{"id":23940,"date":"2007-04-08T00:17:57","date_gmt":"2007-04-08T00:17:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/08\/a-familia-geradora-de-vida-para-uma-verdadeira-pascoa\/"},"modified":"2007-04-08T00:17:57","modified_gmt":"2007-04-08T00:17:57","slug":"a-familia-geradora-de-vida-para-uma-verdadeira-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-familia-geradora-de-vida-para-uma-verdadeira-pascoa\/","title":{"rendered":"A fam\u00edlia geradora de vida  para uma verdadeira P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Arcebispo de Braga na Vig\u00edlia Pascal <!--more--> A fam\u00edlia geradora de vida  para uma verdadeira P\u00e1scoa  &#8211; Vig\u00edlia Pascal &#8211;  \tA P\u00e1scoa, para os crist\u00e3os, nunca poder\u00e1 ser apenas uma evoca\u00e7\u00e3o dum acontecimento passado. Ela encerra uma for\u00e7a que a tornar-se dinamismo permanente como compromisso para que a vida ven\u00e7a a morte. Partindo das trevas e da luz que se acende no in\u00edcio da celebra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o permitimos que a densidade escura dos problemas nos resigne ou sufoque. A sua espessura n\u00e3o atemoriza mas d\u00e1, na for\u00e7a da f\u00e9, um alento renovado. \tComo Arquidiocese temos procurado interiorizar a realidade da fam\u00edlia e o lugar que ela ocupa e deve ocupar na sociedade e na Igreja. Reconhecemos as for\u00e7as adversas. Sabemos, por\u00e9m, que ela \u00e9 a \u00fanica esperan\u00e7a que poder\u00e1 dar \u00e0 vida a um sentido pascal, caracter\u00edstico de quem sabe ultrapassar os sinais da morte e proclamar a festa do viver crist\u00e3o. \tN\u00e3o somos ing\u00e9nuos. Conhecemos os seus dramas e a sua problem\u00e1tica. Temos, por\u00e9m, uma mensagem capaz de a definir e de a apresentar como \u00fanica alternativa. Em poucos anos passamos duma fam\u00edlia fortemente radicada em valores crist\u00e3os para modelos antes impensados que parecem retirar-lhe a miss\u00e3o de c\u00e9lula e fundamento dum viver em sociedade. Muitos pretendem que ela se torne um mundo particular onde cada um faz o que quer e como quer, segundo os pr\u00f3prios gostos e inclina\u00e7\u00f5es. Se n\u00e3o reconhecemos a validade desta postura, tamb\u00e9m n\u00e3o podemos cair em exalta\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis que n\u00e3o consideram adequadamente a nova complexidade da sociedade. Corremos, deste modo, o risco de atribuir-lhe tarefas e miss\u00f5es sempre muito exigentes, sem a contrapartida de lhe proporcionar ajudas e apoios, vindos da comunidade civil e religiosa, capazes de a defender e dar consist\u00eancia. N\u00e3o basta pressupor que ela tem capacidade para enfrentar todos os problemas. Teremos de contribuir para que se situe nas novas transforma\u00e7\u00f5es que est\u00e3o a acontecer. \tPara que se torne for\u00e7a renovada da sociedade, n\u00e3o a podemos considerar um mero espa\u00e7o e lugar. Ela \u00e9 essencialmente espa\u00e7o de relacionamento de pessoas para a concretiza\u00e7\u00e3o dum projecto de vida. \tA P\u00e1scoa \u00e9 not\u00edcia alegre dum mundo novo. Por Cristo Ressuscitado teremos de fazer com que a fam\u00edlia se torne agente desta vida nova. Importa, por isso, dar voz \u00e0 fam\u00edlia. O Conc\u00edlio Vaticano II apontou uma doutrina de plena actualidade e efic\u00e1cia: \u201cA fam\u00edlia recebeu de Deus a miss\u00e3o de ser a c\u00e9lula primeira e vital da sociedade\u201d(A. A. 11). S\u00f3 que a for\u00e7a e press\u00e3o dos factores externos impedem que ela realize esta miss\u00e3o. As estruturas da sociedade \u2013 escola para os filhos, trabalho para os adultos \u2013 operam, muitas vezes, n\u00e3o considerando as suas exig\u00eancias. \tCompete \u00e0 Igreja proporcionar a ajuda necess\u00e1ria para que conjugue a fidelidade ao projecto crist\u00e3o com a capacidade de iluminar as condi\u00e7\u00f5es de vida onde vivem. Trata-se dum di\u00e1logo positivo que a fam\u00edlia deve efectuar desde que a Igreja n\u00e3o parta do pressuposto de que a fam\u00edlia tem capacidades e for\u00e7as para \u201cevangelizar\u201d os mundos onde os seus membros operam. A P\u00e1scoa deve, por isso, exigir uma evangeliza\u00e7\u00e3o, um an\u00fancio convincente como \u201cBoa Nova\u201d. Os problemas s\u00e3o imensos. A luz de Cristo Ressuscitado tem capacidade para apontar caminhos de solu\u00e7\u00e3o. \tA fam\u00edlia crist\u00e3 tem de