{"id":236691,"date":"2022-04-14T11:00:08","date_gmt":"2022-04-14T10:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=236691"},"modified":"2022-04-14T11:18:54","modified_gmt":"2022-04-14T10:18:54","slug":"homilia-do-bispo-de-viana-do-castelo-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-viana-do-castelo-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Viana do Castelo na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00abO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres\u00bb. Estas palavras que escut\u00e1mos vindas da boca de Jesus de Nazar\u00e9 e com as quais o pr\u00f3prio Messias quer dar cumprimento \u00e0 profecia de Isa\u00edas que expressam a miss\u00e3o messi\u00e2nica revelam o profundo significado da nossa vida sacerdotal enquanto configurados a Jesus Cristo, \u00danico e Eterno Sacerdote, e abrem o sentido inquebrant\u00e1vel da nossa miss\u00e3o pastoral.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00f3s, hoje somos chamados a reconhecer agradecidamente o facto de sermos ungidos pelo Esp\u00edrito Santo. Este facto faz-nos saborear a presen\u00e7a constante do Esp\u00edrito de Amor com o qual Jesus Cristo nos quis engrandecer, configurar e renovar.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo que penetra no nosso ser e nos oferece a un\u00e7\u00e3o da alegria somos convidados a despojar-nos de n\u00f3s pr\u00f3prios e a assumir o mesmo ser, estilo e modo de miss\u00e3o de Jesus de Nazar\u00e9. Todo o nosso ser, intelig\u00eancia, raz\u00e3o, vontade, afetividade, corporeidade, relacionalidade, \u00e9 orientado, unificado e manifestado pelo Amor presente e atuante no nosso ser de sacerdotes.<\/p>\n<p>D\u00f3ceis \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo saboreamos continuamente a frescura e a beleza do Amor de Jesus Cristo que nos atraiu, nos chamou, nos consagrou e nos enviou, na primeira hora, e que nos inundou de alegria e entusiasmo no dia da nossa ordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 neste sentido, que vamos renovar as nossas promessas sacerdotais. Em cada ano, queremos ir \u00e0 fonte e nela adquirir o alento, a for\u00e7a, o entusiasmo, a alegria que o desgaste do tempo e as tarefas na sua aridez nos querem roubar.<\/p>\n<p>Como nos interpela o Papa Francisco, n\u00e3o deixemos que nos roubem a alegria, o entusiasmo e a esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas para que tal aconte\u00e7a, somos chamados a caminhar at\u00e9 \u00e0s fontes da alegria, no encontro em comunh\u00e3o com Jesus de Nazar\u00e9, na comunh\u00e3o presbiteral e na comunh\u00e3o com os fi\u00e9is das nossas comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n<p>Comunh\u00e3o que se fortalece na ora\u00e7\u00e3o, na escuta da Palavra de Deus, na vida sacramental, na contempla\u00e7\u00e3o, na partilha fraterna e no conv\u00edvio amigo e sincero.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito de Deus que nos ungiu \u00e9 o promotor da comunh\u00e3o. Este fundamental desafio lan\u00e7ado \u00e0 Igreja e renovado pelo Santo Padre quando nos convida para edificar comunidades crist\u00e3s em estilo sinodal, deve marcar-nos de tal modo a n\u00f3s sacerdotes que sejamos exemplo de comunh\u00e3o para os fi\u00e9is que nos est\u00e3o confiados.<\/p>\n<p>A solid\u00e3o que ataca tantos dos nossos contempor\u00e2neos e \u00e0 qual n\u00e3o estamos imunes, exige gestos concretos e a\u00e7\u00f5es adequadas, mas todos eles alicer\u00e7ados na comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia da Un\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo que nos configura a Jesus Cristo provoca na nossa vida e na nossa miss\u00e3o uma renova\u00e7\u00e3o constante.<\/p>\n<p>A renova\u00e7\u00e3o que se exige come\u00e7a por ser pessoal e comunit\u00e1ria. S\u00f3 pessoas, e no nosso caso, sacerdotes renovados poder\u00e3o sentir a novidade do Amor de Deus que estimula a alegria e o encanto, desbordante e comunicativo capaz de contagiar.