [100]Pontificia Commissio Biblica, L&#8217;interpr\u00e9tation de la Bible dans l&#8217;\u00c9glise (15 aprilis 1993), IV, C.3: Enchiridion Vaticanum 13, Bologna 1995, p. 1725.   [101] Cf. Guigus II Prior Carthusiae, Scala claustralium sive tractatus de modo orandi: PL 184, 475-484.   [102] Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Decretum de Institutione SacerdotaliOptatam Totius, 4; Ioannes Paulus II,Adhort. Ap. Post-syn. Pastores Dabo Vobis (25 martii 1992), 47: AAS 84 (1992), 740-742.   [103] Cf. Benedictus XVI, Incontro con i giovani romani (6 aprilis 2006): L&#8217;Osservatore Romano (7 aprilis 2006), 5; Messaggio per la Giornata Mondiale della Giovent\u00f9 (22 februarii 2006): L&#8217;Osservatore Romano (27-28 februarii 2006), p. 5.   [104]Ioannes Paulus II, Litt. Ap. Novo Millennio Ineunte (6 ianuarii 2001), 39: AAS 93 (2001), 293.   [105] Benedictus XVI, Ad Conventum Internationalem La Sacra Scrittura nella vita della Chiesa (16 septembris 2005): AAS 97 (2005), 957.   [106]Benedictus XVI, Mensagem para a XXI Jornada Mundial da Juventude (22 februarii 2006): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (4 maii 2006), 6.   [107] Benedictus XVI, Ad Conventum Internationalem La Sacra Scrittura nella vita della Chiesa (16 septembris 2005): AAS 97 (2005), 957.   [108] Cf. Ioannes Paulus II, Adhort. Ap. Post-syn. Vita Consecrata (25 martii 1996), 94: AAS 88 (1996), 469-470.   [109] S. Cyprianus, Ad Donatum, 15: CCL IIIA, 12.   [110]Ioannes Paulus II, Litt. Ap. Novo Millennio Ineunte (6 ianuarii 2001), 40: AAS 93 (2001), 294.   [111]Cf. Benedictus XVI, Litt. Enc. Deus caritas est (25 decembris 2005): AAS 98 (2006), 217-252.   [112] Cf. ibidem, 20-25: AAS 98 (2006), 233-237.   [113]S. Augustinus, De doctrina Christiana, I, XXXV, 39; XXXVI,40: PL 34, 34.   [114]Conc.\u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 22; cf. CIC can. 825; CCEO can. 654 e 662 &#8216;1.   [115] Cf. ibidem, 25.   [116] Cf. Congregatio pro Clericis, Directorium generale pro catechesi (15 augusti 1997), 160-162: Enchiridion Vaticanum 16, Bologna 1999, pp. 845-847.   [117]Conc. \u0152cum. Vat. II, Decretum de accomodata renovatione vitae religiosae Perfectae caritatis, 6.   [118]Cf. S. Ambrosius, Epist. 49, 3: PL 16, 1154 B.   [119] Ioannes Paulus II, Adhort. Ap. Post-syn. Vita Consecrata (25 martii 1996), 94: AAS 88(1996), 469.   [120] Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Decretum de Oecumenismo Unitatis Redintegratio, 21.   [121] Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 22.   [122] Cf. Ioannes Paulus II, Litt. Enc. Ut unum sint (25 maii 1995): AAS 87 (1995), 921-982. Videas etiam: Pontificium Consilium ad Unitatem Christianorum Fovendam, Directorium oecumenicum noviter compositum: AAS 85 (1993), 1039-1119.   [123] Benedictus XVI, Allocutio: O mundo espera o testemunho comum dos crist\u00e3os (25 ianuarii 2007): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (3 februarii 2007), 3.   [124] Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Decretum de activitate missionali Ecclesiae Ad Gentes 22; Declaratio de Ecclesiae habitudine ad Religiones non-Christianas Nostra Aetate, 2-4.; Congregatio pro Doctrina Fidei, Declaratio de Iesu Christi Ecclesiae unicitate et universalitate salfivica Dominus Iesus (6 augustii 2000)20-22: AAS 92 (2000), 761-764.   [125] Ioannes Paulus II, Alocu\u00e7\u00e3o aos participantes no encontro de estudo sobre As Ra\u00edzes do Antijuda\u00edsmo (31 octobris 1997): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (8 novembris 1997), 4.   [126] Congregatio pro Doctrina Fidei, Le peuple juif et ses Saintes \u00c9critures dans la Bible chr\u00e9tienne (24 maii 2001): Enchiridion Vaticanum 20, Bologna 2004, pp. 507-835.   [127] Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogmatica de Divina Revelatione Dei Verbum, 14-16.   [128] Cf. Benedictus XVI, Mensagens para o Dia Mundial da Paz: Na verdade, a paz (8 decembris 2005): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (17 decembris 2005), 4; A pessoa humana, cora\u00e7\u00e3o da paz (8 decembris 2006): L&#8217;Osservatore Romano edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas (16 decembris 2006), 6-7.   [129]Ioannes PaulusII, Adhort. Ap. Post-syn Catechesi tradendae (16 octobris 1979), 53: AAS 71(1979), 1320.   [130]Conc.\u0152cum. Vat. II, Const. Pastoralis de Ecclesia in mundo huius temporis Gaudium et Spes, 4.   [131] Ibidem, 11.   [132] S. Maximus Confessor, Capitum theologicorum et oeconomicorum duae centuriae IV, 39: MG 90, 1084.  <b>\u00a9 Copyright 2007 &#8211; Secretaria Geral do S\u00ednodo dos Bispos e Libreria Editrice Vaticana<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lienamenta da XII Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[101,120,295,127,144,154,165,167,191,192,199,206,237,246,292,294,311,326],"class_list":["post-24342","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-africa","tag-bento-xvi","tag-biblia","tag-catequese","tag-concilio-vaticano-ii","tag-crianca","tag-dia-mundial-da-paz","tag-dialogo-inter-religioso","tag-economia","tag-ecumenismo","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-religiosidade-popular","tag-sacramentos","tag-sinodo-dos-bispos","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24342"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24342\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}