{"id":242194,"date":"2022-05-28T09:00:17","date_gmt":"2022-05-28T08:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=242194"},"modified":"2022-05-27T23:23:43","modified_gmt":"2022-05-27T22:23:43","slug":"religioes-em-dialogo-nos-media-ha-25-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/religioes-em-dialogo-nos-media-ha-25-anos\/","title":{"rendered":"Religi\u00f5es em di\u00e1logo nos media h\u00e1 25 anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Paulo Rocha, Ag\u00eancia Ecclesia<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/paulorocha2016.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-90469 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/paulorocha2016-300x213.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/paulorocha2016-300x213.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/paulorocha2016-768x545.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/paulorocha2016-400x284.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/paulorocha2016.jpg 980w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 um projeto na televis\u00e3o e na r\u00e1dio em Portugal que n\u00e3o figura entre \u201cos mais vistos\u201d e raramente alimenta coment\u00e1rios emotivos nas redes sociais ou grupos de discuss\u00e3o \u201cdigital\u201d. Mas, acredito, tem um papel principal na cultura de di\u00e1logo inter-religioso e na promo\u00e7\u00e3o do conhecimento do diferente, tamb\u00e9m em contexto crente. O programa \u201cA F\u00e9 dos Homens\u201d est\u00e1 em antena h\u00e1 25 anos e, no contexto do Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais deste ano, \u00e9 oportuno evocar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Foi no dia 16 de maio de 1997 que se selou um acordo entre 13 confiss\u00f5es religiosas e a RTP. O dia celebrou um di\u00e1logo entre comunidades e o operador de servi\u00e7o p\u00fablico de r\u00e1dio e televis\u00e3o, onde deixaram a sua assinatura representantes da Alian\u00e7a Evang\u00e9lica Portuguesa, Comunidade Baha\u2019i de Portugal, Comunidade Hindu de Portugal, Comunidade Isl\u00e2mica de Lisboa, Comunidade Israelita de Portugal, Igreja Apost\u00f3lica Cat\u00f3lica Ortodoxa, Igreja Cat\u00f3lica Apost\u00f3lica Romana, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos \u00daltimos Dias, Uni\u00e3o Portuguesa dos Adventistas do S\u00e9timo Dia, Conselho Portugu\u00eas de Igrejas Crist\u00e3s, Igreja Cat\u00f3lica Ortodoxa, Igreja da Ci\u00eancia Crist\u00e3 e Igreja Velho Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Quatro meses depois, a meio do m\u00eas de setembro de 1997, iniciavam as emiss\u00f5es do programa \u201cA F\u00e9 dos Homens\u201d na RTP2, de segunda a sexta-feira, pelas 18h30. Bastante tempo depois, no dia 1 de setembro de 2009, o projeto chegava \u00e0 Antena 1, com o mesmo nome.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O que se v\u00ea e ouve em antena, tanto no operador de servi\u00e7o p\u00fablico de r\u00e1dio como de televis\u00e3o, \u00e9 uma parte do alcance deste projeto. De facto, antes das emiss\u00f5es, foi necess\u00e1rio fomentar uma aproxima\u00e7\u00e3o entre diferentes confiss\u00f5es e comunidades religiosas para construir um projeto em conjunto, desde os seus fundamentos, no planeamento e depois na sua implementa\u00e7\u00e3o, ao longo destes 25 anos: porque o di\u00e1logo com a RTP \u00e9 permanente, a participa\u00e7\u00e3o de confiss\u00f5es e comunidades religiosas vai sofrendo altera\u00e7\u00f5es e as adequa\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o aos recursos dispon\u00edveis um constante desafio. E tudo isto \u00e9 tratado em conjunto, em di\u00e1logo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O projeto nasceu com homens e mulheres que, antes de tudo, cultivaram amizades aut\u00eanticas. Ant\u00f3nio Rego, Dias Bravo, M\u00e1rio Mota Marques, Esther Mucznik, Mohamed Abed s\u00e3o alguns dos protagonistas de uma nova era no di\u00e1logo entre confiss\u00f5es religiosas, que a comunica\u00e7\u00e3o social ajudou a consolidar. Di\u00e1logo que acontecia tanto nas emiss\u00f5es de cada programa, como nos encontros de planifica\u00e7\u00e3o conjunta, que eram tamb\u00e9m uma ocasi\u00e3o de partilha de tradi\u00e7\u00f5es, religiosas ou gastron\u00f3micas. Nessas d\u00e9cadas iniciais, como nas atuais&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-229310 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fedoshomens.