{"id":23768,"date":"2007-03-29T17:59:56","date_gmt":"2007-03-29T17:59:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/29\/igreja-esta-atenta-aos-novos-desafios-das-migracoes\/"},"modified":"2007-03-29T17:59:56","modified_gmt":"2007-03-29T17:59:56","slug":"igreja-esta-atenta-aos-novos-desafios-das-migracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-esta-atenta-aos-novos-desafios-das-migracoes\/","title":{"rendered":"Igreja est\u00e1 atenta aos novos desafios das migra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O Pe. Rui Pedro termina um ciclo de sete anos como director da OCPM. De partida para Roma, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA quais os principais desafios que encontrou e que caminhos devem ser trilhados no futuro <!--more--> O Pe. Rui Pedro, c.s., foi director da Obra Nacional Cat\u00f3lica de Migra\u00e7\u00f5es desde o ano 2000 e est\u00e1, neste momento, de partida para Roma, onde j\u00e1 em Abril vai assumir fun\u00e7\u00f5es no Conselho Geral da sua Congrega\u00e7\u00e3o Religiosa, os Mission\u00e1rios Scalabrinianos. No fim destes sete anos ao servi\u00e7o dos migrantes, o director cessante da OCPM explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA quais os principais desafios que encontrou e que caminhos devem ser trilhados no futuro. A OCPM continuar\u00e1 a sua ac\u00e7\u00e3o com uma nova equipa, em fase de constitui\u00e7\u00e3o. At\u00e9 \u00e0 indigita\u00e7\u00e3o de um novo director nacional, pela CEP, o cargo \u00e9 assegurado por Eug\u00e9nia Costa Quaresma.  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA &#8211; Teve oportunidade de ser director da OCPM durante uma altura em que o panorama das migra\u00e7\u00f5es se alterou profundamente no nosso pa\u00eds&#8230; Pe. Rui Pedro &#8211;<\/i> Estes sete anos de trabalho foram realizados debaixo de uma grande press\u00e3o migrat\u00f3ria, com fluxos da Europa de Leste e, agora, do Brasil. A Igreja procurou estar presente, logo desde o acompanhamento aos rec\u00e9m-chegados. Tamb\u00e9m vivemos um ciclo de altern\u00e2ncia pol\u00edtica, com v\u00e1rias ideologias a procurar gerir a imigra\u00e7\u00e3o e a procurar dar respostas na \u00e1rea da integra\u00e7\u00e3o. Isto foi para n\u00f3s um grande desafio, porque tivemos de procurar salvaguardar a dignidade dos imigrantes e denunciar mecanismos que nos pareciam mais demag\u00f3gicos do que operacionais.  <i>AE &#8211; Que balan\u00e7o \u00e9 poss\u00edvel fazer? RP &#8211;<\/i>Posso dizer que saio desta miss\u00e3o com a percep\u00e7\u00e3o de que estamos diante de um conjunto de grandes reformas: a nova Lei da Imigra\u00e7\u00e3o, a nova Lei da Nacionalidade, a reforma consular, uma nova lei do Conselho das Comunidades Portuguesa, Plano Nacional para o Acolhimento e Integra\u00e7\u00e3o de Imigrantes (PNAII), o Alto Comissariado consolidou-se e vai passar a integrar a quest\u00e3o do di\u00e1logo intercultural. Estes instrumentos deixam-me alguma esperan\u00e7a quanto \u00e0 integra\u00e7\u00e3o dos imigrantes e \u00e0 defesa dos mais vulner\u00e1veis, os irregulares, porque h\u00e1 outra mentalidade.   <i>AE &#8211; Nestes anos foi privilegiado o trabalho em equipa, com a voz do FORCIM? RP &#8211;<\/i> Sempre tivemos a convic\u00e7\u00e3o de que, neste momento, no trabalho com os imigrantes, cada qual tem o seu papel. Outras organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam outras possibilidades e outras perspectivas. Tendo a Igreja como meta a pessoa do imigrante, a sua dignidade, parceiros das v\u00e1rias latitudes trabalharam juntos. As Organiza\u00e7\u00f5es Cat\u00f3licas para a Imigra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m procuraram falar a uma s\u00f3 voz, no seu F\u00f3rum, procurando abordar contributos competentes na \u00e1rea jur\u00eddica.  <i>AE &#8211; Houve parceiras privilegiadas? RP &#8211;<\/i> Cri\u00e1mos grandes aliados nas Congrega\u00e7\u00f5es Religiosas Mission\u00e1rias, uma rede que \u00e9 preciso potenciar, e que em muitos casos se mostraram mais eficazes do que as pr\u00f3prias estruturas diocesanas. Cri\u00e1mos outras plataformas importantes, apesar da grande maturidade nas organiza\u00e7\u00f5es de imigrantes.  <i>AE &#8211; A presen\u00e7a de imigrantes entre n\u00f3s ajudou a compreender melhor a universalidade da Igreja? RP &#8211;<\/i> Temos vindo a proclamar esta realidade de que os imigrantes s\u00e3o a mem\u00f3ria do que \u00e9 a Igreja, povo em caminho, peregrino. Neste momento, como acontece com as quest\u00f5es ligadas \u00e0 vida, h\u00e1 um desafio muito grande relacionado com as migra\u00e7\u00f5es. Na Igreja, apesar do que j\u00e1 foi feito, falta transmitir \u00e0s comunidades o pensamento sobre as migra\u00e7\u00f5es. A Igreja tem uma doutrina, mas as comunidades ainda n\u00e3o conseguem reflectir sobre a mesma e penso que o meu sucessor ter\u00e1 de apostar nesta teologia das migra\u00e7\u00f5es, procurando ir al\u00e9m do social.  <i>AE &#8211; As comunidades portuguesas fora do mundo foram sempre uma preocupa\u00e7\u00e3o? RP &#8211;<\/i> Posso dizer que o dossier mais dif\u00edcil foi o da emigra\u00e7\u00e3o. Os novos fluxos de portugueses a sair, que s\u00f3 no ano passado atingiu os 100 mil emigrantes, criaram comunidades portuguesas em locais novos. As comunidades j\u00e1 estabelecidas nem sempre conseguem responder \u00e0s exig\u00eancias dos rec\u00e9m-chegados. Por outro lado, chegam not\u00edcias tristes da Holanda, do Reino Unido e da Espanha, devido tamb\u00e9m a toda a cadeia de contrata\u00e7\u00e3o pouco transparente. Depois do encontro mundial de 2005, procuramos provocar na Igreja e na sociedade uma nova reflex\u00e3o sobre as comunidades portuguesas no mundo. Estamos a tentar levar \u00e0 pr\u00e1tica as conclus\u00f5es desse encontro e \u00e9 preciso sensibilizar a sociedade portuguesa para as novas pessoas que est\u00e3o a sair. Por outro lado, \u00e9 preciso pensar em novas maneiras de formar agentes pastorais, sacerdotes, religiosos e leigos, para, com cursos ministrados em Portugal &#8211; organizados de forma excelente nos anos 60 e 70 do s\u00e9culo passado &#8211; ser poss\u00edvel enviar agentes bem preparados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pe. Rui Pedro termina um ciclo de sete anos como director da OCPM. 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