{"id":24334,"date":"2007-04-27T11:08:09","date_gmt":"2007-04-27T11:08:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/27\/obra-de-santa-zita\/"},"modified":"2018-03-06T14:17:38","modified_gmt":"2018-03-06T14:17:38","slug":"obra-de-santa-zita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/obra-de-santa-zita\/","title":{"rendered":"Obra de Santa Zita"},"content":{"rendered":"<p>A Obra de Santa Zita (OSZ) foi fundada por Monsenhor Joaquim Alves Br\u00e1s, em 1931, na cidade da Guarda, tomando o nome de Obra de Previd\u00eancia e Forma\u00e7\u00e3o das Criadas (OPFC). Obteve a primeira aprova\u00e7\u00e3o dos seus Estatutos, pelo Bispo da Diocese, em 25 de Abril de 1932, implantando-se, pouco depois, em todo o territ\u00f3rio nacional, onde mant\u00e9m e desenvolve, no conjunto dos seus Sectores, as mais diversas actividades, servi\u00e7os e val\u00eancias.   Depois que passou a ter a sede geral em Lisboa, obteve a aprova\u00e7\u00e3o do Regulamento Geral, por provis\u00e3o de 9 de Julho de 1946 assinada pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, o qual j\u00e1 tinha sido aprovado anteriormente pelo Secret\u00e1rio de Estado da Assist\u00eancia Social, em 21 de Junho do mesmo ano, como consta do Di\u00e1rio do Governo (II S\u00e9rie) de 9 de Julho de 1946.   A Obra de Santa Zita tem a sua sede em Lisboa e exerce a sua ac\u00e7\u00e3o social atrav\u00e9s das v\u00e1rias Casas de Santa Zita, com delega\u00e7\u00f5es em diversos pontos do Pa\u00eds. Hoje, t\u00eam actividades em tr\u00eas \u00e1reas carenciadas: Inf\u00e2ncia, Juventude e Terceira Idade.  Existem 21 casas em pleno funcionamento e em projecto est\u00e1 uma casa-abrigo para mulheres v\u00edtimas da viol\u00eancia dom\u00e9stica e jovens em perigo.  <b>Tra\u00e7os Biogr\u00e1ficos do fundador<\/b> Monsenhor Joaquim Alves Br\u00e1s nasceu a 20 de Mar\u00e7o de 1899, na aldeia de Casegas, concelho da Covilh\u00e3, junto da serra da Estrela. Cresceu num ambiente familiar onde se respirava o amor a Deus e ao pr\u00f3ximo, e onde se vivia uma vida de s\u00e3 conviv\u00eancia, fidelidade e partilha de trabalho, de responsabilidades e deveres, que muito influenciaram a sua educa\u00e7\u00e3o marcada, desde o in\u00edcio, pela pedagogia do exemplo, do ensinamento e da mais salutar exig\u00eancia, a toda a prova. Tal educa\u00e7\u00e3o, imprimiu-lhe, desde muito cedo, tra\u00e7os de um car\u00e1cter firme e decidido, profundamente crente, din\u00e2mico, empreendedor, sacrificado, corajoso e com um grande sentido de justi\u00e7a, de verdade e de caridade, que influenciaram toda a sua vida e ac\u00e7\u00e3o. Em 19 de Novembro de 1917, depois de superadas muitas dificuldades, que lhe advieram sobretudo de uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, que o acometeu e reteve no leito dos 11 aos 14 anos, deu entrada no Semin\u00e1rio do Fund\u00e3o, da Diocese da Guarda, a fim de realizar o grande sonho da sua vida &#8211; ser Padre, ao menos por um ano.  