{"id":23930,"date":"2007-04-06T19:18:04","date_gmt":"2007-04-06T19:18:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/06\/aprofundar-o-misterio-da-cruz\/"},"modified":"2007-04-06T19:18:04","modified_gmt":"2007-04-06T19:18:04","slug":"aprofundar-o-misterio-da-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/aprofundar-o-misterio-da-cruz\/","title":{"rendered":"Aprofundar o mist\u00e9rio da cruz"},"content":{"rendered":"<p>Viana do Castelo celebrou a morte de Cristo <!--more--> \u00abO apelo ao mist\u00e9rio da cruz \u00e9 importante, urgente e necess\u00e1rio num tempo de optimismo consumista, hedonismo er\u00f3tico, laxismo moral e filantropismo crist\u00e3o\u00bb, sublinhou ontem na S\u00e9 Catedral de Viana do Castelo, D, Jos\u00e9 Pedreira, no dia em que a Igreja assinalou \u00aba morte de Jesus Cristo\u00bb fazendo \u00abmem\u00f3ria dum acontecimento central da f\u00e9\u00bb e os crist\u00e3os adoram a Cruz. \u00c9 para os crist\u00e3os, explicou o Prelado, um dia de \u00abp\u00easames rituais, de luto, expresso no jejum e na abstin\u00eancia penitenciais\u00bb vis\u00edveis no gesto simb\u00f3lico da \u00abprostra\u00e7\u00e3o\u00bb do presidente e dos ministros da celebra\u00e7\u00e3o perante o altar, no in\u00edcio da celebra\u00e7\u00e3o. O \u00abtestemunho mais convincente\u00bb da miss\u00e3o divina de Jesus \u00e9 a sua \u00abressurrei\u00e7\u00e3o\u00bb, contudo a Igreja, hoje e em todos os tempos, \u00abtem necessidade de reavivar a teologia da cruz\u00bb porque \u00e9 \u00abparte fundamental do mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o humana\u00bb. O Prelado reconheceu \u00aba dificuldade\u00bb em anunciar esta verdade nos nossos dias, face a uma cultura que \u00abarvorou em bem supremo\u00bb a conquista do saber, do bem-estar material, do prazer, e fez disso como que o objectivo \u00fanico dos esfor\u00e7os desenvolvidos pela ci\u00eancia e a t\u00e9cnica, esfor\u00e7os que reconheceu como positivos, mas parciais. \u00abOs nossos contempor\u00e2neos n\u00e3o conhecem o Deus escondido no sofrimento; preferem o esplendor das obras \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o, a gl\u00f3ria \u00e0 cruz, a for\u00e7a \u00e0 fraqueza, a sabedoria humana \u00e0 \u201cloucura\u201d da cruz\u00bb, rematou. D. Jos\u00e9 Pedreira fez quest\u00e3o de frisar na sua homilia que \u00abn\u00e3o \u00e9 por masoquismo que os crist\u00e3os manifestamos apre\u00e7o pela cruz, pelo s\u00edmbolo do sofrimento redentor de Cristo\u00bb.  A mensagem crist\u00e3, a mensagem da cruz do Crucificado \u00e9, no seu sentido mais profundo, \u00abliberta\u00e7\u00e3o do tudo o que constitui uma cruz\u00bb na caminhada terrena de todo o ser humano. Mas a cruz, alertou o Prelado, perderia a sua \u00abdimens\u00e3o transcendente\u00bb se as comunidades crist\u00e3s se distanciarem da \u00abplena sabedoria da cruz\u00bb, na esperan\u00e7a de \u00abtrocar ou dourar este lenho de morte, fonte de vida, por outras expectativas de salva\u00e7\u00e3o\u00bb.  O essencial das espiritualidades crist\u00e3s \u00e9 viver quotidianamente esta Cruz, no cumprimento do dever pr\u00f3prio de cada estado de vida, \u00fanica fonte da alegria verdadeira, atrav\u00e9s da qual nos \u00e9 garantida a esperan\u00e7a de participar na alegria da ressurrei\u00e7\u00e3o com Cristo. D. Jos\u00e9 Pedreira teve ocasi\u00e3o de chamar aten\u00e7\u00e3o que \u00abo realce dado \u00e0 cruz\u00bb e ao Crucificado \u00abn\u00e3o constitui uma apologia dum cristianismo triste e sombrio\u00bb, sem o resplendor tonificante da luz e esperan\u00e7a do Ressuscitado, porque o cristianismo \u00e9 \u00abessencialmente a religi\u00e3o da esperan\u00e7a\u00bb, j\u00e1 que o \u00abpoder libertador da ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 maior de que o peso da cruz\u00bb. No entanto, prosseguiu, meditar na paix\u00e3o de Cristo \u00abapura a nossa sensibilidade\u00bb para sintonizar com a \u00abmultid\u00e3o de crucificados da terra\u00bb, para \u00absentir a tortura do c\u00famulo de dores e sofrimentos\u00bb que pesa, hoje, sobre a humanidade.  A cruz, objecto de ignom\u00ednia para os contempor\u00e2neos de Jesus, tornou-se, em Cristo, trono de gl\u00f3ria e estandarte de vit\u00f3ria sobre a morte que permite \u00abolhar com maior esperan\u00e7a ainda para a jubilosa vit\u00f3ria do Ressuscitado\u00bb, concluiu. A celebra\u00e7\u00e3o da Adora\u00e7\u00e3o da Cruz termina com um gesto de fraternidade, uma vez que a Igreja dedica a \u201ccolecta\u201d do dia em favor das comunidades cat\u00f3licas que vivem na Palestina. Pretende-se sustentar a vida eclesial e ir ao encontro das necessidades socioculturais daqueles lugares, que s\u00e3o caros ao cora\u00e7\u00e3o de quantos cr\u00eaem no Filho de Deus encarnado. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viana do Castelo celebrou a morte de Cristo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[182,199],"class_list":["post-23930","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23930"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23930\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}