{"id":23918,"date":"2007-04-05T18:20:15","date_gmt":"2007-04-05T18:20:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/05\/perpetuar-a-memoria-de-cristo\/"},"modified":"2007-04-05T18:20:15","modified_gmt":"2007-04-05T18:20:15","slug":"perpetuar-a-memoria-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/perpetuar-a-memoria-de-cristo\/","title":{"rendered":"Perpetuar a mem\u00f3ria de Cristo"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Manuel Clemente na Missa da Ceia do Senhor <!--more--> Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, Ouvimos na segunda leitura a primeira men\u00e7\u00e3o escrita da Ceia do Senhor. E as palavras de Jesus, tomando o p\u00e3o e depois o c\u00e1lice, soaram assim, como, ali\u00e1s, as sabemos de cor: \u201cIsto \u00e9 o meu Corpo, entregue por v\u00f3s. Fazei isto em mem\u00f3ria de mim. [\u2026] Este c\u00e1lice \u00e9 a nova alian\u00e7a no meu sangue. Todas as vezes que o beberdes fazei-o em mem\u00f3ria de mim\u201d.  A partir daqui, poderemos considerar que toda a vida da Igreja, mil\u00e9nio ap\u00f3s mil\u00e9nio, outra coisa n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o perpetuar a mem\u00f3ria de Cristo e, muito especialmente, o gesto em que Ele se traduziu na realidade da sua exist\u00eancia terrena e da sua morte, como vida entregue para a vida do mundo. E tamb\u00e9m poderemos considerar que a nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia e condi\u00e7\u00e3o, enquanto disc\u00edpulos de Cristo, s\u00f3 tem sentido enquanto vivemos da sua entrega e nos entregamos com Ele, em ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as ao Pai e em caridade para o mundo.  Pensaremos bem, se pensarmos assim, como o celebramos nesta Missa Vespertina da Ceia do Senhor, que nos introduz no Tr\u00edduo Pascal, cerne da vida crist\u00e3. N\u00e3o o digo eu, di-lo o Santo Padre Bento XVI num passo muito afirmativo e apod\u00edctico da sua recente exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica p\u00f3s-sinodal Sacramentum Caritatis : \u201cQuanto mais viva for a f\u00e9 eucar\u00edstica no povo de Deus, tanto mais profunda ser\u00e1 a sua participa\u00e7\u00e3o na vida eclesial por meio duma ades\u00e3o convicta \u00e0 miss\u00e3o que Cristo confiou aos seus disc\u00edpulos. Testemunha-o a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da Igreja: toda a grande reforma est\u00e1, de algum modo, ligada \u00e0 redescoberta da f\u00e9 na presen\u00e7a eucar\u00edstica do Senhor no meio do povo\u201d (SC, n\u00ba 6). Advert\u00eancia muito importante, esta. Antes de mais, pela liga\u00e7\u00e3o da f\u00e9 eucar\u00edstica com a participa\u00e7\u00e3o na vida e miss\u00e3o da Igreja. Mal de n\u00f3s, se alguma vez confundirmos a perten\u00e7a \u00e0 Igreja de Cristo com qualquer outra agrega\u00e7\u00e3o, merit\u00f3ria que seja, a que adiramos para uma finalidade entre outras. Verificamo-lo, por vezes, nalgumas alus\u00f5es, ditas ou escritas, que assim se referem \u00e0 Igreja, \u00e0 sua organiza\u00e7\u00e3o interna e \u00e0 sua actividade, digamos, social\u2026 Al\u00e9m do horizontalismo subjacente, tal entendimento revela confus\u00e3o entre os dois planos da realidade crente, ou seja o da cria\u00e7\u00e3o e o da ultima\u00e7\u00e3o das coisas em Cristo.  Na verdade, segundo a li\u00e7\u00e3o dos G\u00e9nesis, no princ\u00edpio do nosso permanente acontecer, o mundo \u00e9-nos confiado e entregue: \u201cAben\u00e7oando-os, Deus disse-lhes: \u2018Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra\u2026\u2019\u201d (Gn 1, 28). E isso vamos fazendo, com todos os que partilham connosco a condi\u00e7\u00e3o humana, nesta exaltante e dram\u00e1tica aventura que desenrolamos na hist\u00f3ria. Aqui sim, \u00e9 basicamente nossa a responsabilidade e a defini\u00e7\u00e3o das coisas, sobretudo as que fazemos associados, com os mais diversos e leg\u00edtimos objectivos.  