{"id":23656,"date":"2007-03-24T22:57:37","date_gmt":"2007-03-24T22:57:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/24\/a-fe-transforma-se-em-cultura\/"},"modified":"2007-03-24T22:57:37","modified_gmt":"2007-03-24T22:57:37","slug":"a-fe-transforma-se-em-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-fe-transforma-se-em-cultura\/","title":{"rendered":"<i>A f\u00e9 transforma-se em cultura<\/i>"},"content":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca no 5\u00ba Domingo da Quaresma <!--more--> 1. O crist\u00e3o, para tornar s\u00f3lidas as raz\u00f5es do seu acreditar, tem de equacionar as rela\u00e7\u00f5es da sua vida de crente com a cultura em que est\u00e1 inserido, o que traz \u00e0 vida da f\u00e9 uma inevit\u00e1vel densidade cultural. O ambiente cultural pode facilitar a vida da f\u00e9, quando h\u00e1 uma converg\u00eancia global entre os valores expressos na cultura e a perspectiva crist\u00e3 da exist\u00eancia. Mas pode tamb\u00e9m trazer dificuldades acrescidas, quando para ser fiel ao Evangelho o crist\u00e3o tem de remar contra a corrente das perspectivas culturais envolventes. A Igreja, ao longo de dois mil anos de hist\u00f3ria, tem uma vasta experi\u00eancia deste remar contra a corrente. A convers\u00e3o a Jesus Cristo pode acontecer em todas as culturas. Os crist\u00e3os, para serem fi\u00e9is ao Evangelho, tiveram de reagir contra realidades culturalmente aceites como, por exemplo, o polite\u00edsmo, a escravatura, o desrespeito pela vida, a prostitui\u00e7\u00e3o sagrada, a poligamia, etc. E ao faz\u00ea-lo, a pr\u00e1tica crist\u00e3 influiu nas culturas, chegando mesmo, em alguns contextos, \u00e0 sua transforma\u00e7\u00e3o radical, originando culturas de matriz crist\u00e3. O cristianismo, porque \u00e9 uma experi\u00eancia de vida e de liberdade, influi na cultura. Jo\u00e3o Paulo II afirmou \u201cque uma f\u00e9 que n\u00e3o se transforma em cultura, \u00e9 uma f\u00e9 n\u00e3o plenamente acolhida, n\u00e3o inteiramente pensada e n\u00e3o vivida numa fidelidade total\u201d1.  2. Mas o que \u00e9 a cultura? O seu processo din\u00e2mico est\u00e1 j\u00e1 anunciado na primeira narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem, no Livro do G\u00e9nesis: \u201cDeus criou o homem \u00e0 Sua imagem; \u00e0 imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou. Deus aben\u00e7oou-os e disse-lhes: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a\u201d (Gen. 1,27-28). O homem \u00e9 criado com a possibilidade e a responsabilidade de ser protagonista da sua hist\u00f3ria e do seu destino. A cultura \u00e9 um quadro harm\u00f3nico desta ac\u00e7\u00e3o do homem, construindo a sua humanidade, encontrando-se, simultaneamente, com o sentido da sua exist\u00eancia. O Conc\u00edlio Vaticano II definiu, assim, a cultura: \u201cEm sentido lato, a palavra cultura designa tudo aquilo atrav\u00e9s do qual o homem aperfei\u00e7oa e desenvolve as m\u00faltiplas capacidades do seu esp\u00edrito e do seu corpo; se esfor\u00e7a por submeter o Universo pelo conhecimento e pelo trabalho; humaniza a vida social, tanto familiar como o conjunto da vida civil, gra\u00e7as ao progresso dos costumes e das institui\u00e7\u00f5es; traduz, comunica e conserva, nas suas obras, ao longo dos tempos, as grandes experi\u00eancias espirituais e as grandes aspira\u00e7\u00f5es do homem, para que possam estar ao servi\u00e7o de um grande n\u00famero e mesmo de todo o g\u00e9nero humano\u201d2. A cultura est\u00e1, assim, ligada \u00e0 actividade humana, na busca do sentido da vida, na transforma\u00e7\u00e3o do mundo, na constru\u00e7\u00e3o da comunidade