{"id":23676,"date":"2007-03-26T13:51:29","date_gmt":"2007-03-26T13:51:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/26\/igrejas-de-beja-abracam-formas-do-som\/"},"modified":"2007-03-26T13:51:29","modified_gmt":"2007-03-26T13:51:29","slug":"igrejas-de-beja-abracam-formas-do-som","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igrejas-de-beja-abracam-formas-do-som\/","title":{"rendered":"Igrejas de Beja abra\u00e7am \u00abFormas do Som\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>3\u00ba Festival Terras sem Sombra de M\u00fasica Sacra do Baixo Alentejo chega ao fim e conta j\u00e1 com p\u00fablico fiel  <!--more--> \u201cTerras sem sombra\u201d, o festival que dia 24 encerrou a sua terceira edi\u00e7\u00e3o aposta em ligar a m\u00fasica e o patrim\u00f3nio, \u201cdois aspectos de grande import\u00e2ncia cultural\u201d, regista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o, director do Departamento Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja (DPHA).   Ao longo das suas edi\u00e7\u00f5es, o Festival Terras sem Sombra de M\u00fasica Sacra do Baixo Alentejo, abriu portas de edif\u00edcios hist\u00f3ricos com grande interesse art\u00edstico mas que habitualmente se encontram fechadas, e que geralmente n\u00e3o t\u00eam culto permanente, \u201cdando a possibilidade de abrir e dar a conhecer um patrim\u00f3nio que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 muito conhecido hoje\u201d, regista o director do DPHA.  N\u00e3o se trata de fazer espect\u00e1culos em igrejas. H\u00e1 o cuidado de escolher \u201cigrejas que ou foram j\u00e1 recuperadas ou se encontram em vias de recupera\u00e7\u00e3o com boas condi\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas\u201d, estabelecendo a liga\u00e7\u00e3o entre o patrim\u00f3nio e o festival.  Por outro lado o festival confere a possibilidade de descentralizar a cultura. A oferta n\u00e3o se prende ao n\u00edvel de um ciclo de espect\u00e1culos mas obedece a uma programa\u00e7\u00e3o muito coerente e prop\u00f4s, nesta terceira edi\u00e7\u00e3o, \u201cum di\u00e1logo entre os instrumentos e a voz humana, onde se foi criando uma hist\u00f3ria da m\u00fasica\u201d.  Di\u00e1logo com as formas do som foi a aposta deste ano. Aposta ganha porque se come\u00e7a a vislumbrar um p\u00fablico fiel que acompanha sistematicamente os espect\u00e1culos. \u201cSimultaneamente damos \u00e0s pessoas refer\u00eancias, bases cr\u00edticas para que n\u00e3o se limitem a uma audi\u00e7\u00e3o\u201d. A maioria dos concertos s\u00e3o acompanhados por coment\u00e1rios, introdu\u00e7\u00f5es e elementos bibliogr\u00e1ficos. O fim da terceira edi\u00e7\u00e3o do Festival Terras sem Sombra foi mesmo assinalado com o lan\u00e7amento do CD Lachrimae #1.   Numa zona que est\u00e1 afastada de uma pr\u00e1tica cultural, \u201cestamos a enraizar h\u00e1bitos culturais\u201d e a ir ao encontro de uma popula\u00e7\u00e3o mais desfavorecida do ponto de vista do acesso \u00e0 cultura. O festival conta tamb\u00e9m com a particularidade de ser itinerante, n\u00e3o se concentrando apenas num monumento mas percorrendo v\u00e1rios pontos.  A Igreja Matriz de Santiago do Cac\u00e9m \u00e9 um palco especial, uma vez que \u201ctudo come\u00e7ou nesta igreja\u201d, explica Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o. O projecto foi pensado tendo em conta a Matriz de Santiago do Cac\u00e9m porque \u201cfoi recuperada e valorizada ap\u00f3s um estado excessivo de degrada\u00e7\u00e3o\u201d. As condi\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas, acrescidas \u00e0 carga simb\u00f3lica, conferem \u00e0 Igreja Matriz um papel especial no festival. Dois espect\u00e1culos importantes a n\u00edvel musical foram reservados para duas igrejas com caracter\u00edsticas ac\u00fasticas \u00fanicas: a Bas\u00edlica Real de Castro Verde, onde se realizou o concerto de abertura, e a Igreja Matriz de Santiago do Cac\u00e9m que encerrou o Festival.  