{"id":23895,"date":"2007-04-05T11:12:34","date_gmt":"2007-04-05T11:12:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/05\/cristo-e-tudo-para-nos-sacerdotes\/"},"modified":"2007-04-05T11:12:34","modified_gmt":"2007-04-05T11:12:34","slug":"cristo-e-tudo-para-nos-sacerdotes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cristo-e-tudo-para-nos-sacerdotes\/","title":{"rendered":"Cristo \u00e9 tudo para n\u00f3s, Sacerdotes"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Ant\u00f3nio Marto, na Missa Crismal <!--more--> \u201cChristus omnia est nobis\u201d (Sto Ambr\u00f3sio) 1. Sauda\u00e7\u00e3o \u201cGra\u00e7a e paz vos sejam dadas por Jesus Cristo, que \u00e9 a Testemunha fiel, o Primog\u00e9nito dos mortos, o Soberano dos reis da terra! \u00c0quele que nos ama, que pelo Seu sangue nos libertou do pecado e fez de n\u00f3s um reino de sacerdotes para o Seu Deus e Seu Pai: a Ele a gl\u00f3ria e o poder pelos tempos sem fim\u201d (Ap.1,5-6).  Com estas palavras do ap\u00f3stolo Jo\u00e3o chegue a todos v\u00f3s a minha fraterna sauda\u00e7\u00e3o pascal e eleve-se ao Senhor o louvor agradecido por este nosso encontro na Missa Crismal. Em todos as catedrais do mundo celebra-se hoje o \u201cdies sacerdotalis\u201d da Igreja, para bendizer o Senhor pelo dom do sacerd\u00f3cio, para consagrar os \u00f3leos santos, para saborear, em particular intimidade, a fraternidade sacerdotal, para fazer mem\u00f3ria de um dia inesquec\u00edvel no qual dissemos \u201cSim\u201d a Jesus Cristo e \u00e0 Igreja e que hoje queremos confirmar atrav\u00e9s da renova\u00e7\u00e3o das promessas sacerdotais. Agrade\u00e7o ao Senhor a grande alegria espiritual que hoje me concede. \u00c9 a primeira vez que presido \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da Missa Crismal como bispo da diocese, para expressar a profunda comunh\u00e3o sacramental entre o bispo e o seu presbit\u00e9rio. Neste esp\u00edrito de comunh\u00e3o sa\u00fado-vos com caloroso afecto. Quero dizer-vos, com toda a sinceridade, que todos v\u00f3s estais presentes no meu cora\u00e7\u00e3o de Pastor. Sa\u00fado com particular afecto o Senhor D. Serafim e fa\u00e7o-me int\u00e9rprete da alegria de todos pela sua presen\u00e7a connosco. Em nome pessoal e de toda a diocese desejo exprimir a mais viva congratula\u00e7\u00e3o aos sacerdotes que ao longo deste ano celebram o jubileu da sua ordena\u00e7\u00e3o. Com uma recorda\u00e7\u00e3o especial lembro os presb\u00edteros doentes ou idosos impossibilitados de marcar a sua presen\u00e7a, mas seguramente unidos em comunh\u00e3o afectiva. E, com eles, o nosso pensamento vai tamb\u00e9m para aqueles que foram chamados para a casa eterna do Pai. N\u00e3o esquecemos, por fim, aqueles que por diversas circunst\u00e2ncias, j\u00e1 n\u00e3o exercem o seu minist\u00e9rio. Que o Senhor lhes d\u00ea a certeza de serem recordados e amados por todos n\u00f3s. 2. O minist\u00e9rio na complexidade actual Nestes nove meses que estou convosco tive a oportunidade de vos encontrar nas mais diversas circunst\u00e2ncias. Devo confessar-vos, por\u00e9m, que foi muito gratificante para mim o encontro pessoal com cada um, em audi\u00eancia particular, desde o Natal at\u00e9 hoje. Tive a oportunidade de reconhecer que, da vossa parte, n\u00e3o falta o testemunho de uma fidelidade provada aos compromissos