{"id":238354,"date":"2022-04-25T16:15:30","date_gmt":"2022-04-25T15:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=238354"},"modified":"2022-04-25T22:14:46","modified_gmt":"2022-04-25T21:14:46","slug":"palavras-de-abertura-da-202-a-assembleia-plenaria-da-cep","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/palavras-de-abertura-da-202-a-assembleia-plenaria-da-cep\/","title":{"rendered":"Palavras de Abertura da 202.\u00aa Assembleia plen\u00e1ria da CEP (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p><em>F\u00e1tima, 25 de abril de 2022<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_47018\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zqjFKeg6Ti4?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>Muito boa tarde a todos, Senhor N\u00fancio Apost\u00f3lico, Senhores Cardeais, Arcebispos, Bispos e convidados da CIRP e da CNISP para esta 202.\u00aa Assembleia Plen\u00e1ria da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. A todos v\u00f3s, bem como aos representantes dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o que nos acompanham, sa\u00fado com amizade fraterna.<\/p>\n<p>Quero saudar, de modo especial, os <strong>irm\u00e3os Bispos que assumiram novas miss\u00f5es<\/strong> dentro da Igreja em Portugal: <em>D. Jo\u00e3o Evangelista Pimentel Lavrador<\/em>, Bispo de Viana do Castelo, desde 28-11-2021; <em>D. Jos\u00e9 Manuel Garcia Cordeiro<\/em>, Arcebispo de Braga, desde 13-02-2022; aos quais me associo tamb\u00e9m eu (<em>Jos\u00e9 Ornelas Carvalho<\/em>) como Bispo de Leiria-F\u00e1tima, desde 13-03-2022. Que o Esp\u00edrito do Senhor, Pastor da Igreja, acompanhe, aben\u00e7oe e torne fecundo o novo minist\u00e9rio que agora iniciamos.<\/p>\n<p>Exprimo igualmente uma sentida gratid\u00e3o para com os <strong>irm\u00e3os no episcopado que conclu\u00edram recentemente um assinal\u00e1vel servi\u00e7o \u00e0 Igreja<\/strong>, na Arquidiocese de Braga e na Diocese de Leiria-F\u00e1tima. <em>D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga<\/em> deixa uma marca assinal\u00e1vel, n\u00e3o apenas na Arquidiocese Primaz de Braga, mas igualmente na Confer\u00eancia Episcopal, da qual foi Presidente e dinamizador de diversas Comiss\u00f5es. <em>D. Ant\u00f3nio Augusto dos Santos Marto<\/em>, Cardeal e Bispo Em\u00e9rito de Leiria-F\u00e1tima, cujo minist\u00e9rio tenho o gosto e o desafio de continuar nesta Diocese, deixa-nos uma heran\u00e7a de eclesialidade e busca constante de caminhos novos para a Igreja, tanto na Diocese como na CEP. Que o Senhor aben\u00e7oe aos dois e fa\u00e7a germinar as sementes de Evangelho que foram lan\u00e7ando com o minist\u00e9rio desempenhado na Igreja.<\/p>\n<p>Tenho tamb\u00e9m o gosto de dar as <strong>boas-vindas aos Administradores Diocesanos<\/strong> das Dioceses que, merc\u00ea das recentes movimenta\u00e7\u00f5es episcopais, se encontram na situa\u00e7\u00e3o de sedes vacantes: <em>P. H\u00e9lder Manuel Cardoso da Fonseca de Sousa Mendes<\/em> da Diocese de Angra do Hero\u00edsmo, <em>P. Adelino Fernando Paes <\/em>da Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda e o <em>P. Jos\u00e9 Jo\u00e3o Aires Lobato<\/em> da Diocese de Set\u00fabal. Acolhemos-vos com alegria fraterna e pedimos ao Senhor que acompanhe com a luz do seu Esp\u00edrito os processos em curso para prover \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ximos Bispos para as vossas sedes diocesanas.