Chegar \u00e0 terceira edi\u00e7\u00e3o do espect\u00e1culo \u00e9 uma aposta na continuidade. \u201cFazer concertos \u00e9 relativamente f\u00e1cil, o dif\u00edcil \u00e9 depois estabilizar\u201d, sobretudo delineando a programa\u00e7\u00e3o com um fio condutor e com o car\u00e1cter pedag\u00f3gico que pretendem. \u201cQueremos que o que se fa\u00e7a possa perduar\u201d, d\u00e1 conta o director do DPHA.  A ades\u00e3o das pessoas ao festival \u00e9 \u201cmuito significativa\u201d. Tendo em conta que \u201cn\u00e3o falamos de salas de espect\u00e1culo\u201d, mas antes de igrejas que conferem uma dimens\u00e3o diferente ao espect\u00e1culo, \u201cmas que contaram sempre com casa cheia\u201d, relembrando, por exemplo, o concerto na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, em Beja, em que v\u00e1rias pessoas tiveram de se acomodar no altar, de p\u00e9, ou \u00e0 volta dos m\u00fasicos.   O festival tem-se pautado por um n\u00edvel de qualidade musical. N\u00e3o basta mudar o local do concerto dos grandes centros urbanos, \u201ctemos como principal preocupa\u00e7\u00e3o a qualidade e a pedagogia\u201d. O povo alentejano tem um enorme fasc\u00ednio pela m\u00fasica, \u201csobretudo no Baixo Alentejo\u201d e a organiza\u00e7\u00e3o do festival regista uma enorme ades\u00e3o e acrescenta que \u201cquando os espect\u00e1culos t\u00eam qualidade, as pessoas entusiasmam-se e participam\u201d.   Prova da mobiliza\u00e7\u00e3o foi um dos concertos programados ter lugar numa igreja que se encontra fechada todo o ano, \u201conde nem o p\u00e1roco tinha costume de entrar\u201d &#8211; a Igreja Matriz de Santa Cruz, em Almod\u00f4var, precisamente na Serra de Almod\u00f4var.  \u201cFoi arriscado porque o local fica longe da pr\u00f3pria povoa\u00e7\u00e3o, encontra-se fechado, logo as pessoas n\u00e3o o conheciam e foi espantoso ver que pessoas a p\u00e9, de bicicleta, de camioneta se deslocaram para encher a igreja e ouvir o concerto\u201d, relembra, mostrando o interesse mobilizador das pessoas, \u201csendo este um caso paradigma de descentraliza\u00e7\u00e3o cultural feita atrav\u00e9s da colabora\u00e7\u00e3o entre a diocese, o Estado e os munic\u00edpios\u201d.   As propostas culturais n\u00e3o est\u00e3o encerradas. \u201cEstamos muito apostados em alguns projectos\u201d, explica Jos\u00e9 Ant\u00f3nio falc\u00e3o. As exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias prev\u00eaem continuidade. \u201c\u00c9 um momento privilegiado de contacto com o p\u00fablico\u201d. Com o apoio do governo regional da Galiza est\u00e1 agendada para Julho uma exposi\u00e7\u00e3o \u201cCaminhando sob as estrelas &#8211; Santiago e a Peregrina\u00e7\u00e3o a Compostela\u201d, a ter lugar na Igreja matriz de Santiago do Cac\u00e9m. Conta essencialmente com pe\u00e7as da Catedral de Santiago e tamb\u00e9m de v\u00e1rios museus galegos, completadas com pe\u00e7as de igrejas e museus portugueses.   Outros projectos \u201cem desenho\u201d, nomeadamente a possibilidade de abrir as Igrejas da diocese, \u201cpois h\u00e1 muitas que se encontram fechadas\u201d. Com os cerca de 200 volunt\u00e1rios d\u00e3o corpo e tempo a esta dinamiza\u00e7\u00e3o cultural, pretendem apostar na forma\u00e7\u00e3o para abrirem as Igrejas que se encontram encerradas, \u201ccolmatando a lacuna e dando a possibilidade de conhecer o patrim\u00f3nio religioso\u201d.   Porque uma realidade chama. O n\u00famero de turistas tem aumentado no Baixo Alentejo, \u201cao contr\u00e1rio de algumas regi\u00f5es que registam uma crise\u201d. Se os n\u00fameros s\u00e3o animadores \u201ch\u00e1 que dar respostas a essa procura, pois as pessoas sendo crentes ou n\u00e3o querem conhecer as nossas igrejas\u201d, finaliza.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>3\u00ba Festival Terras sem Sombra de M\u00fasica Sacra do Baixo Alentejo chega ao fim e conta j\u00e1 com p\u00fablico fiel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[171,265,285],"class_list":["post-23676","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-beja","tag-musica","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23676","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23676"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23676\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}