{"id":243309,"date":"2022-06-07T14:03:02","date_gmt":"2022-06-07T13:03:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=243309"},"modified":"2022-06-08T10:35:11","modified_gmt":"2022-06-08T09:35:11","slug":"a-fome-posta-no-encalco-da-beleza-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-fome-posta-no-encalco-da-beleza-de-deus\/","title":{"rendered":"A fome posta no encal\u00e7o da beleza\u2026 de Deus!"},"content":{"rendered":"<p><em>Ir. Maria Jos\u00e9 Diegues de Oliveira, sfrjs<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/anatomia-fome.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-243379 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/anatomia-fome.jpg\" alt=\"\" width=\"332\" height=\"456\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/anatomia-fome.jpg 332w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/anatomia-fome-189x260.jpg 189w\" sizes=\"(max-width: 332px) 100vw, 332px\" \/><\/a>A prop\u00f3sito da publica\u00e7\u00e3o da obra po\u00e9tica \u201cA Anatomia da Fome\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, na Semana Santa de 2022, partilho algumas reflex\u00f5es sobre o significado deste termo, FOME, com m\u00faltiplas abordagens sem\u00e2nticas, abrindo depois para a apresenta\u00e7\u00e3o de uma figura da nossa hist\u00f3ria recente, um pouco desconhecida, mas que nos pode trazer desafios de medita\u00e7\u00e3o ao modo como orientamos a nossa \u201cfome\u201d: a Ir. Maria de S. Jo\u00e3o Evangelista.<\/p>\n<p>Afinal o que \u00e9 a fome? Ser\u00e1 apenas aquele terr\u00edvel sofrimento que nos consome as entranhas e a pr\u00f3pria vida? Na verdade, sem o sentido da fome inscrito no \u00edmpeto da sobreviv\u00eancia, talvez morr\u00eassemos de inani\u00e7\u00e3o. Na minha perspetiva a fome desenvolve-se espontaneamente, mas vai tocar ou at\u00e9 provocar tr\u00eas realidades que nos movem: o instinto, a vontade e o desejo. Ela pode ser conotada apenas no plano fisiol\u00f3gico, mas vai muito para al\u00e9m dele, at\u00e9 afetar as nossas mo\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es. Os motores da nossa caminhada humana.<\/p>\n<p>O facto de Jesus proclamar felizes os pobres (Mt 5, 3) e os que padecem de algum tipo de car\u00eancia ser\u00e1 apenas um discurso demag\u00f3gico, de consola\u00e7\u00e3o f\u00fatil, ou \u00e9 um programa que nos faz mover no encal\u00e7o da plenitude? Talvez Jesus queira que entendamos a fome como um m\u00f3bil. De facto, a fome pode levar-nos muito longe. E n\u00e3o \u00e9 longe que queremos chegar? Mas a que longe!?<\/p>\n<p>Na Quaresma de 2016, o Pregador da Casa Pontif\u00edcia, Padre Raniero Cantalamessa, desenvolveu algumas catequeses sobre a Constitui\u00e7\u00e3o Sacrosantum Concilium, um documento fundamental do Conc\u00edlio Vaticano II sobre a Liturgia. Na primeira prega\u00e7\u00e3o intitulada \u201cA adora\u00e7\u00e3o em esp\u00edrito e verdade, reflex\u00e3o sobre a Sacrossantum Concilium\u201d o Pe. Cantalamessa salientou alguns aspetos ligados \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, ao culto e \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo na vida da Igreja. Uma cita\u00e7\u00e3o de S. Bas\u00edlio, abriu-me caminhos de reflex\u00e3o: \u201cQual \u00e9 hoje, para n\u00f3s crist\u00e3os, aquela cavidade, aquele lugar, onde possamos refugiar-nos para contemplar e adorar a Deus? \u00c9 o Esp\u00edrito Santo! Quem no-lo disse? Foi o pr\u00f3prio Jesus, que disse: os verdadeiros adoradores adorar\u00e3o o Pai em esp\u00edrito e verdade.