assumidos, de uma grande generosidade na dedica\u00e7\u00e3o e no servi\u00e7o aos fi\u00e9is a v\u00f3s confiados, de uma alegre satisfa\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica de ser padre. Tudo isto n\u00e3o pode deixar de me encher de admira\u00e7\u00e3o e de me levar a dar gra\u00e7as por v\u00f3s, a Deus, cujo Esp\u00edrito nunca cessa de rejuvenescer e santificar a nossa Igreja de Leiria-F\u00e1tima. Com que alegria ouvi alguns de v\u00f3s dizer: \u201cSinto-me feliz! Se tivesse de recome\u00e7ar hoje, tomaria a mesma op\u00e7\u00e3o!\u201d Ao mesmo tempo, n\u00e3o posso esconder que, nos vossos col\u00f3quios comigo, aflorou tamb\u00e9m um outro rosto do vosso minist\u00e9rio: aquilo que o torna pesado, as dificuldades que s\u00e3o causa quotidiana de n\u00e3o pouco mal estar, de certo sofrimento e de alguma desilus\u00e3o. Limito-me a evocar as dificuldades mais sentidas. Antes de mais, a sobrecarga dos compromissos pastorais aliada \u00e0 crescente diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero e das for\u00e7as dos padres; a pen\u00faria de voca\u00e7\u00f5es; a muta\u00e7\u00e3o cultural reflectida num ambiente de seculariza\u00e7\u00e3o e indiferen\u00e7a que torna muitas pessoas, mesmo dentro das nossas comunidades, insens\u00edveis aos valores espirituais e indiferentes a uma proposta verdadeiramente evang\u00e9lica; as incompreens\u00f5es e resist\u00eancias \u00e0 novidade de op\u00e7\u00f5es e iniciativas pastorais mesmo por parte de n\u00e3o poucos crist\u00e3os que s\u00e3o praticantes e at\u00e9 colaboradores pr\u00f3ximos; o individualismo de muitos que os leva \u00e0 perda do sentido de perten\u00e7a afectiva \u00e0 Igreja e \u00e0 recusa de colaborar nos servi\u00e7os da comunidade (catequese, conselho econ\u00f3mico,&#8230;). Tudo isto, sem esquecer o desmoronar progressivo da \u201cmem\u00f3ria crist\u00e3\u201d elementar, que leva a que muitos crist\u00e3os j\u00e1 n\u00e3o reconhe\u00e7am a sua \u201cl\u00edngua materna\u201d. E, enfim, a nossa pr\u00f3pria fragilidade que facilmente cede ao des\u00e2nimo, ao desencorajamento face \u00e0 situa\u00e7\u00e3o actual, sobretudo quando advertimos a despropor\u00e7\u00e3o entre tantas energias que consumimos e os poucos resultados que obtemos.  Daqui as interroga\u00e7\u00f5es que por vezes nos atormentam: para que serve toda a minha jornada, a minha fadiga pelos outros, a minha dedica\u00e7\u00e3o se n\u00e3o h\u00e1 voca\u00e7\u00f5es, se n\u00e3o encontro colaboradores? Para qu\u00ea tantos anos de sacrif\u00edcio, se agora estou cansado, idoso, doente, se n\u00e3o sinto o fervor e a alegria de outrora? 3. Cada tempo \u00e9 um tempo de prova\u00e7\u00e3o e de gra\u00e7a Todos estes sentimentos encontram eco no cora\u00e7\u00e3o do bispo a quem o Senhor confia o minist\u00e9rio do encorajamento como a Pedro: \u201cConfirma os teus irm\u00e3os\u201d (Lc 22,32). Com Jesus, o bispo diz a cada um de v\u00f3s: \u201cV\u00f3s sois os que perseverastes comigo nas minhas prova\u00e7\u00f5es\u201d (Lc 22,28). Por isso, hoje, quero oferecer-vos uma mensagem de conforto sob o t\u00edtulo \u201cCristo \u00e9 tudo para n\u00f3s sacerdotes\u201d. Como padres, vivemos tempos dif\u00edceis. Tamb\u00e9m os pais e educadores vivem este tempo com dificuldades. Mas cada tempo \u00e9 sempre um tempo de prova\u00e7\u00e3o