<\/p>\n<p>Dando, deste modo, o primado ao ser sacerdotal todo ele empapado do Amor de Jesus de Nazar\u00e9 que nos \u00e9 comunicado pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo nos sentimos fortes e criativos para encetar uma ac\u00e7\u00e3o pastoral que se quer renovada, atenta aos Sinais dos Tempos, em permanente di\u00e1logo com o mundo de hoje e sintonizando com a miss\u00e3o \u00fanica da Igreja que se traduz em Evangelizar.<\/p>\n<p>No texto Evang\u00e9lico, Jesus Cristo afirma que o Esp\u00edrito Santo que O ungiu tamb\u00e9m O enviou a anunciar a Boa Nova aos pobres. Na nossa configura\u00e7\u00e3o a Cristo, reconhecemos nestas palavras de Jesus de Nazar\u00e9 a mesma exig\u00eancia colocada \u00e0 miss\u00e3o que nos compete realizar no mundo de hoje.<\/p>\n<p>Come\u00e7a por centrar a miss\u00e3o a partir da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo ao qual somos chamados a ser fi\u00e9is. Da\u00ed o convite a descentrarmo-nos de n\u00f3s mesmos, a deixarmos de ser autorreferenciais, a despojarmo-nos de tal modo que seja n\u00edtida, no nosso ser e atuar pastoral a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o diminui em nada a exig\u00eancia do estudo, da reflex\u00e3o, da valoriza\u00e7\u00e3o das capacidades racionais e intelectivas, no aprofundamento das ci\u00eancias humanas e sociais que em muito podem ajudar na miss\u00e3o pastoral. Por\u00e9m, o sacerdote sabe que tudo realiza, tudo aprofunda e tudo reflete na docilidade ao Esp\u00edrito Santo para melhor corresponder ao envio que informa o seu modo de agir.<\/p>\n<p>\u00c9 o mesmo Esp\u00edrito que unge e que envia. Unidade no ser e na miss\u00e3o que se traduz o exerc\u00edcio pastoral realizado em comunh\u00e3o, em sentido de Igreja, atendendo ao todo da comunidade, mas sem deixar de escutar a cada um dos fi\u00e9is, promovendo a pastoral do acompanhamento, na partilha de dons e servi\u00e7os, na disponibilidade e na liberdade que o Amor de Deus desperta no sacerdote.<\/p>\n<p>Estamos em tempos novos, numa transforma\u00e7\u00e3o profunda da sociedade e da cultura envolvente, como afirma o Concilio Vaticano II, \u00aba humanidade vive hoje uma fase nova da sua hist\u00f3ria, na qual profundas e r\u00e1pidas transforma\u00e7\u00f5es se estendem progressivamente a toda a terra\u00bb (GS, 4).<\/p>\n<p>Na verdade, \u00abprovocadas pela intelig\u00eancia e actividade criadora do homem, elas reincidem sobre o mesmo homem, sobre os seus ju\u00edzos e desejos individuais e coletivos, sobre os seus modos de pensar e agir, tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas como \u00e0s pessoas\u00bb (GS, 4).\u00a0 Conclui-se dizendo que \u00abde tal modo que podemos j\u00e1 falar duma verdadeira transforma\u00e7\u00e3o social e cultural, que se reflete tamb\u00e9m na vida religiosa\u00bb (GS, 4).<\/p>\n<p>Assim, a renova\u00e7\u00e3o que o Esp\u00edrito de Deus provoca no ser e no agir do sacerdote determina o esfor\u00e7o para correspondermos \u00e0s exig\u00eancias de uma vida pastoral renovada, num testemunho cred\u00edvel e numa palavra acreditada pelos gestos.<\/p>\n<p>Da\u00ed as palavras do Papa S. Jo\u00e3o Paulo II, que nos estimulam dizendo que \u00abh\u00e1 uma fisionomia essencial do sacerdote que n\u00e3o muda: o padre de amanh\u00e3, n\u00e3o menos que o de hoje, dever\u00e1 assemelhar-se a Cristo\u00bb (PdV, 5).<\/p>\n<p>Na verdade, \u00abquando vivia sobre a terra, Jesus ofereceu em Si mesmo o rosto definitivo do presb\u00edtero, realizando um sacerd\u00f3cio ministerial do qual os ap\u00f3stolos foram os primeiros a ser investidos; aquele \u00e9 destinado a perdurar, a reproduzir-se incessantemente em todos os per\u00edodos da hist\u00f3ria\u00bb (PdV, 5).<\/p>\n<p>Deste modo, \u00abo presb\u00edtero do terceiro mil\u00e9nio ser\u00e1, neste sentido, o continuador dos padres que, nos precedentes mil\u00e9nios, animaram a vida da Igreja\u00bb (PdV, 5). Assim, \u00abtamb\u00e9m no ano Dois Mil, a voca\u00e7\u00e3o sacerdotal continuar\u00e1 a ser o chamamento a viver o \u00fanico e permanente sacerd\u00f3cio de Cristo\u00bb (PdV, 5).