\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>A cavidade ou fenda do rochedo est\u00e1 presente em in\u00fameras passagens do Antigo Testamento, todas encaminhadas numa linha de revela\u00e7\u00e3o de Deus e de rela\u00e7\u00e3o amorosa com Ele. Desde o pedido de Mois\u00e9s que deseja ver a Deus e \u00e9 colocado na cavidade do rochedo, at\u00e9 \u00e0 Esposa do C\u00e2ntico dos c\u00e2nticos a quem o Esposo interpela: \u201cMinha pomba, nas fendas do rochedo, no escondido dos penhascos, deixa-me ver o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz. Pois a tua voz \u00e9 doce, e o teu rosto encantador.\u201d (Ct 2,14). As rochas erodem at\u00e9 \u00e0 areia, at\u00e9 ao p\u00f3, e daqui se fazem caminhos, onde um povo saboreia a dor da liberta\u00e7\u00e3o. \u201cDe tanta pedra quebrada, faz-se o caminho no deserto\/ para que, a c\u00e9u aberto, travemos o combate de te conhecer.\/ Doravante, em cada gr\u00e3o de areia que pisar\/ hei de soletrar a passagem da tua formosura.\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>A dureza da rocha \u00e9 vencida pela vara de Mois\u00e9s para dela sair a \u00e1gua que alimentar\u00e1 a travessia deste povo pelo deserto. A rocha que verte \u00e1gua h\u00e1 de ser imagem do peito de Jesus que \u00e9 aberto pela lan\u00e7a para dele sair sangue e tamb\u00e9m \u00e1gua, s\u00edmbolos dos sacramentos.<\/p>\n<p>A cavidade b\u00edblica \u00e9 um espa\u00e7o de teofania, lugar rec\u00f4ndito onde Elias descobre o Deus de Quem fugia, e no Novo Testamento \u00e9 a gruta de Bel\u00e9m e a estalagem de Ema\u00fas, lugares onde nasce o p\u00e3o da Eucaristia; \u00e9 o esconderijo onde se morre com Cristo. A cavidade da rocha \u00e9 o sepulcro\u2026 o de L\u00e1zaro e o de Cristo, n\u00e3o um lugar de morte, mas do processo de gesta\u00e7\u00e3o, ventre da Vida, que remete para o amb\u00e3o nas nossas igrejas, onde Jesus continua a nascer, como revela\u00e7\u00e3o, da Palavra. A cavidade da rocha \u00e9 o lugar onde renascemos no batismo os que fomos sepultados na morte de Cristo, para participar na sua ressurrei\u00e7\u00e3o. \u201cAs fendas dos rochedos s\u00e3o boas para os ninhos!\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>O t\u00edtulo deste livro foi elaborado a partir deste movimento no qual a criatura se prepara para receber a Deus. Como um c\u00e1lice. Tamb\u00e9m aquele c\u00e1lice que Jesus toma na \u00faltima ceia e no qual verte o seu sangue. A criatura despoja-se para gerar um vazio. Mas n\u00e3o \u00e9 o vazio como meta, \u00e9 o vazio como disponibilidade para a Presen\u00e7a, escavando-se at\u00e9 ao ponto de poder dizer com S. Paulo \u201cJ\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo \u00e9 Cristo que vive em mim.\u201d (Gal 2, 20).<\/p>\n<p>Ao proclamar bem-aventurados os pobres, os que t\u00eam fome, os que n\u00e3o se rendem \u00e0s ditaduras de fartura deste mundo, Jesus pede-nos que elaboremos esta cavidade, esta fome, este vazio, este sil\u00eancio para que nos possa envolver e habitar o H\u00f3spede. Foi esta cavidade que Maria engendrou ao aceitar a gesta\u00e7\u00e3o do Verbo, ao fazer-se Sacr\u00e1rio e irradia\u00e7\u00e3o da Vida. O vazio nunca \u00e9 destinado a esgotar a nossa aten\u00e7\u00e3o em n\u00f3s mesmos. Isso seria narcisismo e orgulho. O vazio destina-se a criar espa\u00e7o. Para algu\u00e9m, para Algu\u00e9m!