A 19 de Julho de 1925, um ano antes do tempo previsto, recebeu a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal, na capela do Pa\u00e7o Episcopal da Guarda tendo, com a maior alegria, celebrado a sua primeira Missa, logo no dia seguinte &#8211; 20 de Julho. A partir desse dia, pode-se dizer que se abriu um novo cap\u00edtulo na sua vida, cap\u00edtulo esse que foi escrito a letras de oiro e de fogo, que nunca mais se apagaram nem apagar\u00e3o, porque escritas nos cora\u00e7\u00f5es de todos os que, de alguma forma, j\u00e1 beneficiaram da sua ac\u00e7\u00e3o de Bem-fazer. Tendo sido logo nomeado P\u00e1roco da aldeia de Donas, concelho do Fund\u00e3o, exerceu esse cargo, juntamente com o de confessor do Semin\u00e1rio do Fund\u00e3o, com a maior dilig\u00eancia e sabedoria espiritual, durante cinco anos, at\u00e9 que a doen\u00e7a o voltou a visitar, fazendo-o mudar de rumo. Deste modo, em Setembro de 1930, \u00e9 nomeado Director Espiritual do Semin\u00e1rio Maior da Guarda. Sacerdote zeloso e profundamente sens\u00edvel aos problemas da sociedade do seu tempo, nomeadamente a problem\u00e1tica da fam\u00edlia, depressa se apercebeu, nos contactos que fazia, das grandes car\u00eancias e situa\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria que atingiam os mais pobres dos pobres: os famintos de p\u00e3o material, cultural e espiritual. Sempre atento \u00e0 voz do Esp\u00edrito Santo que o marcou com os seus dons e particular carisma, sentiu-se enviado a uma miss\u00e3o, muito concreta, mas de longo alcance.   <b>Ao servi\u00e7o da Fam\u00edlia<\/b> Assim, metendo m\u00e3os ao trabalho, com o olhar e o cora\u00e7\u00e3o sempre fixos em Deus, fundou: &#8211; Em 1931, a Obra de Santa Zita, uma associa\u00e7\u00e3o que visava promover, formar e amparar jovens do sexo feminino que se dedicavam ao servi\u00e7o da fam\u00edlia, como auxiliares ou empregadas dom\u00e9sticas, naquele tempo designadas por criadas de servir, e que \u00e9 hoje, uma Institui\u00e7\u00e3o Particular de Solidariedade Social, de largo alcance neste e noutros campos de forma\u00e7\u00e3o, previd\u00eancia e assist\u00eancia, em prol do apoio aos mais carenciados, na linha da fam\u00edlia.  Em 1933, o Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia &#8211; um Instituto de vida consagrada, cujo carisma e miss\u00e3o \u00e9 o cuidado da santifica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, atrav\u00e9s dos necess\u00e1rios apoios, entre os quais os prestados pelas obras mencionadas de que o Instituto \u00e9 o garante, aos mais diversos n\u00edveis.  Em 1960, os Centros de Coopera\u00e7\u00e3o Familiar e, em 1962, o Movimento por um Lar Crist\u00e3o, que concorrem, de modos diferentes, para o mesmo fim: cooperar com a fam\u00edlia, enquanto c\u00e9lula fundamental da Igreja e da sociedade, na realiza\u00e7\u00e3o da sua sublime voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. No m\u00eas em que fazia 67 anos, cheio de vigor e em plena actividade, morre, v\u00edtima de um acidente de via\u00e7\u00e3o. Era o dia 13 de Mar\u00e7o de 1966. Por tal facto significar, de acordo com a f\u00e9 que ele pr\u00f3prio viveu e transmitiu, a passagem para a verdadeira vida, designam, as referidas obras, este dia, como sendo o \u00abDia do Fundador\u00bb.  O Processo de Beatifica\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em 1990 e j\u00e1 se encontra em Roma, desde 1992, aguardando-se o momento de ser confirmado pela Igreja a heroicidade das suas virtudes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Obra de Santa Zita (OSZ) foi fundada por Monsenhor Joaquim Alves Br\u00e1s, em 1931, na cidade da Guarda, tomando o nome de Obra de Previd\u00eancia e Forma\u00e7\u00e3o das Criadas (OPFC). 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