humana. O homem, na sua liberdade e no exerc\u00edcio da sua criatividade, est\u00e1 no centro da cultura. H\u00e1 tr\u00eas dinamismos fundamentais atrav\u00e9s dos quais o homem constr\u00f3i o quadro cultural em que vive: pensando, buscando pela sua intelig\u00eancia, a compreens\u00e3o de si mesmo e de todas as coisas; deixando-se atrair pela beleza, que procura imprimir naquilo que faz; agindo sobre o Universo, criando, com a sua ac\u00e7\u00e3o, um ambiente humano. Em todo este processo o homem \u00e9 atra\u00eddo pela verdade, buscando a compreens\u00e3o de si mesmo e do sentido da sua exist\u00eancia, que ele encontra tamb\u00e9m na beleza e no sentido da sua ac\u00e7\u00e3o, construindo civiliza\u00e7\u00e3o. O pensamento filos\u00f3fico, a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e a determina\u00e7\u00e3o na ac\u00e7\u00e3o transformadora, que se encontram em s\u00edntese superior na experi\u00eancia religiosa, enquanto reconhecimento de Deus, levam o homem \u00e0 sabedoria, um quadro de compreens\u00e3o da vida humana, onde se encontram as respostas \u00e0s quest\u00f5es fundamentais que sempre se puseram ao esp\u00edrito humano. O Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II define, assim, estas diversas sabedorias: \u201cBasta um simples olhar pela hist\u00f3ria antiga para ver com toda a clareza como surgiram simultaneamente, em diversas partes da terra animadas por culturas diferentes, as quest\u00f5es fundamentais que caracterizam o percurso da exist\u00eancia humana: Quem sou eu? Donde venho e para onde vou? Porque existe o mal? O que \u00e9 que existir\u00e1 depois desta vida? Estas perguntas encontram-se nos escritos sagrados de Israel, mas aparecem tamb\u00e9m nos Vedas e no Avest\u00e1; achamo-las tanto nos escritos de Conf\u00facio e Lao-Tze, como na prega\u00e7\u00e3o de Tirtankara e de Buda; e assomam ainda quer nos poemas de Homero e nas trag\u00e9dias de Eur\u00edpides e S\u00f3focles, quer nos tratados filos\u00f3ficos de Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles. S\u00e3o quest\u00f5es que t\u00eam a sua fonte comum naquela exig\u00eancia de sentido que, desde sempre, urge no cora\u00e7\u00e3o do homem: da resposta a tais perguntas depende efectivamente a orienta\u00e7\u00e3o que se imprime \u00e0 exist\u00eancia\u201d3. A cultura, como quadro inspirador do sentido da vida, sublinha a dimens\u00e3o comunit\u00e1ria da exist\u00eancia humana e da busca da verdade. S\u00f3 uma comunidade, ao longo da sua hist\u00f3ria, vai burilando uma sabedoria. Como afirma o Conc\u00edlio Vaticano II, \u201cassim, a partir de usos herdados, forma-se um patrim\u00f3nio pr\u00f3prio a cada comunidade humana. De igual modo se constitui um ambiente determinado e hist\u00f3rico em que todos os homens se inserem, sejam quais forem a sua na\u00e7\u00e3o ou s\u00e9culo e onde encontram os valores que lhes permitir\u00e3o promover a civiliza\u00e7\u00e3o\u201d4.  <b>F\u00e9 crist\u00e3 e cultura<\/b> 3. A f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 marcada pelo realismo da encarna\u00e7\u00e3o. Em Nosso Senhor Jesus Cristo toda a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus se humanizou, penetrando no mais fundo da nossa realidade humana. A solidez humana da f\u00e9 passa pelo seu enraizamento na cultura. O crente \u00e9 chamado a assumir a sua f\u00e9 como express\u00e3o cultural. N\u00e3o pode haver ruptura entre a f\u00e9 que se professa e a cultura que inspira os valores \u00e9ticos da exist\u00eancia. E quando houver conflito entre os valores que a f\u00e9 inspira e a cultura ambiente, na vida do crist\u00e3o