{"id":23999,"date":"2007-04-11T11:05:13","date_gmt":"2007-04-11T11:05:13","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/11\/evangelho-segundo-ratzinger\/"},"modified":"2007-04-11T11:05:13","modified_gmt":"2007-04-11T11:05:13","slug":"evangelho-segundo-ratzinger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/evangelho-segundo-ratzinger\/","title":{"rendered":"Evangelho segundo Ratzinger?"},"content":{"rendered":"<p>Novo livro do Papa procura superar a separa\u00e7\u00e3o entre \u00abo Cristo da f\u00e9 e o Jesus hist\u00f3rico\u00bb <!--more--> O Vaticano apresenta o primeiro livro de Bento XVI, &#8220;Jesus de Nazar\u00e9&#8221;. A obra, como \u00e9 natural, est\u00e1 rodeada por uma grande expectativa, n\u00e3o fosse o actual Papa um dos mais respeitados te\u00f3logos da Igreja Cat\u00f3lica neste \u00faltimo meio s\u00e9culo. O &#8220;seu&#8221; Jesus passa agora para um livro, trabalho que Joseph Ratzinger desenvolve desde 2003, ainda antes da sua elei\u00e7\u00e3o, tendo como objectivo superar a separa\u00e7\u00e3o entre &#8220;o Cristo da f\u00e9 e o Jesus hist\u00f3rico&#8221;. No pref\u00e1cio deste volume, j\u00e1 divulgado, o Papa diz que o livro &#8220;n\u00e3o \u00e9, em absoluto, uma obra magisterial, mas unicamente a express\u00e3o da minha pesquisa pessoal do rosto do Senhor&#8221;. Por isso, assegura Bento XVI, o objectivo \u00e9 &#8220;tentar apresentar o Jesus dos Evangelhos como o verdadeiro Jesus, como o Jesus hist\u00f3rico no verdadeiro sentido da express\u00e3o&#8221;. &#8220;O ensinamento de Jesus n\u00e3o prov\u00e9m de uma aprendizagem humana, qualquer que seja. Vem do contacto imediato com o Pai, do di\u00e1logo cara a cara, do ver aquilo que est\u00e1 no seio do Pai. \u00c9 palavra de Filho. Sem este fundamento interior, seria temeridade&#8221;, escreve. O interesse pela hist\u00f3ria real de Jesus de Nazar\u00e9 impulsionou, nos \u00faltimos s\u00e9culos, quase todos os especialistas, crentes e n\u00e3o crentes, adentrar-se, com diferentes perspectivas e instrumentos, nos dif\u00edceis campos da hist\u00f3ria de Jesus que, de maneira t\u00e3o singular, marcou a nossa \u00e9poca. Bento XVI cita autores da sua juventude, os quais publicaram textos em que a imagem de Jesus &#8220;\u00e9 delineada a partir dos Evangelhos: como Ele viveu na Terra e como, apesar de ser inteiramente homem, trouxe ao mesmo tempo Deus aos homens, com o qual, enquanto Filho, era s\u00f3 uma coisa&#8221;. &#8220;Assim &#8211; explica o Papa &#8211; atrav\u00e9s do homem Jesus, torna-se vis\u00edvel Deus e, a partir de Deus, pode ver-se a imagem do homem justo&#8221;. A obra lembra que, na investiga\u00e7\u00e3o recente, &#8220;o fosso entre o Jesus hist\u00f3rico e o Cristo da F\u00e9 se torna cada vez maior&#8221;. &#8220;Os progressos da pesquisa hist\u00f3rico-cr\u00edtica conduziram a distin\u00e7\u00f5es, cada vez mais subtis, entre os diversos estratos da tradi\u00e7\u00e3o&#8221;, assinala o Papa, &#8220;e a figura de Jesus, sobre a qual se apoia f\u00e9, torna-se cada vez mais incerta, toma contornos cada vez menos definidos&#8221;.  <i>Apelo ao essencial<\/i> &#8220;Deus \u00e9 amor&#8221;, primeira enc\u00edclica de Bento XVI, abordava, de forma directa o n\u00facleo da f\u00e9 cat\u00f3lica. &#8220;Jesus de Nazar\u00e9&#8221; \u00e9 o seu primeiro livro e, mais uma vez, o Papa vai ao que de mais importante e essencial tem o Cristianismo, neste caso a sua figura fundadora. Os textos que possu\u00edmos sobre Jesus n\u00e3o pretendem fazer um relato jornal\u00edstico ou biogr\u00e1fico, como hoje se desejaria, mas testemunhar a mensagem vivida pelas primeiras comunidades crist\u00e3s. Esses textos s\u00e3o textos hist\u00f3ricos relativos a essas comunidades e \u00e0 pessoa de Jesus que neles aparece como algu\u00e9m que n\u00e3o cabe nos limites humanos.  