<\/p>\n<p>Ao falar de fome de Deus tamb\u00e9m pod\u00edamos falar de sede. Mas esta \u00e9 mais conotada numa dimens\u00e3o espiritual. A fome leva-nos para um ponto muito material. N\u00e3o s\u00f3 ao n\u00edvel humano, mas tamb\u00e9m espiritual. A espiritualidade tem um corpo, tem a sua solidez. A fome tem algo de palp\u00e1vel, de analis\u00e1vel aos sentidos e, ao n\u00edvel sem\u00e2ntico, leva-nos para diversos sentidos que \u00e9 importante refletir.<\/p>\n<p>Surge aqui a proposta de \u201cdissecar a origem da fome real e descobrir as causas profundas dos apetites humanos, a mec\u00e2nica dos sentimentos, a articula\u00e7\u00e3o dos pensamentos, a morfologia do sentido da vida, a organiza\u00e7\u00e3o dos tecidos espirituais. Aqui se constroem e desmontam a sede e a fome do esp\u00edrito humano. A B\u00edblia e a espiritualidade crist\u00e3 estruturam a coluna vertebral desta observa\u00e7\u00e3o espiritual.\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>A fome \u00e9 um poderoso instrumento de procura. Impele-nos \u00e0 sobreviv\u00eancia. Situa-se entre a morte e a vida. \u00c9 um meio privilegiado para chegar ao outro. Pode ser convertida num manjar de rela\u00e7\u00f5es. A fome desemboca na refei\u00e7\u00e3o que, quando \u00e9 partilhada, se multiplica em sabores. A arte da culin\u00e1ria surge nesta dimens\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o, de proporcionar a afina\u00e7\u00e3o do paladar e combin\u00e1-lo com v\u00e1rios tipos de sabores, os fisiol\u00f3gicos, os humanos e os espirituais.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m um tipo de fome volunt\u00e1ria que importa real\u00e7ar, o jejum, que trabalha o ser humano at\u00e9 ao ponto de o fazer ciente que n\u00e3o se vive \u201cs\u00f3 de p\u00e3o, mas da Palavra que vem da boca de Deus\u201d (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum transforma-se em partilha, ajuda a criar esse espa\u00e7o, essa cavidade para receber o outro na pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Mas se a fome \u00e9 bem-aventurada, como nos diz Jesus, tamb\u00e9m h\u00e1 um aspeto de perversidade dentro deste tema que \u00e9 necess\u00e1rio denunciar: \u00e9 o facto de haver tantos seres humanos no mundo que n\u00e3o t\u00eam acesso aos bens de que a terra \u00e9 pr\u00f3diga e faria chegar para todos. Mas se \u00e9 t\u00e3o mau ser sujeito a uma fome injusta tamb\u00e9m \u00e9 muito mau n\u00e3o sentir fome. Al\u00e9m da falta de alimento, que tem de se denunciar, h\u00e1 tamb\u00e9m uma falta de fome que nos empurra para o comodismo e para a indiferen\u00e7a. Temos no mundo o s\u00e9rio problema da fome, mas talvez n\u00e3o seja menos problema o facto de muitas pessoas n\u00e3o sentirem fome, de estarem satisfeitas, refasteladas nas suas seguran\u00e7as, sem fome dos outros, sem fome de Deus. Sem precisarem dos outros, sem precisarem de Deus.<\/p>\n<p>Muitos dos nossos contempor\u00e2neos n\u00e3o t\u00eam ou deixaram de sentir necessidade de salva\u00e7\u00e3o, como se tivessem neste mundo uma morada permanente, que podem controlar com um certo esfor\u00e7o humano ou manobras mais ou menos inteligentes. Deixar de almejar mais, deixar de haver um bem melhor no horizonte pode ser a maior desgra\u00e7a de um ser humano. E quem imagina o C\u00e9u como uma instala\u00e7\u00e3o num outro lugar, \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a das condi\u00e7\u00f5es de conforto deste mundo, que pode esperar de um Deus que supera sempre a nossa expectativa?! \u201cLeva-me, meu Amor,\/ esconde-me na largura do teu anseio,\/ s\u00f3 me entenderei na amplid\u00e3o do teu pensamento\/ s\u00f3 sobreviverei na profundidade da tua vis\u00e3o.