devem permanecer as perspectivas da f\u00e9 no exerc\u00edcio e orienta\u00e7\u00e3o da liberdade. A f\u00e9 transforma-se em cultura atrav\u00e9s daqueles dinamismos que j\u00e1 referi: o pensamento, a contempla\u00e7\u00e3o da beleza, a ac\u00e7\u00e3o motivada pelos mandamentos do Senhor. O crente deve habituar-se a pensar a f\u00e9, ao mesmo tempo que pensa a sua exist\u00eancia. A cultura crist\u00e3 \u00e9 suporte importante da pr\u00f3pria f\u00e9. Todos os conte\u00fados da f\u00e9 podem ser objecto do nosso pensamento: a rela\u00e7\u00e3o com Deus, o sentido da fraternidade constru\u00eddo sobre o amor dos irm\u00e3os, o ideal da verdade, da justi\u00e7a e da paz, a fidelidade como exig\u00eancia nobre da vida vivida em rela\u00e7\u00e3o, a esperan\u00e7a na vida eterna. O mist\u00e9rio da Cruz de Cristo abre-nos para a compreens\u00e3o do sofrimento e da sua dimens\u00e3o redentora. A morte e a vida, a alegria e a dor, abra\u00e7am-se na busca do sentido da vida cuja fonte \u00e9 a \u201csabedoria da Cruz\u201d. Deus e o Seu Filho Jesus Cristo atraem a nossa intelig\u00eancia enquanto suprema verdade; mas cativam o nosso cora\u00e7\u00e3o como suma beleza. Exprimir a f\u00e9 como beleza foi, ao longo de dois mil anos, o mais s\u00f3lido enraizamento cultural da f\u00e9. \u00c9pocas houve em que se procurou, de forma sistem\u00e1tica, a harmonia entre a intelig\u00eancia e a beleza. O patrim\u00f3nio cultural do cristianismo n\u00e3o \u00e9 constitu\u00eddo apenas pelo pensamento crist\u00e3o; \u00e9-o tamb\u00e9m pelo vasto patrim\u00f3nio art\u00edstico em que os crentes exprimiram a f\u00e9 atrav\u00e9s da beleza. A beleza deveria fazer sempre parte da cultura crist\u00e3. Uma racionalidade sem abertura \u00e0 beleza \u00e9 truncada e n\u00e3o exprime a totalidade do mist\u00e9rio do homem e da sua busca da plenitude. Tempos houve em que a catequese era feita atrav\u00e9s da arte; oxal\u00e1, na catequese actual, a beleza fosse, pelo menos, uma linguagem sempre presente. O cultivo da beleza caiu num naturalismo horizontal, perdendo a sua capacidade de ser raio de luz a penetrar no mist\u00e9rio. E a beleza sem transcend\u00eancia \u00e9 menos bela. Finalmente, a f\u00e9 torna-se cultura, pela ac\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os, quando as suas atitudes s\u00e3o inspiradas nos preceitos evang\u00e9licos. Cumprir os mandamentos \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o convincente da verdade que se acredita. O contr\u00e1rio soa a falso. Pela pena do Ap\u00f3stolo Jo\u00e3o, esse \u00e9 j\u00e1 o crit\u00e9rio de autenticidade da Igreja primitiva: \u201c\u00c9 nisso que sabemos que O conhecemos: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz, eu conhe\u00e7o-O e n\u00e3o guarda os seus mandamentos, \u00e9 um mentiroso e a verdade n\u00e3o est\u00e1 n\u2019Ele\u201d (1Jo. 2,3-4). Actualmente a fragilidade da f\u00e9 de muitos crist\u00e3os exprime-se no div\u00f3rcio entre aquilo que dizem acreditar e a maneira como vivem. Confessam a f\u00e9 em Cristo e vivem segundo o esp\u00edrito do mundo. O que inspira os seus comportamentos \u00e9 a cultura profana e n\u00e3o a Palavra de Deus. E, no entanto, s\u00f3 a coer\u00eancia corajosa dos comportamentos influencia e marca presen\u00e7a na cultura vigente. \u201cN\u00e3o \u00e9 aquele que diz Senhor, Senhor, que entra no Reino de Deus, mas aquele que ouve a Palavra de Deus e a p\u00f5e em pr\u00e1tica\u201d (Mt. 7,21). A perspectiva de uma cultura crist\u00e3 exprime-se na coer\u00eancia das atitudes: no louvor de Deus, no amor dos irm\u00e3os e no respeito pela vida, na honradez e no amor \u00e0 verdade, na justi\u00e7a e na busca da paz. \u00c9 por isso que os santos s\u00e3o clareiras de luz na constru\u00e7\u00e3o de uma cultura crist\u00e3.  <b>As muta\u00e7\u00f5es culturais<\/b> 4. As culturas s\u00e3o realidades vivas, podem alterar-se, ao sabor dos comportamentos e das escolhas das pessoas e das comunidades, ao longo do tempo. Porque est\u00e1 mais ligada \u00e0 vida das comunidades do que \u00e0 dos indiv\u00edduos, as culturas n\u00e3o se alteram repentinamente, mas podem ser sujeitas a processos longos de transforma\u00e7\u00e3o. E do mesmo modo que o cristianismo acabou por influir decisivamente em culturas assentes noutras sabedorias, originando culturas de matriz crist\u00e3, tamb\u00e9m estas se podem alterar em sentido contr\u00e1rio, pela agressividade dos elementos que nelas influem, e pela falta de coer\u00eancia dos crist\u00e3os na viv\u00eancia dos valores evang\u00e9licos. Esta \u00e9 j\u00e1, de certo modo, a situa\u00e7\u00e3o da chamada cultura europeia, outrora t\u00e3o marcada pela vis\u00e3o crist\u00e3 do homem e da vida. A coer\u00eancia crist\u00e3 \u00e9, hoje, cada vez mais vivida num choque de perspectivas culturais. E num quadro desses, de pouco vale lamentarmo-nos com as manifesta\u00e7\u00f5es casuais dessa altera\u00e7\u00e3o. Ou agimos sobre a cultura, afirmando pela vida a beleza e a grandeza da sabedoria crist\u00e3, ou ser\u00e1 ineficaz a nossa luta. Um fil\u00f3sofo contempor\u00e2neo escreveu recentemente: \u201cA consci\u00eancia moderna desviou-se, decididamente, da f\u00e9. A f\u00e9 foi preservada, sem d\u00favida, em algumas camadas da popula\u00e7\u00e3o. Mas arrisca-se a viver, digamos, num vazio cultural, sem verdadeiro contacto com a consci\u00eancia dominante do seu tempo, o que representa uma situa\u00e7\u00e3o perigosa para a f\u00e9\u201d5. E a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa na Nota Pastoral publicada ap\u00f3s o Referendo sobre a despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto escreveu: \u201cO resultado favor\u00e1vel ao \u201csim\u201d \u00e9 sinal de uma acentuada muta\u00e7\u00e3o cultural no Povo Portugu\u00eas, que temos de enfrentar com realismo, pois indica o contexto em que a Igreja \u00e9 chamada a exercer a sua miss\u00e3o. (\u2026) A nossa miss\u00e3o pastoral, por todos os meios ao nosso alcance, tem de visar este fen\u00f3meno da muta\u00e7\u00e3o cultural\u201d. E o caminho passa pela coer\u00eancia e ousadia dos crist\u00e3os, para pensar a f\u00e9 no contexto do pensamento contempor\u00e2neo e agir corajosamente de acordo com a Palavra do Senhor. Num lago de \u00e1gua salobra n\u00e3o basta querer salvar cada peixe, \u00e9 preciso mudar a \u00e1gua e isso s\u00f3 acontece agindo culturalmente sobre a cultura. Cada crist\u00e3o \u00e9, hoje, chamado a ser, pela clareza do pensamento e a generosidade da sua vida, agente de muta\u00e7\u00e3o cultural.  S\u00e9 Patriarcal, 24 de Mar\u00e7o de 2007 <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca no 5\u00ba Domingo da Quaresma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[93,127,144,147,168,237,285,91],"class_list":["post-23656","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-aborto","tag-catequese","tag-concilio-vaticano-ii","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-diocese-da-guarda","tag-joao-paulo-ii","tag-patrimonio","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23656","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23656"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23656\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}