O &#8220;Jesus hist\u00f3rico&#8221; \u00e9 uma express\u00e3o que tem dominado a pesquisa sobre a sua figura, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, como se fosse uma entidade diferente do que se convencionou designar &#8220;Cristo da f\u00e9&#8221;. Nos nossos dias, a figura de Jesus emerge em itiner\u00e1rios contrastantes, entre a releitura devocional e a demanda da &#8220;verdadeira hist\u00f3ria&#8221;. Curandeiro, s\u00e1bio, profeta, contador de hist\u00f3rias, rabino galileu, militante social, judeu marginal, campon\u00eas mediterr\u00e2nico ou fil\u00f3sofo itinerante s\u00e3o v\u00e1rias das hip\u00f3teses de leitura que se lan\u00e7am sobre Jesus, completando-se ou mesmo contradizendo-se e excluindo-se. A vaga de estudos sobre o chamado &#8220;Jesus hist\u00f3rico&#8221;, que tende a recusar imagens criadas pelas confiss\u00f5es crist\u00e3s, serviu para que, 200 anos ap\u00f3s o seu in\u00edcio, a diversidade de opini\u00f5es e posi\u00e7\u00f5es ainda seja maior.  Apesar destes riscos, os contributos de \u00e1reas t\u00e3o diversas como a lingu\u00edstica, a arqueologia e outras ci\u00eancias sociais e hist\u00f3rica facilitam, hoje em dia, o acesso aos textos do Evangelho e \u00e0 cultura judaica em que Jesus se inscreveu.  Neste contexto, Bento XVI quer apresentar uma interpreta\u00e7\u00e3o a partir dos Evangelhos, com a consci\u00eancia de que &#8220;esta figura \u00e9 muito mais l\u00f3gica e mais compreens\u00edvel, do ponto de vista hist\u00f3rico, do que as reconstru\u00e7\u00f5es com as quais nos confront\u00e1mos ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas&#8221;.  <b>Pref\u00e1cio<\/b> Cheguei ao livro sobre Jesus, do qual apresento agora a primeira parte, ap\u00f3s um longo caminho interior. Nos tempos de minha juventude &#8212; anos trinta e quarenta &#8212; publicou-se uma s\u00e9rie de livros apaixonantes sobre Jesus. Recordo o nome de alguns autores: Karl Adam, Romano Guardini, Franz Michel Willam, Giovanni Papini, Jean Daniel-Rops. Em todos estes livros, a imagem de Jesus Cristo delineava-se a partir dos evangelhos: como viveu sobre a Terra e como, apesar de ser plenamente homem, levou ao mesmo tempo os homens a Deus, com o qual, como Filho, era uma coisa s\u00f3. Assim, atrav\u00e9s do homem Jesus, Deus tornou-se vis\u00edvel, e a partir de Deus p\u00f4de ver-se a imagem do homem justo.  A partir dos anos cinquenta, a situa\u00e7\u00e3o mudou. A sepra\u00e7\u00e3o entre o \u00abJesus hist\u00f3rico\u00bb e o \u00abCristo da f\u00e9\u00bb tornou-se cada vez maior: afastaram-se um do outro rapidamente. Mas que significado pode ter a f\u00e9 em Jesus Cristo, em Jesus Filho do Deus vivo, se depois o homem Jesus era t\u00e3o diferente de como o apresentavam os evangelistas e de como o anuncia a Igreja a partir dos Evangelhos?  Os progressos da pesquisa hist\u00f3rico-cr\u00edtica levaram a distin\u00e7\u00f5es cada vez mais subtis entre os diversos extractos da tradi\u00e7\u00e3o. Por tr\u00e1s deles, a figura de Jesus, sobre a qual se apoia a f\u00e9, fez-se cada vez mais incerta, assumiu caracter\u00edsticas cada vez menos definidas.  