mergulhar nos meandros da sociedade e ser capaz de assumir a responsabilidade que lhe compete. A fam\u00edlia \u00e9 \u201ca primeira c\u00e9lula\u201d de que vive a sociedade. S\u00f3 as c\u00e9lulas s\u00e3s conseguem revitalizar o corpo inteiro; as doentes provocam a morte. Nesta perspectiva ela necessita de assumir para poder transmitir, n\u00e3o s\u00f3 os valores humanos mas tamb\u00e9m os morais e \u00e9ticos e a sociedade caminhar\u00e1 por compromissos novos que a dignifiquem pois fieis a uma matriz cultural j\u00e1 confirmada por uma experi\u00eancia de felicidade multisecular. \tEste \u00e9 o papel primordial que a Igreja deve assumir. Mas, na reciprocidade de fun\u00e7\u00f5es, n\u00e3o bastam estes princ\u00edpios. S\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas familiares que reconhe\u00e7am, respeitem e promovam os direitos das fam\u00edlias.  \t\u201cO servi\u00e7o da sociedade \u00e0 fam\u00edlia concretiza-se no reconhecimento, no respeito e na promo\u00e7\u00e3o dos direitos da fam\u00edlia. Tudo isto requer a realiza\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas familiares aut\u00eanticas e eficazes com interven\u00e7\u00f5es precisas, aptas a responder \u00e0s necessidades que deveriam dos direitos da fam\u00edlia como tal. Neste sentido, \u00e9 necess\u00e1rio o pr\u00e9-requisito, essencial e irrenunci\u00e1vel, do reconhecimento \u2013 que comporta a tutela, a valoriza\u00e7\u00e3o e a promo\u00e7\u00e3o \u2013 da identidade da fam\u00edlia, sociedade natural fundada sobre o matrim\u00f3nio. Tal reconhecimento tra\u00e7a uma linha de demarca\u00e7\u00e3o clara entre a fam\u00edlia propriamente entendida e as outras conviv\u00eancias, que da fam\u00edlia \u2013 pela sua natureza \u2013 n\u00e3o podem merecer nem o nome, nem o estatuto\u201d (Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja 253) \tMais ainda, n\u00e3o podemos ter medo de proclamar \u201ca prioridade da fam\u00edlia sobre qualquer outra comunidade e sobre a pr\u00f3pria realidade estatal\u201d para que ultrapassemos \u201cas concep\u00e7\u00f5es meramente individualistas\u201d e assumir \u201ca dimens\u00e3o familiar como perspectiva, cultural e politica, irrenunci\u00e1vel na considera\u00e7\u00e3o das pessoas\u201d (Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja 254). \tSe anunciamos a fam\u00edlia como comunidade de pessoas, n\u00e3o podemos ignorar as suas necessidades concretas. Ningu\u00e9m ignora as grandes dificuldades com que se debatem os agregados familiares, particularmente os mais jovens e as pessoas avan\u00e7adas em idade. A P\u00e1scoa n\u00e3o est\u00e1 na mis\u00e9ria e nas condi\u00e7\u00f5es indignas de vida. Os custos para viver com o m\u00ednimo de dignidade est\u00e3o em vertiginoso crescimento. Projectar um futuro numa aten\u00e7\u00e3o aos filhos \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 uma opera\u00e7\u00e3o de engenharia econ\u00f3mica mas quase um milagre. S\u00f3 um trabalho adequado e um sal\u00e1rio justo, num cuidado \u00e0s pol\u00edticas fiscais que agravam permanentemente os agregados familiares, defendem e promovem a fam\u00edlia. S\u00f3 um \u201csal\u00e1rio-fam\u00edlia, ou seja, um sal\u00e1rio suficiente para manter e fazer viver dignamente a fam\u00edlia\u201d (Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja 250) poder\u00e1 garantir o futuro. \tNuma palavra, para que a fam\u00edlia possa ser int\u00e9rprete duma boa-nova devemos conjugar os dois princ\u00edpios fundamentais da Doutrina Social da Igreja. Nesta noite, para que seja Noite Pascal para as nossas fam\u00edlias, quero proclam\u00e1-los com toda a solenidade de que sou capaz: o princ\u00edpio de Subsidiariedade e o princ\u00edpio da Solidariedade. \tO Princ\u00edpio de Subsidiariedade consiste: \t\u201cCom base neste princ\u00edpio, todas as sociedades de ordem superior devem p\u00f4r-se em atitude de ajuda (subsidium) \u2013 e portanto de apoio, promo\u00e7\u00e3o e incremento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s menores. Desse modo os corpos sociais interm\u00e9dios podem cumprir adequadamente as fun\u00e7\u00f5es que lhes competem, sem ter que ced\u00ea-las injustamente a outras agrega\u00e7\u00f5es sociais de n\u00edvel superior, pelas quais acabariam por ser absorvidos e substitu\u00eddos, e por ver-se negar, ao fim e ao cabo, dignidade pr\u00f3pria e espa\u00e7o vital\u201d (Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja 186). \t\u201c\u00c0 subsidiariedade entendida em sentido positivo, como ajuda econ\u00f3mica, institucional, legislativa oferecida \u00e0s entidades sociais menores, corresponde uma s\u00e9rie de implica\u00e7\u00f5es em negativo, que imp\u00f5e ao Estado abster-se de tudo o que, de facto, restrinja o espa\u00e7o vital das c\u00e9lulas menores e essenciais da sociedade. N\u00e3o se deve suplantar as suas iniciativa, liberdade e responsabilidade\u201d (Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja 186). \tPor outro lado, e, na l\u00f3gica deste princ\u00edpio, \u201cA Solidariedade confere particular relevo \u00e0 intr\u00ednseca sociabilidade da pessoa humana, \u00e0 igualdade de todos em dignidade e direito ao caminho comum dos homens e dos povos para uma unidade cada vez mais convicta\u201d (Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja 192). \tEstes dois princ\u00edpios s\u00e3o fundamentais. Como fun\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria, o Estado deve dar \u00e0 fam\u00edlia a prioridade. Muitos poder\u00e3o n\u00e3o concordar mas o primado da fam\u00edlia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade \u00e9 indispens\u00e1vel. \u00c0 sua luz h\u00e1 aspectos e dimens\u00f5es a que o Estado n\u00e3o pode subtrair-se nem abster-se ou quanto muito limitar-se ao m\u00ednimo. \tA solidariedade vem completar o princ\u00edpio da subsidiariedade. Encontramos sempre condi\u00e7\u00f5es de fragilidade e de debilidade que n\u00e3o permitem que a fam\u00edlia consiga realizar um estilo de vida digno. H\u00e1 fen\u00f3menos de marginalidade ou de situa\u00e7\u00f5es estranhas onde a fam\u00edlia nunca poder\u00e1 chegar e s\u00f3 modalidades concretas de apoio moral, caritativo, jur\u00eddico, econ\u00f3mico poder\u00e3o ser resposta adequada. \t\u201cEsta solidariedade pode assumir o rosto do servi\u00e7o e da aten\u00e7\u00e3o a quantos vivem na pobreza e na indig\u00eancia, aos \u00f3rf\u00e3os, aos deficientes, aos enfermos, aos anci\u00e3os, a quem est\u00e1 de luto, a todos os que est\u00e3o na d\u00favida, na solid\u00e3o ou no abandono; uma solidariedade que se abre ao acolhimento, \u00e0 guarda ou \u00e0 adop\u00e7\u00e3o; que sabe fazer-se voz de toda a situa\u00e7\u00e3o de mal-estar junto das institui\u00e7\u00f5es, para que estas intervenham de acordo com as pr\u00f3prias finalidades espec\u00edficas.\u201d (Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja 246). \tNo caminho pastoral que estamos a percorrer, a solidariedade n\u00e3o pode ser vivenciada s\u00f3 nestas situa\u00e7\u00f5es extremas. Ela deve modelar uma figura de sociedade efectivamente solid\u00e1ria onde cada um se sente respons\u00e1vel pelos outros. N\u00e3o se trata dum mero esquema \u201ccaritativo\u201d no sentido convencional. Temos de ir mais al\u00e9m para chegar a um empenho mais radical. Trata-se duma miss\u00e3o \u00e1rdua, imposs\u00edvel para as pessoas isoladamente mas que se torna efectiva se a solidariedade for a l\u00f3gica da vida das pessoas e das fam\u00edlias que sabem colocar as suas vidas em real comunh\u00e3o com todos os outros. \tAqui est\u00e1 a P\u00e1scoa: a Fam\u00edlia, c\u00e9lula da sociedade e geradora de vida nas pessoas e nas estruturas. Eu acredito neste milagre. \tSenhora, da manh\u00e3 alegre da P\u00e1scoa, concede-nos o dom de fam\u00edlias unidas e respons\u00e1veis pelo mundo que as rodeia. Faz com que Cristo entre em suas casas e que as leis permitam e estimulem uma pol\u00edtica de amor e fraternidade para todos. Existem \u201cpedras\u201d pesadas em muitos lares. Elas teimam em tornar o ambiente familiar um \u201ct\u00famulo\u201d. Maria retira todas as pedras, grandes e pequenas, que impedem a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo nos lares e por eles o florir duma Primavera para a humanidade.  S\u00e9 Catedral 07\/04\/2007  + Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Arcebispo de Braga na Vig\u00edlia Pascal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[144,168,172,206,261,275,314],"class_list":["post-23940","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-concilio-vaticano-ii","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-familia","tag-missoes","tag-pascoa","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23940\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}