<\/p>\n<p>Tenho tamb\u00e9m a alegria de saudar e dar os parab\u00e9ns, na pessoa do seu Bispo, <em>D. Ant\u00f3nio Augusto\u00a0de Oliveira Azevedo<\/em>, \u00e0 <strong>Diocese de Vila Real, na celebra\u00e7\u00e3o dos 100 anos da sua funda\u00e7\u00e3o<\/strong>, ocorrida a 20-04-2022. Como Confer\u00eancia Episcopal, damos gra\u00e7as a Deus pela hist\u00f3ria eclesial deste s\u00e9culo de Igreja local, pelo contributo dado ao povo deste pa\u00eds e \u00e0 miss\u00e3o da Igreja no mundo. Que esta celebra\u00e7\u00e3o possa significar tamb\u00e9m um impulso sinodal para enfrentar os desafios que a todos nos responsabiliza neste momento da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m muito significativo para a Igreja em Portugal a celebra\u00e7\u00e3o do Congresso realizado em F\u00e1tima e da mem\u00f3ria celebrativa dos <strong>375 anos da proclama\u00e7\u00e3o e coroa\u00e7\u00e3o da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<\/strong> como padroeira de Portugal, que teve lugar no santu\u00e1rio de Vila Vi\u00e7osa a 27 de mar\u00e7o de 2022. A presen\u00e7a de grande parte dos membros do episcopado portugu\u00eas, do Presidente da Rep\u00fablica e outros representantes da na\u00e7\u00e3o foi uma clara manifesta\u00e7\u00e3o de apre\u00e7o pelas ra\u00edzes identit\u00e1rias crist\u00e3s do nosso povo e, ao mesmo tempo, sinal de abertura e integra\u00e7\u00e3o num projeto universal de express\u00e3o europeia e mundial.<\/p>\n<p>Iniciamos esta Assembleia no dia celebrativo do <strong>48.\u00ba anivers\u00e1rio do 25 de Abril<\/strong>, que significou uma mudan\u00e7a fundamental de rumo do nosso pa\u00eds e dos outros pa\u00edses que estavam a n\u00f3s ligados em atitude de submiss\u00e3o e revolta e que hoje s\u00e3o nossos parceiros por convic\u00e7\u00e3o e interesse m\u00fatuo, na cria\u00e7\u00e3o de um mundo de dignidade e de colabora\u00e7\u00e3o entre os diferentes povos desta terra. Embora o ideal de Abril permane\u00e7a ainda, em muitos aspetos, como meta a alcan\u00e7ar, \u00e9 importante sublinhar os passos dados na constru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds baseado nos valores da dignidade e da abertura sem preconceitos aos outros povos e culturas, como terreno s\u00f3lido para colaborar na constru\u00e7\u00e3o de um futuro de real fraternidade, solidariedade e paz para toda a humanidade.<\/p>\n<p>Esta Assembleia acontece tamb\u00e9m em contexto pascal. H\u00e1 pouco mais de uma semana celebr\u00e1mos, na Igreja Cat\u00f3lica de rito latino, a solenidade da P\u00e1scoa, que as Igrejas Cat\u00f3licas de Rito Oriental e a Igreja Ortodoxa celebraram ontem. Infelizmente esta quadra especialmente festiva ficou dramaticamente ensombrada pela <strong>b\u00e1rbara e incompreens\u00edvel guerra que se abateu sobre a Ucr\u00e2nia<\/strong>, com consequ\u00eancias de trauma, destrui\u00e7\u00e3o e morte para a popula\u00e7\u00e3o ucraniana e com consequ\u00eancias grav\u00edssimas para toda a humanidade.<\/p>\n<p>Desejo exprimir ao povo da Ucr\u00e2nia a <strong>solidariedade, proximidade e ora\u00e7\u00e3o<\/strong> da Igreja em Portugal, com sentido apre\u00e7o pelo movimento de solidariedade pr\u00e1tica da popula\u00e7\u00e3o em geral e concretamente de muitas organiza\u00e7\u00f5es eclesiais, visando minorar as consequ\u00eancias desumanas desta agress\u00e3o, tanto atrav\u00e9s da ajuda \u00e0s popula\u00e7\u00f5es deslocadas na pr\u00f3pria Ucr\u00e2nia e pa\u00edses vizinhos, como no acolhimento de refugiados no nosso pa\u00eds. \u00c9 de louvar todo este esfor\u00e7o, sendo necess\u00e1rio, tanto da parte do Governo como das institui\u00e7\u00f5es civis e religiosas, um refor\u00e7o de aten\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o, para evitar o perigo de aproveitamentos il\u00edcitos das pessoas vulner\u00e1veis e para encontrar os meios mais adequados \u00e0s necessidades do povo ucraniano. \u00c9 importante a ajuda de emerg\u00eancia, livrando as pessoas da guerra; mas n\u00e3o \u00e9 menos importante a articula\u00e7\u00e3o entre as v\u00e1rias entidades acolhedoras para que essa ajuda garanta, de forma duradoura, a dignidade das pessoas e prossiga depois de um primeiro socorro.<\/p>\n<p>A<strong> consagra\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia e da R\u00fassia ao Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria<\/strong>, realizada por iniciativa do Papa Francisco, contemporaneamente em Roma e aqui em F\u00e1tima, com a presen\u00e7a da maioria dos bispos portugueses e de muitos milhares de crist\u00e3os, \u00e9 express\u00e3o dos sentimentos de solidariedade e esperan\u00e7a ativa na supera\u00e7\u00e3o desta brutal agress\u00e3o, assim como da continuidade da generosa assist\u00eancia aos que s\u00e3o v\u00edtimas dela.