{"id":23532,"date":"2007-03-20T10:42:40","date_gmt":"2007-03-20T10:42:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/03\/20\/e-uma-honra-ser-bispo-do-porto\/"},"modified":"2007-03-20T10:42:40","modified_gmt":"2007-03-20T10:42:40","slug":"e-uma-honra-ser-bispo-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/e-uma-honra-ser-bispo-do-porto\/","title":{"rendered":"\u00c9 uma honra ser bispo do Porto"},"content":{"rendered":"<p>Rui Os\u00f3rio destaca tra\u00e7os fundamentais do ser cat\u00f3lico nesta Diocese, pronta a receber D. Manuel Clemente <!--more--> No Porto, somos capazes de trocar o &#8220;v&#8221; pelo &#8220;b&#8221;, mas jamais renegamos a liberdade. Tamb\u00e9m os nossos bispos nos habituaram a amar a liberdade. Dois dos maiores, D. Ant\u00f3nio Barroso, que enfrentou os exageros e os erros da primeira Rep\u00fablica, e D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes, que Salazar exilou com desmedida prepot\u00eancia, tornaram exigente o modo de ser bispo do Porto. Como dizia D. Armindo Lopes Coelho, \u00e9 &#8220;um t\u00edtulo humanamente apetec\u00edvel&#8221; e &#8220;honra muito quem tiver o direito de o usar&#8221;. \u00c9, agora, certamente, para D. Manuel Clemente, uma honra ser bispo do Porto. O novo bispo \u00e9 bem-vindo. Bastaria confessar, como fez, que vem para estar perto das pessoas. Se a sua prioridade \u00e9 a evangeliza\u00e7\u00e3o, dinamize uma evangeliza\u00e7\u00e3o de proximidade, de cora\u00e7\u00e3o a cora\u00e7\u00e3o, personalizada. Aqui, apesar da grandeza da diocese, com mais de dois milh\u00f5es de habitantes, somos todos vizinhos, leais, generosos e cordiais. Vistos de fora, sabe-se l\u00e1 porqu\u00ea, h\u00e1 quem pense que, em Igreja, estamos divididos, especialmente o clero. Saibam que soubemos e ainda sabemos estar de bem com os bispos, mesmo quando n\u00e3o concordamos com eles, como foi quando exilaram o bispo do Porto e o substitu\u00edram por um administrador apost\u00f3lico, com quem fomos colaboradores leais. Sabemos que D. Manuel Clemente vem bem recomendado com a sua cordialidade. Connosco, estar\u00e1 em sua casa. D. Armindo Lopes Coelho foi mais bispo de Viana do Castelo do que do Porto, onde j\u00e1 chegou tarde. Poderia ter sido o imediato sucessor de D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes, em 1982. Em entrevista que lhe fiz para o &#8220;Jornal de Not\u00edcias&#8221;, atrevidamente cheguei a dizer que sucederia a D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes. Afinal, a Congrega\u00e7\u00e3o dos Bispos e a Nunciatura em Portugal n\u00e3o liam o &#8220;Not\u00edcias&#8221;! Foi, mas tarde. Ainda assim e porque conhecia muito bem a sua diocese, D. Armindo imprimiu o seu estilo. Geriu a diocese com o seu bom humor e com alguns lampejos de dinamiza\u00e7\u00e3o pastoral, como quando, j\u00e1 com 50 anos de presb\u00edtero e 25 de bispo, anunciou, em conson\u00e2ncia com os bispos auxiliares, o Conselho Pastoral Diocesano e o Conselho Presbiteral, a estrat\u00e9gia de evangeliza\u00e7\u00e3o da diocese \u00e0 base da forma\u00e7\u00e3o b\u00edblica. Deixa para o seu sucessor uma diocese pac\u00edfica e pacificada, sem problemas de maior, mas com muito caminho por andar. N\u00e3o faltam estruturas, a dinamizar, mas pessoas estimuladas a dar mais e melhor. \u00c9 preciso um novo entusiasmo, mesmo que pare\u00e7a tarefa ingl\u00f3ria com o envelhecimento e a escassez do clero e com leigos a deixar a Igreja em bicos de p\u00e9s. Demos voz e vez aos leigos. Assim tamb\u00e9m os bispos e os presb\u00edteros aprender\u00e3o a ser Igreja mais como o Esp\u00edrito quer e os sinais dos tempos aconselham. Uma aten\u00e7\u00e3o nada despicienda deve ser dada aos religiosos e religiosas e aos membros dos institutos seculares. Sem perda dos seus carismas, poder\u00e3o ter mais consci\u00eancia da Igreja Local onde est\u00e3o inseridos. D. Manuel Clemente vem treinado com o di\u00e1logo entre a f\u00e9 e a cultura. Sabe como prezamos no Porto essa dimens\u00e3o do testemunho crist\u00e3o e nos incomoda o vazio doutrinal e \u00e9tico. Preocupa-nos que digam de n\u00f3s que somos &#8220;uma diocese adormecida \u00e0 sombra do passado&#8221;. N\u00e3o somos bons ju\u00edzes em causa pr\u00f3pria, mas, ao lermos isso, parece-nos t\u00e3o exagerado como a publicidade. D. Manuel Clemente, c\u00e1 o esperamos para o ajudar na sua prioridade de &#8220;conhecer, amar e servir&#8221; a diocese. Deus o acompanhe&#8230; <i>Rui Os\u00f3rio, Jornalista e p\u00e1roco da Foz do Douro<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rui Os\u00f3rio destaca tra\u00e7os fundamentais do ser cat\u00f3lico nesta Diocese, pronta a receber D. 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