Sabemos bem, no entanto, como repetidamente nos esquecemos da origem divina das nossas vidas e da vida do mundo. E como, cortando-nos dela, rapidamente secamos como inspira\u00e7\u00e3o, solidariedade e sentido. \u00c9 o drama e trag\u00e9dia das nossas exist\u00eancias individuais e colectivas, do nosso pecado, para falarmos religiosamente. Sabemos, ainda e sobretudo, que Deus n\u00e3o desiste de restaurar, relan\u00e7ar e culminar a aventura humana, sem eliminar a nossa liberdade, antes curando-a dos cativeiros em que se deixa enredar, por ego\u00edsmos pr\u00f3prios e alheios. E como, em Jesus Cristo, Deus Filho se torna Deus connosco, para nos salvar pela partilha da sua inabal\u00e1vel filia\u00e7\u00e3o divina, pela imortalidade do seu amor, o \u00fanico que nunca acabar\u00e1 (cf. 1 Cor 13, 8). Aqui culmina a cria\u00e7\u00e3o, ganhando todo o significado na filia\u00e7\u00e3o divina, de Cristo para n\u00f3s e para benef\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o inteira, a qual, como Paulo lembrou, \u201cse encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revela\u00e7\u00e3o dos filhos de Deus\u201d (Rm 8, 19).  Que importante \u00e9 lembr\u00e1-lo, agora que a ecologia global nos preocupa cada vez mais. Di-lo tamb\u00e9m o Papa na sua exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica: \u201cAs condi\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas em que a cria\u00e7\u00e3o subjaz em muitas partes do mundo suscitam justas preocupa\u00e7\u00f5es, que encontram motivo de conforto na perspectiva da esperan\u00e7a crist\u00e3, pois esta compromete-nos a trabalhar responsavelmente na defesa da cria\u00e7\u00e3o; de facto, na rela\u00e7\u00e3o entre a Eucaristia e o universo, descobrimos a unidade do des\u00edgnio de Deus e somos levados a individuar a rela\u00e7\u00e3o profunda da cria\u00e7\u00e3o com a \u2018nova cria\u00e7\u00e3o\u2019 que foi inaugurada na ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, novo Ad\u00e3o\u201d (SC, n\u00ba 92).   Isto sabemos decerto, n\u00f3s os crist\u00e3os. Mas, se o sabemos, \u00e9 porque reconhecemos em Cristo o cora\u00e7\u00e3o do mundo novo, que n\u00e3o se constr\u00f3i basicamente a partir de n\u00f3s e das nossas iniciativas, mas sempre de Deus e da sua vitoriosa caridade, como entrev\u00ea o \u00faltimo livro da B\u00edblia Sagrada: \u201cE vi descer do c\u00e9u, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusal\u00e9m, j\u00e1 preparada, qual noiva adornada para o seu esposo. E uma voz potente que vinha do trono e dizia: \u2018Esta \u00e9 a morada de Deus entre os homens. Ele habitar\u00e1 com eles; eles ser\u00e3o o seu povo e o pr\u00f3prio Deus estar\u00e1 com eles e ser\u00e1 o seu Deus. Ele enxugar\u00e1 todas as l\u00e1grimas dos seus olhos; e n\u00e3o haver\u00e1 mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas passaram\u2019\u201d (Ap 21, 2-4). N\u00e3o nos pare\u00e7a isto demasiado, porque \u00e9 desta realidade que a Igreja \u00e9 j\u00e1 sinal e sacramento, activando no mundo a caridade divina, como a recebe de Cristo (cf. SC, n\u00ba 92).  Aqui se insere o sentimento de \u201cj\u00e1 e ainda n\u00e3o\u201d que modernamente formula a consci\u00eancia de vivermos do futuro para o presente, ou melhor, do futuro presente em que a P\u00e1scoa de Cristo nos inclui e a Eucaristia celebra. Assim se enquadra o coment\u00e1rio que Paulo logo faz \u00e0 citada narra\u00e7\u00e3o da Ceia, activando a esperan\u00e7a e apressando o fim: \u201cNa verdade, todas as vezes que comerdes deste p\u00e3o e beberdes deste c\u00e1lice, anunciareis a morte do Senhor, at\u00e9 que Ele venha\u201d. O que n\u00f3s ecoamos na aclama\u00e7\u00e3o: \u201cAnunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurrei\u00e7\u00e3o. Vinde, Senhor Jesus!