\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>Talvez muitos dos problemas sociais s\u00e3o devidos ao facto de que muitos de n\u00f3s deixaram de ter fome, ou talvez tenham esmorecido a consci\u00eancia de que somos seres famintos e que podemos e devemos esperar mais de Deus, \u201cmuito al\u00e9m dos nossos m\u00e9ritos e desejos\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. \u00c9 doentia a sociedade em que as pessoas chegam a um ponto em que n\u00e3o precisam das outras, em que se sentem autorizadas a levar uma vida independente e solit\u00e1ria, construindo ilhas, ficando gradeadas nas suas defesas, numa desconfian\u00e7a militarizada.<\/p>\n<p>Jesus apela \u00e0 fome e \u00e0 sede de justi\u00e7a e elogia a pobreza. Ser\u00e1 desmancha prazeres este Jesus, que nos parece desencorajar ou at\u00e9 proibir os prazeres da vida? E, no entanto, h\u00e1 uma fome que n\u00e3o conseguimos apagar, mesmo com os nossos esfor\u00e7os, mesmo que a confundamos com os apetites mais diversos. Este livro tem tamb\u00e9m como objetivo ajudar-nos a conhecer a fome que vive dentro de n\u00f3s, e que deve ser evangelizada. E qual \u00e9, no fundo, esta fome? \u00c9 mister descobrir que somos seres famintos de Deus, mesmo por detr\u00e1s das capas das nossas ambi\u00e7\u00f5es, que muitas vezes nos podem levar por sendas absurdas ou insensatas.<\/p>\n<p>Alzira da Concei\u00e7\u00e3o Sobrinho (1888-1982), natural da aldeia de Pereira, Mirandela, viveu toda a sua vida, uma intensa paix\u00e3o por Jesus Eucaristia. Tamb\u00e9m foi uma inspiradora deste livro, como faminta de Deus. A sua fome situava-se dentro da perce\u00e7\u00e3o de um Deus presente, com um Corpo, o Corpo Eucar\u00edstico. Por isso, mais que uma fome espiritual, ela ambicionava conservar-se na Presen\u00e7a f\u00edsica de Jesus, na sua presen\u00e7a Eucar\u00edstica onde acreditava estar realmente em Corpo, Alma e Divindade. E era um desejo impetuoso e vital: \u201cJesus meu querido Esposo da minha alma e cora\u00e7\u00e3o, \u00e9s a vida, sem ti n\u00e3o posso viver!\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m de O querer comungar e fazer-se um com Ele no Sacramento do seu Corpo e Sangue, ela desejava retribuir a presen\u00e7a, em louvor e adora\u00e7\u00e3o \u00c0quele que, por amor ficou no Sacr\u00e1rio \u201cprisioneiro\u201d, como ela o entendia, n\u00e3o podendo tolerar que n\u00e3o fosse continuamente reconhecido, reverenciado e adorado. Para tal ela percebia de Jesus o pedido para que os verdadeiros sacr\u00e1rios fossem as pessoas vivas. Ela quis tornar-se esse sacr\u00e1rio e, num tempo em que era impens\u00e1vel que uma H\u00f3stia Consagrada pudesse ser manuseada por uma mulher, Jesus concede-lhe o milagre dessa presen\u00e7a. Provada de m\u00faltiplas formas, Jesus manifestou, por diversas vezes, que se queria fazer presente, junto daquela que tanto desejava a sua presen\u00e7a: \u201ca minha fome por Jesus era das mais devoradoras, pois a saudade me matava!\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>No dia 10 de junho de 2022, passam 40 anos do falecimento desta mulher. Nesse ano ocorria \u00e0 data, a celebra\u00e7\u00e3o da Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue do Senhor, a festa dos seus encantos. Neste ano de 2022, vai ser realizada uma Jornada de Espiritualidade Eucar\u00edstica que quer fazer salientar a originalidade da mensagem de Jesus que por ela foi veiculada e que hoje est\u00e1 viva e atuante na Congrega\u00e7\u00e3o cuja funda\u00e7\u00e3o ela inspirou e no Movimento Eucar\u00edstico de Leigos que partilha desta espiritualidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_243378\" aria-describedby=\"caption-attachment-243378\" style=\"width: 299px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Ir-S-Joao.