<\/p>\n<p>Esta guerra n\u00e3o atinge apenas a Ucr\u00e2nia, mas tem <strong>consequ\u00eancias s\u00e9rias em todo o mundo<\/strong>, agravando as dificuldades econ\u00f3micas e sociais provocadas por dois anos de pandemia. Se \u00e9 verdade que a situa\u00e7\u00e3o pand\u00e9mica conhece melhorias, requerendo aten\u00e7\u00e3o constante, j\u00e1 os efeitos da guerra, com a escassez de produtos, a subida dos pre\u00e7os e a progressiva tens\u00e3o pol\u00edtica internacional, est\u00e3o a provocar o agravamento das condi\u00e7\u00f5es de vida sobretudo das pessoas e fam\u00edlias que disp\u00f5em de menores recursos. O sofrimento das v\u00edtimas desta guerra n\u00e3o pode ser em v\u00e3o, mas deve conduzir ao refor\u00e7o das institui\u00e7\u00f5es internacionais com real capacidade de media\u00e7\u00e3o e de promo\u00e7\u00e3o de uma humanidade baseada na justi\u00e7a, na dignidade e na paz de um Direito Internacional que a humanidade ainda n\u00e3o conseguiu implementar.<\/p>\n<p><strong>Todos os povos t\u00eam direito a lutar pela sua autodetermina\u00e7\u00e3o<\/strong> e a ambi\u00e7\u00e3o cega de um regime n\u00e3o pode coartar ou beliscar esse direito, muito menos invocando raz\u00f5es hist\u00f3ricas ou at\u00e9 religiosas. O tempo que vivemos \u00e9 muito desafiador e exige de todos n\u00f3s um grande sentido de responsabilidade. Aos poderes p\u00fablicos exige-se compet\u00eancia: para travar a guerra, para encontrar solu\u00e7\u00f5es duradouras de paz e para gizar pol\u00edticas que ajudem as popula\u00e7\u00f5es a ultrapassarem os constrangimentos de uma economia de guerra e a viver com dignidade e paz.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m com um objetivo de justi\u00e7a, dignidade e coer\u00eancia evang\u00e9lica que a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, na sequ\u00eancia da publica\u00e7\u00e3o da Carta Apost\u00f3lica do Papa Francisco <em>Vos estis lux mundi<\/em>, de 2019, e da sua implementa\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s, tem dado passos firmes numa coordena\u00e7\u00e3o efetiva da <strong>prote\u00e7\u00e3o de menores nas institui\u00e7\u00f5es da Igreja<\/strong>.<\/p>\n<p>Neste sentido, entre 2019 e 2020 todas as dioceses criaram as respetivas <strong>Comiss\u00f5es Diocesanas de Prote\u00e7\u00e3o de Menores<\/strong> e, em fevereiro de 2022, foi constitu\u00edda uma <strong>Coordena\u00e7\u00e3o Nacional<\/strong> destas mesmas Comiss\u00f5es, para implementar procedimentos, orienta\u00e7\u00f5es e esclarecimentos que possibilitem um melhor e mais articulado trabalho de todos. O Doutor Jos\u00e9 Souto de Moura foi escolhido para presidir a esta Coordena\u00e7\u00e3o Nacional.<\/p>\n<p>Paralelamente, e por iniciativa da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, foi criada uma <strong>Comiss\u00e3o Independente para o Estudo de Abusos Sexuais na Igreja Cat\u00f3lica Portuguesa<\/strong>, com o objetivo priorit\u00e1rio de realizar um estudo que vise o apuramento hist\u00f3rico desta quest\u00e3o, assim como o de criar uma estrutura de \u00abescuta\u00bb a n\u00edvel nacional. O Dr. Pedro Strecht, designado pela Confer\u00eancia Episcopal como coordenador desta Comiss\u00e3o, constituiu a sua equipa que, atendendo \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o da CEP, desenvolve o seu trabalho de forma aut\u00f3noma.