{"id":239180,"date":"2022-05-03T09:48:03","date_gmt":"2022-05-03T08:48:03","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=239180"},"modified":"2022-05-03T09:52:06","modified_gmt":"2022-05-03T08:52:06","slug":"a-cruz-escondida-183","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-183\/","title":{"rendered":"A Cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p>UCR\u00c2NIA: Irm\u00e3s abrem portas de mosteiro contemplativo para refugiados<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-239183\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/irmas-ucrania-fais-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Um sinal de Deus<\/h4>\n<p>Um pouco por toda a Ucr\u00e2nia, mosteiros e casas de religiosas t\u00eam sido transformados em lugares de abrigo para os refugiados de guerra. Mesmo mosteiros contemplativos. As irm\u00e3s abrem as portas das suas casas partilhando o que t\u00eam com quem chega, tantas vezes de m\u00e3os vazias e em l\u00e1grimas\u2026 Acolher quem precisa \u00e9 tamb\u00e9m um sinal de Deus no meio do inferno da guerra.<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as comunidades religiosas femininas que abriram as portas dos seus mosteiros aos refugiados de guerra na Ucr\u00e2nia. \u00c9 o caso das Beneditinas de Slonka. Estas religiosas contemplativas privaram-se do sil\u00eancio e da solid\u00e3o do mosteiro para acolherem pessoas que fugiram por causa da viol\u00eancia dos combates, dos bombardeamentos. Desde que come\u00e7ou a invas\u00e3o das tropas russas, a 24 de Fevereiro, j\u00e1 dezenas de fam\u00edlias passaram pelos claustros destas irm\u00e3s na regi\u00e3o de Lviv. \u201c\u00c9 assim que vemos a nossa miss\u00e3o agora\u201d, diz a Irm\u00e3 Klara. Com a guerra tudo mudou. A calma e o sil\u00eancio do mosteiro foram substitu\u00eddos pela agita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de um ajuntamento de pessoas. Como a Irm\u00e3 Klara explicou a Maria Lozano, da Funda\u00e7\u00e3o AIS, a vida no mosteiro passou a ter outras rotinas, outras prioridades. As irm\u00e3s procuram envolver toda a gente nas tarefas di\u00e1rias, seja a limpeza do mosteiro ou a confec\u00e7\u00e3o das refei\u00e7\u00f5es. Nada foi deixado ao acaso. Tamb\u00e9m na Arquidiocese de Lviv, as Irm\u00e3s de S\u00e3o Jos\u00e9 abriram as portas para acolher os que por ali t\u00eam passado, fugindo dos horrores da guerra. \u201cH\u00e1 pessoas a dormir em todos os cantos do mosteiro. Est\u00e3o todos muito gratos pela oportunidade de se poderem lavar, de terem comida quente e de conseguirem descansar um pouco\u201d, explica a Irm\u00e3 Tobiasza. \u201cAlgumas destas pessoas passaram v\u00e1rios dias em caves ou em abrigos antia\u00e9reos\u201d, acrescenta a religiosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>O caos depois dos m\u00edsseis<\/strong><\/h4>\n<p>Outra casa das Irm\u00e3s de S\u00e3o Jos\u00e9, mas na cidade de Stryi, tamb\u00e9m abriu as suas portas neste grande abra\u00e7o de entreajuda da Igreja aos que fogem da guerra. \u201cAs irm\u00e3s prepararam um quarto para acolher uma fam\u00edlia de duas crian\u00e7as e uma av\u00f3. Com a ajuda de benfeitores, conseguiram comprar uma m\u00e1quina de lavar roupa, um frigor\u00edfico, camas, e assim por diante. Todos os bens b\u00e1sicos para se poder viver. Um dos rapazes est\u00e1 doente e precisa de cuidados e comida especial\u201d, explica a Irm\u00e3 Tobiaszca. Todos os que batem \u00e0 porta das irm\u00e3s trazem consigo hist\u00f3rias pesadas, dif\u00edceis, mem\u00f3rias que perdurar\u00e3o provavelmente para sempre. \u00c9 o caso de Roman e de Anna que, com os dois filhos, um rapaz de 7 anos e um beb\u00e9 de apenas 1 m\u00eas de idade, se fizeram ao caminho chegando a Lviv, ao mosteiro das Beneditinas de Slonka. Vieram de Kharkiv. Ainda aguentaram 10 dias at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o se tornou intoler\u00e1vel e demasiado perigosa, especialmente para as crian\u00e7as. Pouco antes de partirem, caiu um m\u00edssil no pr\u00e9dio onde viviam. Foi o caos. A casa estava destru\u00edda. Apanharam um comboio para Lviv. Chegaram a uma cidade em ebuli\u00e7\u00e3o. Na primeira noite, Anna e as crian\u00e7as conseguiram dormir no ch\u00e3o, numa casa de abrigo para m\u00e3es e filhos, mas a situa\u00e7\u00e3o era insustent\u00e1vel. Foi ent\u00e3o que uma irm\u00e3, que por acaso passava por ali, lhes indicou o mosteiro das Beneditinas de Solonka.\u00a0 \u201cRecordaremos sempre esse momento, e estaremos gratos pelo resto das nossas vidas\u201d, diz Anna, explicando que, para si, o encontro casual com a irm\u00e3 \u201cfoi a Provid\u00eancia Divina, foi um sinal de Deus\u2026\u201d. A Funda\u00e7\u00e3o AIS apoia directamente a subsist\u00eancia de 144 irm\u00e3s em Lviv. Todas elas s\u00e3o um sinal de Deus num pa\u00eds em guerra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UCR\u00c2NIA: Irm\u00e3s abrem portas de mosteiro contemplativo para refugiados<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-239180","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=239180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239180\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=239180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=239180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=239180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}