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Os 25 anos de emiss\u00e3o coincidem com uma proposta de altera\u00e7\u00e3o de grelha na Antena 1: toda a programa\u00e7\u00e3o da r\u00e1dio foi alterada, o que implicou adequar tamb\u00e9m, o formato de \u201cA F\u00e9 dos Homens\u201d \u00e0 nova l\u00f3gica implementada pela esta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico. Diante desse desafio, as confiss\u00f5es religiosas quiseram dar mais um sinal de que o projeto \u00e9 de di\u00e1logo efetivo entre as confiss\u00f5es participantes. E surgiu a ideia de, para al\u00e9m de coexistirem lado a lado nas emiss\u00f5es de r\u00e1dio, criarem um espa\u00e7o de di\u00e1logo efetivo, sobre temas que a todas interessam. Assim, o programa da primeira quinta-feira de cada m\u00eas n\u00e3o se reparte entre v\u00e1rias confiss\u00f5es religiosas, mas \u00e9 de todas, em di\u00e1logo, num encontro permanente em torno de temas que, na inspira\u00e7\u00e3o de cada tradi\u00e7\u00e3o religiosa, se reflete na constru\u00e7\u00e3o do bem comum. Demos-lhe o nome de \u201cDi\u00e1logos\u201d porque se trata, de facto, de dialogo permanente entre mais de uma dezena de comunidades e confiss\u00f5es religiosas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Como toda a comunica\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m a que se ocupa do tema \u201creligi\u00e3o\u201d tem de se recriar em cada tempo com novas estrat\u00e9gias, novos protagonistas e criatividade permanente&#8230; N\u00e3o para construir mensagens por conveni\u00eancia, mas para descobrir a energia e a surpresa das mensagens que mudaram a humanidade, contando-a atrav\u00e9s da hist\u00f3ria de tantas mulheres e tantos homens, em cada gera\u00e7\u00e3o. E parece-me que este \u00e9 o prop\u00f3sito principal de todos os projetos medi\u00e1ticos, adequados a cada tempo, na gram\u00e1tica de cada meio. Depois, o que diz respeito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre factos que implicam pessoas ou organiza\u00e7\u00f5es religiosas, sobretudo nas suas lideran\u00e7as, apenas tem em duas carater\u00edsticas a possibilidade de sobreviver, n\u00e3o s\u00f3 no ambiente medi\u00e1tico mas sobretudo no religioso: verdade e transpar\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A presen\u00e7a inter-religiosa nos media emergiu naturalmente na hist\u00f3ria da comunica\u00e7\u00e3o social em Portugal, com reflexos naturalmente positivos em toda a sociedade. Tempos houve em que projetos pessoais ou institucionais na imprensa foram a f\u00f3rmula para chegar \u00e0 comunidade, noutros a r\u00e1dio teve um papel fundamental e tentativas passaram tamb\u00e9m pela televis\u00e3o. Projetos que coexistiram e coexistem, sem fechar as din\u00e2micas da comunica\u00e7\u00e3o \u00e0s vagas que a determinam, em cada tempo, e que mostram criatividade permanente, capacidade de recriar estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o que permitam a inscri\u00e7\u00e3o na sociedade e sobretudo chegar a todos os p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na atualidade, cresce a necessidade de deitar m\u00e3o a uma nova media\u00e7\u00e3o entre os factos e os leitores\/ouvintes\/telespectadores, que n\u00e3o passa s\u00f3 pelo jornalismo, mas \u00e9 muitas vezes confiada a assessorias, com um quadro normativo pr\u00f3prio e que cruza as din\u00e2micas de comunica\u00e7\u00e3o com estat\u00edsticas, sondagens ou indicadores comerciais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Novos desafios que \u00e9 necess\u00e1rio assumir para a comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m do tema \u201creligi\u00e3o\u201d, nomeadamente na Igreja Cat\u00f3lica, na evid\u00eancia de que a narrativa com garantias dadas tem 2000 anos e teve na sua origem mestres da comunica\u00e7\u00e3o. Basta seguir o exemplo de quatro autores!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Rocha, Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":90469,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[140,167],"class_list":["post-242194","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-comunicacoes-sociais","tag-dialogo-inter-religioso"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=242194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242194\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90469"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=242194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=242194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=242194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}