Ao mesmo tempo, as reconstru\u00e7\u00f5es sobre este Jesus, que devia ser procurado a partir das tradi\u00e7\u00f5es dos evangelistas e suas fontes, tornaram-se cada vez mais contradit\u00f3rias: desde o revolucion\u00e1rio inimigo dos romanos que se opunha ao poder constitu\u00eddo e naturalmente fracassa, ao manso moralista que tudo permite e inexplicavelmente acaba por causar a sua pr\u00f3pria ru\u00edna. Quem ler v\u00e1rias destas reconstru\u00e7\u00f5es pode constatar rapidamente que s\u00e3o mais fotografias dos autores e dos seus ideais que a verdadeira interroga\u00e7\u00e3o sobre uma imagem que se tornou confusa. Enquanto isso, ia crescendo a desconfian\u00e7a para com estas imagens de Jesus, e a pr\u00f3pria figura de Jesus se ia afastando cada vez mais de n\u00f3s. Todos estas tentativas deixaram, como denominador comum, a impress\u00e3o de que sabemos muito pouco sobre Jesus, e que s\u00f3 mais tarde a f\u00e9 na sua divindade plasmou a sua imagem. Enquanto isso, esta imagem foi penetrando profundamente na consci\u00eancia comum da cristandade. Semelhante situa\u00e7\u00e3o \u00e9 dram\u00e1tica para a f\u00e9, porque torna incerto seu aut\u00eantico ponto de refer\u00eancia: a amizade \u00edntima com Jesus, de quem tudo depende, debate-se e corre o risco de cair no vazio. [&#8230;]  Senti a necessidade de dar aos leitores estas indica\u00e7\u00f5es de car\u00e1cter metodol\u00f3gico para que determinem o caminho de minha interpreta\u00e7\u00e3o da figura de Jesus no Novo Testamento. Pelo que se refere \u00e0 minha apresenta\u00e7\u00e3o de Jesus, isto significa antes de tudo que eu tenho confian\u00e7a nos Evangelhos. Naturalmente, dou por descontado quanto o Conc\u00edlio e a moderna exegese dizem sobre os g\u00e9neros liter\u00e1rios, sobre a intencionalidade de suas afirma\u00e7\u00f5es, sobre o contexto comunit\u00e1rio dos Evangelhos e suas palavras neste contexto vivo. Aceitando tudo isto na medida em que me era poss\u00edvel, quis tentar apresentar o Jesus dos Evangelhos como o verdadeiro Jesus, como o \u00abJesus hist\u00f3rico\u00bb no verdadeiro sentido da express\u00e3o. Estou certo de que &#8212; e espero que o leitor possa perceber tamb\u00e9m &#8212; esta figura \u00e9 muito mais l\u00f3gica e, do ponto de vista hist\u00f3rico, tamb\u00e9m mais compreens\u00edvel que as reconstru\u00e7\u00f5es que pudemos encontrar nas \u00faltimas d\u00e9cadas.  Eu creio que precisamente este Jesus &#8212; o dos Evangelhos &#8212; \u00e9 uma figura historicamente sensata e convincente. S\u00f3 se aconteceu algo extraordin\u00e1rio, s\u00f3 se a figura e as palavras de Jesus superavam radicalmente todas as esperan\u00e7as e as expectativas da \u00e9poca, s\u00f3 assim se explica a Crucifix\u00e3o e sua efic\u00e1cia.   Aproximadamente vinte anos depois da morte de Jesus, encontramos j\u00e1 plenamente desdobrada no grande hino a Cristo que \u00e9 a Carta aos Filipenses (2, 6-8) uma cristologia, na qual se diz de Jesus que era igual a Deus mas que se desnudou a si mesmo, se fez homem, se humilhou at\u00e9 a morte na cruz e que a ele incumbe a homenagem da cria\u00e7\u00e3o, a adora\u00e7\u00e3o que no profeta Isa\u00edas (45, 23) Deus proclamou que s\u00f3 a Ele se devia.  A investiga\u00e7\u00e3o cr\u00edtica faz com bom crit\u00e9rio a pergunta: o que aconteceu nestes vinte anos desde a Crucifix\u00e3o de Jesus? Como se chegou a esta Cristologia?  A ac\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias an\u00f3nimas, de quem se tenta encontrar expoentes, na realidade n\u00e3o explica nada. Como \u00e9 poss\u00edvel que grupos de desconhecidos pudessem ser t\u00e3o criativos, ser t\u00e3o convincentes at\u00e9 chegar a imporem-se deste modo? N\u00e3o \u00e9 mais l\u00f3gico, tamb\u00e9m do ponto de vista hist\u00f3rico, que a grandeza se encontre na origem e que a figura de Jesus rompesse todas as categorias dispon\u00edveis e assim poder ser compreendida s\u00f3 a partir do mist\u00e9rio de Deus?  