{"id":24024,"date":"2007-04-11T17:43:00","date_gmt":"2007-04-11T17:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/11\/o-tumulo-perdido\/"},"modified":"2007-04-11T17:43:00","modified_gmt":"2007-04-11T17:43:00","slug":"o-tumulo-perdido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-tumulo-perdido\/","title":{"rendered":"\u00abO T\u00famulo perdido\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>A pol\u00e9mica sobre o alegado &#8220;t\u00famulo&#8221; de Jesus conheceu novos epis\u00f3dios. Realizado pelo judeu canadiano Simcha Jacobovici, &#8220;O T\u00famulo perdido de Jesus&#8221; parte da an\u00e1lises de dez oss\u00e1rios encontrados em 1980, no Bairro de Talpiot, em Jerusal\u00e9m, e que presentemente est\u00e3o entregues \u00e0 Autoridade de Antiguidades de Israel e guardados num armaz\u00e9m em Bet Shemesh. Os arque\u00f3logos que estudaram as pe\u00e7as chegaram \u00e0 conclus\u00e3o, em 2003, de que o sarc\u00f3fago data do s\u00e9culo I d.C. No entanto, conte\u00fado, caligrafia e revestimento da inscri\u00e7\u00e3o tornam a sua autenticidade duvidosa.  Um dos especialistas entrevistados por James Cameron e Simcha Jacobovici, Stephen Pfann, veio j\u00e1 desmentir que uma das inscri\u00e7\u00f5es, &#8220;Mariamne e Mara&#8221;, possa ser lida como &#8220;Maria, (conhecida como) a Mestre&#8221;. Segundo este pale\u00f3grafo da Universidade da Terra Santa, os autores do document\u00e1rio teriam identificado mal o oss\u00e1rio em que afirmam estar Madalena. Para Pfann, a inscri\u00e7\u00e3o deve ser traduzida como &#8220;Maria e Marta&#8221;, contendo, por isso, restos mortais de duas mulheres. A primeira palavra,  &#8220;Mariamne&#8221;, ter\u00e1 sido escrita no Grego da altura (s\u00e9c. I) e a segunda e terceira palavras num estilo cursivo, por isso, mais tarde e por outro indiv\u00edduo. Cameron e Jacobovici identificam a presen\u00e7a de Madalena ao traduzirem a palavra &#8220;Mara&#8221; como sendo o termo aramaico para mestre. Para justificarem o facto do nome &#8220;Mariame&#8221; estar escrito em grego, os realizadores transformam a pequena localidade de Magdala, no Mar da Galileia, num &#8220;importante centro de com\u00e9rcio&#8221; em que se falava grego. V\u00e1rias outras inscri\u00e7\u00f5es da altura atestam que &#8220;Mara&#8221; aparece como uma abreviatura de Marta.  Este n\u00e3o \u00e9, contudo, o \u00fanico t\u00famulo de &#8220;Jesus&#8221;. Outro oss\u00e1rio, conservado nos armaz\u00e9ns da autoridade arqueol\u00f3gica israelita (n.\u00ba de cat\u00e1logo 80503) tem a inscri\u00e7\u00e3o \u201cJesus, filho de Jos\u00e9\u201d. De facto, nos mais de mil oss\u00e1rios id\u00eanticos dessa \u00e9poca seis apresentam o nome \u201cJesus\u201d e um outro (al\u00e9m deste primeiro) a frase \u201cJesus, filho de Jos\u00e9\u201d. Segundo o arque\u00f3logo israelita Zvi Greenhut, 25% dos nomes femininos nestes oss\u00e1rios apresentam o nome \u201cMaria\u201d ou uma das suas varia\u00e7\u00f5es e \u201cJos\u00e9\u201d \u00e9 o segundo nome mais comum nesse per\u00edodo. Simcha Jacobovici j\u00e1 tinha provocado pol\u00e9mica em 2002, a partir de um oss\u00e1rio com a inscri\u00e7\u00e3o &#8220;Santiago, Filho de Jos\u00e9, Irm\u00e3o de Jesus&#8221;. A 18 de Junho de 2003, os 15 membros da Autoridade de Antiguidades de Israel demonstraram que a &#8220;descoberta&#8221; de Jacobovici era uma falsifica\u00e7\u00e3o moderna. A SIC adquiriu os direitos exclusivos para Portugal do document\u00e1rio de James Cameron &#8220;O t\u00famulo perdido de Jesus&#8221; e vai exibi-lo no pr\u00f3ximo Domingo, dia 15, depois do Jornal da Noite.   <b>Ci\u00eancia e fic\u00e7\u00e3o<\/b> Yossef Gat, arque\u00f3logo dependente da Autoridade de Antiguidades de Israel, foi o respons\u00e1vel pela descoberta da c\u00e2mara mortu\u00e1ria no sudeste de Jerusal\u00e9m, em 1980. Ali encontrou um t\u00famulo tipicamente judaico, que remontava ao tempo do Rei Herodes.  Os arque\u00f3logos constataram que o espa\u00e7o principal tinha sido coberto com terra e detritos, escondendo seis &#8220;kokhim&#8221;, espa\u00e7os onde os corpos permaneciam um ano ou o tempo necess\u00e1rio para a decomposi\u00e7\u00e3o, segundo os ritos judaicos, antes de os parentes poderem recolher os ossos para guard\u00e1-los num oss\u00e1rio.  Yossef Gat descobriu 10 oss\u00e1rios com inscri\u00e7\u00f5es em hebraico e grego antigo, uma das quais dizia &#8221; Jeshua bar Joseph&#8221; (Jesus filho de Jos\u00e9), outra &#8220;Mara&#8221; e outra &#8220;Yose&#8221; (forma comum de Jos\u00e9).  O interior da c\u00e2mara mortu\u00e1ria esteve encerrado durante longos anos por causa da constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio precisamente por cima do espa\u00e7o.   Amos Kloner, bra\u00e7o direito de Gat, entretanto falecido, publicou os resultados da descoberta em 1996, na revista da Autoridade de Antiguidades de Israel. O arque\u00f3logo considera que, de forma alguma, este t\u00famulo de Jerusal\u00e9m poderia ter sido a sepultura da Sagrada Fam\u00edlia, natural da Galileia, ao longo de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol\u00e9mica sobre o alegado &#8220;t\u00famulo&#8221; de Jesus conheceu novos epis\u00f3dios. 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