<\/p>\n<p><strong>A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa agradece a colabora\u00e7\u00e3o dedicada<\/strong> e respons\u00e1vel de todas as pessoas que integram as Comiss\u00f5es Diocesanas e sua Coordena\u00e7\u00e3o Nacional, assim como o trabalho da Comiss\u00e3o Independente. \u00c0s pessoas que passaram pela dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o do abuso reafirmamos o nosso pedido de perd\u00e3o, em nome da Igreja Cat\u00f3lica, e o nosso empenho em ajudar a sarar as feridas. Queremos deixar tamb\u00e9m uma palavra de profunda gratid\u00e3o a quem j\u00e1 se aproximou para contar a sua dura hist\u00f3ria, superando compreens\u00edveis resist\u00eancias interiores, marcadas certamente por feridas profundas. Ao mesmo tempo encorajamos as pessoas que ainda procuram o momento mais apropriado para se referirem ao que nunca devia ter acontecido nas suas vidas, para que o fa\u00e7am. Estamos convosco: acompanhamos-vos na vossa dor, queremos ajudar a repar\u00e1-la e tudo faremos para prevenir situa\u00e7\u00f5es como as que tiveram de enfrentar.<\/p>\n<p>Este tema <strong>n\u00e3o est\u00e1 encerrado<\/strong> e ter\u00e1 um lugar de destaque nos trabalhos da Assembleia que agora tem o seu in\u00edcio, exigindo acompanhamento ativo e cuidado para p\u00f4r em pr\u00e1tica processos e atitudes que defendam a integridade, a dignidade e o futuro de todas as pessoas, particularmente as crian\u00e7as e aqueles que se encontram em situa\u00e7\u00e3o de fragilidade, na Igreja e na sociedade. Como Igreja, sentimos o imperativo do Evangelho que anunciamos e que implica a promo\u00e7\u00e3o de uma cultura de respeito e dignidade que favore\u00e7a o s\u00e3o desenvolvimento de cada pessoa e ajude a sarar as feridas que permane\u00e7am abertas.<\/p>\n<p>\u00c0 luz da mensagem renovadora da P\u00e1scoa, olhamos com esperan\u00e7a para <strong>o caminho sinodal <\/strong>que est\u00e1 a decorrer na sua etapa diocesana, por toda a Igreja. O resumo deste processo de ausculta\u00e7\u00e3o e dinamiza\u00e7\u00e3o em curso ser\u00e1 objeto de reflex\u00e3o da Confer\u00eancia Episcopal, no pr\u00f3ximo m\u00eas de junho, buscando juntos os caminhos da sinodalidade para a Igreja em Portugal. O resultado desse processo nacional ser\u00e1 encaminhado, em seguida, para um id\u00eantico caminho a n\u00edvel europeu, antes de se integrar no documento preparat\u00f3rio da Assembleia Geral do S\u00ednodo dos Bispos, que ter\u00e1 lugar em Roma, em outubro de 2023.<\/p>\n<p>A renova\u00e7\u00e3o sinodal da Igreja e a sua adapta\u00e7\u00e3o ao tempo que vivemos estar\u00e1 tamb\u00e9m presente em <strong>tr\u00eas documentos propostos para os trabalhos desta Assembleia<\/strong>. O primeiro \u00e9 o <em>\u201cItiner\u00e1rio de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida crist\u00e3 com as fam\u00edlias, com as crian\u00e7as e com os adolescentes\u201d<\/em>, destinado a renovar o percurso de educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos mais novos, atrav\u00e9s da catequese, com aten\u00e7\u00e3o especial ao papel da fam\u00edlia e a uma pedagogia da f\u00e9 que conduza a uma maior participa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes na comunidade crist\u00e3 em que se inserem.<\/p>\n<p>O segundo documento \u2013 <em>\u201cMinist\u00e9rios laicais para uma Igreja ministerial\u201d<\/em> \u2013 na sequ\u00eancia dos documentos do Conc\u00edlio Vaticano II e do magist\u00e9rio da Igreja que se seguiu, particularmente do Papa Francisco, d\u00e1 as indica\u00e7\u00f5es para uma maior participa\u00e7\u00e3o dos leigos na vida da Igreja, tanto no seu aspeto celebrativo, como pastoral e mission\u00e1rio, implementando a sinodalidade atrav\u00e9s do exerc\u00edcio dos minist\u00e9rios laicais, nomeadamente os do Leitor, Ac\u00f3lito e Catequista. Esperamos que o novo perfil e as novas responsabilidades que venham a assumir as mulheres e os homens encarregados destas tarefas sejam sinal e instrumento de uma maior participa\u00e7\u00e3o e corresponsabiliza\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is na vida das comunidades crist\u00e3s e na miss\u00e3o da Igreja no mundo.