{"id":23859,"date":"2007-04-03T17:16:17","date_gmt":"2007-04-03T17:16:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/04\/03\/castelo-de-vide-mantem-tradicoes-com-400-anos\/"},"modified":"2007-04-03T17:16:17","modified_gmt":"2007-04-03T17:16:17","slug":"castelo-de-vide-mantem-tradicoes-com-400-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/castelo-de-vide-mantem-tradicoes-com-400-anos\/","title":{"rendered":"Castelo de Vide mant\u00e9m tradi\u00e7\u00f5es com 400 anos"},"content":{"rendered":"<p>Castelo de Vide ganha vida com as festividades da P\u00e1scoa que os castelovidenses teimam em n\u00e3o perder. As celebra\u00e7\u00f5es t\u00eam in\u00edcio no Domingo de Ramos com a b\u00ean\u00e7\u00e3o e a Prociss\u00e3o de Cristo a caminho do calv\u00e1rio. Na Quarta feira tem lugar a \u00abvisita\u00e7\u00e3o\u00bb \u00e0s igrejas de Castelo de Vide. Na Sexta feira \u00e9 organizada a Prociss\u00e3o do Enterro do Senhor, dia em que tamb\u00e9m \u00e9 aberta ao p\u00fablico. Apenas nesta altura do ano se celebra aqui o culto, onde tamb\u00e9m se pode apreciar a imagem de Nossa Senhora das Dores, que se encontra exposta neste local.  Mas a grande festa est\u00e1 guardada para o S\u00e1bado. Pela manh\u00e3 chegam \u00e0 vila muitos lavradores, com os seus rebanhos para a frente da Igreja Matriz e esperam que estes sejam benzidos, na tradicional B\u00ean\u00e7\u00e3o dos Borregos, onde cabem ainda ovelhas e cabritos. Os animais s\u00e3o depois vendidos na pra\u00e7a, cuja carne vai ser preparada para o almo\u00e7o de Domingo.  Noutros tempos, as pessoas do campo vinham \u00e0 vila com os seus rebanhos para que estes fossem benzidos. \u201cEsta \u00e9 um rito judaico\u201d, explica o p\u00e1roco Tars\u00edcio Fernandes Alves \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA. Sendo uma tradi\u00e7\u00e3o antiga, ainda hoje se celebra, porque \u201c\u00e9 um sinal de toler\u00e2ncia entre os crist\u00e3o, que importa conservar\u201d  De noite tem lugar a Vig\u00edlia Pascal e a Chocalhada. Na Igreja Matriz, tem in\u00edcio a Vig\u00edlia Pascal. As pessoas \u201cn\u00e3o entendiam o que isto era\u201d, explica o Pe. Tars\u00edcio Alves, por isso muitos tentaram acabar com este rito. Mas \u201cn\u00f3s queremos at\u00e9 promov\u00ea-lo, porque \u00e9 um sinal de outros tempos, a forma como os nossos antepassados celebravam a Ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d.   Durante a celebra\u00e7\u00e3o da Vig\u00edlia Pascal os chocalhos soam tr\u00eas vezes, \u201cna altura do gl\u00f3ria, no aleluia e nos Santos\u201d. Este chocalhar estende-se \u00e0s vezes \u201cpor dois ou tr\u00eas minutos, mas as celebra\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito ordeiras e as pessoas respeitam e d\u00e3o sentido ao que se celebra\u201d, garante o p\u00e1roco. No final da celebra\u00e7\u00e3o \u201cvoltam a chocalhar a par da banda percorrendo as ruas da vila, levando a alegria a todos\u201d.   Tamb\u00e9m dentro da Igreja, crian\u00e7as e os fi\u00e9is, enchem o templo com o chocalhar ao mesmo tempo que se cantam c\u00e2nticos de louvor de Ressurrei\u00e7\u00e3o, numa noite que se exprime nas vozes e nos tons festivos, o grande entusiasmo.  No Domingo de P\u00e1scoa tem lugar a Prociss\u00e3o da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Neste dia, tamb\u00e9m conhecido pela Festa das Flores, \u00e9 marcado pela mais imponente de todas as prociss\u00f5es do concelho: a Prociss\u00e3o da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Nela participam todos os mestres de of\u00edcios, entidades e associa\u00e7\u00f5es de Castelo de Vide, fazendo parte dum protocolo com mais de 400 anos. H\u00e1 vest\u00edgios de associa\u00e7\u00f5es que remontam \u00e0 Idade M\u00e9dia, da\u00ed a grande tradi\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 um acontecimento que n\u00e3o se pode perder\u201d, sugere o p\u00e1roco. A prociss\u00e3o percorre algumas ruas da vila, regressando depois \u00e0 Igreja matriz, onde tem lugar a Eucaristia \u201conde participam mesmo muitas pessoas de fora\u201d.  Antigamente era habitual, no momento da eleva\u00e7\u00e3o, em que o celebrante erguia o c\u00e1lice e a h\u00f3stia, escutava-se o \u00abtoque de silencio\u00bb, executado por um bombeiro. Actualmente \u00e9 a fanfarra que d\u00e1 a boa not\u00edcia da Ressurrei\u00e7\u00e3o.  No final da Eucaristia, volta a formar-se cortejo dirigindo-se \u00e0 C\u00e2mara Municipal, onde decorrem os \u201ccumprimentos finais\u201d, entre o povo e as entidades oficiais.   Na Segunda-Feira, celebra-se tamb\u00e9m o dia do Munic\u00edpio. \u00c9 habitual que todos os Castelovidenses, e n\u00e3o s\u00f3, se desloquem at\u00e9 \u00e0 Capelinha da Senhora da Luz e assistam \u00e0 Missa e \u00e0 Prociss\u00e3o, celebrando assim a Festa da Senhora da Luz.  Munidos de farn\u00e9is, onde n\u00e3o falta o cabrito ou o borrego assado, o tradicional cachafrito &#8211; cabrito frito &#8211; o folar, os bolos e queijadas, as pessoas sobem \u00e0s cercanias porque faz parte da tradi\u00e7\u00e3o, neste dia, lanchar no campo, principalmente junto \u00e0 Barragem de P\u00f3voa e Meadas. \u201c\u00c9 uma forma de encerrar as festividades da P\u00e1scoa\u201d.  O padre Tars\u00edcio Alves est\u00e1 na par\u00f3quia de Castelo de Vide h\u00e1 cerca de cinco anos e acompanha atentamente as celebra\u00e7\u00f5es e iniciativas pascais, com grande incentivo para que \u201cas tradi\u00e7\u00f5es naturais que a popula\u00e7\u00f5es foram ganhando ao longo dos anos, como \u00e9 o caso da chocalhada, n\u00e3o se percam\u201d. As celebra\u00e7\u00f5es n\u00e3o perdem a sua simbologia crist\u00e3, \u201cporque n\u00e3o ficam pelo folclore\u201d.  As celebra\u00e7\u00f5es da P\u00e1scoa s\u00e3o \u201co ponto alto de todos os festejos\u201d, sublinha o Pe, Tars\u00edcio Alves, \u201ctrazendo a Castelo de Vide muita gente de fora\u201d, porque os Castelovidenses s\u00e3o muito \u201czelosos na conserva\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Castelo de Vide ganha vida com as festividades da P\u00e1scoa que os castelovidenses teimam em n\u00e3o perder. 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