{"id":241688,"date":"2022-05-24T10:09:37","date_gmt":"2022-05-24T09:09:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=241688"},"modified":"2022-05-24T10:24:13","modified_gmt":"2022-05-24T09:24:13","slug":"a-cruz-escondida-186","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-186\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>UCR\u00c2NIA: Padre brasileiro acolhe dezenas de refugiados em Kiev<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ACN-20220328-126183..jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-241691\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ACN-20220328-126183..jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ACN-20220328-126183..jpg 900w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ACN-20220328-126183.-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ACN-20220328-126183.-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ACN-20220328-126183.-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ACN-20220328-126183.-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/h4>\n<h4>\u201cEstar aqui \u00e9 a vontade de Deus\u201d<\/h4>\n<p>Tem 36 anos, \u00e9 brasileiro e vive na Ucr\u00e2nia desde 2004. A sua par\u00f3quia, na cidade de Kiev, tem vindo a acolher refugiados praticamente desde o primeiro dia, desde que a guerra come\u00e7ou. O Pe. Lucas Perozzi fala da sua miss\u00e3o, da solidariedade entre as pessoas e de como a guerra est\u00e1 a aproximar os Ucranianos de Deus. E agradece a ajuda da Funda\u00e7\u00e3o AIS que est\u00e1 a revelar-se essencial para o trabalho da Igreja neste pa\u00eds&#8230;<\/p>\n<p>Quando come\u00e7ou a guerra, o Pe. Lucas Perozzi estava na cidade de Uzhhorod, a quase 800 km de Kiev, a capital da Ucr\u00e2nia. Decidiu partir de imediato. Arrumou as coisas no carro e fez-se ao caminho. \u201cSenti que a minha miss\u00e3o era estar aqui, que devia estar aqui.\u201d \u201cAqui\u201d \u00e9 na Par\u00f3quia da Dormi\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Virgem Maria, em Kiev. O Pe. Lucas \u00e9 brasileiro, tem 36 anos e pertence ao Caminho Neocatecumenal.\u00a0 Est\u00e1 na Ucr\u00e2nia desde 2004. \u201cFui formado no semin\u00e1rio <em>Redemptoris Mater<\/em> e foi-me pedida a disposi\u00e7\u00e3o para ir para onde a Igreja me mandasse. E eu pus-me \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.\u201d Quando se fez ao caminho para Kiev, para a sua par\u00f3quia, foi quase surreal. Na direc\u00e7\u00e3o da capital da Ucr\u00e2nia a estrada estava quase vazia. No sentido contr\u00e1rio, por\u00e9m, \u201chavia um engarrafamento de mais de 200 km\u201d. Chegou j\u00e1 tarde. No outro dia, de manh\u00e3, juntamente com o outro sacerdote da comunidade, come\u00e7ou a rezar as Laudes quando surgiu a primeira fam\u00edlia a pedir ajuda. \u201cFoi o primeiro sinal, a resposta \u00e0 minha pergunta se fazia sentido estar ali, porque Deus mandou-nos aquela fam\u00edlia\u2026\u201d Foi a primeira de muitas fam\u00edlias, das v\u00e1rias dezenas que j\u00e1 passaram pela par\u00f3quia, que j\u00e1 se abrigaram por ali, que procuraram ref\u00fagio na igreja. Acolher pessoas, fam\u00edlias, ter a porta sempre aberta faz parte da miss\u00e3o deste padre, faz parte da miss\u00e3o da Igreja na Ucr\u00e2nia nestes dias de guerra. Em conversa com a Funda\u00e7\u00e3o AIS em Lisboa, o Pe. Lucas revela que sentiu um sinal em todos estes acontecimentos. Nada \u00e9 por acaso. \u201cFicou para mim como uma tatuagem no cora\u00e7\u00e3o\u201d, diz. \u201cVejo que \u00e9 a vontade de Deus eu estar aqui.\u201d A guerra come\u00e7ou a 24 de Fevereiro. J\u00e1 passaram muitas semanas, meses, j\u00e1 se viram imagens de destrui\u00e7\u00e3o, cidades convertidas em ru\u00ednas, mortos em valas comuns, sofrimento, pessoas em l\u00e1grimas, desespero, muita dor. \u00c9 imposs\u00edvel algu\u00e9m n\u00e3o se comover com tanta gente aflita.<\/p>\n<h4>Rotina da guerra<\/h4>\n<p>O Padre Lucas tamb\u00e9m j\u00e1 se perturbou vezes sem conta. E at\u00e9 j\u00e1 teve medo. Com o passar do tempo a guerra passou tamb\u00e9m a ser quase uma rotina. At\u00e9 o toque das sirenes se transformou em algo de comum. Mas se o toque das sirenes passou a ser algo comum, a rela\u00e7\u00e3o com Deus alterou-se em muitas pessoas por causa da guerra. E muitas pessoas aproximaram-se da Igreja. O Pe. Lucas conta um caso que o deixou profundamente tocado. \u201cFoi um rapaz do ex\u00e9rcito que entrou aqui com a arma e tudo, porque ele n\u00e3o podia abandonar a arma, e pediu para entrar na igreja para rezar. Como n\u00e3o estava ningu\u00e9m, eu abri a porta, ele entrou e ficou l\u00e1 sozinho\u2026 Entrou com a arma para rezar. \u00c9 inconceb\u00edvel algu\u00e9m entrar numa igreja com uma arma\u2026\u201d A guerra coloca as pessoas frente a frente com os maiores desafios da vida. E isso \u00e9 particularmente assinal\u00e1vel para os Crist\u00e3os. \u201cO crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aquele que reza muito, n\u00e3o \u00e9 aquele que faz jejum, o crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aquele que d\u00e1 muita esmola, o crist\u00e3o \u00e9 aquele que ama o inimigo, o crist\u00e3o \u00e9 o Serm\u00e3o da Montanha\u2026\u201d A hist\u00f3ria do Pe. Lucas cruza-se tamb\u00e9m com a pr\u00f3pria Funda\u00e7\u00e3o AIS. O semin\u00e1rio onde se formou, a igreja onde est\u00e1 e at\u00e9 o autom\u00f3vel, que lhe permite realizar o seu trabalho, tudo isso tem a marca da solidariedade dos benfeitores da Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre. E o Pe. Lucas n\u00e3o o esquece. \u201c\u00c9 uma ajuda muito boa e de que precisamos em situa\u00e7\u00f5es muito dif\u00edceis. Eu sei que a Funda\u00e7\u00e3o apoia as dioceses em geral aqui, na Ucr\u00e2nia. \u00c9 uma ajuda muito grande\u2026 muitas igrejas foram constru\u00eddas gra\u00e7as \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o, muitos padres s\u00e3o tamb\u00e9m apoiados\u2026\u201d Todas as semanas, assegura este sacerdote brasileiro que vive na Ucr\u00e2nia h\u00e1 18 anos, reza-se em Kiev pelos benfeitores da Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre em todo o mundo. \u201cEu sempre digo que o Senhor d\u00e1 aos benfeitores o c\u00eantuplo por tudo o que fazem por n\u00f3s, alegria aqui na terra e a vida eterna\u2026\u201d<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UCR\u00c2NIA: Padre brasileiro acolhe dezenas de refugiados em 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