{"id":241844,"date":"2022-05-25T12:35:46","date_gmt":"2022-05-25T11:35:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=241844"},"modified":"2022-05-27T00:43:45","modified_gmt":"2022-05-26T23:43:45","slug":"igreja-do-lugar-do-privilegiado-ate-a-criacao-de-refugio-para-o-outro-a-intervencao-de-ines-espada-vieira-na-construcao-plural-que-e-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-do-lugar-do-privilegiado-ate-a-criacao-de-refugio-para-o-outro-a-intervencao-de-ines-espada-vieira-na-construcao-plural-que-e-o-mundo\/","title":{"rendered":"Igreja: Do lugar do privilegiado at\u00e9 \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de \u00abref\u00fagio\u00bb para o outro \u2013 a interven\u00e7\u00e3o de In\u00eas Espada Vieira na constru\u00e7\u00e3o \u00abplural\u00bb que \u00e9 o mundo"},"content":{"rendered":"<p><em>Professora da UCP recorda o batismo aos 11 anos, o primeiro encontro em Taiz\u00e9, o mundo aberto pela experi\u00eancia de Erasmus e o seu lugar na comunidade de S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_241751\" aria-describedby=\"caption-attachment-241751\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-241751 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ines-espada-vieira2.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-241751\" class=\"wp-caption-text\">foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 25 mai 2022 (Ecclesia) \u2013 In\u00eas Espada Vieira, professora da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP) e vice-presidente do Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3 (CRC), indica a import\u00e2ncia de espa\u00e7os \u201clivres e plurais\u201d na Igreja, e explica que o encontro entre diferentes sensibilidades ganha quando se estabelece \u201cdi\u00e1logo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cLivre e plural. Esse \u00e9 o sonho da Igreja e que ajudo a construir no Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3. N\u00e3o h\u00e1 nada imposto, todos temos uma voz. Naturalmente parte de uma abertura, de experi\u00eancias de vanguarda na posi\u00e7\u00e3o de homens e mulheres na Igreja, no modo como entendem a rela\u00e7\u00e3o dos religiosos com os leigos, da maneira de estar no mundo, (com) os cat\u00f3licos presentes assumidamente na vida p\u00fablica, sem serem todos iguais. \u00c9 no di\u00e1logo que nos fazemos, n\u00f3s sociedade e n\u00f3s indiv\u00edduos. N\u00e3o h\u00e1 outra forma, \u00e9 sempre pensando em rela\u00e7\u00e3o\u201d, explica a docente de L\u00edngua Portuguesa na Faculdade de Ci\u00eancias Humanas, da UCP.<\/p>\n<p>Pertencer ao CRC \u201c\u00e9 um privil\u00e9gio absoluto\u201d para In\u00eas Espada Vieira, que fala numa &#8220;esp\u00e9cie de gasolina para o motor\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO CRC \u00e9 um lugar de liberdade, de pluralidade, de vitalidade, de di\u00e1logo entre gera\u00e7\u00f5es, de questionamentos, de andar para a frente e para tr\u00e1s, \u00e0 procura da melhor vers\u00e3o de n\u00f3s\u201d, indica.<\/p>\n<p>In\u00eas Espada Vieira, nascida em 1975, reconhece-se \u201cfilha da madrugada\u201d e assume este seu \u201ccontexto\u201d, \u201cn\u00e3o como um peso\u201d, mas como uma \u201ccapacidade de a\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 das coisas mais bonitas sentir que sou filha da madrugada. \u00c9 de uma esperan\u00e7a, \u00e9 a melhor coisa que nos aconteceu na hist\u00f3ria recente n\u00e3o s\u00f3 porque abre para a transi\u00e7\u00e3o o regime que hoje temos, mas porque \u00e9 de verdadeiramente um dia inteiro e limpo. A responsabilidade n\u00e3o pode ser um peso, porque os pesos embotam a nossa vontade, mas antes uma consci\u00eancia das possibilidades, do que podemos fazer\u201d, assume.