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-243378\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Ir-S-Joao.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Ir-S-Joao.jpg 542w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Ir-S-Joao-186x260.jpg 186w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Ir-S-Joao-480x672.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-243378\" class=\"wp-caption-text\">Ir. Maria de S. Jo\u00e3o Evangelista<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os muitos manuscritos da Ir. Maria de S. Jo\u00e3o (Alzira da Concei\u00e7\u00e3o Sobrinho, tamb\u00e9m conhecida por Alzirinha) que o Arquivo da Congrega\u00e7\u00e3o guarda atestam uma mensagem que Jesus quer revelar ainda hoje e que se situa no \u00e2mbito do reconhecimento da sua presen\u00e7a Eucar\u00edstica, uma \u201cpresen\u00e7a muito especial, que \u2013 para usar palavras de Paulo VI \u2013 \u00abchama-se \u201creal\u201d, n\u00e3o a t\u00edtulo exclusivo como se as outras presen\u00e7as n\u00e3o fossem \u201creais\u201d, mas por excel\u00eancia, porque \u00e9 substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem\u00bb.\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>Se a fome descontrolada \u00e9 um perigo, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 menos verdade que \u00e9 a fome que nos faz progredir e caminhar, lutar pelo bem melhor. Como s\u00e3o felizes os que a orientam para a Beleza, para Deus\u2026 A \u201cfelicidade \u00e9 vazia\u201d!<\/p>\n<p><em>Ir. Maria Jos\u00e9 Oliveira,<\/em><br \/>\n<em>Congrega\u00e7\u00e3o das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado.<\/em><\/p>\n<p>___________<br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> OLIVEIRA Maria Jos\u00e9 Diegues, A Anatomia da Fome, Ed. Paulinas, 2022<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> S. Bas\u00edlio, De Spiritu Sancto, XXVI, 62.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Do poema \u201cA cavidade do rochedo\u201d in A Anatomia da Fome, Ed. Paulinas, 2022, p.59<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Do poema \u201cNascentes de voos\u201d in A Anatomia da Fome, Ed. Paulinas, 2022, p.52<br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> D. Carlos Moreira Azevedo, Pref\u00e1cio A Anatomia da Fome, Ed. Paulinas, 2022, p.52<br \/>\n<a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Do poema \u201cFome do C\u00e9u\u201d in A Anatomia da Fome, Ed. Paulinas, 2022, p. 68<br \/>\n<a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Missal Romano, Ora\u00e7\u00e3o coleta do XXVII Domingo do Tempo Comum<br \/>\n<a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Alzira da Concei\u00e7\u00e3o Sobrinho, Acto de peti\u00e7\u00e3o ao Ssmo Sacramento, 22-10-1916<br \/>\n<a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Alzira da Concei\u00e7\u00e3o Sobrinho, Apontamentos particulares de consci\u00eancia, II<br \/>\n<a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> S. Jo\u00e3o Paulo II, in Ecclesia de Eucharistia, 15<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ir. 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