<\/p>\n<p>Todavia, continua o texto da Pastores Dabo Vobis, \u00ab\u00e9 igualmente certo que a vida e o minist\u00e9rio do sacerdote se deve adaptar a cada \u00e9poca e a cada ambiente de vida (&#8230;)\u00bb (PdV, 5)<\/p>\n<p>Concluindo, \u00abdevemos, por isso, procurar abrir-nos o mais poss\u00edvel \u00e0 superior ilumina\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, para descobrir as orienta\u00e7\u00f5es da sociedade contempor\u00e2nea, reconhecer as necessidades espirituais mais profundas, determinar as tarefas concretas mais importantes, os m\u00e9todos pastorais a adotar, e, assim, responder de modo adequado \u00e0s expectativas humanas\u00bb (PdV, 5).<\/p>\n<p>A Boa Nova \u00e9 anunciada aos pobres. Certamente que estes ter\u00e3o muitas caracteriza\u00e7\u00f5es. Pobres s\u00e3o realmente pobres, mas sobretudo s\u00e3o todos os que t\u00eam fome de Deus, fome de comunh\u00e3o, de partilha e de amor. Quem poder\u00e1 descobrir os s\u00e1bios e ricos caminhos da pobreza para poder responder ao pobre sen\u00e3o aquele que se faz pobre, como afirma S. Paulo, para a exemplo de Cristo nos encher da sua riqueza (2Cor.8,9).<\/p>\n<p>Mais do que um trocadilho de palavras, estamos perante o desafio que s\u00f3 na experi\u00eancia concreta da partilha nos pode iluminar.<\/p>\n<p>Podemos ler na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u00abPastores Dabo Vobis\u00bb o seguinte: \u00abs\u00f3 quem contempla e vive o mist\u00e9rio de Deus como \u00fanico e sumo Bem, como verdadeira e definitiva Riqueza, pode compreender e realizar a pobreza, que n\u00e3o \u00e9 certamente desprezo e recusa dos bens materiais, mas \u00e9 uso grato e cordial destes bens e conjuntamente uma alegre ren\u00fancia a eles com grande liberdade interior, ou seja, em ordem a Deus e aos seus des\u00edgnios\u00bb (n\u00ba 30).<\/p>\n<p>E acrescenta-se dizendo que \u00aba liberdade interior, que a pobreza evang\u00e9lica guarda e alimenta, habilita o padre a estar ao lado dos mais d\u00e9beis, a tornar-se solid\u00e1rio com os seus esfor\u00e7os pela constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa, a ser mais sens\u00edvel e capaz de compreens\u00e3o e discernimento dos fen\u00f3menos que dizem respeito ao aspeto econ\u00f3mico e social da vida, a promover a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres: esta, sem excluir ningu\u00e9m do an\u00fancio e do dom da salva\u00e7\u00e3o, sabe inclinar-se perante os simples, os pecadores, os marginalizados de qualquer esp\u00e9cie, de acordo com o modelo oferecido por Jesus no desenvolvimento do seu minist\u00e9rio prof\u00e9tico e sacerdotal (cf. Lc 4, 18)\u00bb (n\u00ba 30).<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos a experi\u00eancia da pobreza, para que a exemplo do Mestre e Senhor, tornemos cred\u00edvel a nossa a\u00e7\u00e3o pastoral.<\/p>\n<p>Imploro de Nossa Senhora, Santa Maria Maior, de S. Bartolomeu dos M\u00e1rtires, de S. Teot\u00f3nio e S. Paulo VI, que nos aben\u00e7oem a cada um e a todo o presbit\u00e9rio e que sejam para todos n\u00f3s estimulo na evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo de hoje.<\/p>\n<p>Amen.<\/p>\n<p>Catedral de Viana do Castelo<\/p>\n<p><em>D. Jo\u00e3o Lavrador, Bispo de Viana do Castelo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":236695,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[182],"class_list":["post-236691","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-viana-do-castelo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/236691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=236691"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/236691\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/236695"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=236691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=236691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=236691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}