<\/p>\n<p>O contexto familiar, com o pai jornalista e a m\u00e3e professora, fizeram In\u00eas Espada Vieira crescer com \u201clivros em casa\u201d, facto que sublinha porque hoje, como professora, sabe que h\u00e1 casas onde n\u00e3o existem livros, e que esta possibilidade a ajudou a ir escolhendo caminhos.<\/p>\n<blockquote><p>Nunca pensei no que queria fazer, mas numa reda\u00e7\u00e3o do segundo ano, eu falava em ser professora ou lavadeira. Eu fui sendo coisas, nunca escolhi o fim mas os caminhos: a universidade, o curso, uma disciplina. Fui sempre vivendo cada momento, e a minha consci\u00eancia \u00e9 que podemos ser felizes com muitas alternativas. Mas \u00e9 preciso sorte e reconhecer o lugar do privilegiado. H\u00e1 pessoas com lutas que n\u00e3o imaginamos\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Na procura de dar resposta ao reconhecimento \u201cdo lugar do privilegiado\u201d, e \u201cnuma clara resposta ao que o Papa Francisco disse em Lampedusa\u201d, In\u00eas Espada Vieira envolveu-se no acolhimento aos refugiados, tendo sido respons\u00e1vel na par\u00f3quia de S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino, em Lisboa, por esse trabalho, e na Comiss\u00e3o Executiva da Plataforma de Acolhimento aos Refugiados (PAR).<\/p>\n<p>\u201cAcolher ou n\u00e3o acolher refugiados n\u00e3o depende se a pessoa merece ou n\u00e3o. O nosso lado humanit\u00e1rio e a solidariedade n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim. A experi\u00eancia de acolhimento de refugiados na par\u00f3quia de S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino foi uma mudan\u00e7a de vida. H\u00e1 um sofrimento no outro que tentamos apaziguar, consolar, mas h\u00e1 um lugar onde n\u00e3o chegamos. E ficamos n\u00f3s a sofrer com esta nossa incapacidade, temos de a aceitar\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>A professora universit\u00e1ria explica que tem refletido sobre \u201cexilio, desterro, desenraizamento\u201d e afirma que a educa\u00e7\u00e3o deve ser a chave para entender a dimens\u00e3o do outro.<\/p>\n<blockquote><p>O que podemos fazer passa pela educa\u00e7\u00e3o nas comunidades para o acolhimento, nas pessoas, partilhar experiencias, e exigir do Estado que n\u00e3o seja apenas os bra\u00e7os abertos do in\u00edcio mas que esteja na linha da frente, proporcionando possibilidade de vida, sabendo que ningu\u00e9m come\u00e7a a vida se n\u00e3o tiver um ch\u00e3o e um teto, que se chama ref\u00fagio\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>In\u00eas Espada Vieira afirma-se ainda uma filha da escola p\u00fablica, contexto que lhe deu diversidade entre colegas e professores.<\/p>\n<p>\u201cEra um espa\u00e7o plural e em constru\u00e7\u00e3o, e que me mostrava \u2013 como acho que mostra hoje \u2013 as diferen\u00e7as dos nossos professores. \u00c9 nesta variedade que deve prosseguir nos dias de hoje. Pais, cidad\u00e3os, professores, devemos viver desta riqueza e n\u00e3o ter medo de discordarmos\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>A conversa com In\u00eas Espada Vieira pode ser acompanhada esta madrugada, pouco depois da meia-noite, no programa Ecclesia na <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/radio\/\">Antena 1<\/a> e escutada, posteriormente, no portal de informa\u00e7\u00e3o ou em formato <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/0jaZQ0iEaxdmhg0rDZD8Be\">podcast<\/a>.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professora da UCP recorda o batismo aos 11 anos, o primeiro encontro em Taiz\u00e9, o mundo aberto pela experi\u00eancia de Erasmus e o seu lugar na comunidade de S\u00e3o Tom\u00e1s de 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