{"id":23535,"date":"2007-03-20T11:11:47","date_gmt":"2007-03-20T11:11:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/20\/centenario-de-mons-nunes-pereira\/"},"modified":"2007-03-20T11:11:47","modified_gmt":"2007-03-20T11:11:47","slug":"centenario-de-mons-nunes-pereira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/centenario-de-mons-nunes-pereira\/","title":{"rendered":"Centen\u00e1rio de Mons. Nunes Pereira"},"content":{"rendered":"<p>No centen\u00e1rio do seu nascimento, a cidade de Coimbra est\u00e1 a homenagear Mons. Nunes Pereira. Depois de v\u00e1rias iniciativas nos \u00faltimos meses, a Casa Municipal da Cultura daquela cidade ir\u00e1 levar a efeito, no pr\u00f3ximo dia 21 (amanh\u00e3), a apresenta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da obra liter\u00e1ria de Mons. Nunes Pereira, por An\u00edbal Pinto Castro. Esta institui\u00e7\u00e3o assumiu a &#8220;chefia estas comemora\u00e7\u00f5es que envolve tamb\u00e9m a diocese de Coimbra&#8221; &#8211; referiu \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA M\u00e1rio Nunes, Presidente da Casa da Cultura. E acrescenta: &#8220;pretendemos homenagear um homem que deixou \u00e0 cidade, ao pa\u00eds e ao mundo um esp\u00f3lio extraordin\u00e1rio&#8221; . Nascido a 3 de Dezembro de 1906, este beir\u00e3o, nascido em Faj\u00e3o, produziu &#8220;imensas coisas e ensinou muito mais&#8221; &#8211; real\u00e7a M\u00e1rio Nunes. A povoa\u00e7\u00e3o, rodeada de montanhas, \u00e9 abra\u00e7ada e protegida, na sua &#8220;esp\u00e9cie de concha, pelos tel\u00faricos rochedos da Penalva e do Cabe\u00e7o da Mata, continuados pela Serra da Rocha, Serra Amarela e Picoto da Cebola&#8221;. Foi assim que M\u00e1rio Nunes, Vereador da Cultura da C\u00e2mara Municipal de Coimbra definiu a aldeia de Faj\u00e3o (Concelho da Pampilhosa da Serra) e terra natal de Monsenhor Nunes Pereira, falecido a 1 de Junho de 2001. Cinco anos depois do desaparecimento deste &#8220;homem simples\u2026 e alma rural&#8221; &#8211; (Marques, Jos\u00e9 Augusto; &#8220;Uma Vida com sentido&#8221;; In: Revista &#8220;Mensageiro de Santo Ant\u00f3nio&#8221; de Julho\/Agosto de 2001), a candura e a sabedoria profunda &#8220;desta alma portuguesa&#8221; n\u00e3o foram esquecidas. Mons. Nunes Pereira foi um &#8220;grande pedagogo e um grande professor&#8221; &#8211; disse M\u00e1rio Nunes. <b>Homem multifacetado<\/b> Falecido com 94 anos e mais de quarenta vividos na cidade universit\u00e1ria onde deixou a \u00faltima obra: um vitral no altar-mor da Igreja de S. Jos\u00e9 (Coimbra). A obra de arte foi inaugurada a 16 de Junho por D. Albino Mamede Cleto, bispo das terras do Mondego, mas os participantes na Missa do 7\u00ba dia puderam apreci\u00e1-la antecipadamente. Homem multifacetado, Mons. Nunes Pereira tanto utilizava as frases simples e profundas como a &#8220;pedra bruta&#8221; para dar a conhecer o Criador. Ao longo de muitos anos, a sua pena mostrou na revista &#8220;Mensageiro de Santo Ant\u00f3nio&#8221; a interpreta\u00e7\u00e3o fiel do nosso sentir colectivo, &#8220;da hist\u00f3ria comum, das nossas ra\u00edzes de na\u00e7\u00e3o multissecular&#8221; &#8211; (Marques, Jos\u00e9 Augusto). As p\u00e1ginas da rubrica &#8220;Calhau Rolado&#8221; do &#8220;Mensageiro de S. Ant\u00f3nio&#8221; estavam acompanhadas por gravuras que a sua arte colocava no papel. Nelas colocava &#8220;N. P&#8221; (Nunes Pereira) mas a sua humildade vinha ao topo da pir\u00e2mide e gostava de sublinhar: &#8220;N.P&#8221; significa &#8220;N\u00e3o Presta&#8221;. Qualidades que Frei Eliseu Moroni (na altura Chefe de Redac\u00e7\u00e3o do &#8220;Mensageiro de Santo Ant\u00f3nio) referiu: &#8220;foi devido a esta sua humildade que encontrei um &#8220;amigo&#8221;, fui amparado por um &#8220;pai&#8221;, animado por um &#8220;sacerdote&#8221;, ensinado a olhar os horizontes da vida por um verdadeiro &#8220;homem s\u00e1bio&#8221;&#8221;. E acrescenta: &#8220;na minha mem\u00f3ria fica uma verdadeira heran\u00e7a espiritual&#8221;. A cidade do Mondego recorda com saudade esta figura carism\u00e1tica. &#8220;Coimbra j\u00e1 lhe deu uma rua com o seu nome&#8221; &#8211; sublinha M\u00e1rio Nunes. Percorreu v\u00e1rios s\u00edtios da diocese e acabou por se fixar em Coimbra, na Igreja de S. Bartolomeu. &#8220;Nesta par\u00f3quia apresenta-se como o grande arauto das artes e do humanismo&#8221; &#8211; disse o vereador. <b>Desenhava com rapidez fulminante<\/b> Nos finais da d\u00e9cada de cinquenta e ap\u00f3s viagens a Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Alemanha e Holanda, Nunes Pereira dedicou-se \u00e0 aguarela. Desenhava com uma rapidez fulminante, esculpia e pintava de igual modo e, dados os seus conhecimentos na \u00e1rea da madeira, aprendeu numa simples tarde, a t\u00e9cnica da gravura em metal, com Jos\u00e9 Contente. Por isso dizia: &#8220;Na base de todos os meus trabalhos est\u00e1, sem d\u00favida, o desenho. Desenho em casa, na rua, nos caf\u00e9s, nas reuni\u00f5es, nos almo\u00e7os. O meu desenho, salvo o que fa\u00e7o no gabinete, \u00e9 um desenho de viagem, aproveitando ocasi\u00f5es e \u00e0s vezes escassos minutos&#8221;. Dominava igualmente a t\u00e9cnica do vitral, tendo executado v\u00e1rios trabalhos nesta \u00e1rea. Ao longo da sua vida, Nunes Pereira personificou a pluralidade de conceitos e de valores. Deus e os homens, uma dualidade indestrut\u00edvel e inapag\u00e1vel, &#8220;constituem uma unidade e autenticam um princ\u00edpio eterno\u201d. Nunes Pereira comunga e evidencia esta eternidade: amar a Deus sobre todas as coisas e os homens como a n\u00f3s mesmo. <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=32481\">\u2022Nunes Pereira: homem,artista e padre<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No centen\u00e1rio do seu nascimento, a cidade de Coimbra est\u00e1 a homenagear Mons. Nunes Pereira. Depois de v\u00e1rias iniciativas nos \u00faltimos meses, a Casa Municipal da Cultura daquela cidade ir\u00e1 levar a efeito, no pr\u00f3ximo dia 21 (amanh\u00e3), a apresenta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da obra liter\u00e1ria de Mons. Nunes Pereira, por An\u00edbal Pinto Castro. 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