{"id":23781,"date":"2007-03-30T16:03:28","date_gmt":"2007-03-30T16:03:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/30\/jornal-novidades-a-caminho\/"},"modified":"2007-03-30T16:03:28","modified_gmt":"2007-03-30T16:03:28","slug":"jornal-novidades-a-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jornal-novidades-a-caminho\/","title":{"rendered":"Jornal <i>Novidades<\/i> a caminho"},"content":{"rendered":"<p>Jornal cat\u00f3lico pode ser reactivado em breve: num formato impresso, de periodicidade semanal, ou electr\u00f3nico <!--more--> O t\u00edtulo &#8220;Novidades&#8221;, propriedade da Igreja Cat\u00f3lica, poder\u00e1 brevemente ser reactivado. A not\u00edcia foi ontem avan\u00e7ada por Jo\u00e3o Aguiar, Presidente do Conselho de Ger\u00eancia da Renascen\u00e7a, que falava no \u00e2mbito do terceiro e \u00faltimo dia das Jornadas Teol\u00f3gicas de Braga, organizadas pela revista &#8220;Cen\u00e1culo&#8221; e pela Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes da Faculdade de Teologia da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa \u2013 Centro Regional de Braga, em cujas instala\u00e7\u00f5es decorreu a iniciativa, subordinada ao tema &#8220;Religi\u00e3o: marca de sucesso?&#8221;. No contexto da mesa-redonda convocada para abordar as rela\u00e7\u00f5es entre os mundos da Igreja e da comunica\u00e7\u00e3o social, e na resposta a um desafio lan\u00e7ado por Manuel Vilas-Boas, jornalista da TSF e partid\u00e1rio da publica\u00e7\u00e3o em Portugal de um jornal nacional de inspira\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, Jo\u00e3o Aguiar &#8211; que participou nesta 19\u00aa edi\u00e7\u00e3o das jornadas a t\u00edtulo de moderador \u2013 adiantou estar em estudo a possibilidade de reanimar o &#8220;Novidades&#8221;, quer sob formato impresso, de periodicidade semanal, quer sob regime de edi\u00e7\u00e3o electr\u00f3nica, correspondendo, assim, a uma hip\u00f3tese que a Igreja ami\u00fade se coloca. A viabilidade da constitui\u00e7\u00e3o da redac\u00e7\u00e3o \u00e9 neste momento o aspecto em avalia\u00e7\u00e3o. Uma hip\u00f3tese \u00e9 partir do notici\u00e1rio religioso da Renascen\u00e7a, agora j\u00e1 n\u00e3o concentrado num espa\u00e7o pr\u00f3prio mas distribu\u00eddo pelos v\u00e1rios blocos informativos. &#8220;Um seman\u00e1rio cat\u00f3lico n\u00e3o podia ser um caso de sucesso?&#8221; \u2013 foi esta a quest\u00e3o lan\u00e7ada para a mesa por Manuel Vilas Boas. Apesar de tudo, o radialista foi claro quando afirmou que a Igreja s\u00f3 tem a ganhar &#8220;se estiver na comunica\u00e7\u00e3o social, mais do que se possuir meios de comunica\u00e7\u00e3o social&#8221;. Recordou, a prop\u00f3sito, a fracassada experi\u00eancia da Igreja no panorama audiovisual (a entrada no projecto da TVI, ou da &#8220;Quatro&#8221;), embora referisse &#8220;aventuras&#8221; bem sucedidas como a R\u00e1dio Renascen\u00e7a, projecto j\u00e1 consolidado, o site Ecclesia ou o espa\u00e7o televisivo &#8220;70 x 7&#8221;. Seja como for, prosseguiu, a Igreja deve evitar transportar para a comunica\u00e7\u00e3o social a linguagem do p\u00falpito. Foram dois os problemas que Vilas Boas apontou como estando na origem do div\u00f3rcio entre Igreja e Imprensa: a ignor\u00e2ncia e preconceito do meio jornal\u00edstico, marcado por uma &#8220;indig\u00eancia cultural e religiosa e uma mediocridade de bradar aos c\u00e9us&#8221;, e, por outro lado, a resistente desconfian\u00e7a e alergia das autoridades eclesi\u00e1sticas aos mass media, em particular aos novos formatos, de suporte electr\u00f3nico. Deixou no ar que a Igreja tem um problema de comunica\u00e7\u00e3o, de consequ\u00eancias desastrosas, para resolver. Como exemplo, avan\u00e7ou com os resultados do recente referendo sobre o aborto. &#8220;Quantos sacerdotes temos especializados em comunica\u00e7\u00e3o social?&#8221;, interrogou depois, alertando quer para a necessidade da forma\u00e7\u00e3o quer para a urg\u00eancia de repensar o ensino do jornalismo no nosso pa\u00eds, \u00fanicas formas de fazer face a uma quest\u00e3o &#8220;de cultura e de metodologia&#8221;. Para Manuel Vilas Boas, se a sectoriza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o religiosa traduz a import\u00e2ncia desta dimens\u00e3o da vida humana (tanto mais que j\u00e1 come\u00e7am a ser-lhe destinados especialistas), n\u00e3o \u00e9 menos verdade que, ao misturar-se o religioso com o esot\u00e9rico &#8220;\u00e0 maneira do que acontece em certas livrarias&#8221;, alimentando um gosto que oscila &#8220;entre o fasc\u00ednio e o m\u00f3rbido&#8221;, qualquer boa inten\u00e7\u00e3o cai por terra. O outro participante da mesa redonda, Joaquim Franco, cuja carteira de reportagens se orienta pela b\u00fassola do religioso, tamb\u00e9m admitiu o &#8220;m\u00fatuo desconhecimento das linguagens&#8221; que, a seu ver, prejudica a rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja e os media generalistas. Segundo este jornalista da SIC, a deontologia do meio deve passar, mais do que pela mera objectividade no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, por uma equa\u00e7\u00e3o onde cabem o rigor, a responsabilidade e, sobretudo, a dist\u00e2ncia cr\u00edtica. Sobre os media confessionais, frisou que a cren\u00e7a pode limitar o exerc\u00edcio jornal\u00edstico. Em todo o caso, &#8220;o jornalista n\u00e3o \u00e9 um robot&#8221;.  Miguel Miranda\/XIX Jornadas de Teol\u00f3gia de Braga  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal cat\u00f3lico pode ser reactivado em breve: num formato impresso, de periodicidade semanal, ou electr\u00f3nico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[93,172],"class_list":["post-23781","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-aborto","tag-diocese-de-braga"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23781"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23781\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}