<\/p>\n<p>Estar\u00e1 ainda \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o desta Assembleia a introdu\u00e7\u00e3o de algumas altera\u00e7\u00f5es na regulamenta\u00e7\u00e3o dos direitos de privacidade de cada pessoa, no documento <em>\u201cInstru\u00e7\u00e3o sobre o direito de cada pessoa a proteger a pr\u00f3pria intimidade\u201d, <\/em>de forma a adequar as disposi\u00e7\u00f5es aprovadas pela CEP em 2018 \u00e0s normativas atuais vigentes em Portugal e na Uni\u00e3o Europeia, bem como \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico.<\/p>\n<p>Como tem sido h\u00e1bito nas \u00faltimas sess\u00f5es da Assembleia Plen\u00e1ria dos Bispos, ser\u00e1 objeto da nossa aten\u00e7\u00e3o o processo de prepara\u00e7\u00e3o da <strong>Jornada Mundial da Juventude<\/strong> que ter\u00e1 lugar em Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023. Neste momento, os s\u00edmbolos da JMJ Lisboa 2023 est\u00e3o a peregrinar pelas dioceses portuguesas, depois de terem feito um percurso por diversos pa\u00edses da Europa e da \u00c1frica de l\u00edngua portuguesa. Apesar das dificuldades da situa\u00e7\u00e3o mundial, esperamos que este evento, que est\u00e1 a ser preparado em di\u00e1logo e com o contributo do Governo e das C\u00e2maras de Lisboa e de Loures, possa ser um momento especial de encontro mundial da juventude, organizado pela Igreja cat\u00f3lica e aberto aos jovens de todas as op\u00e7\u00f5es religiosas. Entrou numa nova fase a prepara\u00e7\u00e3o do acolhimento dos jovens nas par\u00f3quias e institui\u00e7\u00f5es da Igreja e de outras entidades, de forma a que aqueles que nos visitam possam apreciar a hospitalidade do povo portugu\u00eas e participar num evento que fortale\u00e7a o di\u00e1logo intercultural sem fronteiras para a cria\u00e7\u00e3o de um mundo mais fraterno, solid\u00e1rio e em paz, com base na alegria e no desafio a que o Evangelho nos convoca.<\/p>\n<p>Os temas que referi e que est\u00e3o presentes nesta Assembleia mostram <strong>o tempo em que vivemos<\/strong>, onde se adensam nuvens de guerra, de luto e terror, de preocupa\u00e7\u00f5es para o futuro. Mas \u00e9 tamb\u00e9m tempo de iniciativas que buscam inverter processos de explora\u00e7\u00e3o e injusti\u00e7a, curar feridas, atender a necessidades gritantes, lan\u00e7ar pontes de solidariedade, acender a chama transformadora da esperan\u00e7a. Falar de esperan\u00e7a quando tudo corre bem n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. Tra\u00e7ar percursos concretos que gerem esperan\u00e7a \u00e9 aquilo que carateriza os profetas e os verdadeiros revolucion\u00e1rios. N\u00f3s n\u00e3o esquecemos que a alegria da P\u00e1scoa nasce de um ambiente de morte, de dor e de luto, mas tamb\u00e9m de muito amor at\u00e9 ao dom da vida. E, quando tudo parecia ter acabado no sil\u00eancio da morte, estava era a descortinar-se a aurora de um mundo novo. \u00c9 essa esperan\u00e7a que continua a dar for\u00e7a e rumo ao nosso compromisso com a hist\u00f3ria, com a humanidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos jornalistas que agora nos deixam agrade\u00e7o o trabalho que realizam junto de n\u00f3s; e a todos os participantes nesta Assembleia desejo um encontro fraterno e prof\u00edcuo, iluminado pelo Esp\u00edrito do Senhor ressuscitado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>+ Jos\u00e9 Ornelas Carvalho<\/p>\n<p>Bispo de Leiria-F\u00e1tima e Presidente da CEP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1tima, 25 de abril de 2022<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[147],"class_list":["post-238354","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-conferencia-episcopal-portuguesa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=238354"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238354\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=238354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=238354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=238354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}