{"id":23587,"date":"2007-03-21T16:55:33","date_gmt":"2007-03-21T16:55:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/21\/vida-monacal-na-clausura-inspira-poetas\/"},"modified":"2007-03-21T16:55:33","modified_gmt":"2007-03-21T16:55:33","slug":"vida-monacal-na-clausura-inspira-poetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vida-monacal-na-clausura-inspira-poetas\/","title":{"rendered":"Vida monacal na clausura inspira poetas"},"content":{"rendered":"<p>Terminou  em Santo Tirso a iniciativa \u00abF\u00e9 na Poesia\u00bb, dando a conhecer o lado espiritual da vida <!--more--> <b>&#8220;D\u00edvida ou d\u00e1diva&#8221;<\/b> <i>D\u00edvida ou d\u00e1diva,  o que de mim sobrar Ser\u00e1 entregue a quem o reclamar  Como a \u00e1gua, Sou o meu lugar de nascimento. Como o fogo, Sou a alma e o dia. O dia est\u00e1 depositado em meu cora\u00e7\u00e3o Como o vinho nas adegas. D\u00edvida ou d\u00e1diva Compreendo que nunca estive,  Ou estarei s\u00f3.<\/i>  Este poema nasceu no Mosteiro de S\u00e3o Jos\u00e9 das Clarissas Adoradoras, em Vila das Aves, pela pena de Ivo Machado que esteve uma semana enclausurado neste mosteiro. Quando entrou &#8220;estava apenas preocupado com o tempo e com a passagem das horas&#8221; &#8211; disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Ivo Machado, poeta a\u00e7oriano (Ilha Terceira) mas a viver h\u00e1 cerca de 20 anos na cidade do Porto. Com 48 anos, este poeta real\u00e7ou que escreveu o \u00faltimo poema h\u00e1 um m\u00eas mas passadas poucas horas de entrar naquele mosteiro &#8220;dei comigo a escrever&#8221;. O sil\u00eancio ajudou a construir &#8211; atrav\u00e9s das palavras &#8211; esta viv\u00eancia espiritual. Logo no in\u00edcio, Ivo Machado recordou o seu conterr\u00e2neo &#8211; Vitorino Nem\u00e9sio &#8211; que dizia \u00abO sil\u00eancio \u00e9 peso de Deus\u00bb. &#8220;A abund\u00e2ncia e a luz do sil\u00eancio levou-me logo \u00e0 escrita&#8221; &#8211; real\u00e7a. Esta iniciativa termina hoje (21 de Mar\u00e7o) e foi promovida pela C\u00e2mara Municipal de Santo Tirso.  Entre 10 de Fevereiro e 21 de Mar\u00e7o de 2007, esta cidade do norte de Portugal recebeu a \u00abPoesia est\u00e1 na rua\u00bb. Por todo o munic\u00edpio &#8211; ruas, espa\u00e7os p\u00fablicos, igrejas, mosteiros\/conventos, tascas, caf\u00e9s, pastelarias, escolas, bombeiros e associa\u00e7\u00f5es &#8211; a f\u00e9 em forma de versos estar\u00e1 presente. A edi\u00e7\u00e3o de 2007 &#8211; \u00abF\u00e9 na Poesia\u00bb &#8211; mostrou tamb\u00e9m o patrim\u00f3nio religioso desta regi\u00e3o que recebeu os beneditinos.  Durante o retiro proporcionado pela entidade organizadora, Ivo Machado escreveu oito poemas. Para al\u00e9m da inspira\u00e7\u00e3o, &#8220;reencontrei-me comigo pr\u00f3prio e com a minha pr\u00f3pria circunst\u00e2ncia&#8221; &#8211; frisou o poeta a\u00e7oriano. E acrescenta: &#8220;fiquei mais rico como homem e como poeta&#8221;. Depois de viver aqueles dias no Mosteiro, Ivo Machado confidenciou que tinha &#8220;uma ideia muito errada daquela viv\u00eancia&#8221;. &#8220;S\u00e3o pessoas com uma enorme generosidade e capacidade de amar&#8221; &#8211; disse. A experi\u00eancia trouxe novidade e deu inspira\u00e7\u00e3o. &#8220;O amor reina dentro dos muros do mosteiro&#8221;. O contacto com esta forma de vida &#8220;foi uma experi\u00eancia inolvid\u00e1vel e continuar\u00e1 dentro de mim&#8221; &#8211; declarou o poeta. Numa sociedade cheia de ru\u00eddos, o sil\u00eancio &#8220;\u00e9 um poema&#8221;. Quando nos &#8220;encontramos com ele olhamos a vida de outra forma&#8221;. Dentro do Mosteiro, o sil\u00eancio ganha &#8220;outro sabor porque encontramos outras almas que vivem na contempla\u00e7\u00e3o&#8221;. E adianta: &#8220;isso contagia&#8221;. O sil\u00eancio e a inclina\u00e7\u00e3o da luz tocaram o poeta a\u00e7oriano. &#8220;Dei comigo a olhar as sombras e a admirar a folha que cai da \u00e1rvore&#8221; &#8211; real\u00e7a. As palavras surgiam com o m\u00ednimo ondular porque quem &#8220;n\u00e3o tem f\u00e9 na palavra n\u00e3o pode ter f\u00e9 em mais nada&#8221;. Este poeta cat\u00f3lico sublinhou que a gest\u00e3o do tempo era a preocupa\u00e7\u00e3o inicial mas &#8220;n\u00e3o fiz aquilo que pensava fazer&#8221;. &#8220;Faltou-me tempo&#8221; mas &#8220;acredito que um n\u00e3o crente sentisse o peso da m\u00e3o de Deus&#8221; &#8211; afirmou. Ao abandonar o &#8220;pequeno e austero quarto&#8221; &#8211; onde n\u00e3o havia sequer uma mesa para escrever -, Ivo Machado voltou atr\u00e1s e sentou-se no leito. Da nostalgia nasceu \u00abD\u00edvida ou d\u00e1diva\u00bb.  <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=noticia.asp?noticiaid=44065> F\u00e9 na poesia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terminou em Santo Tirso a iniciativa \u00abF\u00e9 na Poesia\u00bb, dando a conhecer o lado espiritual da vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[187,285],"class_list":["post-23587","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-do-porto","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23587","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23587"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23587\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23587"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}