e de gra\u00e7a. \u00c9 certo que cada vez menos podemos apoiar-nos na tradicional \u201ccultura crist\u00e3\u201d que vemos desmoronar-se. J\u00e1 n\u00e3o podemos viver das \u201cgl\u00f3rias\u201d do passado. Hoje, vivemos numa \u201cdi\u00e1spora espiritual\u201d, num ambiente pluricultural e plurireligioso onde se oferecem os mais diversos modelos e projectos de vida. Mas foi precisamente esse o contexto em que nasceu e se desenvolveu o cristianismo. Por isso, o nosso tempo dif\u00edcil pode tornar-se tempo aben\u00e7oado de gra\u00e7a e esperan\u00e7a. O sofrimento da nossa \u00e9poca e que nos atinge pode transformar-se num convite da parte de Deus a ser mais crist\u00e3o e mais padre. A pr\u00f3pria complexidade do novo contexto do minist\u00e9rio faz nascer em n\u00f3s a necessidade de reencontrar o que \u00e9 verdadeiramente essencial na nossa actividade pastoral; a urg\u00eancia de redescobrir o segredo do nosso ser padres; o fasc\u00ednio de viver o nosso servi\u00e7o na simplicidade que \u00e9 t\u00edpica do disc\u00edpulo do Senhor. S\u00f3 assim podemos assegurar e testemunhar a beleza e a alegria da nossa voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o de presb\u00edteros de Cristo  e da sua Igreja. Como \u00e9 poss\u00edvel? Por onde come\u00e7ar? A meu ver, voltando \u00e0s fontes da nossa voca\u00e7\u00e3o, \u00e0 Fonte viva e pessoal que \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo. Quer dizer que a primeira e principal solu\u00e7\u00e3o para o nosso des\u00e2nimo e para o nosso relan\u00e7amento pastoral \u00e9 de ordem interior. Est\u00e1 mais no nosso interior do que no nosso plano de trabalho. \u00c9 preciso dar um salto de qualidade. Todo o encorajamento verdadeiro come\u00e7a pelo trabalho no cora\u00e7\u00e3o do padre. Racionaliza\u00e7\u00e3o e  reestrutura\u00e7\u00e3o, redistribui\u00e7\u00e3o de tarefas e responsabilidades, planos pastorais bem programados e implementados s\u00e3o seguramente indispens\u00e1veis. Ningu\u00e9m o p\u00f5e em d\u00favida. Mas a verdadeira reconstru\u00e7\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 na nossa convers\u00e3o interior e resultar\u00e1 dela, com nova pujan\u00e7a, sem preju\u00edzo de reflectirmos, em pr\u00f3ximas ocasi\u00f5es, sobre as dificuldades j\u00e1 mencionadas.  Na origem da nossa voca\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 um grande ideal humanista nem o desejo de uma boa realiza\u00e7\u00e3o profissional. Est\u00e1 o encontro vivo e pessoal com Jesus Cristo e a participa\u00e7\u00e3o do Seu amor de compaix\u00e3o pela gente (Cf.Mt 9,36). A nossa f\u00e9, a nossa esperan\u00e7a e o nosso \u00e2nimo n\u00e3o se fundam numa palavra, num texto ou num livro. Fundam-se numa pessoa viva e contempor\u00e2nea a n\u00f3s: Jesus Cristo ressuscitado! \u00c9 sobre Ele que somos chamados a construir, a partir de novo, com novo f\u00f4lego. 4. Eu sou o Alfa e o \u00d3mega: Cristo \u00e9 tudo para n\u00f3s Eis a raz\u00e3o porque me proponho reflectir sobre o que pode significar para n\u00f3s, padres, a palavra de Santo Ambr\u00f3sio \u201cCristo \u00e9 tudo para n\u00f3s\u201d. \u00c9 a palavra que est\u00e1 presente, embora de outra forma, na leitura do Apocalipse: \u201cEu sou o Alfa e o \u00d3mega, Aquele que \u00e9, que era e que h\u00e1-de vir, o Senhor do universo\u201d (1,8). O livro do Apocalipse \u00e9 um livro de consola\u00e7\u00e3o que quer infundir grande conforto, coragem e confian\u00e7a \u00e0 Igreja perseguida e aos crist\u00e3os tentados pelo paganismo e pelas seitas. \u00c9 pois um texto escrito com o sangue da hist\u00f3ria e, ao mesmo tempo, uma obra de grande contempla\u00e7\u00e3o m\u00edstica. Convida, antes de mais, a contemplar Cristo e a tomar consci\u00eancia de quem Ele \u00e9 para n\u00f3s e a rever a nossa rela\u00e7\u00e3o com Ele. Para isso tra\u00e7a um \u00edcone grandioso e fascinante de Cristo, que \u00e9, simultaneamente, uma profiss\u00e3o de f\u00e9, um canto pascal de confian\u00e7a e uma revela\u00e7\u00e3o de vida e de esperan\u00e7a. Ele \u00e9 a Testemunha fiel do amor eterno e santo de Deus at\u00e9 \u00e0 sua paix\u00e3o na cruz; o Primog\u00e9nito dos mortos, o Vivente que, solidarizando-se connosco na morte, nos faz participantes da sua vida divina; o Soberano dos reis da terra, o Vitorioso sobre as for\u00e7as destruidoras do mal, da morte e do pecado. Por isso pode apresentar-se \u201cEu sou o Alfa e o \u00d3mega\u201d, isto \u00e9, Eu sou tudo para v\u00f3s. A esta revela\u00e7\u00e3o responde uma explos\u00e3o de louvor e gratid\u00e3o \u201c\u00c0quele que nos ama\u201d por parte da assembleia que se sente envolvida e segura pelo Amor presente, activo e incessante de Cristo: \u201cSim, Sim! \u00c1men!\u201d \u2013 \u00e9 uma resposta cheia de afecto e devo\u00e7\u00e3o, como que a confirmar: \u201cSim, Tu \u00e9s Tudo para n\u00f3s. Em ti pomos a nossa confian\u00e7a.\u201d Cristo fascina e perturba. H\u00e1 determinados momentos em que Ele entra na vida de cada um e s\u00e3o momentos inesquec\u00edveis. Mas \u00e9, sobretudo, o Cristo de cada dia, de todos os dias, que a Igreja precisa de sentir perto de si. Ele conservar\u00e1 a sua m\u00e3o protectora sobre ela, tornar-se-\u00e1 Ele pr\u00f3prio a garantia, a mensagem de confian\u00e7a, encorajamento e comunh\u00e3o. Despertar\u00e1 voca\u00e7\u00f5es para lhes confiar uma miss\u00e3o em favor da Igreja. N\u00f3s, sua Igreja, temos apenas que nos abandonar a Ele com todo o amor, confian\u00e7a e empenho que Ele merece e inspira. 5. Como testemunhar que Cristo \u00e9 tudo para n\u00f3s sacerdotes? Creio que posso sintetizar tudo numa atitude que a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 chama \u201cdevo\u00e7\u00e3o\u201d. O que \u00e9 a devo\u00e7\u00e3o? \u00c9 a atitude de entrega ao Senhor que leva a exclamar: \u201cTotus tuus ego sum et omnia mea tua sunt\u201d. Sou todo teu e tudo o que \u00e9 meu \u00e9 teu! \u00c9 o fogo do amor que arde por dentro e leva a superar as fronteiras do que \u00e9 devido por justi\u00e7a ou obedi\u00eancia; o esp\u00edrito de gratuidade que n\u00e3o calcula quanto vai ganhar ou perder; a alegria do Evangelho que enche todos os momentos da nossa jornada; a criatividade luminosa que investe a ora\u00e7\u00e3o e a ac\u00e7\u00e3o pastoral e nos leva a viver e trabalhar em comunh\u00e3o. Sem este fogo interior, a vida do padre reduz-se a uma s\u00e9rie de presta\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias, fatigantes, sem impulso e alegria. Tudo se esfria e as iniciativas s\u00e3o realizadas como obriga\u00e7\u00e3o e fardo pesado. O pr\u00f3prio minist\u00e9rio degenera em puro funcionalismo.  