Naturalmente, crer que ainda sendo homem Ele \u00abfosse\u00bb Deus e dar a conhecer isto envolvendo-o em par\u00e1bolas e ainda de um modo cada vez mais claro, vai muito al\u00e9m das possibilidades do m\u00e9todo hist\u00f3rico. Ao contr\u00e1rio, se a partir desta convic\u00e7\u00e3o de f\u00e9 se l\u00eaem os textos com o m\u00e9todo hist\u00f3rico e a abertura se torna maior, estes abrem-se para mostrar um caminho e uma figura que s\u00e3o dignos de f\u00e9. Declara-se, ent\u00e3o, tamb\u00e9m a luta em noutros \u00e2mbitos presentes nos escritos do Novo Testamento em torno da figura de Jesus e, apesar de todas as diversidades, chega-se ao profundo acordo com estes escritos.  Est\u00e1 claro que com esta vis\u00e3o da figura de Jesus vou muito al\u00e9m do que o que diz, por exemplo, Schnackenburg em representa\u00e7\u00e3o de uma boa parte da exegese contempor\u00e2nea. Espero, pelo contr\u00e1rio, que o leitor compreenda que este livro n\u00e3o foi escrito contra a exegese moderna, mas com grande reconhecimento pelo muito que ela continua a contribuir.  Fez-nos conhecer uma grande quantidade de fontes e de concep\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s das quais a figura de Jesus pode fazer-se presente com uma vivacidade e uma profundidade que h\u00e1 poucas d\u00e9cadas n\u00e3o pod\u00edamos nem sequer imaginar. Eu tentei ir al\u00e9m da mera interpreta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-cr\u00edtica, aplicando novos crit\u00e9rios metodol\u00f3gicos, que nos permitem uma interpreta\u00e7\u00e3o propriamente teol\u00f3gica da B\u00edblia e que naturalmente requerem f\u00e9, sem que por isso eu queira renunciar \u00e0 seriedade hist\u00f3rica. Creio que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio dizer expressamente que este livro n\u00e3o \u00e9 em absoluto um acto magisterial, mas a express\u00e3o de minha busca pessoal do \u00abrosto do Senhor\u00bb (salmo 27, 8). Portanto, cada um tem liberdade para me contradizer. S\u00f3 pe\u00e7o \u00e0s leitoras e aos leitores uma antecipa\u00e7\u00e3o de simpatia, sem a qual n\u00e3o existe compreens\u00e3o poss\u00edvel. Como j\u00e1 disse no come\u00e7o deste pref\u00e1cio, o caminho interior at\u00e9 este livro foi longo. Pude come\u00e7ar a trabalhar nele durante as f\u00e9rias de 2003. Em Agosto de 2004, tomaram forma os cap\u00edtulos 1 a 4. Ap\u00f3s minha elei\u00e7\u00e3o \u00e0 sede apost\u00f3lica de Roma, utilizei todos os momentos livres que tive para lev\u00e1-lo adiante. Dado que n\u00e3o sei quanto tempo e quantas for\u00e7as me ser\u00e3o concedidas ainda, decidi publicar agora como primeira parte do livro os primeiros dez cap\u00edtulos que v\u00e3o desde o baptismo no Jord\u00e3o at\u00e9 a confiss\u00e3o de Pedro e \u00e0 Transfigura\u00e7\u00e3o. <i>(Tradu\u00e7\u00e3o de trabalho realizada pela Ag\u00eancia Zenit. Esta edi\u00e7\u00e3o n\u00e3o corresponde \u00e0 vers\u00e3o oficial, que ser\u00e1 publicada no livro)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo livro do Papa procura superar a separa\u00e7\u00e3o entre \u00abo Cristo da f\u00e9 e o Jesus hist\u00f3rico\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,211],"class_list":["post-23999","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-ferias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23999"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23999\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}