{"id":2422,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/feliz-a-familia-que-ama-os-seus-idosos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"feliz-a-familia-que-ama-os-seus-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/feliz-a-familia-que-ama-os-seus-idosos\/","title":{"rendered":"Feliz a fam\u00edlia que ama os seus idosos"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 muita gente com idade avan\u00e7ada que \u00e9 amada e acarinhada e, por isso mesmo, se sente feliz e \u00fatil, n\u00e3o pelo trabalho que ainda realiza, mas por ser uma presen\u00e7a congregadora no meio dos seus e uma refer\u00eancia enriquecedora para as gera\u00e7\u00f5es dos mais novos, quando estes a sabem apreciar e agradecer. No patrim\u00f3nio de uma fam\u00edlia, os mais idosos representam uma parte importante e valiosa para aqueles que ainda n\u00e3o deixaram subverter os verdadeiros valores da vida. Em texto recente, caiu-me debaixo dos olhos esta palavra de Teresa de Calcut\u00e1: &#8220;a maior mis\u00e9ria deste mundo reside muitas vezes no abandono e no desamparo dos velhos.&#8221; No mesmo texto se acrescentava que Simone de Beauvoir, a famosa feminista que foi companheira de Sartre, apesar de estar no outro hemisf\u00e9rio do pensamento da religiosa, coincidia na mesma opini\u00e3o. Uma sociedade que n\u00e3o ama nem respeita os seus mais velhos \u00e9 uma sociedade desumanizada, sem alma, sem futuro.  Nada do que n\u00f3s desfrutamos e nos vem de longe apareceu ou chegou at\u00e9 n\u00f3s por acaso. O que nos foi chegando e perdura \u00e9, frequentemente, mais fruto do trabalho, da dedica\u00e7\u00e3o, do amor, com muitos sacrif\u00edcios e lutas pelo meio, daqueles que nos precederam, que do nosso trabalho e engenho pessoal.  Saborear a alegria de viver, ainda que com as limita\u00e7\u00f5es que a idade imp\u00f5e, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem se estar rodeado de um ambiente de amor e gratid\u00e3o, de apre\u00e7o e estima. Na recta final da vida, j\u00e1 muita coisa se dispensa, n\u00e3o por\u00e9m o sentir-se amado e acarinhado. \u00c9 uma desola\u00e7\u00e3o o que, por vezes, se v\u00ea em lares de idosos, quando os familiares mais pr\u00f3ximos de h\u00e1 muito os esqueceram ou v\u00eam, de longe em longe, como que contrariados ou a dizer-lhes coisas que n\u00e3o os convencem. H\u00e1 gente que parece guardar, para depois da morte, aquilo que s\u00f3 tinha sentido quando saboreado e apreciado em vida. As muitas iniciativas e solu\u00e7\u00f5es de apoio social que se v\u00e3o multiplicando, porque tamb\u00e9m a sociedade deve aos mais velhos, n\u00e3o podem dispensar a fam\u00edlia da d\u00edvida nunca paga, que \u00e9 a do amor aos seus pais e av\u00f3s. O mesmo acontece com os muitos e dedicados volunt\u00e1rios, fi\u00e9is \u00e0 sua visita aos doentes e aos idosos mais s\u00f3s da comunidade. Os idosos s\u00e3o, at\u00e9 ao fim, deposit\u00e1rios de uma pequena riqueza, como que um den\u00e1rio, que n\u00e3o se pode enterrar nem menosprezar, porque toda a riqueza pode ser rent\u00e1vel. Felizes os que t\u00eam consci\u00eancia disso e encontram na sua vida quem os estimule a continuarem \u00fateis e felizes.  Ant\u00f3nio Marcelino <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muita gente com idade avan\u00e7ada que \u00e9 amada e acarinhada e, por isso mesmo, se sente feliz e \u00fatil, n\u00e3o pelo trabalho que ainda realiza, mas por ser uma presen\u00e7a congregadora no meio dos seus e uma refer\u00eancia enriquecedora para as gera\u00e7\u00f5es dos mais novos, quando estes a sabem apreciar e agradecer. 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