O entusiasmo, o encorajamento e o apoio m\u00fatuos crescem no terreno da paix\u00e3o por Cristo; e esta leva-nos a exercer o minist\u00e9rio com \u201cdevo\u00e7\u00e3o\u201d, a sair da resigna\u00e7\u00e3o e do pessimismo e a abrirmo-nos \u00e0 esperan\u00e7a da hora presente. N\u00e3o devemos n\u00f3s padres aprender a ver com olhos de esperan\u00e7a o que germina e cresce nas nossas comunidades e nas comunidades \u00e0 nossa volta? H\u00e1 na Igreja uma grande quantidade de pequenos g\u00e9rmenes, de pequeninas plantas e flores, porventura fr\u00e1geis e quase invis\u00edveis, mas que crescem em sil\u00eancio e de que n\u00e3o nos apercebemos:  Crescem nas asperezas do caminho Pequenas flores brancas de esperan\u00e7a N\u00e3o podem os espinhos afog\u00e1-las Pois foi o amor quem as chamou \u00e0 vida! (Hino de v\u00e9speras da Quaresma)  Cristo \u00e9 tudo para n\u00f3s, sacerdotes! \u2013 Despertar a f\u00e9 viva em Cristo vivo e torn\u00e1-lo inesquec\u00edvel \u00e9 a miss\u00e3o primeira e mais sagrada de um bispo e de um padre. As pessoas anseiam que lhes falemos mais da beleza e da ternura do rosto de Cristo do que da fealdade e do terror do diabo!&#8230; Meus caros padres, tende f\u00e9 no vosso sacerd\u00f3cio! N\u00e3o tenhais medo! Tende coragem! V\u00f3s sois as sentinelas de uma primavera espiritual para o povo de Deus, para este nosso tempo. Para terminar, quero deixar a todos v\u00f3s o meu testemunho de sincera estima e de viva e profunda gratid\u00e3o. \u201cV\u00f3s perseverastes comigo nas minhas prova\u00e7\u00f5es\u201d, disse Jesus aos ap\u00f3stolos na v\u00e9spera da paix\u00e3o. Tamb\u00e9m vo-lo digo, nesta hora, com reconhecimento por permanecerdes fi\u00e9is colaboradores do bispo nestes tempos dif\u00edceis. Obrigado pelo vosso testemunho! Obrigado pela vossa amizade, pela vossa simpatia, pela colabora\u00e7\u00e3o e fadiga do vosso minist\u00e9rio! Abra\u00e7o-vos a todos e a cada um com grande afecto! Invoquemos a Virgem M\u00e3e:  \u00d3 Virgem Maria, Tu que pronunciaste o teu \u201csim\u201d na Anuncia\u00e7\u00e3o E o repetiste nos dias da prova\u00e7\u00e3o e paix\u00e3o do teu Filho; Tu que meditaste no sil\u00eancio do cora\u00e7\u00e3o as palavras e as maravilhas de Deus: Faz, n\u00f3s to pedimos, que o bispo e os padres da nossa diocese Testemunhem que Cristo \u00e9 tudo para eles como o foi para ti. Torna-os participantes do teu afecto por Jesus, D\u00e1-lhes o fogo ardente, apaixonado, aquele fogo Que nos permite experimentar a alegria da vida e do minist\u00e9rio. Pede a Jesus, \u00f3 M\u00e3e, que em todos os pensamentos, sentimentos E obras dos sacerdotes resplande\u00e7a a luz de Cristo; Que contemplem Cristo, que falem de Cristo de tal modo Que sejam eles mesmos reflexos da beleza do Seu rosto! \u00c1men! Aleluia!  Catedral de Leiria, 5 de Abril de 2007  <i>\u2020 Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. Ant\u00f3nio Marto, na Missa Crismal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,177,207,267,91],"class_list":["post-23895","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-fatima","tag-natal","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23895","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23895"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23895\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}