{"id":240147,"date":"2022-05-12T13:15:05","date_gmt":"2022-05-12T12:15:05","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=240147"},"modified":"2022-05-13T17:53:44","modified_gmt":"2022-05-13T16:53:44","slug":"cultura-igreja-sempre-viveu-da-poesia-e-hoje-falta-nos-a-escuta-que-e-um-processo-poetico-rui-almeida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cultura-igreja-sempre-viveu-da-poesia-e-hoje-falta-nos-a-escuta-que-e-um-processo-poetico-rui-almeida\/","title":{"rendered":"Cultura: \u00abIgreja sempre viveu da poesia e hoje falta-nos a escuta, que \u00e9 um processo po\u00e9tico\u00bb &#8211; Rui Almeida"},"content":{"rendered":"<p><em>Autor, com 10 livros editados, lamenta que a tradi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica na Igreja n\u00e3o seja hoje valorizada <\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_240124\" aria-describedby=\"caption-attachment-240124\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-240124 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rui-almeida2.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-240124\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 12 mai 2022 (Ecclesia) \u2013 Rui Almeida, poeta com 10 livros editados, lamenta que a poesia n\u00e3o esteja presente na celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, numa contradi\u00e7\u00e3o com a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, e afirma que falta \u201cescutar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA Igreja sempre viveu da poesia: a poesia sempre esteve presente na vida da Igreja e \u00e9 uma necessidade. Os Evangelhos est\u00e3o cheios de poesia mesmo sendo uma narrativa &#8211; olhamos para as palavras de Jesus e h\u00e1 um processo po\u00e9tico e um apelo \u00e0 escuta que \u00e9 um processo po\u00e9tico. \u00c9 dessa escuta que se faz a poesia, o perceber a poesia. Toda a hist\u00f3ria da Igreja est\u00e1 marcada pela poesia\u201d,refere em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>\u201cO momento mais alto, do dia mais alto da liturgia \u00e9 um bel\u00edssimo poema, o prec\u00f3nio pascal \u00e9 dos poemas mais belos; o hino da caridade de S\u00e3o Paulo \u00e9 dos poemas mais belos que alguma vez se fizeram; o c\u00e2ntico das criaturas de S\u00e3o Francisco de Assis \u00e9 das coisas mais belas que se fizeram, os salmos, o c\u00e2ntico dos c\u00e2nticos. N\u00e3o nos falta mat\u00e9ria\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Para Rui Almeida, falta \u201cescutar\u201d, algo que \u00e9 pr\u00f3prio dos crist\u00e3os e tem estado ausente.<\/p>\n<blockquote><p>Falta-nos escutar, falta-nos sempre escutar. Miguel Torga disse v\u00e1rias vezes nos seus di\u00e1rios \u00abTemos tudo, falta-nos o essencial\u00bb. A maior parte das vezes falta-nos o essencial. O crist\u00e3o vive da escuta e ao dizer isto quero dizer que o crist\u00e3o vive da poesia. Estarmos atentos uns aos outros tamb\u00e9m \u00e9 um processo po\u00e9tico, n\u00e3o \u00e9 necessariamente o escrever poemas mas o estar atento uns aos outros, o estar atento aos pequenos pormenores\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>A poesia, acredita o autor de 50 anos, que acaba de lan\u00e7ar o livro &#8216;Cinco cavalos abatidos e outros poemas&#8217;, pode ser entendida como um \u201cdi\u00e1logo, uma ponte\u201d, que reconhece que \u201co Espirito sopra onde quer\u201d e pode, simultaneamente estar \u201cno \u00e2mago da Igreja como ir at\u00e9 \u00e0s periferias\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas de fora da Igreja ou at\u00e9 anti-Igreja se interessam hoje pela poesia do Daniel Faria ou do cardeal Tolentino Mendon\u00e7a; perceber que, apesar de ser uma linguagem que vem da experi\u00eancia da f\u00e9, consegue atingir muita gente que est\u00e1 fora \u00e9 algo muito interessante. E o contr\u00e1rio tamb\u00e9m: muitas obras de quem est\u00e1 fora e de quem n\u00e3o tem nada a ver com a Igreja podem ser uma interpela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa f\u00e9\u201d, indica.<\/p>\n<p>Rui Almeida d\u00e1 conta que tem em casa \u201cmilhares de livros\u201d e, particularmente os de poesia portuguesa, organizando-os \u201cpor data de nascimento do poeta\u201d, o que lhe permite ter \u201cuma linha do tempo\u201d e oferece coincid\u00eancias entre poetas distintos.<\/p>\n<p>A trabalhar h\u00e1 v\u00e1rios anos no Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, Rui Almeida valoriza o di\u00e1logo que se estabelece com o patrim\u00f3nio e explica que alguns dos seus poemas s\u00e3o fruto do di\u00e1logo com arte sacra, \u201cmesmo que n\u00e3o falem explicitamente da f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFui percebendo a import\u00e2ncia do patrim\u00f3nio no fazer comunidade, na rela\u00e7\u00e3o que temos com Deus, com aqueles que nos antecederam na f\u00e9 e que deixaram um testemunho. A Comunh\u00e3o dos Santos \u00e9 algo intr\u00ednseco \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3, e se acreditamos nela, sabemos que podemos dialogar com os que nos antecederam na f\u00e9\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Rui Almeida afirma-se herdeiro do m\u00e9todo &#8216;Ver, Julgar e Agir&#8217;, da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, movimento que juntou os seus pais, mas destaca que hoje prefere sublinhar a escuta.<\/p>\n<p>\u201cO crist\u00e3o \u00e9 feito para a escuta. O ver e o escutar podem ser uma mesma coisa, porque o captar pelos sentidos \u00e9 muito importante\u201d, reconhece.<\/p>\n<p>Do seu percurso, o poeta reconhece que ter vivido cerca de um ano e meio no Semin\u00e1rio de Almada, entre 1994 e 1996, lhe deu um \u201colhar mais alargado\u201d sobre o que significa a express\u00e3o &#8216;comunidade de crentes&#8217;.<\/p>\n<p>\u201cA rela\u00e7\u00e3o com Deus vai evoluindo com certezas, d\u00favidas e inseguran\u00e7as. Vai-se transformando. H\u00e1 uma fase que estamos em contexto, em que assim \u00e9 de forma natural, mas depois h\u00e1 outras fases em que se coloca \u2013 n\u00e3o se acredito ou n\u00e3o em Deus \u2013 mas se h\u00e1 um caminho com Deus ou n\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>O poeta Rui Almeida, que se estreou na publica\u00e7\u00e3o em 2009, foi convidado do mais recente <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/radio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">programa Ecclesia<\/a>, emitido na Antena 1 da r\u00e1dio p\u00fablico: a conversa pode ser escutada no portal de informa\u00e7\u00e3o ou em formato poadcast.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: A poesia no \u00e2mago do viver crente de Rui Almeida (vers\u00e3o na \u00edntegra) \" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" 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