\u201d. A morte de Cristo significa afinal a vit\u00f3ria sobre a morte, pois que a preenche de tal caridade, que elimina toda a raiz do pecado que a origina. \u00c9 desta vit\u00f3ria que vivemos, \u00e9 ela s\u00f3 que celebramos em persistente ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, \u00e9 dela que repassamos todas as concretiza\u00e7\u00f5es da nossa vida, pessoal ou colectiva, para que a hist\u00f3ria, pequena ou grande, se salve e transmude na Jerusal\u00e9m nova, que assim brota de Deus humanado. Assim sendo, podemos retomar o trecho de Bento XVI e perceber porventura melhor porque \u00e9 que, \u00e0 luz da hist\u00f3ria da Igreja, se pode dizer que \u201ctoda a grande reforma est\u00e1, de algum modo, ligada \u00e0 redescoberta da f\u00e9 na presen\u00e7a eucar\u00edstica do Senhor no meio do seu povo\u201d. Porque a melhor no\u00e7\u00e3o de \u201creforma\u201d \u00e9 a que nos leva, quase ciclicamente, a retomar a forma inicial da Igreja, como a vemos na Ceia do Senhor, onde a contemplamos agora.  E tamb\u00e9m porque \u00e9 que o grande movimento social crist\u00e3o, que, desde o s\u00e9culo XIX tem procurado levar \u00e0 sociedade e \u00e0 economia mais humanidade e solidariedade, teve e tem nos congressos eucar\u00edsticos nacionais e internacionais um dos seus focos e incentivos. Nascidos em Fran\u00e7a, por iniciativa de \u00c9milie Tamisier, ligam-se tamb\u00e9m ao apostolado eucar\u00edstico de S\u00e3o Pedro Juli\u00e3o Eymard, o mesmo que escrevia assim: \u201cA Eucaristia \u00e9 a vida de todos os povos. [\u2026] A Eucaristia \u00e9 tamb\u00e9m a vida da alma e da sociedade humana, como o sol \u00e9 a vida dos corpos e a da face da terra. [\u2026] Ele [\u2026] segue o supremo Sol, o Verbo divino, Jesus Cristo, que ilumina todos os homens que v\u00eam a este mundo, e que, pela Eucaristia, como sacramento da vida, actua no \u00edntimo das almas, de tal modo que transforma as fam\u00edlias e as na\u00e7\u00f5es\u201d (Liturgia das Horas, 2 de Agosto). Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s, s\u00f3 por n\u00f3s n\u00e3o ter\u00edamos cora\u00e7\u00e3o nem \u00e2nimo para retomar, prosseguir e culminar a nossa vida e a vida da sociedade que desejamos integrar activamente, de acordo com os largos des\u00edgnios de Deus. Ganhamo-los na vida entregue do Senhor e na ac\u00e7\u00e3o do seu Esp\u00edrito, presente em cada Eucaristia. A partir daqui, hoje e sempre daqui, sim, \u00e9 poss\u00edvel! \u00c9 poss\u00edvel como inquieta\u00e7\u00e3o e \u00e9 poss\u00edvel como partilha, exorta-nos Bento XVI: \u201cO alimento da verdade leva-nos a denunciar as situa\u00e7\u00f5es indignas do homem, nas quais se morre \u00e0 m\u00edngua de alimento por causa da injusti\u00e7a e da explora\u00e7\u00e3o, e d\u00e1-nos nova for\u00e7a e coragem para trabalhar sem descanso na edifica\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o do amor. Desde o princ\u00edpio, os crist\u00e3os tiveram a preocupa\u00e7\u00e3o de partilhar os seus bens (Act 4, 32) e de ajudar os pobres (Rm 15, 26)\u201d (SC, n\u00ba 90).     Finalmente, irm\u00e3os e irm\u00e3s, se reconhecemos e agradecemos o dom imenso da Eucaristia, tamb\u00e9m o Evangelho que escut\u00e1mos nos ensina o modo de significarmos na vida e em prol dos irm\u00e3os a entrega e o servi\u00e7o de Cristo: \u201cdeitou \u00e1gua numa bacia e come\u00e7ou a lavar os p\u00e9s dos disc\u00edpulos e a enxug\u00e1-los com a toalha que pusera \u00e0 cintura\u201d. S\u00e3o gestos de servo, hum\u00edlimos e desconcertantes, mesmo para quem o seguia h\u00e1 tr\u00eas anos, como Pedro. Mas necess\u00e1rios tamb\u00e9m em n\u00f3s, se quisermos \u201cter parte\u201d com Cristo, estar do seu lado, isto \u00e9, do lado de Deus no mundo. Levar-nos-ia muito longe, este imprescind\u00edvel ponto de medita\u00e7\u00e3o\u2026 Mas bastem por hoje a inten\u00e7\u00e3o e o prop\u00f3sito de estarmos diante dos outros, come\u00e7ando pelos que nos rodeiam, em igual atitude de servi\u00e7o humilde e decidido. Atitude que, de cada celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, se propague na sociedade, com a marca aut\u00eantica dos disc\u00edpulos de Cristo, que est\u00e1 no meio de n\u00f3s, \u201ccomo quem serve\u201d (Lc 22, 27). S\u00e9 do Porto, 5 de Abril de 2007 <i>+ Manuel Clemente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. 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