{"id":24000,"date":"2007-04-11T11:08:17","date_gmt":"2007-04-11T11:08:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/11\/profecia-no-nosso-tempo\/"},"modified":"2007-04-11T11:08:17","modified_gmt":"2007-04-11T11:08:17","slug":"profecia-no-nosso-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/profecia-no-nosso-tempo\/","title":{"rendered":"Profecia no nosso tempo?"},"content":{"rendered":"<p>Tudo tem o seu tempo e a sua hora. Tudo vai rodando. De forma que a hist\u00f3ria se vai repetindo e refrescando, sempre igual e sempre diferente.Com as culturas, civiliza\u00e7\u00f5es, cren\u00e7as, sucess\u00e3o de imp\u00e9rios, descobertas, muitas delas ingenuamente tomadas como inven\u00e7\u00f5es. Tudo afinal est\u00e1 encontrado e o fasc\u00ednio de tudo redesco-brir torna o homem protagonista do seu tempo, na ilus\u00e3o de ter reinven-tado tudo. \u00c9 bonito este ciclo, esta inf\u00e2ncia redescoberta da cria\u00e7\u00e3o, vista pelos crentes como continuidade do G\u00e9nesis.  Tamb\u00e9m no nosso tempo. Plasmados pelo novo, nunca visto, nunca usado, nunca ultrapassado sentimos, na velocidade e na multiplica\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao infinito das hip\u00f3teses lan\u00e7adas pela ci\u00eancia, tecnologia e comunica\u00e7\u00e3o, a ilus\u00e3o do nunca acontecido e o orgulho da p\u00e1gina nova de hist\u00f3ria que se escreve nas nossas vidas. Mesmo com a certeza de que n\u00e3o invent\u00e1mos a p\u00f3lvora, somos convidados a celebrar o nosso tempo como um dom renovado de Deus ao homem. N\u00e3o se trata duma cegueira ilus\u00f3ria que coloca o humano contra o divino, o tempo contra a eternidade. Se \u00e9 bom relativizar muitas das nossas mec\u00e2nicas certezas, \u00e9 importante sentir que trouxemos \u00e0 hist\u00f3ria o nosso contributo bem diferente de algumas maldi\u00e7\u00f5es que pairam sobre a nossa forma de edificar o tempo. A moderni-dade tem o seu qu\u00ea de novo, rico, humano, e solid\u00e1rio. \u00c9 muito mais que um amontoado de lixos formados por m\u00fasica estridente, arquitectura quadrada, pintura de jacto, poesia depres-siva e romances fatalistas. Somos muito mais que um grupo aniquilado de drogados, vision\u00e1rios esquizofr\u00e9nicos ou sonhadores extasiados pelo vazio. A procura dos valores espirituais ou culturais do nosso tempo tem de situar-se nos m\u00f3dulos da contemporanei-dade e n\u00e3o nas categorias dum passado que teve o seu olhar e o tempo de se dizer. Dizer o presente com o passado \u00e9 distorcer toda a leitura e cercear os novos caminhos que o nosso tempo tem todo o direito de abrir e criar. Estar\u00e1 na moda definir esta gera\u00e7\u00e3o como viciada de relativismo. Como se o seu contr\u00e1rio fosse apenas virtude. Como se os novos valores pousassem sobre o abismo. Isso seria a recusa do Esp\u00edrito como est\u00edmulo dos novos passos da hist\u00f3ria. Digamos doutra forma: andam por a\u00ed os profetas. N\u00e3o \u00e9 justo aniquil\u00e1-los por simples arritmia. Cultural ou religiosa.  Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo tem o seu tempo e a sua hora. Tudo vai rodando. De forma que a hist\u00f3ria se vai repetindo e refrescando, sempre igual e sempre diferente.Com as culturas, civiliza\u00e7\u00f5es, cren\u00e7as, sucess\u00e3o de imp\u00e9rios, descobertas, muitas delas ingenuamente tomadas como inven\u00e7\u00f5es. 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